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Coluna de segunda-feira - 23 de março

23 de março de 2015 0

O dia 24 de março será uma prova de fogo para o governo do Estado e para o Sinte/SC. No jargão sindical, os professores já estão em “estado de greve” – que significa um pouco mais do que um “indicativo de greve” e um pouco menos do que parar. É nesta terça-feira, data marcada para o início da paralisação, que será possível conhecer a dimensão do movimento.

O sonho dourado dos sindicalistas e de boa parte dos professores é repetir 2011. Naquele primeiro ano de governo Raimundo Colombo (PSD), o movimento de 62 dias ganhou a simpatia da sociedade diante de uma realidade inegável: Santa Catarina empurrava com a barriga, cálculos e desculpas a implantação do piso nacional dos professores. Somou-se a isso a falta de habilidade de uma secretaria ainda comandada pelo peixe fora d´água Marco Tebaldi (PSDB) e se criou o impasse – só resolvido, dramaticamente, quando o governo e a Assembleia bancaram uma medida provisória que implantou o piso, mas achatou a carreira.

Esta lá o estopim da titubeante greve de 2012, 16 dias e pouca adesão, e de todos os protestos dos professores desde então. O tema volta com força agora, primeiro ano do segundo mandato, com a discussão do novo plano de carreira. O governo promete reajustes maiores para professores com mestrado e doutorado, mas quer a desvinculação dos professores temporários da carreira. Alega que o novo plano custará R$ 200 milhões anuais. O Sinte advoga pela aplicação dos índices de aumento dados ao piso nacional sobre todos os pontos da carreira – R$ 2 bilhões nas contas do Centro Administrativo.

Ao contrário de 2011, quando foi pego de surpresa, o governo passou os últimos meses promovendo reuniões descentralizadas com professores em todo o Estado, sem a presença sindical, para expor o novo plano. Amanhã será o dia de conferir se a estratégia deu certo.

ORGANIZAR AS LEIS
Em seu novo mandato no comando da Assembleia, Gelson Merisio (PSD) tirou da gaveta duas ideias da passagem anterior e que ficaram de lado no biênio PonTiton. Foi criada uma comissão, liderada pelo vice Aldo Schneider (PMDB), para tratar da consolidação da legislação estadual e aprimoramento do regimento interno da Assembleia.

FAXINA
No mandato anterior de Merisio, uma equipe da UFSC foi contratada pela levantar as leis em desuso ou que poderiam ser reunidas em textos únicos. Concluído, o trabalho foi mesmo para a gaveta.
- Na prática vamos fazer uma limpeza nas quase 17 mil leis existentes, dentre elas milhares que não têm mais validade, além de modernizar o nosso Regimento Interno – afirma Aldo Schneider.

DEIXE-ME IR
Escolhido em dezembro por Raimundo Colombo (PSD) diante do impasse no PMDB pela vaga de secretário de Infraestrutura, João Carlos Ecker (PMDB) tem demonstrando interesse em sair do cargo. Em seu lugar entraria Válter Gallina (PMDB), que chegou a ser convidado por Colombo, mas preferiu a Casan.

TANTO FAZ
Consultor na área de segurança pública, Eugênio Moretzsohn não acredita que faça muita diferença a PEC de Leonel Pavan (PSDB) para que a escolha do delegado-geral da Polícia Civil seja feita através de lista tríplice com os nomes mais votados pela categoria.
– Esses cargos são disputados na “bacia das almas” dos partidos que suportam politicamente o governo (qualquer governo). O que precisamos, mesmo, é despolitizar as instituições policiais, assim como o serviço público em geral.

DETALHE
O DEPUTADO ESTADUAL MAURÍCIO ESKUDLARK (PSD), DELEGADO DE CARREIRA, NÃO ASSINOU A PEC DE PAVAN PARA CRIAÇÃO DA ELEIÇÃO DE DELEGADO-GERAL.

E AGORA, COLOMBO?
A pergunta do dia: Raimundo Colombo vai aproveitar a auditoria técnica do Tribunal de Contas que pede redução do número de Secretarias Regionais para fazer o que sempre desejou ou vai defender junto aos conselheiros o abrandamento das conclusões em nome do velho modelo que herdou?

PMDB QUER MAIS
De olho em 2016, o PMDB vai organizar ampla campanha de filiações, com ponto alto no dia 15 de agosto. Essa é uma das novidades que serão apresentadas no Encontro Estadual dos Presidentes do PMDB, que será realizado na manhã de hoje em São José. O presidente em exercício Valdir Cobalchini vai mostrar um amplo diagnóstico com dados de cada município , incluindo análise de coligações e possíveis candidaturas.

ÚLTIMA CARONA
Quando fez o primeiro discurso na tribuna da Assembleia, em fevereiro, o deputado estadual Rodrigo Minotto (PDT) recordou uma passagem que envolvia o colega Fernando Coruja (PMDB).
– Há uns 15 anos tive a oportunidade de conduzir um veículo, juntamente com o deputado Coruja, também com o nosso eterno Leonel Brizola, com Carlos Lupi e com o nosso ministro Manoel Dias, até o município de Balneário Gaivota. Hoje estamos aqui como amigos e parceiros na Assembleia Legislativa.
Foi mais ou menos nessa época que Coruja deixou o PDT, após seguidos desentendimentos com Manoel Dias.

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