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Passado, presente e futuro sobre a Ponte Anita Garibaldi

15 de julho de 2015 3
Mateus Bruxel, Agência RBS

Mateus Bruxel, Agência RBS

Passado, presente e futuro se encontraram na manhã de ontem sobre a Ponte Anita Garibaldi, inaugurada com toda a pompa após 38 meses de uma obra que, como nenhuma outra, foi acompanhada passo a passo pelos catarinenses. O palco armado para celebrar o ponto alto da gestão Dilma Rousseff (PT) em Santa Catarina trazia todos os contrastes desse encontro temporal.

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O passado estava atrás do palco, nos três quilômetros de engarrafamento no antigo acesso do Canal da Laranjeiras, há anos insuficiente para o tráfego de caminhões, ônibus e automóveis — e, consequentemente, causando prejuízos à economia pelas dificuldades no transporte de carga e na vinda dos turistas gaúchos, argentinos e uruguaios para o litoral catarinense. Uma cena que promete ficar no passado a partir de hoje, com a liberação de ponte nova. Um passado que insistia em ser ouvido nos buzinaços dos caminhões que passavam ao lado da festa que adiava a obra por mais um dia.

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O presente também estava sobre o palco. As crises política e econômica ecoavam pela cerimônia. Sobre a ponte, militantes e autoridades ouviram breves discursos — o maior, da presidente Dilma Rousseff, durou 10 minutos. Na entrada da ponte, abaixo e ao lado, manifestantes faziam barulho em suas críticas ao governo, ao PT, a Dilma. Por vezes, o som dos críticos superou a música da festa, os discursos, o apoio dos militantes.

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Naquele cenário, o governador Raimundo Colombo (PSD) fez um gesto de solidariedade política que Dilma certamente não vai esquecer. Parecendo discursar aos críticos, enumerou ações de parceria com o Planalto e disse à presidente que hoje conta com 9% de popularidade que ela “pode contar com a gente em todos os momentos”. Acalentada, Dilma admitiu a crise econômica e pediu coragem aos brasileiros para que seja superada.

Este é o futuro que estava presente ao palco. A ideia de que tanto a crise política quanto a econômica possam ser superadas. Como foi superado o principal gargalo da BR-101 Sul com uma ponte inimaginável anos atrás. As fórmulas dessa superação, nos dois campos, é que ainda vão continuar em discussão — até que um lado grite mais alto.

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Comentários

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Comentários (3)

  • Gustavo diz: 15 de julho de 2015

    PORRA DC! Vocês estão bebendo em trabalho? Que ponto alto da gestão dessa anta? A de 70% de rejeição nas eleições aqui ou os quase 100% atualmente? SC é o sexto MAIOR PIB nacional e veja quantas migalhas esse desgoverno federal aplica aqui. Como andam as demais BR”s que cortam o estado? VERGONHA!

  • Curió diz: 15 de julho de 2015

    Tudo no mundo chega ao fim… é…
    Só não se acaba nunca a negociação salarial entre o magistério e o Colombo. Sempre tem um acontecimento financeiro, uma pedra no caminho, uma ponte bloqueada ou caída pela frente e os professores sempre mofando com a pomba na balaia, as tarrafas arrombadinhas…
    Nosso salário está congelado desde que dia/mês/ano ? Com mais um atrasado de 13% desde janeiro de 2015.

  • mauricio da silva diz: 16 de julho de 2015

    PONTE ANITA GARIBALDI
    A ponte Anita Garibaldi, inaugurada, neste dia 15 de julho de 2015, pela presidente da República, Dilma Rousseff, significa mais que uma homenagem à heroína dos dois mundos.
    Além de belíssimo cartão postal e, muito mais que a maior ponte estaiada em curva, do Brasil, significa, sobretudo, o início da redenção econômica e social da Região Sul de Santa Catarina.
    Ainda, para que se tenha clareza, “estaiada” é a ponte suspensa por cabos, constituída de um ou mais mastros, de onde partem cabos de sustentação para os tabuleiros da ponte – solução intermediária ideal entre uma ponte fixa e uma pênsil.
    Inicia-se a redenção, porque muitos empreendimentos deixaram de vir para cá e tantos outros se expandiram ou se transferiram daqui para outras regiões, devido à perda de tempo, de prazos, de compromissos, de dinheiro e de vidas. O trecho Tubarão-Laguna, que pode ser percorrido em 20 minutos, demorava até 4 horas, principalmente, no verão.
    A demora no término da duplicação da BR-101 (com perda de 32,7 bilhões de reais segundo estudos da Unisul), dos voos regulares no aeroporto de Jaguaruna e dos investimentos nos portos de Imbituba e Laguna compõem o quadro que afugentava investidores, turistas e ceifava vidas.
    O Sul do Estado estava praticamente isolado por terra, mar e ar. A Região de Tubarão, especialmente, com o complexo termal e proximidade do Mar e da Serra, constituiu-se num paraíso natural, de difícil acesso.
    Segundo o Instituto Jordam, o crescimento no trecho norte de Santa Catarina – de Palhoça a Joinville – nos últimos 10 anos – foi de 470%. No trecho sul – de Palhoça a Araranguá, do qual Tubarão faz parte, foi, no mesmo período, de apenas 200%, devido, principalmente, à precaríssima logística.
    No mencionado trecho norte, não houve demora para duplicação da mesma rodovia nem nos investimentos nos portos de Itajaí, São Francisco e Itapoá e nos aeroportos de Joinville e Navegantes. Em razão disso, e para ficar apenas num exemplo, Araquari recebeu a fábrica da BMW com 3 mil empregos e receitas provenientes de impostos. Enquanto no trecho sul, enfatiza-se, empresas desistiram de se instalar e outras migraram ou se expandiram para outras regiões.
    Ainda, no tocante ao trecho sul, a Região de Tubarão é a mais pobre, como demonstram estudos das consultorias Urban Systems (os doze municípios catarinense melhores para investir estão entre Palhoça e o norte do Estado) e Deloitte (das19 empresas catarinenses que mais crescem, apenas uma é de Içara e outra de Criciúma).
    A duplicação da BR-101, muito próxima da conclusão, e a decolagem do Aeroporto Regional de Jaguaruna resultaram dos esforços dos que acreditaram e fizeram o que tinha que ser feito, mesmo quando tudo parecia distante e impossível. Idêntico esforço precisa ser feito com a Ferrovia, com os portos de Laguna e de Imbituba, qualificação de mão de obra, áreas industriais e preventivos de segurança, para que a Região se desenvolva sem perder o sossego.
    Aliás, sustentabilidade compreende: prosperidade, planeta e pessoas.
    (Prof. Maurício da Silva ,mestre em Educação, mauricio.silva@unisul.br)

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