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Férias do jornalista

05 de janeiro de 2015 1

O Bloco de Notas vai dar uma parada em janeiro. Saio de férias hoje e volto dia 4 de fevereiro. Até lá.

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A disputa pelos cargos federais em Santa Catarina

04 de janeiro de 2015 8

Não é novidade dizer que o PT catarinense saiu fragilizado das eleições de outubro. O partido isolou-se, as bancadas federal e estadual diminuíram e Dilma Rousseff colheu aqui seu pior resultado proporcional entre todos os Estados. Agora chegou a hora de descobrir quais são os efeitos práticos dessa fragilidade eleitoral.

Hoje, o partido comanda a maior parte dos órgãos federais de destaque no Estado: Correios, Superintendência do Patrimônio da União (SPU), INSS, superintendência regional do Dnit e Eletrosul. Houve um tempo, não faz muito, em que todos os esses cargos estavam na cota da ministra Ideli Salvatti. Hoje, a superintendência do Dnit é o único que tem o comando fora das mãos do partido, terceirizada ao PR.

Nesse contexto, o deputado federal reeleito Décio Lima (PT) está defendendo a tese de que os cargos devem ser 100% trocados. Diz que já deu início a essa conversa com o novo ministro das Relações Institucionais, Pepe Vargas (PT-RS). Quer uma distribuição mais equilibrada entre os grupos do partido e a participação de partidos aliados que se engajaram verdadeiramente na campanha de Dilma.

- Não se trata de diminuir o espaço de ninguém, mas de mudar a forma como são feitas as indicações – defende.

É uma disputa que não tem o glamour das brigas por ministérios, secretarias ou mesas diretoras, mas que deve esquentar os bastidores da política estadual, especialmente nos partidos que integram a base do governo federal.

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Quem sai de cena e quem volta ao palco no 2015 da política catarinense

04 de janeiro de 2015 4

Dizem que político é o único animal que ressuscita, por isso é sempre bom manter a cautela antes de dizer que uma derrota eleitoral de algum deles é definitiva. Às vezes, a melhor compará-los a atores que entram e saem de cena.

As eleições de outubro tiveram esse efeito em Santa Catarina. Uma série de nomes que participaram ativamente da política catarinense nos últimos anos, vão ficar um pouco de lado, sem papel definido. Enquanto isso, políticos que estavam sem mandato retornam ao cenário com roteiro novo.

Entre os que saem, existem os que prefeririam nem disputar a eleição, indicando uma possível aposentadoria, e os que foram derrotados nas urnas e que podem ressuscitar adiante — como aqueles que estão de volta conseguiram em outubro.

Altair, Casildo, Andrino, Onofre e Reno - aposentados?

Altair, Casildo, Andrino, Onofre e Reno – aposentados?

- Altair Guidi (PPS), deputado estadual
Duas vezes prefeito de Criciúma (nos anos 1970 e no final dos 1980), Guidi está em seu terceiro mandato consecutivo como deputado estadual _ que chegou a intercalar com a Secretaria de Planejamento no segundo governo de Luiz Henrique (PMDB). Prestes a completar 78 anos, promoveu a sucessão familiar com a candidatura do filho Ricardo Guidi para a Assembleia Legislativa. Eleito com 31,7 mil votos, Ricardo herda a cadeira do pai.

- Casildo Maldaner (PMDB), senador
O ano que completou 50 anos de vida pública provavelmente encerra a carreira de mandatos eletivos do senador do PMDB. Eleito primeiro suplente de Raimundo Colombo ao Senado em 2006, acabou assumindo o mandato quando o titular se elegeu governador, quatro anos depois. Foi vereador em Modelo, deputado estadual, federal, vice-governador, governador (com a morte de Pedro Ivo Campos) e senador (eleito em 1994). Passa o bastão para o senador eleito Dário Berger (PMDB) em fevereiro e deve ser aproveitado em algum cargo estadual.

- Edison Andrino (PMDB), deputado estadual
Fundador do antigo MDB, Andrino foi deputado estadual, federal e o primeiro prefeito eleito de Florianópolis após a redemocratização, em 1985. Nas eleições de 2010, ficou com a quarta suplência na Assembleia, mas ocupou a cadeira de deputado durante a maior parte da legislatura, chegando a ser líder do governo Raimundo Colombo. Chegou a registrar candidatura a deputado federal nas últimas eleições, mas desistiu. Alegou estar desiludido com a política.

- Onofre Agostini (PSD), deputado federal
Desde que se elegeu deputado estadual em 1990, o pessedista não ficou um dia sem mandato. Foram cinco legislaturas na Assembleia, até 2011, quando assumiu o cargo de deputado federal. Antes, havia sido prefeito de Curitibanos nos anos 1970 e funcionário do próprio legislativo estadual. Não tentou a reeleição para a Câmara dos Deputados e chegou a afirmar ter ficado decepcionado com o que viveu em Brasília. É cotado para alguma função ligada ao governo estadual, onde seu sobrinho Wanderley Agostini (PSD) será secretário-adjunto de Infraestrutura.

