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Colombo decidiu testar a base e venceu a aposta

17 de dezembro de 2015 3

A aprovação do plano de carreira do magistério na última sessão do ano é uma vitória política do governador Raimundo Colombo (PSD). Mais do que qualquer outra proposta polêmica votada este ano, as mudanças na estrutura salarial dos professores contavam com resistência na base governista até a noite da véspera da aprovação.

A ponto de na manhã de terça-feira um grupo de líderes levar ao governador o pedido para que uma medida provisória fizesse a urgente incorporação da regência de classe aos salários e que o resto do plano ficasse para 2016.

Colombo insistiu no projeto original, bancou a aposta junto à base e levou a melhor. A aprovação da proposta dá margem ao caixa do governo no início do ano ao garantir que o menor vencimento dos professores ficará acima do reajuste do piso nacional – ou seja, não será preciso aportar dinheiro novo em janeiro. Corre o risco de enfrentar uma greve logo no início do ano, especialmente se forem confirmadas as previsões da oposição de que os aumentos previstos no plano são insuficientes para cobrir a inflação.

Certo é que Colombo, ao final de cinco anos de governo, testou a força de sua base para os projetos que vem defendendo desde que se elegeu governador do Estado. O curioso é que durante a maior parte do ano, ele teve receio de encaminhar projetos à Assembleia por não confiar na consistência do apoio parlamentar. Descontentamentos pontuais, especialmente no PMDB, davam a entender que ele não teria os votos para mudanças estruturais.

No entanto, quando testou a base, ela atendeu. Enxugou as secretarias regionais, transformadas em agências. Reformou a previdência, criando o SCPrev e aumentando alíquotas de contribuição. Aprovou o plano de carreira polêmico para os professores.

Em meio à crise política e econômica, Brasília em chamas, queda de arrecadação do Estado, por incrível que pareça, Raimundo Colombo viveu seu melhor ano como governador de Santa Catarina. Menos, é claro, junto aos servidores públicos.

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Comentários

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Comentários (3)

  • Daniel – Laguna diz: 17 de dezembro de 2015

    Somente os tolos acreditaram nas palavras de Cobalchini. Apenas jogo de cena para desarticular aqueles que lutavam contra esta enganação. De positivo, os votos de questionamento da oposição e de poucos situacionistas. Lamentável a entrevista do presidente da alesc que conseguiu liquidar com o serviço público dentro de sua casa.
    A respeito das “grandes e siginificativas” modificações propostas por Cobalchini resta saber se realmente ele acredita que este governo honrará o que foi proposto, como a atencipação da pseudodescompactação.
    Só me resta parabenizar os alesquianos pelo presente de final de ano.
    Este ano também teremos o 14º para os servidores da alesc?

  • Daniel – Laguna diz: 18 de dezembro de 2015

    Como me parece que ainda possui a gana de jornalista sugiro que faça um levantamento sobre os ganhos dos comissionados, gestores, sed, sdr(a) e servidores em desvio de função, logicamente apadrinhados, que compõem os servidores da educação. Faça o antes e o depois da incorporação da regência, e do prêmio “chibata” dos gestores.
    Obrigado.

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