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O telefonema que selou afastamento de Colombo e Dilma

03 de maio de 2016 3

Vésperas da votação do impeachment na Câmara dos Deputados. Toca o telefone celular, o governador Raimundo Colombo (PSD) sabe que do outro lado da linha está a presidente Dilma Rousseff. Pensa duas ou três vezes se atende o telefonema.

— Eu sabia o que ela ia falar e sabia o que teria que dizer. Mas acabei atendendo.

Colombo contou a história no almoço em que reuniu jornalistas de todo o Estado, na última sexta-feira. Não quis dizer o que Dilma pretendia no telefone, nem precisava. O Palácio do Planalto caçava votos contra o impeachment que se desenhava na Câmara. De aliado fiel, daqueles que assinam manifestos, o catarinense passara a posição de discrição. O gesto político que valia era a liberação de dois secretários estaduais para reassumirem as cadeiras de deputado federal para votarem contra a petista — desalojando Angela Albino (PCdoB), que votaria com o Planalto.

Na época, Colombo já havia se manifestado em favor de eleições gerais como forma de superar a crise política. Diz que acredita na honestidade pessoal da presidente, mas que ela perdeu as condições políticas de governar. Hoje, com o governo indo a pique, até alguns petistas começam a defender a tese, talvez tardiamente. Mesmo o governador catarinense tem dito que é necessário dar uma trégua ao vice-presidente Michel Temer (PMDB) quando ele assumir o Planalto, possibilidade cada vez mais concreta. Se o peemedebista errar a mão, acredita Colombo, a tese das novas eleições volta a ganhar força.

Para Santa Catarina, o que importa é que o telefonema nada amistoso de Dilma para o governador não teve maior influencia prática. Na semana passada, BNDES e Banco do Brasil liberaram cerca de R$ 1 bilhão para as obras estaduais. É o resultado da velha lealdade ainda rendendo frutos.

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Comentários

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Comentários (3)

  • Jorge diz: 3 de maio de 2016

    Estes 1 bilhão para obras estaduais, seriam dinheiro emprestado?

  • Jorge diz: 3 de maio de 2016

    Quando conseguiremos fazer as obras necessárias com dinheiro dos impostos?

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