- Reno Caramori (PP), deputado estadual
Depois de seis mandatos consecutivos na Assembleia, Reno chegou a registrar a sétima candidatura, mas acabou desistindo de disputar mais uma eleição ainda no começo da campanha. Alegou cansaço e problemas de saúde, mas ficou claro que não se encaixava com o projeto eleitoral do PP junto ao PSDB, contra a reeleição do governador Raimundo Colombo (PSD).

Knaesel e Pizzolatti - candidaturas impedidas

Gilmar Knaesel e João Pizzolatti – candidaturas impedidas

- Gilmar Knaesel (PSDB), deputado estadual – registro negado
Outro deputado estadual que iniciou sua trajetória na Assembleia em 1991 e que ficará sem mandato a partir de fevereiro. Knaesel ensaiou uma candidatura a deputado federal, mas acabou decidindo tentar mais uma reeleição. Foi surpreendido pela decisão do Tribunal Regional Eleitoral, depois confirmada em Brasília, de negar o registro com base na Lei Ficha Limpa. Pesaram contra ele condenações no Tribunal de Contas do Estado referentes à época em que era secretário de Turismo, Cultura e Esporte no governo Luiz Henrique (PMDB). Knaesel desistiu de fazer campanha, mas continua recorrendo para recuperar os direitos políticos.

- João Pizzolatti (PP), deputado federal – registro negado
Uma condenação do Tribunal de Justiça pela contratação irregular pela prefeitura de Pomerode de uma empresa em que era sócio minoritário representou uma pausa na carreira política do deputado federal do PP após cinco mandato consecutivos. Nas disputa de 2010, já havia sido impugnado com base na Lei Ficha Limpa. Concorreu e confirmou a vaga no Supremo Tribunal Federal. Na última eleição, não conseguiu repetir o tramite e acabou desistindo da disputa. Pode concorrer a prefeito de Blumenau ou Balneário Camboriú em 2016, quando estará livre dos efeitos da Ficha Limpa.

Soares, Jailson, Ponticelli, Luci, Nilson, Bornhausen, Morastoni - esperando a próxima

Soares, Jailson, Ponticelli, Luci, Nilson, Bornhausen, Morastoni – esperando a próxima

- Amauri Soares (PSOL), deputado estadual – candidato a senador derrotado
Nos últimos oito anos, o sargento foi o representante da Associação dos Praças da Polícia Militar (Aprasc) dentro da Assembleia Legislativa. Eleito nas duas vezes pelo PDT, Soares acabou aderindo ao PSOL após uma série de brigas com a cúpula liderada pelo ministro Manoel Dias. No novo partido, declarou-se cansado da Assembleia e acabou concorrendo ao Senado, alcançando 3,1% dos votos. Tentou fazer de Elisandro Lotin (PSOL), presidente da Aprasc, seu sucessor na Assembleia, sem sucesso.

- Jailson Lima (PT), deputado estadual – não reeleito
Ex-prefeito de Rio do Sul, o petista tentou seu terceiro mandato, mas faltaram cerca de 5,7 mil votos para que continuasse na Assembleia. Seu segundo mandato foi marcado por denúncias contras o pagamento de supersalários e aposentadorias por invalidez no Legislativa e pela CPI que investigou a compra da nova sede do Ministério Público Estadual. É o primeiro suplente do PT e deve aparecer no plenário em rodízios de mandato da bancada.

- Joares Ponticelli (PP), deputado estadual – candidato a vice-governador derrotado
Em seu quarto mandato consecutivo na Assembleia, chegou ao ponto máximo de sua carreira política ao ser eleito presidente do Legislativo em 2013. Costurou uma eleição para deputado federal, que depois evoluiu para uma pré-candidatura a senador na chapa de Raimundo Colombo (PSD), em uma inédita aliança que incluiria os rivais PP e PMDB. Teve o nome vetado pelos peemedebistas, que forçaram o lançamento de Dário Berger ao Senado. Sem plano B, o PP improvisou o apoio a Paulo Bauer (PSDB) ao governo e Ponticelli acabou candidato a vice. Deve ser candidato a prefeito de Tubarão.

- Luci Choinacki (PT), deputada federal – não reeleita
Em 1986, Luci foi eleita deputada estadual, na primeira vez que um petista conquistava a vaga em Santa Catarina. Seria dela também a primeira vaga do PT-SC na Câmara dos Deputados, em 1990 – para onde voltaria eleita em mais três legislaturas, incluindo a atual. Na tentativa de conquistar a reeleição, ficou apenas com a segunda suplência do partido. Recebeu 35,4 mil votos, quase 30 mil menos do que na eleição de 2010.

