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Disputa na UFSC manda esquerda do campus para o divã

23 de outubro de 2015 3

Se fosse um município, a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) teria um eleitorado do porte de Içara, cerca de 38 mil pessoas aptas a votar. Politicamente, é muito mais do que isso. O orçamento anual nas mãos do futuro reitor da universidade federal só perde para o de Joinville entre as cidades catarinenses – é muito semelhante ao da capital Florianópolis.

Além disso, a UFSC reúne em seus cinco campi gente de todo o Estado e até de fora de Santa Catarina, por sua qualidade. É dessa forma que deve ser encarada a disputa que teve seu primeiro turno encerrado na quarta e que vai colocar os professores Luiz Cancellier e Édson de Pieri na segunda votação, dia 11 de novembro.

Ambos vêm do mesmo campo político que comandou a UFSC de 1996 a 2012, nas gestões de Rodolfo Pinto da Luz, Lúcio Botelho e Álvaro Prata. A sequência foi interrompida por Roselane Neckel, em uma composição da esquerda do campus na eleição passada. No poder, a composição se fragmentou em meio às polêmicas enfrentadas pela reitora – da compra questionada de um prédio nas imediações do campus à posição no episódio do confronto entre estudantes e policiais federais em operação no Centro de Filosofia e Ciências Humanas.

Terceiro colocado em 2011, Irineu de Souza lançou-se novamente e alcançou a mesma colocação. Candidata à reeleição, Roselane amargou um quarto lugar graças ao pífio desempenho entre estudantes e servidores. A esquerda do campus vai para o divã enquanto a UFSC decide entre Cancellier e Pieri.

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Comentários

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Comentários (3)

  • Paulo diz: 23 de outubro de 2015

    Alguma dúvida que vai rolar um corte no orçamento da USFC depois dessa eleição?!

    Sem contar que devem começar aquelas invasões de sala do reitor e coisa e talz.. esquerdinhas não aceitam uma derrota, e vomitam que os outros não aceitam eleição justa.

  • nelson diz: 23 de outubro de 2015

    Mudança maravilhosa, esta derrota da esquerda bolivariana comunista que esta alojada na UFSC. Com certeza o prestigio de nossa Universidade vai melhorar e muito.

  • Henrique diz: 12 de novembro de 2015

    A primeira coisa a se fazer é retirar a proibição às empresas Jr. de engenharia,abolir seminários bolivarianos e banir convocação de membros de países tais como Coréia do Norte para trazer ” conhecimento” para a UFSC.A América Latina está acordando depois de um período obscuro.

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