Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
 

A entrevista de Gelson Merisio ao DC

13 de dezembro de 2015 4

A edição de final de semana do DC traz uma entrevista com o presidente da Assembleia Legislativa, Gelson Merisio (PSD). A íntegra (um pouco maior do que publicada no jornal impresso) pode ser lida neste link. Destaco abaixo algumas frases do pessedista.

Aprovação relâmpago das mudanças na previdência
Quanto mais tempo de discussão, maior seria a discussão sobre a Casa, especialmente dos poderes, os segmentos afetados e que legitimamente reagem. Agora, a Assembleia tem que pensar no 1% da população que é servidor público e nos 99% que não são. Lá na galeria estavam os representantes desse 1%. A população estava representada pelos deputados.

Acesso limitado do público à Alesc
Eu tinha a preocupação de que se houvesse galeria aberta, alguém pulasse dentro do plenário e teríamos que inviabilizar as sessões. Tudo foi feito para preservar a integridade do plenário. Não é para impedir pressão, não tem nada disso. A parte externa está toda liberada. Só não tínhamos os 120 lugares liberados em cima porque é muito exposto. Vamos inclusive mexer na estrutura da galeria para permitir ficar aberto nesses momentos com segurança

Plano de carreira dos professores
Vou ser bem sincero. Matéria relevante para mim, no que diz respeito à necessidade de aprovação, foi votada hoje (quinta-feira). O plano de carreira é uma matéria importante, que não está com o prazo vencido e que tem um encaminhamento para ser votado na próxima semana, não uma decisão.

Fim da aliança com o PMDB
Tenho muito respeito pelo partido, temos um governo que ganhamos juntos, vamos tratar com respeito até o final. Agora, tenho uma compreensão pessoal de que uma aliança tem um prazo de validade. Começa a ficar muito longo, constrói vícios, constrói grupos e isso não é bom para o Estado. O rompimento dessa aliança e a construção de uma nova aliança do PMDB com outro grupo, nós em outra construção, acho que é uma contribuição para o Estado. Maior do que se estivéssemos juntos.

Se fosse para eu ser o candidato (a governador), eu preferia ser candidato em uma coligação diferente. Teria condição, depois da posse, de também fazer diferente. Mexer nas secretarias regionais, estruturar de forma diferente as indicações de comissionados. Com o PMDB isso é impossível.

Gestão da Alesc
Nós temos uma questão consolidada de licenças-prêmio a serem pagas. Agora em janeiro vou começar a chamar os que tem tempo (para aposentadoria) e antecipar o pagamento para quem se aposentar. Vou parcelar o pagamento para os demais. Vou reduzir 350 ano que vem.

Concurso público
Sinceramente, eu só vou fazer concurso quando não tiver nenhuma outra alternativa. Eu não gosto de concurso. Não pelo concurso em si. Quando for fazer, vou fazer com um grau de exigência de ter no mínimo mestrado. No último concurso da Assembleia, a maioria das vagas era de nível médio. Isso é um absurdo.

Bookmark and Share

Comentários

comments

Comentários (4)

  • Juliano de Quadros diz: 13 de dezembro de 2015

    Lindo para cara dele! Achar que um servidor da assembléia tem que ter mestrado. Deve estar esperando algum parente concluir a especialização para garantir a vaga.

