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A pesquisa e as dúvidas de Marciliana (que são as dúvidas de todos nós)

22 de julho de 2014 0

A leitora que assina Marciliana Oliveira publicou um comentário que resolvi transformar em post porque mostra uma das formas que os eleitores podem usar para pesquisar seus candidatos.

Após uma pesquisa nas declarações de bens, ela questiona os valores declarados por alguns candidatos. O tema é recorrente. A explicação mais comum dada pelos políticos de que declaram os valores da época da compra, sem atualizações, por orientação da própria Justiça Eleitoral.

Nem sempre fica muito claro. Está na hora de uma revisão nos métodos de declaração de bens à Justiça Eleitoral, porque dessa forma, em tempos de redes sociais, prejudica ainda mais a credibilidade da classe política.

Segue o comentário da Marciliana, porque já falei demais.

Se tem uma coisa que gosto é comparar a evolução patrimonial dos candidatos e a distorção na declaração dos valores. Olho com especial atenção para aqueles que a cada eleição mudam de partido, como se fizessem dos partidos uma sigla de aluguel.

A ong Às Claras (www.asclaras.org.br) ajuda bastante, pois nela podemos ver os dados dos candidatos de todas as eleições a partir de 2000, inclusive podemos ver quem foram os principais doadores de campanha. A fonte desses dados são as declarações dos candidatos ao Tribunal Regional Eleitoral.

Na declaração do candidato Elpídio, vemos que o mesmo bem que em 2006 (uma casa na agronômica) foi declarado valendo R$ 150.000, em 2014 o candidato declarou como valendo R$ 10.000 (dez mil). Olha, não sabia que em Florianópolis os imóveis estavam tão desvalorizados. Isso tudo para dar a impressão de que não houve grande crescimento de patrimônio entre um pleito e outro. É só conferir na declaração, há mais imóveis “desvalorizando” a cada ano. http://www.asclaras.org.br/partes/candidato/@bens.php?id=83687

Já na declaração de bens do Paulo Bauer (http://www.asclaras.org.br/partes/candidato/@bens.php?id=83645), o veículo Ford Edge manteve o seu valor de R$ 119mil tanto na declaração de 2010, quanto na de 2014. Nunca vi um carro depois de 4 anos custar o mesmo valor de novo, por isso fui consultar na tabela FIPE e vi que o valor de mercado do Ford Edge ano 2009 é de 67mil reais.

Que bagunça é essa nas declarações? Quem deveria investigar isso? Por que os candidatos se sentem tão livres para apresentar valores tão distantes da realidade???

PS: Não vou mencionar discrepância na relação de todos os candidatos porque não sou repórter e também porque o post ficaria muito longo. Mas os dados estão lá, é só conferir.

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