Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
 

Os caminhos e o tempo

17 de novembro de 2014 0

O engajamento dos pessedistas Raimundo Colombo e Cesar Junior na campanha de Dilma Rousseff abriu caminho para um realinhamento político inédito no Estado. Herdeiros do PFL de Jorge Bornhausen, o governador e o prefeito da Capital têm ferramentas para promover coalizões com os partidos de centro-esquerda que orbitam (e habitam) o Planalto.

Embora tenha reforçado seu relacionamento direto com a presidente, Colombo ainda titubeia em seguir a trilha que abriu. Trouxe PCdoB e PDT para sua coligação, mas preferiu manter distância do PT local. Hoje, petistas catarinenses discutem aproximação com o governador. Não há convite oficial, mas não está descartado.

Diferentemente de Colombo, o prefeito Cesar Junior já trilhava esse caminho. Em dois anos de gestão marcados pela tentativa de enfrentar temas polêmicos – Plano Diretor, licitação dos ônibus, IPTU maior em áreas mais valorizadas – e de não obter capital político com eles, Cesar Junior aposta em parcerias com o governo federal para ver a administração deslanchar. Trouxe o vereador Tiago Silva (PDT) para seu secretariado, iniciou conversas tímidas com a ex-adversária Angela Albino (PCdoB).

Esse processo fica em suspenso com a Operação Ave de Rapina, pelo menos até que se saiba a dimensão do esquema de corrupção apontado pela Polícia Federal dentro da prefeitura. Essa indefinição tira do prefeito o que ele menos tem: tempo. Se serve de consolo, Dário Berger foi dado como cadáver político quando indiciado pela PF na Moeda Verde. Reelegeu-se prefeito no ano seguinte, hoje é senador eleito.

Bookmark and Share

Comentários

comments

Envie seu Comentário