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Em São Paulo, Lula mostra que ainda lembra dos Bornhausen; a recíproca é verdadeira

16 de junho de 2014 2

Durante a convenção do PT paulista que oficializou o ex-ministro Alexandre Padilha como candidato ao governo de São Paulo, ontem, o ex-presidente Lula relembrou velha rivalidade com o ex-senador catarinense Jorge Bornhausen.

— Vocês viram que ontem, na convenção do PSDB, eles repetiram, em 2014, aquilo que o [Jorge] Bornhausen tinha falado em 2005, quando começou o processo da CPI do mensalão: ‘nós precisamos acabar com essa raça’, dizia o Bornhausen. E nós acabamos com aquele PFL do seu Bornhausen — disse Lula, em frase reproduzida pelo blog do jornalista Josias de Souza.

O discurso retomou outra fala polêmica de Lula em relação ao ex-senador, quando na campanha de 2010, em um comício realizado em Joinville, disse o DEM deveria ser extirpado da política brasileira. A resposta de Jorge Bornhausen foi forte e imediata:

— Aconselho o presidente a não faltar com a verdade, não inaugurar obras inacabadas, respeitar as famílias catarinenses e não ingerir bebidas alcoólicas antes dos comícios.

O PT foi derrotado no Estado naquela eleição, com a vitória de Raimundo Colombo (DEM) ao governo em primeiro turno e uma vantagem de quase 500 mil votos para José Serra (PSDB) sobre Dilma Rousseff (PT) no Estado.

Os efeitos dessa vitória acabaram desconstruídos ao longo destes quatro anos.

Temendo o isolamento político nacional gerado pelo atrelamento ao PSDB, Bornhausen deu gás ao projeto do ex-prefeito paulistano Gilberto Kassab de criar um partido nem de direita, nem se centro, nem de esquerda: o PSD. Para lá foram quase todos os ex-demistas catarinenses, incluindo Colombo. O projeto era fundir o novo partido ao PSB do pernambucano Eduardo Campos, que se apresentaria como alternativa aos duelos entre petistas e tucanos em 2014.

O DEM, antigo PFL, não estava extirpado como pedia Lula, mas virara um partido pouco relevante e decadente.

Acontece que o projeto não saiu como esperado. Destrelado e desinibido, Kassab levou seu PSD para perto de Dilma. Colombo foi junto e conquistou com a petista os financiamentos que fizeram o governo andar, depois de dois anos “conhecendo a máquina”. Em troca, prometeu gratidão e apoio. Quando os Bornhausen viram que acabariam, sem querer, pisando em um palanque petista, foram obrigados a abandonar o projeto. O deputado federal Paulo Bornhausen assumiu o PSB estadual.

Nestes quatro anos, o histórico clã catarinense perdeu dois partidos e o apoio incondicional de um governador. Aposta tudo em Eduardo Campos (PSB) para continuar forte no jogo e fazer Lula queimar a língua novamente.

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Comentários

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Comentários (2)

  • Schell diz: 16 de junho de 2014

    O Lula tinha razão, o PFL acabou (foi extirpado); sobraram algumas farpas distribuídas pelo dem (também em extinção) e pp (outro em extinção). No mais, interessante notar que os Bornhausen, agora, apoiam o Dudu. E quem é o Dudu? Ora, ora e ora, para quem passou quase 20 anos batendo no Paulo Afonso por conta dos precatórios, dizendo isso e aquilo dele, como os Bornhausen e os Amin, fica difícil – para não dizer impossível – vê-los de braços dados com o homem dos precatórios pernambucanos: sim, o Dudu era o secretário da fazendo do seu avô e, lá, foi o “rei” dos precatórios; aliás, como foi o Paulo Maluf, em SP, desde sempre chefão político do Amin. Tantos pesos, tantas medidas. Sem contar a grosseria bornhauseana desde áureos tempos: quando, por exemplo, o Bornhausen (pai) foi chefe da casa civil do Collor. Pois é, só vale jogar pedras num mesmo telhado? E os outros?

  • Curió & OSTRADAMUS ( CONSULTORIA POLÍTICA E ANEDOTAS EM NOTAS ) diz: 17 de junho de 2014

    Releve, releve, releve…
    Os demarenistas estão mais doidinhos que diabinhos malucos em festa junina.

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