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Coluna de sábado - 21 de março

21 de março de 2015 2

Ao anunciar no Twitter que vai antecipar para 31 de março sua saída da Secretaria de Administração, Derly de Anunciação diminuiu em quatro dias o prazo para que o governador Raimundo Colombo (PSD) encontre um substituto. Nas bolsas de apostas, quatro nomes são apontados – todos vinculados ao PMDB. Oficialmente, foi o partido que endossou Derly no governo do Estado desde 2003, da marcante passagem pela Comunicação de Luiz Henrique (PMDB) à breve estada na Casa Civil e o atual momento.

Quem lidera a disputa nos bastidores é o ex-deputado federal João Mattos, que respondeu pela Articulação Nacional no primeiro mandato de Colombo. Tem história no partido e contemplaria o PMDB do Alto Vale, dono das cadeiras de Rogério Peninha na Câmara dos Deputados e de Aldo Schneider na Assembleia. Logo atrás, viria Acélio Casagrande, ex-suplente de deputado federal, ex-secretário regional, adjunto da Saúde até o final do ano passado. Contemplaria o vice-governador Eduardo Moreira.

Um terceiro nome surgiu com alguma força nos últimos dias: Vinicius Lummertz, ex-secretário de Planejamento de LHS. Não deve emplacar porque, apesar do aval do senador, já começou a ser torpedeado por peemedebistas que não enxergam nele vida partidária.

É justamente desse quesito que pode surgir outra alternativa: o adjunto da Casa Civil, Ari Vechi. Com trânsito no partido, teria a simpatia também de setores do PSD que habitam o Centro Administrativo, incluindo o próprio governador. A decisão precisa sair em 10 dias.

boeira

O PT NO AR
O PT catarinense começou a veicular na noite de ontem as inserções de propaganda partidária no rádio e na TV. Em uma das peças, os deputados federais Décio Lima e Pedro Uczai falam de investimentos do governo federal no Estado, enquanto Claudio Vignatti defende “corrigir o que está errado e melhorar o que está certo”. Em tempo, Vignatti nega com veemência que tenha sido convidado a ingressar no PSB.

JUNTAR É PIOR
A OAB nacional está se posicionando contra a tese de unificação das eleições. A alegação é de que juntar as disputas municipais às estaduais e federais empobreceria o debate político. Nas contas da entidade, seriam 500 mil candidatos disputando 70 mil cargos ao mesmo tempo.
– Nas eleições municipais, discutem-se temas de interesse local, enquanto nos pleitos estaduais e nacionais as questões são completamente diferentes – afirma o o advogado Luiz Magno Pinto Bastos Junior.

ERRO POLÍTICO
Em visita à Assembleia Legislativa durante a semana, o prefeito de Criciúma, Márcio Búrigo (PP), admitiu ao deputado estadual Ricardo Guidi (PPS) estar arrependido de ter declarado apoio à reeleição de Raimundo Colombo (PSD) – em direção contrária à coligação do PP com Paulo Bauer (PSDB). O dinheiro prometido não teria chegado e a relação com antigos aliados pepistas estremeceu.

ESCLARECIMENTO
A Serrana Engenharia enviou resposta às denúncias do vereador Renato Figueiredo de que a água distribuída pela empresa à população de Imbituba seja poluída, publicada na coluna quinta-feira. Afirma que os problemas de contaminação foram pontuais, provocados por uma obra de terceiros que causou rompimento de uma adutora. A situação já estaria normalizada.

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Comentários

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Comentários (2)

  • Marcelo diz: 21 de março de 2015

    Com todo o respeito a OAB, mas não devemos continuar a discutir os “destinos” dos municípios dissociados do estadual e nacional sendo fundamental essa coincidência de eleições. Me parece que a OAB está mais preocupada com a falta de trabalho que terão os advogados especialistas em eleição, eleições que cada vez mais estão judicializadas! A OAB deverá ter cuidado ao se posicionar sobre esse assunto, sob pena de perder a credibilidade junto a população. Por fim, é quase que unanimidade na população que as eleições devam ser unificadas.

  • Maria Fernanda diz: 21 de março de 2015

    OAB ou a comissão de assuntos eleitorais. Está claro que se trata de reserva de mercado para os advogados especialistas em direito eleitoral que tem de dois em dois anos uma fonte de trabalho inesgotável.

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