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Comissão do impeachment é um palco para Mauro Mariani, mas expõe contradição peemedebista

15 de dezembro de 2015 1

Se o Supremo Tribunal Federal confirmar o rito eduardocunhístico do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), o deputado federal catarinense Mauro Mariani (PMDB) pode ter achado o bilhete premiado para suas pretensões políticas. Caberá a ele, se for confirmada a comissão especial eleita por voto secreto na semana passada, a missão de ser o único parlamentar do Estado no grupo que analisará o afastamento da petista.

Com a posição majoritariamente anti-Dilma dos eleitores catarinenses – manifestada nas urnas em 2014 e reiterada quantas vezes foi possível depois -, Mariani pode ganhar a visibilidade para se consolidar como candidato a governador em 2018. Hoje ele é apontado como o principal nome do partido para a disputa, especialmente por conta das estadualizadas votações que recebeu para deputado federal nas últimas três eleições.

Por enquanto, o discurso do peemedebista tem sido pelo afastamento da presidente. Chegou a dizer, logo após o acerto que viabilizou sua escolha para a presidência estadual do PMDB, que Dilma deveria ser afastada para que país voltasse a funcionar, pouco importando o motivo específico. A posição tem se mantido, com outras palavras.

Efeito colateral

Claro que o palanque da comissão especial traz problemas. Um deles é o fato de que a configuração da candidatura de Mariani ao governo trazia embutida uma aproximação com os petistas catarinenses – a Eletrosul dividida ao meio entre o PMDB berguiano e o PT vignattista é um exemplo evidente. Mas o principal é a incoerência de bradar contra o governo Dilma e manter apadrinhado na Embratur o correligionário Vinicius Lummertz (PMDB), presidente da estatal. Nomeado em articulação direta de Mariani, que inclusive tem outros aliados em cargos importantes da Embratur.

O calcanhar de Aquiles será apontado assim que ele subir o tom no palanque que ganhou. Vai ver a ideia é manter Lummertz em um futuro governo Michel Temer (PMDB). Vai saber…

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Comentários

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Comentários (1)

  • Curió diz: 16 de dezembro de 2015

    COLOMBO ENTROU NO CIRCUITO E PHODEU COM TUDO !
    Faltou matéria para o comentário…
    Mas se Merísio não pode morrer com a boca cheia de formigas então que seja com dólares!!! Euros, portugueses!!! Do cabido do Funchal!!!

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