Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
 

Situação de Cunha lembra a de Titon em 2014

23 de julho de 2015 0

Um presidente de poder legislativo investigado pelo Ministério Público e convivendo com a possibilidade de ser afastado do cargo. A descrição corresponde ao momento vivido por Eduardo Cunha (PMDB-RJ), apontado em delação premiada como beneficiário de uma propina de US$ 5 milhões dentro dos esquemas investigados pela Operação Lava-jato. Nas redes sociais, espalham-se campanhas pelo afastamento do peemedebista do comando da Câmara dos Deputados, reverberados por militantes petistas, mas também por lideranças como os ex-senadores Pedro Simon (PMDB) e Marina Silva.

O curioso é que a cena descrita na primeira frase do texto também descreve um episódio que marcou a política catarinense em 2014. Na época, o deputado estadual Romildo Titon (PMDB) era alvo da Operação Fundo do Poço, que investigava fraudes em licitações para construção de poços artesianos envolvendo empresários e políticos de diversas prefeituras na base do parlamentar peemedebista. Mesmo com a expectativa de denúncia do Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC), Titon assumiu a presidência da Assembleia em fevereiro daquele ano – com farpas ao MP-SC em seu discurso de posse. Pois 23 dias depois veio a decisão judicial de afastá-lo do cargo por 180 dias, o grande temor de Eduardo Cunha hoje. Titon teve a presidência da Assembleia mutilada. Virou réu quando o órgão especial aceitou a denúncia do MP-SC contra ele, mas conseguiu a reeleição. Pouco depois, assumiu de forma discreta a presidência do poder. Na nova legislatura, na planície, mantém a postura enquanto o processo se perde na teia burocrática do Judiciário. Se precisar de conselhos, Cunha pode ligar para o correligionário catarinense.

Bookmark and Share

Comentários

comments

Envie seu Comentário