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A ofensiva de Merisio (ou, O PSD do B)

30 de outubro de 2015 7

Qual é o poder de fogo de um presidente da Assembleia Legislativa? Depende do objetivo. Pensemos no atual comandante do parlamento catarinense, o deputado estadual Gelson Merisio (PSD), e seu desejo declarado de ser pré-candidato ao governo do Estado. Quem for ao saguão da Assembleia e tiver tempo para olhar detalhadamente cada um dos retratos dos antecessores de Merisio na parede vai encontrar apenas um que alcançou esse mesmo objetivo: Ivo Silveira, do velho PSD, em 1965, vencedor de uma disputa acirrada com Antonio Carlos Konder Reis (UDN).

A história ajuda a contextualizar o tamanho do objetivo do presidente da Assembleia. O cargo, ao longo do tempo, tem dado a seu ocupante poder e prestígio entre os pares e a classe política estadual. Volta e meia, garante uma ascensão à Câmara dos Deputados. Dependendo da habilidade do presidente, ele até se torna um personagem permanente dos bastidores mesmo sem mandato (ou do outro lado da praça Tancredo Neves). Para mais do que isso, falta o tal do poder de fogo.

Para que Ivo Silveira deixe de ser a exceção da regra, Gelson Merisio trabalha fortemente para transformar o parlamento em sua artilharia eleitoral. Mesmo que tenha sido duas vezes o deputado estadual mais votado do Estado, Merisio sabe que hoje não teria fôlego para uma campanha majoritária. Ainda tem tempo para construir um cenário positivo e tenta fazer isso a partir das limitadas ações de gestão que o cargo lhe dá.

Nesta semana, Merisio reuniu-se com jornalistas em diversos momentos para apresentar sua reforma administrativa. Apresentou os modelos aplicados em pequena escala no parlamento como soluções para os demais poderes, especialmente o Executivo. Um exemplo claro é a extinção de cargos de nível médio. Imediatamente, 50 que estão vagos _ de um total de 342 esvaziados a medida que os funcionários forem se aposentando. Uma medida que reduz pela metade, a longo prazo, o quadro funcional do Legislativo.

— É a única forma de reduzir o Estado. Extingue a função para não repor quando servidor se aposentar — ensina.

Em todos os gestos, aparece o tom que Gelson Merisio quer usar e a forma como pretende ser alternativa no contexto de um partido que está no poder desde 2011, dentro de uma aliança que comanda o Estado há 12 anos. Diante do tom cauteloso e negociado de Raimundo Colombo, o deputado quer ser o que tem iniciativa para decidir – mesmo que desagradando alguns pelo caminho. Diante da fadiga de material do PMDB pelo tempo no poder estadual, surge como o que isola o atual sócio governista e mira uma volta à matriz — ou seja, parceria com PP e PSDB. Defende enfaticamente o fim das secretarias regionais, a redução da máquina do Estado, extinção de uma máquina construída com seu apoio.

Dentro de uma cenário nebuloso e sem candidaturas naturais para 2018, Merisio quer mostrar ao eleitor catarinense que é igual, mas diferente. O PSD do B.

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Comentários

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Comentários (7)

  • revoltado com todos partidos políticos diz diz: 30 de outubro de 2015

    Demagogia, eu quero uma pra viver……….Eles os políticos, ainda acham que todos os eleitores são: Tapados, burros, sofrem com o mal do alemão, etc, e tal, (muitos até sim) sigo uma parcela de descontentes com TODOS, nosso número só aumenta, por mais de vinte anos bateu a desesperança. Quanto o Estado, municípios, gastam com secretarias, inoperantes? ninguém sabe, nem viu, nunca verá! Abstenção, minha bandeira.

  • Curió diz: 30 de outubro de 2015

    A ofensiva do Merísio assim prospera com os próprios gols contra da imprensa catarino-gauchesca a phoder a vida dos catarinenses… como é que pode um homem desses suspeito de malversação receber tanto mimo ? Tá pior que o Colombo fazendo propaganda de coisa que só vai existir, se for (!) em 2018 ?
    Isso é brincadeira ?
    De esconde esconde ?
    Eu quero meu salário seus meliantes !
    Professores não são bosta de cachorro nem titica de galinha seus desgraçados!
    Olhando assim, lendo assim, até parece que existe seriedade no antro Barriga Verde!

