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Esquerda de SC quer dar vazão eleitoral aos movimentos anti-impeachment

08 de maio de 2016 1

As urnas em 2014 foram cruéis com os partido à esquerda em Santa Catarina. Não apenas porque os catarinenses deram a Aécio Neves (PSDB) a maior votação proporcional do país nos dois turnos, mas pelo próprio encolhimento da votação do PT nos demais cargos. Candidato ao governo estadual, Claudio Vignatti ficou preso ao terceiro lugar já cativo do partido desde 1998. As bancadas federal e estadual diminuíram, deixando ao relento nomes como Carlito Merss, Luci Choinaki, Volnei Morastoni e Jailson Lima.

Pode-se incluir nessa conta o PSOL, que tinha uma cadeira na Assembleia Legisltiva herdada pela saída de Amauri Soares do PDT e não conseguiu renová-la nas urnas. Com a tática de integrar-se à coligação de Raimundo Colombo (PSD) – que contava com mais simpatia do Planalto do que o próprio Vignatti – PDT e PCdoB mantiveram posições na Assembleia. Os comunistas beliscaram uma vaga na Câmara dos Deputados com Angela Albino. Apesar do sucesso eleitoral, essa aliança que gerou fissuras internas e com os antigos aliados.

Com o acirramento da crise política que resultou no processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), a perspectiva passou a ser de um cenário ainda pior para os partidos fiéis ao Planalto nas eleições de 2016 – o que levou, inclusive, à desfiliação de prefeitos petistas que buscam reeleição, como Murialdo Gastaldon (hoje no PMDB), de Içara.

Curiosamente, é dos escombros da terra arrasada que nasce alguma esperança para a esquerda catarinense. As mobilizações constantes contra o impeachment, embora não sejam exatamente um sucesso de público, têm conseguido trazer para rua antigos militantes. Também levaram antigos adversários a buscar convergências. Conversas entre lideranças do PT, do PCdoB e do PSOL, entre outros, têm conversado em diversas cidades do Estado.

A intenção é “dar vazão eleitoral a esta força que se unificou na luta contra o golpe”, nas palavras de Angela Albino. O diálogo está mais avançado em Florianópolis, Blumenau e Joinville. Talvez não seja suficiente para mudar o desenho eleitoral de nenhuma dessas cidades – 2016 já está perdido. Mas a semente de um futuro sem o PT no Planalto.

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Comentários

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Comentários (1)

  • Curió diz: 8 de maio de 2016

    Antes, porém, eu pergunto… ( junto com cinquenta e quatro milhões + os nulos )
    - Vale mais a pena votar em merda nenhuma ?

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