Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Onde estava LHS?

21 de outubro de 2014 2

Nota do colunista Ilimar Franco, no jornal O Globo desta terça-feira.

Em cima do muro
O empate técnico na eleição está mexendo com os políticos. O governador Raimundo Colombo (PSD) reuniu prefeitos, na sexta-feira, com a presidente Dilma em Santa Catarina. Seu vice, Michel Temer, em cima do palanque, só tinha uma pergunta aos correligionários do PMDB: “Onde está o (senador) Luiz Henrique?”

Complento eu: Itapema, distante 64 quilômetros do Centrosul.

Bookmark and Share

Comentários

comments

Ex-futuros presidentes

20 de outubro de 2014 2

Bookmark and Share

Comentários

comments

Datafolha mostra formação de curva pró-PT

20 de outubro de 2014 2

Bookmark and Share

Comentários

comments

A luta pelo voto

20 de outubro de 2014 1

Bookmark and Share

Comentários

comments

Acertou no que não viu

20 de outubro de 2014 0

Bookmark and Share

Comentários

comments

Renato Janine Ribeiro: "Não tem debate na rede social, está mais para o nível da baixaria"

19 de outubro de 2014 0

capa

Na edição deste domingo do Diário Catarinense, eu a Karine Wenzel assinamos reportagens sobre o acirramento da campanha eleitoral nas redes sociais neste segundo turno — especialmente entre os militantes.

Para minha parte, entrevistei Renato Janine Ribeiro, professor titular de Ética e Filosofia Política na Universidade de São Paulo. A conversa rendeu mais do que coube no texto publicado no jornal, então trouxe aqui para o blog a entrevista completa.

Como o senhor avalia esse debate nas redes sociais? Está mais contudente do que no primeiro turno?
Renato Janine Ribeiro – Não tem debate na rede social. Está mais para o nível da baixaria. O debate supõe que as pessoas mantendo certa compostura e tentando convencer o outro. Isso acontece muito pouco. O que estou acompanhando é gente que já está convicta de uma posição e condena severamente quem não é dessa posição. É algo que além de ser, no meu entender, desrespeitoso, é totalmente inútil do ponto de vista de conseguir votos. Digamos que eu tenha votado na Marina e alguém vem me dizer que ela é uma salafrária, que se beneficiou da ingenuidade de seus eleitores e por aí vai, essa pessoa não tem a menor possibilidade de pegar meu voto, porque começa me desrespeitando. Então, por isso eu acho que não há debate. Parece muito mais que as pessoas estão querendo mostrar músculos, dizer que fazem parte de uma torcida. Por isso está tão parecido com futebol. No futebol, ninguém quer convencer o outro. Imagina se alguém do São Paulo vai discutir com alguém do Palmeiras querendo que ele mude de time? Nem morto. Por isso formam-se as torcidas. Você posta alguma coisa e de repente vem um corredor polonês, gente dando soco, batendo, até fazer as pessoas se retirarem. Eu tive que parar uma duas vezes de postar coisas no Facebook por coisas assim. Falar algo da Marina, em quem eu não votei, mas tentava entender, e vinha um monte de gente insultando a Marina.

O senhor fez uma série de posts no Facebook apontando qualidades em cinco candidatos, mesmo sendo eleitor declarado de Dilma Rousseff. Era uma tentativa de qualificar o debate?
Ribeiro - Claro. Nos cinco candidatos que eu falei (Dilma, Aécio, Marina, Luciana Genro e Eduardo Jorge) existem méritos ou, pelo menos, eles respondem a demandas. Nenhum deles saiu do vazio. Tem coisas que não podem ser ignoradas. Não adianta desqualificar, tem que entender porquê. Pelo menos aqueles que estão no arco mais democrático, que não são pessoas que estejam defendendo tortura, ditadura, repressão, o pacote habitual de maldades. Sobretudo para manter um diálogo, porque o ideal é que a pessoa que ganhar não governo só com quem votou nele. O ideal é que tenha abertura para tornar a nossa política mais abrangente.