- Nilson Gonçalves (PSDB), deputado estadual – não reeleito
Ex-vereador em Joinville e apresentador de televisão, Nilson Gonçalves tentava seu quinto mandato consecutivo na Assembleia. Acabou ficando com a segunda suplência, cerca de 11 mil votos atrás no necessário para ficar com a última cadeira do PSDB. Sem mandato, deve concretizar a saída do ninho tucano – que vinha ensaiando há vários anos. O destino deve ser o PR.

- Paulo Bornhausen (PSB), deputado federal – candidato a senador derrotado
Depois de dois mandatos consecutivos como deputado federal, acumulados com uma passagem de pouco mais de três anos pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Sustentável, Bornhausen arriscou a disputa pela vaga de SC no Senado. Acabou em segundo lugar, 135 mil votos atrás de Dário Berger (PMDB). Presidente estadual do PSB, deve continuar o trabalho de fortalecimento do partido no Estado. Tem o nome citado para concorrer a prefeito de Itajaí ou tentar nova vaga majoritária em 2018.

- Volnei Morastoni (PT), deputado estadual – não reeleito
Ex-prefeito de Itajaí, tentava seu quinto mandato não consecutivo na Assembleia Legislativa – que chegou a presidir entre 2003 e 2004. Ficou com a segunda suplência do PT e também deve ser beneficiado por rodízios da bancada. Foi cotado para assumir vaga no secretariado de Raimundo Colombo caso os petistas aderissem ao governo, o que não se concretizou.

Cesar Souza, Coruja, Gean, Pavan e Vicente - eles voltaram

Cesar Souza, Coruja, Gean, Pavan e Vicente – eles voltaram

- Cesar Souza (PSD), deputado federal – sem mandato desde 2007
Parecia estar se aposentando da política eleitoral quando abriu mão de concorrer a um quinto mandato na Assembleia Legislativa em 2006, abrindo espaço para o filho Cesar Souza Junior, eleito naquele ano pela primeira vez. Em 2010, chegou a ser pré-candidato ao Senado, mas acabou emprestando sua popularidade de apresentador de televisão à candidatura de Paulo Bauer (PSDB), de quem era primeiro suplente. Com poucos nomes fortes concorrendo à Câmara dos Deputados pela Grande Florianópolis, voltou ao cenário e foi eleito. Será seu segundo mandato em Brasília, onde foi um deputado federal discreto entre 1991 e 1995.

- Fernando Coruja (PMDB), suplente de deputado estadual – sem mandato desde 2011
Ex-prefeito de Lages e deputado federal por três mandatos entre 1999 e 2011, Coruja deu uma pausa na carreira política e abriu espaço para a conterrânea Carmen Zanotto (PPS) concorrer à Câmara em 2010. Depois de trocar o PPS pelo PMDB, ele decidiu encarar a volta à política na Assembleia Legislativa. Ficou a pouco mais de quatro mil votos da vaga direta, mas como segundo suplente, vai assumir o mandato em fevereiro com ida de quatro parlamentares da coligação para o secretariado de Raimundo Colombo.

- Gean Loureiro (PMDB), deputado estadual – sem mandato desde 2011
Depois de cinco mandatos como vereador em Florianópolis, disputou a vaga de deputado federal em 2010, ficando com a terceira suplência. Renunciou à cadeira de vereador para assumir em Brasília, onde ficou por poucos meses. Manteve-se em evidência ocupando secretarias municipais até concorrer a prefeito em 2012, sendo derrotado por Cesar Junior (PSD) no segundo turno. O desempenho o catapultou para o comando da Fatma, onde articulou uma bem-sucedida candidatura a deputada estadual. Foi o sétimo mais votado e deve concorrer a prefeito novamente.

- Leonel Pavan (PSDB), deputado estadual – sem mandato desde 2010
Ex-governador, ex-vice-governador, ex-senador, ex-deputado federal e ex-prefeito de Balneário Camboriú, Leonel Pavan está de volta ao cenário político após quatro anos sem mandato. Em 2010, assumiu o governo com a renúncia de Luiz Henrique (PMDB) para concorrer a senador. Planejava concorrer a governador, mas acabou tendo a pretensão abortada pela denúncia do Ministério Público Estadual na Operação Transparência de que teria agido para beneficiar uma empresário de combustíveis — o que foi sempre negado pelo tucano — e pela decisão do PSDB nacional de endossar a chapa de Raimundo Colombo e Eduardo Pinho Moreira. Em 2014, Pavan ensaiou concorrer a deputado federal e senador, mas acabou optando pela Assembleia com a expectativa de ser um dos mais votados. Foi o 19ª dos 40 eleitos, o terceiro da bancada do PSDB.

