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Dário e Ponticelli: os nomes dos últimos impasses da eleição catarinense

27 de junho de 2014 0

As eleições catarinenses vão chegar ao último final de semana antes das convenções com dois impasses para serem resolvidos nas candidaturas ao Senado. Eles têm nome e estão ligados: Dário Berger (PMDB) e Joares Ponticelli (PP).

A inscrição de Dário para disputar a vaga de senador na convenção do PMDB ganhou os holofotes nos últimos dias. Hoje, a pedido de Luiz Henrique, a executiva do partido transferiu para amanhã de manhã a definição da cédula de votação que será apresentada aos convencionais. O plano do presidente estadual e vice-governador Eduardo Pinho Moreira é dar aos delegados apenas a opção de homologar a decisão da pré-convenção que aprovou o apoio à reeleição de Raimundo Colombo (PSD). Permitir disputa na vaga de senador poderia gerar constrangimentos ou surpresas – e Pinho Moreira não quer nem um, nem outro.

O colunista Moacir Pereira revelou hoje que a candidatura de Dário é incentivada por Luiz Henrique, exatamente o contrário do que o ex-prefeito disse ontem em entrevista coletiva. Confirmada a posição de LHS, fica nítido que está em execução a Operação Bode na Sala. O alvo: Ponticelli.

Lideranças do PSD – e nesse grupo estaria o próprio Colombo – começam a demonstrar irritação com a intransigência de Ponticelli. Acreditam que o partido comprou uma briga muito grande para trazer o PP para chapa e que agora seria a hora de os pepistas cederem um pouco também.

O risco de vitória de Dário na convenção ou a possibilidade de judicialização da aliança seriam deixas para Ponticelli abrir mão da candidatura em nome da unidade da coligação. Se o PP indicar outro nome, é provável que o ex-prefeito seja novamente guardado na prateleira e tudo segue como no planejamento do Centro Administrativo.

Se há um mês a teimosia era peemedebista e havia risco de rompimento, agora a situação se inverteu. Hoje, o PP corre o risco de ser descartado. Um descarte doloroso, por todo o trabalho que os pessedistas tiveram para trazer a sigla para a base governista e por deixar solto às vésperas da definição das candidaturas um partido que pode encorpar os adversários ou lançar um quarto nome na disputa pelo governo – garantindo segundo turno.

Como já disse antes: pode acontecer tudo, inclusive nada.

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