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Bloco de Notas no site do DC

18 de maio de 2016 0

Os textos da coluna Painel Estadual e as notas do Bloco de Notas vão começar a ser publicadas diretamente no site do Diário Catarinense.

Para acompanhar todos a reportagens e comentários do jornalista Upiara Boschi, basta seguir o link:

http://dc.clicrbs.com.br/sc/ultimas-noticias/tag/upiara-boschi/

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PMDB de SC começa a descobrir a parte que lhe cabe no governo Temer

17 de maio de 2016 3

Em 14 de março, o PMDB catarinense fez uma aposta ousada. Foi o primeiro diretório no país a decidir oficialmente pelo desembarque do governo de Dilma Rousseff (PT) e a entrega dos cargos que indicou ao Palácio do Planalto. O gesto tinha múltiplos significados. Um aceno ao eleitorado majoritariamente anti-petista do Estado, a marcação de posição diante de um PMDB ainda reticente em embarcar na então canoa do vice-peemedebista Michel Temer, a construção do nome de Mauro Mariani (PMDB) como timoneiro do partido e liderança para concorrer ao governo em 2018.

Agora, 17 de maio, é hora de juntar na mesa as fichas conquistadas pela aposta bem-sucedida. Será hoje que Mariani, presidente estadual da sigla, será recebido pelo novo ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha (PMDB-RS), para discutir as partes que cabem aos peemedebistas catarinenses no latifúndio recém-conquistado pela decisão do Senado, semana passada, de afastar Dilma Rousseff (PT) da presidência. É possível que Geddel Vieira Lima (PMDB)-BA), ministro-chefe da Secretaria de Governo, também esteja presente. É a hora da conversa franca.

Oficialmente, o discurso do PMDB-SC é de desprendimento. Mariani minimiza a busca por cargos federais, assim como fez com a possibilidade de emplacar um ministro na Esplanada. Alguns colegas de partido ainda não entendem por que o diretório saiu tão rápido dessa briga, depois de ter sido pioneiro no abandono a Dilma e ao PT.

Fora do discurso, os peemedebista entendem que o mínimo é recuperar os postos abandonados em março. Seriam os retornos de Djalma Berger e Paulo Afonso Vieira à presidência e diretoria-administrativa da Eletrosul, respectivamente, e de Vinicius Lummertz ao comando da Embratur – este pode ser encaixado em outros espaços. Há margem para avançar, especialmente nas vagas que serão abertas pelo desembarque dos petistas locais. Hoje a banca começa a dizer quanto exatamente o PMDB catarinense ganhou em sua ousada aposta.

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Amin defende renúncia de Maranhão

10 de maio de 2016 1

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Câmara homenageia Luiz Henrique após um ano de morte

10 de maio de 2016 0

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Peninha integra lista de ministeriáveis da pasta de Desenvolvimento Agrário

08 de maio de 2016 4

Se faltava um ministeriável catarinense na bolsa de apostas para o governo de Michel Temer (PMDB), deve aparecer um nos próximos dias. O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, deputado federal Marcos Montes (PSD/MG), encaminhará lista tríplice ao vice-presidente com indicações para o Ministério do Desenvolvimento Agrário. O mineiro pediu autorização ao deputado federal Rogério Peninha Mendonça (PMDB-SC) para incluir seu nome na lista, que contará com parlamentares de diferentes partidos. A pasta já teria sido oferecida ao Solidariedade.

Nos últimos tempos, Peninha ganhou destaque com sua cruzada contra o Estatuto do Desarmamento e a flexibilização das leis que dificultam a compra e a posse de armas. Mas o peemedebista é agrônomo de formação, titular da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados e alinhadíssimo à bancada ruralista. De qualquer forma, impossível perder a piada: talvez Peninha prefira o Ministério da Defesa.

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Esquerda de SC quer dar vazão eleitoral aos movimentos anti-impeachment

08 de maio de 2016 1

As urnas em 2014 foram cruéis com os partido à esquerda em Santa Catarina. Não apenas porque os catarinenses deram a Aécio Neves (PSDB) a maior votação proporcional do país nos dois turnos, mas pelo próprio encolhimento da votação do PT nos demais cargos. Candidato ao governo estadual, Claudio Vignatti ficou preso ao terceiro lugar já cativo do partido desde 1998. As bancadas federal e estadual diminuíram, deixando ao relento nomes como Carlito Merss, Luci Choinaki, Volnei Morastoni e Jailson Lima.

Pode-se incluir nessa conta o PSOL, que tinha uma cadeira na Assembleia Legisltiva herdada pela saída de Amauri Soares do PDT e não conseguiu renová-la nas urnas. Com a tática de integrar-se à coligação de Raimundo Colombo (PSD) – que contava com mais simpatia do Planalto do que o próprio Vignatti – PDT e PCdoB mantiveram posições na Assembleia. Os comunistas beliscaram uma vaga na Câmara dos Deputados com Angela Albino. Apesar do sucesso eleitoral, essa aliança que gerou fissuras internas e com os antigos aliados.