O senhor acha que essa forma como está sendo conduzida a discussão nas redes sociais é característica das redes ou nossa, por ainda não estarmos acostumados a discutir política nesse meio?
Ribeiro -
Eu diria muito que é mais uma dificuldade da nossa cultura política muito limitada. Ao mesmo tempo, a rede social adota certos procedimentos. No caso do Facebook, o famoso algorítmo que ninguém sabe exatamente o que é, que te aproxima de pessoas que pensa parecido com você. Se você tiver 5 mil amigos e 500 forem homófobos, é provável que você nunca venha a saber deles. Aparentemente, ao que me consta, eles não aparecem na sua linha do tempo mesmo que sejam seus amigos no Facebook. Você acaba só tendo contato com gente parecida. É um exemplo, eu deletaria um amigo que fosse homófobo. No caso da política, em que você não tem esse recorte, passa a ter gente de um lado e de outro e essas pessoas só convivem com pessoas parecidas e nisso são ajudadas pelo sistema do Facebook de mais ou menos agrupar as pessoas segundo seus gostos. É uma estratégia de marketing, não de política. Isso para o marketing está muito bom. Assim como a pessoa olha uma passagem para Porto Alegre e o site vai passar dias te mostrando preços de passagem e hotel em Porto Alegre, embora você já tenha ido e voltado, da mesmo forma ele agrupa pessoas que gostam, por exemplo, da Dilma. O resultado disso é que agrava um dos piores aspectos do que está rolando agora, de que as pessoas só estão encontrando gente parecida. Eu encontrei eu estive com o ex-secretário da Cultura de São Paulo, Jorge Cunha Lima. Ele disse quando Orestes Quércia foi eleito governador (de São Paulo em 1986), uma senhora da alta sociedade disse para ele: “como ele foi eleito se ninguém votou nele?”. No meio social da senhora, ninguém votava no Quércia. Hoje, aqui em São Paulo, por exemplo, pouquíssima gente que eu conheço, tirando o meio acadêmico, vota no PT. Por isso essas pessoas, sobretudo classe média, elas se acostumaram a dirigir a palavra umas as outras, pessoas que elas não conhecem, já falando mal do PT. Se você diz que não concorda ou que vota no PT, há um choque. Em outros meios, é o contrário. Estamos com uma sociedade muito fraturada. E isso não ajuda a desfraturar, se é que a palavra existe.

O senhor acredita que o fato de a disputa ser entre PT e PSDB, que se enfrentam diretamente desde 1994, facilita esse clima.
Ribeiro -
Claro que facilita. Existe muito ódio guardado nisso tudo e essas coisas vão se acumulando. São ódios que viraram quase ancestrais. Não acho isso uma coisa boa. Enfim, traz uma série de problemas.

O senhor acha a estrutura de campanha virtual dos dois candidatos ajudam a fomentar esse clima de ódio?
Ribeiro -
Ajuda, mas também tem um lado besta. Isso varia. Quando o Aécio fala no rádio e se dirige àqueles que não votaram nele, pede para todo mundo juntar, ele está fazendo uma coisa boa. Está procurando um clima mais de amizade, de contato, sei lá o quê. Isso tudo é uma coisa que seja dito em honra dele. Ao mesmo tempo, a campanha quase toda escapa ao controle das pessoas e se torna uma campanha que corre por conta própria. Chega uma hora em que o candidato nem tem mais autonomia para sair disso.

Essa exacerbação do debate está concentrada nas redes sociais ou está em toda parte?
Ribeiro -
Eu acho que não é exacerbação do debate, é do não-debate. Penso que está em toda parte. Esses dias peguei um táxi e o motorista disse “então, vamos todos de Aécio?”. Não, não vou de Aécio. Ele queria discutir comigo. Eu estava cansado, exausto, a última coisa que eu queria era pagar por um serviço e me irritar nesse serviço. É difícil esse troço. As pessoas estão um tanto enlouquecidas, está bastante enlouquecido esse ambiente. Está na rua também. A rede social permite às pessoas um contato mais distante. Aquela pessoa que você não conhece poderia se tornar um amigo seu. Ou você aprender com ela, mesmo ela não sendo amigo seu. Nada disso está acontecendo. É a coisa mais preocupante.

