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O que espera por Colombo

20 de novembro de 2014 4

Quando o governador Raimundo Colombo (PSD) voltar de São Paulo, onde ainda se recupera de uma bem-sucedida cirurgia cardíaca, vai encontrar em Santa Catarina duas questões políticas para decidir. A prometida reforma administrativa à espera de seu aval e a queda de braço entre PSD e PMDB por espaços
no futuro governo. Decisões que se desdobram em muitas e que devem render tudo aquilo que os médicos paulistas determinaram que o governador evite: estresse.

A reforma foi esquadrinhada em reuniões realizadas entre secretários durante a semana passada. A maior parte do pacote seria apresentada segunda-feira a Colombo – em encontro adiado justamente pela constatação de que ele teria de passar por cirurgia. A reforma não é uma coisa só. Tem compactação de cargos e regras alterando processos. Até mesmo a ideia de criar uma lei estadual sobre greves esteve na mesa de discussões – a intenção era ter munição contra movimentos considerados ideológicos. A
ideia foi descartada, mas mostra o tipo de debate realizado. Enquanto isso, a atual legislatura reluta em votar qualquer reforma este ano.

No campo político, uma disputa em silêncio e na surdina opõe os dois sócios majoritários da aliança que reelegeu Colombo. A operação de pacificação interna do PMDB ainda precisa de um movimento: a volta do deputado federal reeleito Mauro Mariani para a Secretaria de Infraestrutura. Além disso, outro ponto que tem sido considerado crucial para os peemedebistas é diminuir o poder de fogo do PSD do Oeste – que tem Antonio Gavazzoni na Fazenda, Gelson Merisio como futuro presidente da Assembleia e tenta o retorno do deputado federal reeleito João Rodrigues para a Agricultura.

Colombo voltará de São Paulo no final de semana precisando garantir uma reforma digna do nome e das intenções que antecipou em outubro. Voltará de São Paulo precisando impedir que seu segundo mandato seja apenas o intervalo entre a disputa de pessedistas e peemedebistas por sua cadeira em 2018.

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Comentários

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Comentários (4)

  • alfonso ott diz: 20 de novembro de 2014

    Caro amigo – que BELO TAPA que o nosso Governador deu aos NOSSOS MEDICOS E HOSPITAIS de Santa e Bela Catarina – campanha POLITICA valorizar e respeitar o CIDADÂO CATARINENSE – os melhores medicos e hospitais estão em SC – disse o Candidato a Governador e Eleito – mas ele foi p/São Paulo – existe um proverbio que diz : quem tem c… tem medo – Os medicos de S. Paulo SÃO MELHORES que os nossos de Santa Catarina – alfonso

  • naldo diz: 20 de novembro de 2014

    Não meu caro Alfonso.
    É que em SP tem aparelhos que não estão quebrados aguardando licitação (anos) para serem consertados. Será que todos que precisem do mesmo tipo de cirurgia serão encaminhados para SP por conta da incompetência administrativa? E até quando?

  • Beto diz: 20 de novembro de 2014

    Boschi, eu tenho acompanhado estas manifestações do governador deste a sua primeira mandato e tudo ficou apenas na demonstração teórica, em mera propaganda para a sociedade.

    Estes assuntos já foram esmiuçados e debatidos antes, mas o efeito político, leia-se os compromissos em manter agentes políticos em alguns cargos, impediram que o governador colocasse em prática.

    Agora, após manifestar novamente sua intenção de encaminhar os projetos de reforma ainda neste ano, o governador se vê em novas contradições, indicando que tudo deve ficar para o ano que vêm.

    Parece que falta ao governador a coragem de decidir e manter o que foi decidido. O padrão Colombo é divulgar sua intenção, colher as manifestações contrárias (de quem foi afetado pelas mudanças propostas) e adequar sua intenção (o que significa não fazer nada).

    Um recado para o governador: se o desejo é fazer acontecer ainda este ano, para que a reforma produza efeitos já, use medidas provisórias, e pare de tentar acomodar (com cargos públicos) a todas as vertentes políticas.

    Mais coerência governador, entre pensar, falar e agir.

  • Jose de Abreu diz: 21 de novembro de 2014

    Corretissimo o governador, tem mesmo que preparar o coração para suportar a politicagem que vem por ai.

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