- Vicente Caropreso (PSDB), deputado estadual – sem mandato desde 2003
Uma das principais figuras do PSDB catarinense nos anos 1990, quando foi deputado federal por um mandato. Tentou, sem sucesso, a reeleição em 2002 e desde então não tinha voltado a disputar eleições. Médico por formação, conquistou a vaga na Assembleia em uma controversa disputa pós-eleitoral com o colega de partido Dóia Guglielmi, sobre quem teve vantagem de apenas 37 votos. Uma urna da cidade de Içara, onde nasceu Dóia, pifou e cerca de 200 votos não puderam ser contados. O TRE-SC pediu ao TSE que encaminhasse técnicos para ajudar a periciar a urna em busca dos votos perdidos, o que foi negado até agora.

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Retrospectiva de 2014 no Conversas Cruzadas

03 de janeiro de 2015 1

Participei junto com a colega Estela Benetti de um balanço de 2014 no Conversas Cruzadas, na TVCOM, apresentado por Felipe Reis. Veja como ficou

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Em Santa Catarina, 1º de abril agora é dia da verdade

02 de janeiro de 2015 4

A vida dos humoristas deve estar muito difícil diante de tanta concorrência. No Diário Oficial do Estado com data de 31 de dezembro de 2014 aparece sancionado pelo governador Raimundo Colombo (PSD) o projeto de lei que cria o Dia Estadual do Direito à Verdade e à Memória.

Em que data cairá anualmente esse dia catarinense da verdade?

1º de abril.

Isso mesmo.

Claro que o dia não foi escolhido por acaso. A data é uma homenagem a quem lutou contra o regime militar implantado em 1º de abril de 1964 – embora a historiografia oficial pule um dia para trás no calendário para fugir da data consagrada popularmente ao Dia da Mentira.

Autora do projeto, a deputada estadual Ana Paula Lima (PT) faz referência a isso na justificativa da proposta:

— Aproveitando a coincidência, o presente projeto propõe que o primeiro de abril seja usado para o oposto: promover a verdade e a memória.

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Em dezembro, mais de 100 mil acessos. Obrigado, leitores

02 de janeiro de 2015 3

Retomei o Bloco de Notas em fevereiro de 2014, de forma tímida, com textos publicados no DC impresso. Aos poucos, consegui me organizar para alimentar com outras notas, apuradas paralelamente, e uma série de textos sobre o básico da política catarinense.

Vieram eleições, operações, etc. Em dezembro consegui passar pela primeira vez dos 100 mil page views. Foram 109.972. Agradeço aos visitantes e espero contar com todos novamente em 2015 – e muitos mais. Trabalharei para isso.

A imagem abaixo representa o que foi este ano. Se o blog foi retomado com a postagem de textos do jornal, na edição de hoje do DC deu-se o contrário: um texto produzido para o blog, entre a cerimônia de posse do governador e a dos secretários, virou grifo no impresso.

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Quatro governadores, três pastas, um secretário

02 de janeiro de 2015 2

Foto: Eduardo Guedes de Oliveira / Agência AL

Mantido à frente da Secretaria de Administração, Derly de Anunciação é o exemplo mais forte dos 12 anos do atual grupo político no poder em Santa Catarina, renovados ontem por mais quatro.

Derly é secretário desde o primeiro dia da primeira gestão de Luiz Henrique (PMDB) como governador, em 1º de janeiro de 2003. Na época, comandava a Comunicação. Permaneceu à frente da pasta nos dois mandatos de LHS e na interinidades-permanentes dos vices Eduardo Pinho Moreira (PMDB) e Leonel Pavan (PSDB).

No primeiro mandato de Colombo, foi deslocado para a Casa Civil, de onde saiu, na metade da gestão, para a Administração.

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A tirada de Casildo que ajudou a abrir o mercado japonês para a carne suína

01 de janeiro de 2015 1

Raimundo Colombo evocou o senador Casildo Maldaner no momento mais bem-humorado dos discurso de posse. Ao falar das dificuldades das primeiras conversas com o governo japonês para liberação da venda de carne suína para o país asiático.

Disse que o ministro japonês perguntou porque Santa Catarina deveria ser tratada de forma diferenciada em relação ao resto do Brasil. Colombo diz que lembrou de uma frase espirituosa de Casildo.

- Antes se tomava banho depois de sair do chiqueiro. Agora, estão tomando banho antes.

O ministro riu e as conversas avançaram. No plenário da Assembleia, durante a posse, a história arrancou risadas.

