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Coluna de domingo - 22 de março

22 de março de 2015 0

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O governador Raimundo Colombo (PSD) não esconde o quanto ficou impressionado com as manifestações contra Dilma Rousseff (PT) realizadas em todo o país há uma semana. O assunto veio à tona em todas as vezes que o pessedista falou em público durante a semana.

Seja na assinatura de uma ordem de serviço em Itajaí, para prefeitos e autoridades no Congresso Catarinense de Municípios, ou para empresários na reunião mensal da Fiesc, o diagnóstico de Colombo foi o mesmo: as manifestações podem se dirigir agora a Dilma, mas apontam para toda a classe política. Isso pode ser lido como uma tentativa de poupar a petista – com quem ele tem boa relação e mantém aliança política desde 2013.

Mas há nesse diagnóstico muito da insatisfação que o próprio governador manifesta desde sempre em relação às amarras da máquina administrativa. Aparentemente, Colombo acredita que é possível canalizar esta insatisfação das ruas para as reformas que ele entende necessárias para que os governos sejam mais efetivos. Não é à toa que fala em constituinte para corrigir “equívocos da Constituição de 1988” ou que cita excesso de direitos dos servidores públicos como entrave ao próprio serviço público.

Quando viu pela televisão que a marcha dos insatisfeitos era muito maior do que a realizada por entidades sindicais dois dias antes, Colombo enxergou quem pode entender e apoiar sua reforma administrativa.

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DOS DOIS LADOS?
Na época em que o ex-deputado federal João Pizzolatti (PP) foi anunciado como secretário em Roraima, informou-se que o salário seria de cerca de R$ 23 mil. O valor é semelhante ao que o ex-parlamentar voltou a receber do governo de SC em fevereiro como auditor fiscal da Fazenda. Até agora, o Diário Oficial não publicou pedido de licença do pepista para trabalhar em Boa Vista.

ELEIÇÃO PARA DELEGADO-GERAL
O deputado estadual Leonel Pavan (PSDB) apresentou proposta de emenda constitucional para que a escolha do delegado-geral da Polícia Civil seja feita por lista tríplice eleita pela categoria. Em vez de livre nomeação, como hoje, caberia ao governador apontar um dos nomes respaldados pelos delegados. A proposta leva assinatura de parlamentares de diversos partidos, inclusive do presidente da Assembleia, Gelson Merisio (PSD).

PARLANDO
A Assembleia Legislativa criou a Frente Parlamentar Santa Catarina – Itália. Fazem parte dela 12 deputados estaduais que terão a missão de “buscar aproximação, bem como resgatar os laços de amizade entre os parlamentos italiano e catarinense e trabalhar em ações que fomentem a cultura, economia e desenvolvimento”. Certamente serão necessárias muitas viagens.

PEC DO INCENTIVO
O deputado estadual Neodi Saretta (PT) pediu o desarquivamento da proposta de emenda constitucional (PEC) que apresentou em 2013 para diminuir o número de assinaturas necessárias para leis de iniciativa popular. Hoje, é necessário 1% do eleitorado para projetos de lei e 2,5% para PECs – algo em torno de 40,5 mil e 101,4 mil assinaturas, respectivamente. Se a proposta de Neodi for aprovada, a exigência cai para 0,5% do eleitorado para ambos os casos: 20,2 mil assinaturas. Antes de ser arquivada pelo final da legislativa, a PEC de Neodi Saretta passou um ano e meio aguardando parecer do relator Sílvio Dreveck (PP).

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