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Na política, 2016 é um ano ímpar

15 de janeiro de 2016 3

Não são poucos os componentes que vão fazer com que as eleições municipais deste ano não sejam apenas mais uma volta nessa interminável e permanente corrida eleitoral em que se transformou o sistema político brasileiro. O cenário de crise econômica, a impopularidade dda classe política, as mudanças nas regras eleitorais e o fim do financiamento empresarial vão fazer de 2016 um ano ímpar.

Os políticos sabem disso e estão tentando se adaptar às mudanças e ao novo cenário. O novo calendário eleitoral lhes deu seis meses a mais para a confirmação de novas filiações. A confirmação das chapas e coligações ganhou um mês a mais, indo para o início de agosto. É tempo a mais para azeitar as conversas, alianças e coligações – um processo pelo qual o eleitorado se mostra cada mais enfadado, mas que é inevitável.

A impopularidade dos políticos começa no Palácio do Planalto, com a presidente Dilma Rousseff (PT), mas se espalha pelo país através de seus parlamentos e gabinetes de governador e prefeito. Pesquisa encomendada pelo jornal O Estado de S. Paulo ao Ibope mostra que apenas 22% dos eleitores brasileiros pretende reeleger seus prefeitos este ano. Outros 8% estariam dispostos a votar em alguém indicado por ele. A maioria, 40%, quer votar na oposição – seja ela qual for, enquanto outros 16% dizem não querer votar em ninguém. É com estes dados que trabalham os políticos e os marqueteiros. Aliás, será mais difícil pagar por eles sem as doações empresariais, consideradas inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal.

Seria o cenário propício para o surgimento de personagens de fora da viciada máquina eleitoral, mas a reforma da regras eleitorais diminuiu ao máximo as chances dos nomes menos conhecidos se apresentarem. O tempo oficial de campanha caiu de 60 para 45 dias. Também serão 10 dias a menos de horário eleitoral, apenas 35. O espaço para os pequenos partidos no rádio e na televisão foi praticamente limado – antes um terço do tempo total era dividido por igual entre os candidatos, garantindo pelo menos algo próximo de um minuto para todos os postulantes. Agora, apenas um décimo do tempo é dividido por igual e o tempo e o próprio programa foi reduzido de 20 para 10 minutos. Quem não tiver partido forte ou ampla coligação, não poderá dizer muito mais do que “meu nome é Enéas”. Foi dessa forma que os cada vez mais impopulares políticos tentar garantir sua perpetuação.

Diante de uma eleição com novas regras, de um cenário confuso e a impopularidade dadas lideranças partidárias como um todo, 2016 deve nortear a forma como o brasileira vai se relacionar com a política nos anos seguintes. Por enquanto, os motivos para otimismo são pequenos.

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Comentários

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Comentários (3)

  • Curió diz: 15 de janeiro de 2016

    Segue violenta a Batalha Naval na desembocadura do Rio do Brás com os cagalhones voltando a penetrar no mar das Canasvieiras, desembarcando indômitos nos manguesais da Agronômica tão bela e camuflada das lamas escondidas…! Bem não se recuperaram os mariscos e ostras do Costão do Diabinho do infame derrame de ascarel pela Celesc nem das recolonizações das roças em áreas mais uma vez demarcadas agora é a vez da prefeitura tapar os peidos dos bueiros causando incêndio público nas ruas, com estampidos cada vez mais fortes… Bum!… Não é Natal nem derradeiro do ano, nem festa de reis nem carnaval… tocou foi o puta merda geral no reino de Sancatrina e sua Capital, Cesar cercado, Colombo sitiado… soldados para cá, soldados para lá…
    Dir-se-á que algum professor velho rogou praga sério e forte, com orações e jejuns… de forma que furaram as nuvens…: Morra Desgraçado! Morra Desgraçado!

  • julio diz: 15 de janeiro de 2016

    Upiara
    A engenharia de trafego sanitário só podia dar mais merda. Inverteram a mão do rio do Braz achando que estava tudo resolvido.KKKKKKK Acorda Colombo.

  • Curió Monotemático Repetitivus Profécius diz: 18 de janeiro de 2016

    Fogo no rabo do gato e solta ele na Alesc com a porta do arsenal de pólvora aberta… Em 2016 além de merda vai começar com greve nos trasportes e nos serviços públicos de saúde, educação e segurança… Esta última terá uma operação padrão-pente-fino… não vai escapar nada e vai emperrar a máquina engessada do estado privado particular colombino!…
    Arlequim está chorando pelo amor da colombina… Mas agora ela está ( não dá mais para ele ) no meio da multidão…
    Nós já invadimos a praia… ( CAGALHONES )
    Não saia! Não saia!
    Nós já invadimos a praia…
    Metralha! Metralha!

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