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A íntegra do discurso de Colombo

01 de janeiro de 2015 1

Proclamação ao Povo de Santa Catarina
pelo Governador reeleito Raimundo Colombo
ao iniciar seu segundo mandato.

Temos o privilégio de viver em um estado que se desenvolveu com a melhor distribuição de renda do país. Estado de produção variada, intensa, e que evolui a cada nova geração. Santa Catarina é exemplo para o todo Brasil.
Somos um povo que constrói e se reconstrói todos os dias. Um povo que não tem medo de enfrentar enchentes, chuvas, tempestades, e o que mais vier, para construir uma vida melhor para os nossos filhos e nossos netos. Somos um povo corajoso, mas cordial. Forte, mas sem deixar de ser solidário.
Somos o estado brasileiro que mais gera novos empregos na indústria. Até outubro foram abertos em SC 26.791 postos de trabalho, mais da metade dos 46.981 gerados no país. Temos a segunda melhor taxa de empregos do mundo. Se Santa Catarina fosse um país, só ficaríamos atrás de Singapura.
Gerar emprego é criar dignidade. É permitir que um pai ou uma mãe chegue em casa e se sinta digno de receber o olhar de seus filhos, orientá-los com firmeza. É o trabalho que nos faz gente.

O trabalho nos dá orgulho também porque nasce da força da nossa gente, da nossa economia. Nós crescemos acima da média nacional há três anos consecutivos.
Já chegamos a crescer o dobro do que cresce o Brasil.
O povo de Santa Catarina também nos faz o maior produtor nacional de carne suína, de maçã, ostras, pescados, cebola.
O segundo maior produtor de aves, arroz, fumo.
Já somos o 4.o maior produtor de leite, isso com 1,1% do territorio e pouco mais de 3% da população brasileira.
Na educação, nosso ensino fundamental e médio são os melhores do país.
1º lugar na taxa de frequência escolar.
A menor taxa de analfabetismo do país.
Educação garante emprego, emprego dá dignidade e dignidade cria cidadãos melhores.

Temos a menor taxa de homicídios entre todos os estados brasileiros.
O maior número de presos trabalhando e aprendendo uma profissão, para que o preso possa se reinserir no mercado de trabalho e não voltar para o crime.
Na saúde, ocupamos o 1° lugar em Transplante de Órgãos, pela 7ª vez consecutiva.
1º lugar em longevidade.
E acabamos de atingir a menor taxa de mortalidade infantil.
E, se estamos vivendo mais, é porque estamos trabalhando direito. Sabemos que há muitos desafios importantes, mas estamos fazendo a nossa parte, estamos avançando.

Hoje, lembro de como tivemos um começo de governo difícil. Assumimos e enfrentamos um choque de realidade. Mundo em crise. Recessão na Europa, nos Estados Unidos. Queda brutal de arrecadação. Greves. Ataques do crime organizado. Mas enfrentamos. Com tranquilidade e com serenidade, conduzimos o barco e conseguimos atravessar períodos turbulentos.
Registro aqui o reconhecimento a nossa equipe de governo. Incansáveis, competentes, solidários. Fica aqui o meu muito obrigado.

O catarinense sabe que crise também impulsiona a criatividade. Não tínhamos tempo a perder. Viajamos mundo afora em busca de empresas que gerassem emprego e renda aos nossos cidadãos. Fomos à Alemanha, à Rússia, à Coreia, ao Japão, aos Estados Unidos. Conversamos, mostramos, insistimos, torcemos.
Está aí a BMW, a nova planta da GM, a LS Mtron, a Fezer Power Machine, a Siemens e muitos outros investimentos importantes que encaminhamos e devem se concretizar em breve.
Também incentivamos os empreendedores locais, como o Frigorífico de Joaçaba, Campos Novos e São Miguel do Oeste.
Por outro lado, na administração direta não foi diferente. O crescimento vegetativo da folha, o novo piso dos professores, contratos antigos, precatórios judiciais e a Resolução 13 do Senado, que sozinha fez com que o nosso estado deixasse de arrecadar 90 milhões de reais por mês, criaram um desafio gigante, porque tornaram impossível pagar as contas e fazer novos investimentos. Impossível realizar obras novas.

Como eu disse, da crise também surge a oportunidade. Enquanto negociávamos com o governo Federal medidas compensatórias pela mudança da alíquota do ICMS, fomos reunindo outros créditos e receitas, economizamos, cortamos gastos, e reunimos tudo isso num único bolo para criar o PACTO POR SANTA CATARINA, o maior pacote de obras da nossa história.
O Pacto contempla ações em todas as áreas: saúde, educação, segurança, infraestrutura, proteção social. E em toda Santa Catarina. Há obras variadas, mas unidas por um único fio condutor. O catarinense, esse vencedor.
Até o momento aplicamos 20% dos recursos totais do Pacto e até o final d e 2015, teremos aplicado 65%.