  • Fernanda Souza diz: 13 de dezembro de 2015

    Boa noite, Upiara. Acabo de ler a entrevista com esse senhor e sinceramente não posso me conter diante de tamanho absurdo. Como catarinense tenho direito de manifestação e, sinceramente, é impossível ficar calada. Atualmente, a Alesc tem 569 servidores efetivos. Se 350 servidores se aposentarem restarão apenas os aprovados dos concursos de 2002 e 2010 e,por pouco, alguns ainda da década de 80. Se 350 servidores forem aposentados então o presidente ainda vai pensar se vai fazer concurso público, ou não? E se fizer concurso público vai exigir mestrado? Então para fazer concurso para fotógrafo, radialista, motorista, diagramador, dentro da nova carreira em que todos passaram para analistas, estes e outros cargos terão que ter mestrado? O presidente da Alesc tem mestrado? Agora entendi a declaração do deputado quando afirma que é contra o concurso. Desmontou o quadro efetivo, reduziu cargos, mas não mexeu nos mais de mil comissionados e mais de duzentos terceirizados? O presidente da Alesc vai passar por cima da decisão do Tribunal de Contas que em 25 de novembro, em julgamento em plenário, decidiu que o Poder Legislativo deve adequar o número de comissionados aos efetivos na forma do concurso público? E o Termo de Ajustamento de Conduta com o Ministério Público ficou apenas na discussão do ponto biométrico e nada mais? E os servidores efetivos da Alesc vão encarar essa situação completamente passivos, acomodados, na espera da licença prêmio, pensando apenas no agora sem imaginar como serão prejudicados no futuro? Preferem vender a alma ao diabo somente para garantir um direito que já lhes pertence e que poderia ser reivindicado de outra forma? Se a Alesc não fizer concurso quem vai pagar as aposentadorias dos servidores que estão se aposentando? Na auditoria do TCE, em 2011, o deputado Gelson Merísio era o presidente da Alesc e ele tinha pleno conhecimento de que o número de comissionados já extrapolava o de efetivos. Naquele período não fez nada e agora a situação está cada vez pior. Com todo respeito, a entrevista demonstra que a Alesc continuará sendo um cartório, um balcão de negócios, em que cada presidente que passa faz o que bem quer. Criam todo o tipo de teorias de flexibilização do serviço público e redução de cargos. São mestres na arte de desmontar o Estado e destruir o serviço público. Especialistas na arte da falácia que rasgam e cospem na Constituição, no direito administrativo e fazem troça com o direito penal, até porque tudo acaba em pizza. Quem é o presidente da Alesc para considerar um absurdo o nível técnico no serviço público, considerando a importância destes cargos na Câmara Federal, no Senado, no Supremo Tribunal Federal e demais instâncias do serviço público na República? Como o presidente pode considerar um absurdo a carreira de nível técnico e defender a permanência de terceirizados e mais de mil comissionados na Alesc, uma demonstração direta da imoralidade e do apadrinhamento político? Diante desta entrevista, em que o deputado manifesta suas considerações pessoais e políticas, não seria cabível aos nossos promotores de justiça, na defesa da moralidade pública, e até mesmo apuração pelo GAECO, apurar e determinar a imediata realização de concurso público na Assembleia Legislativa, tendo em consideração o projeto que visa reduzir drasticamente o quadro de servidores a partir do mês de janeiro de 2016? Não seria cabível a manifestação do Ministério Público do Trabalho (MPT) pela determinação de concurso público, com o objetivo de acabar com a terceirização nos setores administrativos da Alesc? Nesse diapasão, não seria de fundamental importância a manifestação da Ordem dos Advogados de Santa Catarina (OAB/SC), em consonância a campanha nacional deflagrada pelo Conselho Federal da OAB pela moralização do Estado, uma vez que tais declarações do agente político do Estado fragilizam a Constituição e a oportunidade de ingresso no serviço público, por meio de concurso de provas ou provas e títulos, em respeito ao princípio da igualdade, rechaçando, de vez, o apadrinhamento político?

  • Daniel – Laguna diz: 15 de dezembro de 2015

    Parabéns Fernanda,
    a conduta deste senhor falastrão, assim como do governador é de pura amicitia. As últimas votações mostraram claramente o que se tornou a alesc, um balcão de negócios, onde os secretários fazem o papel de coletores e pagadores. O descaso com o serviço público é enorme, parte da assembleia é ignorante ao tema e simplesmente atende as ordens do executivo. A tempos que não presenciava uma alesc tão submissa, perdareiro capacho. O alinhamento entre legislativo e executivo fica claro nas realções de apadrinhamento.

  • marcos diz: 16 de dezembro de 2015

    Estes senhores inventam mentiras e acreditam nelas como se fossem verdades e fazem o povo acreditar também…. Triste politicagem brasileira.

Envie seu Comentário