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O 2015 de Colombo não acaba em 31 de dezembro

18 de dezembro de 2015 1

O governador Raimundo Colombo (PSD) apostou em seu capital político e no cenário de crise para aprovar na Assembleia Legislativa mudanças estruturais que vem defendendo desde o início do ano em veementes discursos. Ouvindo os gritos e xingamentos dos sindicalistas e protegidos por cordões de isolamento policial, os deputados estaduais deram aval às mudanças na previdência estadual e à criação do novo plano de carreira dos professores. Isso não significa que os temas estão esgotados.

A reforma previdenciária tem como destino certo a judicialização, antecipada em nota oficial por magistrados e promotores. Eles engrossam os coro dos sindicatos contra o aumento das alíquotas de contribuição de 11% para 14%, mas devem focar as ações na extinção do fundo previdenciário. As tentativas de avançar sobre esse tipo de fundo foram parar na Justiça em outros Estados e contrariam orientações do Ministério da Previdência. O próprio governo sabe que vai passar por esse processo e que é bem possível que as primeiras decisões sejam contrárias – quem julga sentiu no bolso o aumento da alíquota.

No caso do magistério, a judicialização é menos provável. O que Colombo deve enfrentar são as reações políticas à decisão bancar o projeto do secretário Eduardo Deschamps (PSD) em vez de atender os pedidos dos deputados governistas para deixar a questão salarial para 2016. O governo conseguiu incorporar a regência de classe de 25% sobre os salários e com isso vai escapar da aplicação automática do reajuste anual do piso nacional já em janeiro. Pela tabela aprovada, todos os reajustes da carreira estão definidos até 2018. O grande problema, admitido em reserva por deputados governistas, é que esses aumentos previstos devem ficar abaixo da inflação. É provável que o ano comece com greve dos professores.

Mal súbito

O Sinte está preocupado com a saúde dos deputados estaduais Gean Loureiro (PMDB) e Kennedy Nunes (PSD). Eles haviam sinalizado que votariam contra o novo plano de carreira, mas acabaram faltando na sessão de quarta-feira que votou a proposta. Não fariam diferença em plenário, onde o projeto passou por 26 a 12.

Dois no palco

Na coluna de terça-feira, escrevi que o deputado federal Mauro Mariani (PMDB) era o único catarinense na comissão especial criada para analisar o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Estava errado. Também faz parte do grupo o deputado federal João Rodrigues (PSD), que também tem se posicionado pela destituição da presidente. O resultado da votação que gerou a composição da comissão ainda depende de julgamento no STF.

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Comentários

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Comentários (1)

  • Curió diz: 19 de dezembro de 2015

    Começo com estes dois sem vergonhas que são favoráveis ao impedimento de Dilma enquanto que não abrem a boca com o saqueamento que o governador Colombo faz, fez e fará com os servidores catarinenses!!! Poca vergonha desgraçados! credo em crucis!
    Passo aos outros dois que não morreram ainda com este mal súbito, essa malagonia… morram logo desgraçados, falta não fazem!…
    Adentro à improvável (?) judicialização do Sinte ? O que é que o Sinte tem de menos colhão que os outros para deixar barato ? Ah… convenhamos!
    O Colombo AVANÇAR sobre estes fundos é um absurdo, uma roubalheira na surdina… desgraçado!, sem ir para a cadeia! E mais… O Colombo ainda quer processar um certo devido tal procurador… Sem vergonha!
    Finalmente… ROLO COMPRESSOR, cassetete, protesto ( que o senhor chama de gritos e xingamentos ), desgraçados, eles tem o poder e a maioria tem que se submeter aos seus desmandos! Caladinha! É phoda!
    Upiara, os temas não estão esgotados porque essa unanimidade colombina ao preço que não se sabe e a imprensa não descobre, essa revelia chamada por si de ” capital político ” vai ter que cair na realidade… Justiça, greves, combate político sobre o voto contra Colombo para o senado, voto contra essa corja de interesseiros vendidos, esses deputados de merda!
    Greve no início do ano no magistério.
    E o carcará sanguinolento vai meter o pau nos trabalhadores… Que morra, também, aquele empalhado!

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