Nesse momento, temos 7 novos hospitais em construção.
São mil e quinhentos novos leitos sendo construídos.
Garantimos recursos também para os hospitais filantrópicos, organizações sociais, postos de saúde construídos em parcerias com as prefeituras.
Ultrapassamos a marca de mais de 80 mil cirurgias realizadas no regime de mutirão, beneficiando os mais carentes, que há muito esperavam por isso.
Para cuidar de quem mais precisa, contratamos dois mil novos profissionais da saúde.

Reformamos 700 das 1.112 escolas existentes. 700 escolas! A cada
três escolas, duas ganharam ou estão ganhando melhorias! E estamos construindo outras 29.
Contratamos cinco mil novos professores, concurso esperado há muito tempo.
Acreditamos na capacidade das pessoas e por isso implantamos um modelo professional de escolha de diretores de escola e fomos além. Um gesto simples, o cartão de crédito para pequenas despesas, permite que as soluções aconteçam lá mesmo, na escola. Mais simples, mais rápido, mais eficiente.
Disse que ia criar as escolas de ofício para ensinar aos nossos jovens
uma profissão, um caminho. Os Cedups são uma realidade. Já temos 16 em todo o estado e estamos construindo mais oito.

Lutamos para colocar Santa Catarina num outro patamar. De estrutura, de proteção e de esperança.

Já entregamos duas mil casas populares e mais 900 estão sendo construídas.

Foi olhando para o passado que aprendemos com nossas tragédias climáticas. Aprendemos a necessidade de prever, antecipar, amenizar os efeitos danosos das variações climáticas . Por isso, implantamos o radar metereológico de Lontras, estamos concluindo a sobreelevação das barragens de Taió e de Ituporanga, treinamos constantemente as equipes de defesa civil estadual e municipal.
Em parceria com o Governo Federal vamos investir cerca de R$ 1 bilhão de reais na contenção de cheias no vale do Itajaí.

Temos três mil quilômetros de recuperação e construção de novas estradas.
E, neste momento, mais de 100 rodovias estaduais estão em obras. Além de investimentos importantes em portos e aeroportos.

Investimos muito na segurança pública. Contratamos cinco mil novos agentes de segurança, adquirimos 2300 viaturas, renovando a frota que no caso dos bombeiros tinha veículos com até 30 anos de uso.
Investimos em câmeras de segurança, inteligência policial, novos presídios.

Há exatos 4 anos, quando assumi o primeiro mandato, dei minha palavra que seria o mais prefeito dos governadores. Cumpri. Está aí o FUNDAM, para provar.
O Governo do Estado já repassou R$ 431 milhões de um total de 600 milhões, direto no caixa de todas as 295 prefeituras de Santa Catarina, sem discriminação, sem perseguição política. Cada município escolheu suas obras prioritárias e o Governo garantiu os recursos a fundo perdido.

As prefeituras também foram beneficiadas com a liberação de R$ 200 milhões de reais de uma demanda judicial do ICMS/PRODEC e outros R$ 400 milhões de reais, liberados através do Programa Badesc Cidades e JURO ZERO.
Os municípios ainda receberam repasses do Fundo Social e SEITEC, de 1 bilhão de reais, a fundo perdido.

Somos o governo do JURO ZERO; que somente em 2014 fez mais de 30 mil empréstimos, quase 87 milhões de reais para o catarinense humilde que produz e gera riqueza, nas pequenas e micro empresas.
E sabem qual é a inandimplência? ZERO

Fizemos muito e não podemos parar.

Trabalhamos nesse momento com uma reforma administrativa que será encaminhada a esta Casa e com a qual vamos diminuir despesas e melhorar a eficiência.
Em cada órgão do governo, também vamos implantar um novo modelo administrativo, o fluxo de caixa, que vai melhorar o controle e a gestão dos recursos.

