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Campanha eleitoral de SC teve pequena participação das empreiteiras citadas na Operação Lava-Jato

18 de novembro de 2014 0

A sociedade brasileira e a classe política assistem com expectativa e apreensão as consequências da sétima fase da Operação Lava-Jato, especialmente após as prisões de 23 executivos das maiores empreiteiras do país. Tidos como intocáveis, nomes como OAS, Camargo Corrêa, Queiroz Galvão estão em xeque e com eles todo o sistema político bancado por generosas contribuições de campanha de empreiteiras.

Em meio a esse cenário, chama atenção a quase ausência dessas grandes construtoras entre os principais financiadores da última eleição em Santa Catarina. As doações para governador e senador eleitos e os deputados estaduais e federais que conquistaram vagas, entre as citadas na operação da Polícia Federal, somam apenas R$ 700 mil – a maior parte direcionados ao Estado por comitês partidários.

Uma participação bem diferente da que fizeram há quatro anos. Um exemplo é a Andrade Gutierrez. Em sua primeira vitória, o governador Raimundo Colombo teve a empreiteira como maior doadora do comitê financeiro único do DEM, seu partido à época: R$ 1,7 milhão. Valor semelhante foi dado pela construtora à adversária Ideli Salvatti (PT), terceira colocada na disputa. Dos cofres da empresa, este ano, foram canalizados apenas R$ 100 mil para Santa Catarina.

A série de denúncias e vazamentos de depoimentos iniciados antes da campanha pode ter retraído as empreiteiras, não só aqui. O espaço foi ocupado especialmente pelo frigorífico JBS, maior doador nacional, segundo em Santa Catarina. A empresa repartiu R$ 8,1 milhões entre 24 candidatos eleitos no Estado – quase metade desse valor para Colombo. A siderúrgica Arcelor Mittal foi além: distribuiu R$ 11,4 milhões entre 18 catarinenses eleitos em outubro.

Veja quais foram as empresas que mais doaram para os eleitos em SC.

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