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Relator muda projeto do novo plano de carreira dos professores para deixar base mais confortável

08 de dezembro de 2015 1

O deputado estadual Valdir Cobalchini (PMDB) vai trazer alterações na proposta do governo no relatório que apresenta na manhã desta terça-feira na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Após diversas conversas com o secretário Eduardo Deschamps (PSD), a última deles durante toda a tarde de segunda-feira, o peemedebistas fez ajustes que visam deixar os deputados mais confortáveis para votar o projeto sob as vaias dos sindicalistas e servidores mobilizados.

Uma das alterações é a inclusão na proposta de um dispositivo que permita a revisão dos reajustes determinados pela nova tabela. O texto enviado pelo Centro Administrativo traz embutido todos os aumentos salariais que os professores vão receber na carreira até o final do governo Raimundo Colombo (PSD), sem margem. O texto de Cobalchini determina condicionantes que permitam aumentos maiores – retomada do crescimento da arrecadação, aumento do repasse do Fundeb, recursos do pré-sal, estariam entre esses condicionantes. As revisões teriam prazos determinados, provavelmente anuais.

Outra mudança no relatório de Cobalchini ao texto original é a determinação de que sejam realizados concursos públicos para o magistério a cada dois anos, como forma de reduzir a necessidade de professores temporários.

As mudanças não devem diminuir a pressão do Sinte contra a proposta, já que não alteram o centro da proposta: a incorporação dos 25% de regência de classe aos salários. Mesmo assim, podem ajudar a reforçar o discurso da base para aprovação. Até o final da semana, diversos deputados governistas, inclusive do PSD, ainda não estavam convencidos</strong> a se desgastar votando a proposta. A aposta era de que apenas as mudanças na previdência seriam votadas.

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Comentários

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Comentários (1)

  • Daniel – Laguna diz: 11 de dezembro de 2015

    Alguém realmente acredita que Cobalchini está preocupado com a educação catarinense, apenas fumaça.

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