  • ZÉ GERMANO ( O ANALISTA DE CACUPÉ – DA ESCOLA DE FRANKFURT ) diz: 30 de outubro de 2015

    - Estou ficando louco doutor.
    - Mas o que está acontecendo ?
    - Os sindicatos de servidores públicos.
    - Como assim rapaz ?
    - Os sindicatos não param o Estado, nós servidores estamos comendo o pão que o diabo amassou doutor.
    - É… os sindicatos nesta quadra não podem nem abrir a boca… trabalhas onde ? Na justiça, na alesc… ?
    - Não doutor, sou do baixo clero, coroinha, olhe lá…
    - Mas o que te atormenta, não és professor és ?
    - Pior que sou, quero botar fogo no rabo dos deputados, matar o Colombo, e enforcar o Alemão…
    - Zuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuupt!

  • João do Mocotó diz: 30 de outubro de 2015

    Este é a dita matéria de um “pau mandado”………………..
    Coitado, estudou para mentir para a população.

  • PEDRO diz: 31 de outubro de 2015

    Legislação diz que em caso de crise, quando não se consegue pagar a folha, aqueles que são colocados por indicação política (comissionados), resumindo… os apadrinhados, devem ser os primeiros a serem extintos. No mesmo discurso ele diz que os cargos efetivos serão extintos… ou seja, aquele que só se entra por concurso e em contra partida os cargos em comissionados, fica a critério dos deputados, podem até aumentar de acordo com a necessidade… Estranho isso… virou bagunça mesmo… Isso tudo porque o servidor público, é aquele que alcança tal trabalho pelo seu esforço e não depende da indicação e nem baixa a cabeça para essa politicagem nogenta, ou seja, não lhe deve favores… pelo que parece… esse governo não gosta é de servidor público, pois esse não come na mão dessa política. Vamos fazer o contrário… e seguir a lei… vamos reduzir cargos comissionados. Se não me engano a própria Alesc já foi alertada sobre o excesso de gente por indicação política que tem lá dentro… Que a reforma seja feita, e que os nobres deputados deem o exemplo… no que vão colaborar, não é momento de crise? Vamos lá… comessem tendo um assessor somente, abram mão de suas indenizações, auxílio moradia, alimentaçao ponposa ou suas diarias… ou o sacrifício é só para alguns para manter privilégio de poucos… e bota privilégio nisso.

  • José Carlos diz: 2 de novembro de 2015

    Este senhor que ser candidato a governador tem que explicar os gastos da sua gestão com as diárias , alimentacão e a vergonhosa gratificação natalina aos funcinários da assembléia que falta na saúde educação etc joga para a galera que vai diminuir os gastos com pessoal mais fica coopitando ex deputados com salarios altiísimos alguns inclusve com ficha suja. Parece que aprendeu com a Dilma e o Lula a mentir. Espero que o povo catarinense pense muito bem antes de votar em embusteiros. Viva o juiz Sergio Moro

  • PROFESSOR CATARINENSE diz: 2 de novembro de 2015

    Ivo Silveira foi colocado pelos Militares na ditadura.
    Era um homem muito nem a favor ou contra mas muito pelo contrário… Mais em cima do muro só mesmo o Colombo equilibrista.
    Esta história de igual mas diferente é a mais precisa enganação.
    Ele apenas quer porque quer!… Nestes últimos meses andou confundindo o legislativo com o executivo, dando ordens na administração direta, o executivo!…
    Anda muito suado pelo poder, sede insaciável…
    Mas conjecturas em bola de cristal made in China de vidro é demais, não ?
    Bem…
    Essa discussão é para botar esse energúmeno na mídia ? Interessa a quem esse assunto tão monotemático ?
    Sou mais dizer que este sem vergonha mancomunado com o governador não está andando nem cagando para a destruição do plano de carreira do magistério.
    Precisaria de guasca no lombo destes desgraçados.

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