Dá para juntar os cacos desse país fraturado depois?
Ribeiro -
Vai ter que juntar. Não sei se haverá vontade. Porque está um elemento de ódio tão grande. Imagino que se Dilma ganhar, vai ser muito difícil chamar alguém que colaborou com Aécio no segundo turno para um cargo. E a recíproca é verdadeira. Muito difícil. Creio que vamos ter uma situação muito clara, que mantém uma fratura, com o clima de “vencemos, vencemos”. Vai ser uma coisa que vai continuar conflitiva, vai ter gente dividida em briga, em tudo. Sou meio pessimista.

Bookmark and Share

Comentários

comments

Carinho dos petistas, elogios de ex-adversários: o dia de Dilma Rousseff em Florianópolis

17 de outubro de 2014 4
Crédito: Júlio Cavalheiro, Divulgação.

Crédito: Júlio Cavalheiro, Divulgação.

Os discursos de gratidão de ex-adversários e o carinho da militância petista marcaram a visita da presidente Dilma Rousseff (PT) na manhã de ontem a Florianópolis. Foi a primeira e única visita a Santa Catarina da candidata petista à reeleição durante a campanha eleitoral. Também foi a estreia do governador Raimundo Colombo (PSD) em um palanque petista.

O clima de novidade ficou claro desde o princípio da manhã. Enquanto os militantes petistas chegavam em ônibus de diversas partes do Estado e ensaiavam gritos de guerra, comissionados do governo estadual e da prefeitura de Florianópolis circulavam pouco à vontade com adesivos de Dilma no peito. Um parlamentar pessedista chegou a brincar.

— É estranho, né? Mas foi um pedido do governador e do prefeito. Tem que estar junto na hora boa e na ruim _ afirmou, enquanto militantes cantavam “ooô, o filho do pedreiro também vai virar doutor”.

Antes de ir ao encontro dos petistas, Dilma teve um encontro reservado com prefeitos — eram 150, segundo a organização. Lá dentro, ouviu promessas de engajamento de Colombo e do prefeito da Capital, Cesar Souza Junior (PSD), e fez um discurso semelhante ao que apresentaria ao público minutos depois.

Já no palco, foi ovacionada do começo ao fim. Antes, dela, discursaram o vice-presidente Michel Temer (PMDB), o senador eleito Dário Berger (PMDB) e Colombo, todos enfatizando a necessidade conquistar votos na última semana da campanha. Dário e Colombo chegaram a ter os nomes vaiados por grupos de militantes petistas. O senador eleito conseguiu minimizar a situação ao discursar, enfatizando parceria entre prefeitura de Florianópolis e governo federal para a urbanização do Maciço do Morro da Cruz, iniciado quando o peemedebista era prefeito da Capital e Dilma era ministra do governo Lula.

Colombo também teve que conquistar uma plateia inicialmente arredia, mas conseguiu ganhar aplausos a lista os motivos pelos quais se sente grato à presidente. Lembrou que não apoiou Dilma em 2010, mas que agora estava em seu palanque com convicção. Elencou ações como a renegociação da dívida das universidades comunitárias, a viabilização da exportação de suínos para Japão e Rússia, ajuda após as enchentes, a instalação da fábrica da BMW e obras federais no Estado.

— Aqui tem pessoas de diversas ideologias, com variados pontos de vista, mas nos encontramos em um ponto comum. Honrar Santa Catarina, ser a voz grata do nosso povo a uma presidente que fez muito pelo nosso Estado — disse.

Ao falar, Dilma retribuiu.

— Sempre eu venho a Santa Catarina e fico muito feliz, porque eu pergunto ao Colombo qual é a taxa de desempregoe ele diz 2,7%. Não há nenhuma riqueza maior que essa. Por isso, entendo que vocês tenham eleito o Colombo no primeiro turno. Mais do que merecido _ afirmou a presidente, para constrangimento do ex-deputado federal Claudio Vignatti (PT), candidato derrotado ao governo do Estado, presente no palco.

.:: Dilma pede para inaugurar a Ponte de Laguna

A recepção calorosa no CentroSul deixou a presidente Dilma Rousseff comovida. Ao ouvir gritos de “Dilma, eu te amo”, retribuiu.