Hoje iniciamos um novo governo.
O perigo das reeleições é a tentação de fazer parecer rotina o que é algo grandioso.
Estou aqui para desmentir essa lógica e quebrar o paradigma das reeleições.
O curso natural dos novos mandatos não será obscurecido, em Santa Catarina. O que passou, passou. Teremos novos tempos, novas iniciativas, procuraremos novas inspirações. Quero inverter a tentação da repetição. O novo surpreendente prevalecerá sobre o previsível. Não nos deixaremos dominar pelo conformismo e pela ilusão de que já esgotamos nossa imaginação e competências.
Não.
Não serei o mesmo governador que fui até agora.
Pretendo me superar no melhor e reverter erros e omissões.
Esta é uma declaração voluntária e pessoal de ruptura com o convencional e o conveniente.
É verdade que tudo parece se repetir.
Fiz o mesmo juramento, como há quatro anos.
Recebi o mesmo mandato, como há quatro anos.
Executaram-se os mesmos hinos, que ouvimos com igual emoção
Mas, como o tempo passou inexorável – e até meu coração precisou de reparos que lhe renovaram a sobrevivência – vou lutar, com energias renovadas, por quatro anos melhores e ainda mais vigorosos para todos os catarinenses.
Sigamos a vocação humana, avancemos. A História nos conduz e devemos, com a graça de Deus, atender aos seus sinais.
Proclamo, buscando energias do fundo do meu ser e com a consciência dos meus deveres de cidadão, em nome da minha honra, que nosso horizonte é o futuro. Por isso, não estamos recomeçando ou prometendo nos repetirmos, mas nos arremessando a um tempo novo de esperança, coragem e disposição ao desafio.
Evidentemente, não deixaremos de trazer nossa bagagem de experiências, especialmente as que valeram a pena. E foram tantas! Mas é desnecessário repeti-las, bastando lembrar que foram elas que nos asseguraram a honrosa reeleição.
Pela mesma razão, também faz parte da nossa carga de lembranças as frustrações e erros que não queremos repetir. E por isso não devem ser esquecidos.
Pratiquemos a lição que não adquirimos por teorias. É na vida. Um dia após o outro, que crescemos. Não somos excursionistas improvisados, mas caminhantes com experiência que nos permitem avançar com mais segurança e cumprir distâncias mais longas.
Prosseguimos.
Quem avançou marcando o terreno, mas sem promover ruínas ou abandonar companheiros, não tem motivos para recomeçar. Por que reviver batalhas já vividas, se não buscamos a vaidade dos tolos, nem a vantagem dos corruptos?
Entre tantos pecados a evitar, nenhum pode comprometer um governo autenticamente popular, como a incapacidade de ouvir o clamor das ruas. As multidões, e os indivíduos que as compõem, não serão desprezadas nem silenciadas. Eu quero ouvi-las.
E não só ouvi-las, atendê-las.
E atendê-las não como favor, mas para reconhecer-lhes direitos legítimos.
O governo não pode alegar ilusão de ótica nem falta de sensores políticos para identificar nas manifestações, as verdadeiras reivindicações populares.
Napoleão Bonaparte jactava-se de saber conduzir tanto seus exércitos como as multidões. Mas, no fim da vida, derrotado, confinado na ilha de Santa Helena, confessou haver desprezado o essencial: os indivíduos. Impressionou-se com as multidões, esqueceu os rostos que a formavam, as vicissitudes de cada um. Erro imperdoável e fatal.

Desde sempre entendi que é preciso enxergar os indivíduos ao enfrentar os problemas coletivos. Sempre tive a consciência de que o coletivo povo é um absurdo desumano, simplista, até perverso.
A multidão é a soma de pessoas, que não desaparecem por formarem um conjunto e receberem um apelido. O homem, a mulher, a criança, o idoso, cada um é um ser especial, com suas contingências e que reclama um tipo de atenção singular.
Aprendi isso quando fui prefeito. Vivi experiências que mudaram para sempre a minha vida. É uma parte de mim, do meu ser. Povo tem rosto, nome e endereço.
Alguns dos “deveres do Estado e direitos dos cidadãos”, proclamados pela República, seja na saúde, na educação, na habitação, constituem o lastro democrático da Constituição de 1988. Mas, não se cumprirão jamais enquanto não se individualizar sua distribuição.
A semente já foi plantada. Esta será a marca registrada do novo mandato.
A busca incessante pelo atendimento personalizado ao cidadão, fazendo com que prevaleça o cadastro individual. E que os serviços estejam à mão conforme as necessidades de cada um. Se a lógica prevalece para a cobrança de impostos, porque não prevalecerá como direitos devidos a tais contribuintes?
Como atingiremos esse fim, em que tempo e como, é um desafio proporcional ao ineditismo e à ousadia da proposta. Mas teremos um prazo limite. Os quatro anos do mandato que estamos iniciando.
Santa Catarina é o espaço ideal para essa revolução. Entre nós, desde sempre, as grandes corporações, as maiores empresas, não nasceram por geração espontânea, dos consórcios anônimos de capitais, mas da iniciativa, competência e coragem personalizada de empreendedores, que conhecíamos por seus nomes, parentes, endereços e origens. Temos, portanto, uma tradição pedagógica de individualidade que pode marcar o pioneirismo que o governo haverá de implantar.