Com o acirramento da crise política que resultou no processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), a perspectiva passou a ser de um cenário ainda pior para os partidos fiéis ao Planalto nas eleições de 2016 – o que levou, inclusive, à desfiliação de prefeitos petistas que buscam reeleição, como Murialdo Gastaldon (hoje no PMDB), de Içara.

Curiosamente, é dos escombros da terra arrasada que nasce alguma esperança para a esquerda catarinense. As mobilizações constantes contra o impeachment, embora não sejam exatamente um sucesso de público, têm conseguido trazer para rua antigos militantes. Também levaram antigos adversários a buscar convergências. Conversas entre lideranças do PT, do PCdoB e do PSOL, entre outros, têm conversado em diversas cidades do Estado.

A intenção é “dar vazão eleitoral a esta força que se unificou na luta contra o golpe”, nas palavras de Angela Albino. O diálogo está mais avançado em Florianópolis, Blumenau e Joinville. Talvez não seja suficiente para mudar o desenho eleitoral de nenhuma dessas cidades – 2016 já está perdido. Mas a semente de um futuro sem o PT no Planalto.

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Fábula

05 de maio de 2016 4

Os ratos sempre evitaram a luz por saber que a exposição acabaria por matá-los. Viviam às sombras, aproveitando oportunidades, sobrevivendo às escuras.

Houve um determinado momento em que os ratos, e um deles em especial, perderam o medo da luz. A família inteira assistia atônita aquele rato enorme almoçando na cabeceira da mesa, como dono da casa. Mas o torpor acabaria passando e a velha regra voltaria a vigir: a luz é a maior inimiga dos ratos.

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No Papo de Redação com Rafael Martini, as eleições de Florianópolis

03 de maio de 2016 2

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Kleinübing diz que não é candidato a prefeito de Blumenau

03 de maio de 2016 3

_ Quem está dizendo isso não ouviu a minha opinião.

A frase é do deputado federal João Paulo Kleinübing (PSD), negando rumores de que voltaria a disputar a prefeitura de Blumenau em outubro. O ex-prefeito é categórico ao dizer que, hoje, o nome do PSD é o deputado estadual Jean Kuhlmann. Como o PSD anda cada vez mais parecido com o PMDB antes da morte de Luiz Henrique, é bem capaz que a fonte da possível candidatura de Kleinübing a prefeito até tenha ouvido sua opinião.

A volta de Kleinübing à Secretaria de Saúde também não está sacramentada. Depende de uma conversa que terá nesta quarta-feira com o governador Raimundo Colombo (PSD). Diz que está disposto tanto a voltar para Florianópolis quanto a permanecer em Brasília.

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O telefonema que selou afastamento de Colombo e Dilma

03 de maio de 2016 3

Vésperas da votação do impeachment na Câmara dos Deputados. Toca o telefone celular, o governador Raimundo Colombo (PSD) sabe que do outro lado da linha está a presidente Dilma Rousseff. Pensa duas ou três vezes se atende o telefonema.

— Eu sabia o que ela ia falar e sabia o que teria que dizer. Mas acabei atendendo.

Colombo contou a história no almoço em que reuniu jornalistas de todo o Estado, na última sexta-feira. Não quis dizer o que Dilma pretendia no telefone, nem precisava. O Palácio do Planalto caçava votos contra o impeachment que se desenhava na Câmara. De aliado fiel, daqueles que assinam manifestos, o catarinense passara a posição de discrição. O gesto político que valia era a liberação de dois secretários estaduais para reassumirem as cadeiras de deputado federal para votarem contra a petista — desalojando Angela Albino (PCdoB), que votaria com o Planalto.

Na época, Colombo já havia se manifestado em favor de eleições gerais como forma de superar a crise política. Diz que acredita na honestidade pessoal da presidente, mas que ela perdeu as condições políticas de governar. Hoje, com o governo indo a pique, até alguns petistas começam a defender a tese, talvez tardiamente. Mesmo o governador catarinense tem dito que é necessário dar uma trégua ao vice-presidente Michel Temer (PMDB) quando ele assumir o Planalto, possibilidade cada vez mais concreta. Se o peemedebista errar a mão, acredita Colombo, a tese das novas eleições volta a ganhar força.

Para Santa Catarina, o que importa é que o telefonema nada amistoso de Dilma para o governador não teve maior influencia prática. Na semana passada, BNDES e Banco do Brasil liberaram cerca de R$ 1 bilhão para as obras estaduais. É o resultado da velha lealdade ainda rendendo frutos.

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