— O bom de me amar é que eu amo vocês. A coisa mais triste é o amor não correspondido. Eu amo vocês.
A presidente ressaltou que a campanha vive um “momento estratégico, decisivo” e pediu engajamento na luta pela continuidade do projeto do PT no governo federal. Fez comparações sobre a situação econômica do Brasil quando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva assumiu, em 2003, e hoje. Não citou o adversário Aécio Neves (PSDB), mas enfatizou as diferenças de projeto de petistas e tucanos. Falou das altas taxas de desemprego, juros e da inflação (“o dobro de hoje”) no final do governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e das conquistas sociais dos últimos 12 anos.

Prometeu que um segundo mandato teria como prioridade a educação, a melhoria dos serviços públicos e segurança pública — utilizando o modelo adotado nas cidades-sede da Copa do Mundo. Sobre Santa Catarina, afirmou o desejo de inaugurar obras hoje em andamento.

— Eu quero ser eleita para vir aqui com o Colombo ver a inauguração da linha 2 e da linha 3 da BMW. Quero ver aqui a inauguração de uma obra que persigo há bem uns oito anos: a BR-101 inteirinha funcionando. Eu quero ver a Ponte de Laguna. Eu tenho direito de ver a Ponte de Laguna. É um dos meus maiores desejos. Eu não consegui ir ainda, mas vou lá inaugurar.

Após o evento, a presidente concedeu breve entrevista coletiva. Ela negou a denúncia da revista Veja de que o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto da Costa teria sido convidado para ser ministro das Cidades pouco antes de ser preso pela Operação Lava Jato.

— No meu governo, para ser convidado para alguma coisa, só eu convido. Ele não só não foi, como deixou de ser diretor da Petrobras. Ele nunca foi uma pessoa da minha confiança _ afirmou.

Bookmark and Share

Comentários

comments

O representante

17 de outubro de 2014 0

Bookmark and Share

Comentários

comments

Visita de Dilma a Florianópolis: constatações instantâneas

17 de outubro de 2014 0

Bookmark and Share

Comentários

comments

Dá para brigar por causa de Dilma ou Aécio?

16 de outubro de 2014 2

Quando o inimigo do PT nas disputas presidenciais era o PSDB paulista, existia um tucano mineiro apontado pelos petistas como exemplo de diálogo entre adversários. O governador Aécio Neves também gostava de ser visto assim, um contraponto no partido à raivosa oposição de José Serra e Geraldo Alckmin, uma alternativa mais light no partido para uma futura sucessão.

Aécio trabalhava em parceria com o prefeito petista de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, e gostava que isso fosse percebido. Juntos, chegaram a eleger Márcio Lacerda prefeito da capital mineira. Aécio, Pimentel, Lula, os três trocavam elogios. Em uma inauguração, o então presidente até brincou com isso.

- Vocês viram o Pimentel e o Aécio se elogiando muito aqui. Vocês viram que quando os dois começam a falar bem um do outro, vai sobrar um pedido de dinheiro para o governo federal para terminar essa avenida – disse Lula, em frase registrada pelo jornal O Tempo, de Belo Horizonte.

Em entrevista à Folha de S. Paulo no segundo turno de 2006, quando enfrentava Alckmin, Lula voltou a usar Aécio como contraponto ao paulista. Ao seu estilo metafórico, resumiu assim a relação com o mineiro:

- Eu tenho uma relação com o Aécio que eu considero extraordinária, como amigo, como político, sabendo que estamos em partidos diferentes. É como se ele tivesse ido a um baile num lugar e eu a um baile em outro. Agora, nós gostamos de dançar e temos muitas afinidades.

Desde 1989 o Brasil não se dividia de forma tão radical entre dois candidatos à presidência. Quem vê o hoje aliado senador reeleito Fernando Collor (PTB) não imagina o que ele disse sobre Lula, o que Lula disse sobre ele e quantas relações entre amigos e familiares foram abaladas em nome dessa luta pelo poder. Não duvidem, quando puderem ou precisarem, os antagonistas vão dançar. E nós também.

Bookmark and Share

Comentários

comments