Não há outra razão para existir o Estado nem eleger-se governadores, senadores, deputados, prefeitos, vereadores, Presidente da República se as instituições não funcionarem em atenção aos seus verdadeiros senhores. E ouvi-los. Mesmo quando parecem inaudíveis.
É sob esse signo de desafio, inovação e paixão que assumo, aqui e agora, meu mandato de Governador reeleito de Santa Catarina e declaro inaugurado um novo tempo, prometendo ainda mais trabalho, dedicação e foco para que sejamos capazes de ouvir as vozes de todos e de cada um dos catarinenses.
Deus haverá de abençoar estas intenções que conjugam fé e consciência democrática.
………………………………………………………………………..
Excelentíssimo Senhor Vice Governador Eduardo Pinho Moreira, meu leal e essencial companheiro de campanha e de governo

Senhor Presidente da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, Deputado Romildo Titon.
Minhas Senhoras, meus Senhores!

Ao concluir minha proclamação de posse como Governador reeleito de Santa Catarina, quero completá-la com uma mensagem aos brasileiros de todos os Estados e especialmente à Senhora Presidenta da República, Dilma Rousseff, que também vivem neste 1º de janeiro emoções idênticas a que experimentamos em Florianópolis.
O batismo eleitoral da urnas completa-se com essa espécie de crisma que é a posse efetiva nos cargos perante o Poder Legislativo. Tomam-nos o juramento constitucional como, no sacramento da Igreja, faz-se o solene juramento de reafirmação da fé.
Pois façamos assim, exorcizando os ódios e mágoas que a campanha eleitoral por acaso tenha semeado e realizando gesto de perdão e tolerância que nos permita trabalhar e cooperar pelo bem comum.
Reiteremos nossa fé no regime democrático, na Constituição e nas leis, nas liberdades públicas sem restrições e preconceitos, especialmente a liberdade de imprensa e opinião, os sagrados valores da Civilização Ocidental.
Proclamemos nossa fidelidade à República; à harmonia entre os Poderes e pela convivência cordial entre as comunidades, partidos e instituições;
O estado democrático de Direito é um amálgama. Não dispensa a cooperação e, muito menos, a oposição e a indignação, sem prejuízo da convivência e do debate.
Que a inauguração nacional de mandatos executivos, da União e dos Estados, que hoje celebramos, seja um momento de fortalecimento das instituições nacionais!
Sabemos todos do momento difícil que o país atravessa, mas, nos limites do peso específico de Santa Catarina – que cada dia mais se eleva em conquistas democráticas, em desenvolvimento econômico, avanços sociais e expressão política – partilhamos da esperança que o Brasil superará seus graves e difíceis problemas.
Vamos em frente.
Agradeço a nova equipe que aceitou um grande desafio: mostrar para todo o Brasil que essa é a terra do trabalho, da coragem, e da união daqueles que querem fazer o bem.
Vamos já.
Vamos juntos colocar Santa Catarina, sempre, em primeiro lugar.

Viva o Brasil!
Viva Santa Catarina!
Viva o povo catarinense!

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Colombo toma posse e promete não ser o mesmo governador

01 de janeiro de 2015 3

Foto: Miriam Zomer, Agência AL

Talvez Raimundo Colombo (PSD) tenha inaugurado um estilo de discurso de posse na noite desta quinta-feira. Reeleito em primeiro turno, ele retoma o cargo prometendo fazer um governo diferente no segundo mandato. Em alguns momentos, pareceu que Santa Catarina vivia uma troca de comando.

.:: A íntegra do discurso de Colombo

No momento mais emblemático de um discurso em que resumiu as principais dificuldades e as maiores conquistas da primeira gestão, Colombo falou sem meias palavras:

- Não serei o mesmo governador que fui até agora. Pretendo me superar no melhor e reverter erros e omissões. Esta é uma declaração voluntária e pessoal de ruptura com o convencional e o conveniente.

Ficaram claras as apostas em um novo modelo de gestão baseado no controle do fluxo de caixa, na reforma administrativa para domesticar o governo e nos recursos ainda não utilizados do Pacto por Santa Catarina. Colombo ressaltou que apenas 20% dos cerca de R$ 10 bilhões já foram gastos e que pretende contratar R$ 4,5 bilhões em obras apenas em 2015.

Curiosamente, o vice-governador Eduardo Pinho Moreira (PMDB) deu tom semelhante ao discurso. Usou a experiência de médico cardiologista para lembrar que muitos pacientes precisam mudar de vida, reinventar-se, ao descobrirem-se cardíacos. Prometeu essa mesma disposição ao novo governo e também disse que será um vice diferente do que foi na gestão de Luiz Henrique (PMDB) e no governo que acabou ontem.

Nas posses dos secretários, iniciada na sequência, muitos nomes que vieram do primeiro mandato, poucas novidades. Por enquanto, o novo governo Colombo continua no discurso. Poderá mostrar nos próximos meses, especialmente com a reforma administrativa prometida para fevereiro, que não é apenas retórica.

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