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Após fim de ciclo político em SC, 2016 será o ano de construir novos cenários

31 de dezembro de 2015 1

Para a política catarinense, 2015 marcou o final do ciclo político liderado por Luiz Henrique da Silveira. A inesperada morte do senador peemedebista, em maio, foi a senha para que outra geração de políticos se visse em condições de assumir uma protagonismo que desde 2002 era cedido ou negado por ele. Na época, o encaminhamento que se desenhava era justamente a construção de uma nova candidatura de LHS ao governo em 2018, considerada a única forma de manter unidos o PMDB e o PSD do governador Raimundo Colombo.

A ausência de Luiz Henrique no cenário torna muito difícil a manutenção da aliança que governa o Estado desde 2006, quando o então PFL deixou de lado rivalidades históricas e a parceria com o PP para apoiar a reeleição do peemedebista. No novo ciclo que se constroem, nomes dos dois partidos vão tentar garantir nas eleições municipais a base para almejar o governo do Estado. Gelson Merísio (PSD), Mauro Mariani (PMDB), João Rodrigues (PSD), Dário Berger (PMDB), João Paulo Kleinübing (PSD), Eduardo Pinho Moreira (PMDB), sozinhos, não têm força política sequer para impor seus nomes junto aos próprios partidos, quanto mais à aliança. É tempo de conversas, costuras, negociações.

Nesse contexto, Merisio tentou sair na frente quando lançou uma frente para as eleições municipais com o PSB de Paulo Bornhausen e o PR de Jorginho Mello. É o esboço de uma futura coligação que será testada na eleição para prefeito. Os peemedebistas começaram o ano aproximando-se do PT catarinense via Eletrosul. Os postos de comando foram rateados entre os dois partidos, cabendo a Djalma Berger (PMDB) a presidência e a Claudio Vignatti (PT) a diretoria financeira. É outro esboço de aliança, mas que vai enfrentar turbulências causadas pela política nacional. O PMDB catarinense, Mariani à frente, tem defendido o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PMDB). Em algum momento, essa postura vai colocar os cargos do partido em cargos federais em xeque.

Enquanto a nova geração se articula, velhos conhecidos do eleitorado estão à espreita. Pesquisas realizadas recentemente apontam o deputado federal Esperidião Amin (PP) e o senador Paulo Bauer (PSDB) liderando a disputa por 2018. É natural que os nomes que já disputaram majoritárias apareçam na frente nesses momentos de cenário em construção. Ambos sabem disso e vão trabalhar para que a notoriedade seja um argumento na constituição de uma aliança sólida.

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Comentários

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Comentários (1)

  • Paulinho diz: 2 de janeiro de 2016

    Do jeito que as coisas vão a politica nada mais é que a corrupção, o PMDB é o mais corruptos dos partidos, Cunha, Renan, etc.

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