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Deputados de SC em destaque no processo de impeachment? Só se for por acaso

05 de dezembro de 2015 2

O impeachment de Fernando Collor teve a participação de um parlamentar catarinense em um momento emblemático. Foi o então senador Dirceu Carneiro o responsável por entregar ao ex-presidente a notificação oficial de seu afastamento do cargo. A função coube ao caçadorense que se notabilizou na política como prefeito de Lages nos anos 1970 porque era, na época, primeiro-secretário do Senado.

Foi um lance de acaso, do qual anos depois Carneiro dizia não se orgulhar, por causa da “frustração de ver que depois de tantos anos sem eleições diretas, foi preciso retirar alguém eleito democraticamente do poder”. Neste início de processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), apenas um lance de acaso pode dar a algum parlamentar catarinense uma posição de destaque.

Falta peso político à bancada catarinense na Câmara dos Deputados, que neste momento decide os nomes dos 65 parlamentares que vão formar a comissão especial para analisar o pedido de afastamento da presidente. Não seria surpreendente se nenhum deles fosse de Santa Catarina.

Não é só a condição de baixo clero que pesa sobre nossos deputados que cria essa situação. Com seis deputados, o PMDB catarinense tem a segunda maior bancada do partido na Câmara. A maior parte deles, alinhada à oposição. Como a escolha cabe ao líder da bancada, o governista Leonardo Picciani (PMDB-RJ), eles devem ser riscados. A história se repete em partidos da base aliada, como o PP — antes de ser vetado, o experiente Esperidião Amin já antecipou que não deseja participar.

Entre os deputados catarinenses que fazem parte da oposição formal — Carmen Zanotto (PPS) e os tucanos Marco Tebaldi e Geovânia de Sá — será difícil furar o bloqueio da principal vitrine que os anti-governistas terão. O raciocínio, curiosamente, vale para os petistas Pedro Uczai e Décio Lima, embora este ainda tenha o nome cogitado. O PT vai colocar seus principais guerreiros em campo.

No fim das contas a formação da comissão especial será uma mistura do primeiro time da Câmara, com uma ou outra conveniência das cúpulas partidárias. Neste momento, a bancada catarinense não integra nem o primeiro time, nem as cúpulas.

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Comentários

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Comentários (2)

  • Curió diz: 7 de dezembro de 2015

    Alguém me diga de algum coqueiro público cantado alto se a segunda parcela do décimo terceiro salário colombino vai sair mesmo dia 15 de dezembro… estou com duas mãos me esgoelando, eu não queria morrer assim enforcado no especial… Upi, se vai atrasar, junto com o salário de dezembro… fala pelo amor de Deus! Já devassei tudo que é site governamental e nada… vai me dar uma coisa!…

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