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Na reta final, PP larga Colombo e é conduzido por Amin ao ninho tucano

30 de junho de 2014 3

No último dia de convenções partidárias, o que era certo foi confirmado e o que era dúvida virou polêmica. Enquanto nomes como o do governador Raimundo Colombo (PSD) e Cláudio Vignatti (PT) eram confirmados na disputa pelo governo estadual, após um dia de indefinições o PP decidiu abrir negociações com o PSDB — que avançariam à madrugada.

Realizadas praticamente ao mesmo tempo, as convenções do PSD, do PT e do PP eram monitoradas à distância por políticos de todas as cores. Especialmente o encontro dos pepistas, o único que poderia trazer novidades ao cenário eleitoral. O partido passou a segunda-feira demonstrando não ter assimilado a decisão do PMDB, aceita por Raimundo Colombo, de lançar o ex-prefeito Dário Berger como candidato avulso ao Senado _ rompendo o acordo de que os pepistas indicariam o senador da coligação governista.

Nas redes sociais, Ponticelli chegou a chamar de “natimorta” a coligação com Colombo. No início da tarde, na sede do partido, o candidato ao governo Paulo Bauer (PSDB) levou oficialmente o convite para o partido indicar o vice-governador. Pouco depois, chegou Vignatti e lideranças petistas, oferecendo vice e senado. Em discurso, Ponticelli chamou o governador de “fraco” e chegou a se lançar candidato ao governo.

Horas depois, na convenção realizada no Centrosul, em Florianópolis, Ponticelli suavizaria o discurso e elogiaria Colombo. Focou as críticas no senador Luiz Henrique (PMDB), patrocinador do veto a seu nome na composição _ o que resultou na aprovação do nome de Dário. Em meio aos gritos dos militantes contra a aliança com o governador e pedido por Esperidião Amin, o PP acabou aprovando uma delegação para a executiva do partido negociar uma aliança com o PSDB. Nessa conversa, os nomes de Amin e de Jorge Boeira seriam oferecidos como candidatos ao governo ou a vice e o de Ponticelli ao Senado.

Enquanto isso, o PSD realizava sua convenção no Auditório Antonieta de Barros, na Assembleia Legislativa. Colombo foi ovacionado pelos pessedistas e lideranças de partidos aliados. O nome do governador foi homologado como candidato à reeleição. Em seu discurso, Colombo fez um pequeno balanço dos 42 meses de governo, falou do Pacto por SC, saúde e educação.

— Força tem aquele político que ouve, sabe compreender e construir o que tem que ser construído — afirmou.

O PT também homologou Vignatti, mas deixou ainda abertas as vagas de vice-governador e senador, ainda à espera de uma possível adesão dos pepistas. Vignatti criticou as alianças de Colombo.

— São os outros que mandam no governador. Governador não pode ser frouxo como o que temos hoje — disse.

No plenário da Assembleia, o PSB definiu o lançamento de Paulo Bornhausen ao Senado e o apoio à candidatura de Paulo Bauer ao governo. O tucano também recebeu adesão de última hora do PPS.

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Comentários

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Comentários (3)

  • Rildo Jose Beber diz: 1 de julho de 2014

    Ja sabiamos, falamos, alertamos, deu no que deu, enrolaram o PP, mas enfim saimos vitoriosos, limpos. PSDB-PP.

  • Renato diz: 1 de julho de 2014

    Titulo e texto infeliz, no minimo…
    O PP não largou o PSD, ele foi chutado, humilhado e escorraçado por ordem do LHS, e como o PP bateu o pé pelo Ponticelli, deu no que deu, pelo menos não ficou tão vergonhoso….

  • Fulminou !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! diz: 1 de julho de 2014

    Texto excelente.
    Querem impor de goela abaixo ao senador ?
    É preciso ter colhões que chega.

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