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Conversas Cruzadas entrevista Claudio Vignatti (PT)

16 de September de 2014 0

Participei na segunda-feira do programa Conversas Cruzadas, que iniciou uma série de entrevistas com os candidatos ao governo do Estado. O primeiro entrevistado foi Claudio Vignatti (PT). O colega Rafael Martini, do Visor, também integrou a bancada liderada por Renato Igor.

Primeiro bloco

Segundo bloco

Terceiro bloco

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Mais política, menos marketing

14 de September de 2014 5

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Mitos e verdades da propaganda eleitoral

14 de September de 2014 40

É no horário eleitoral gratuito que a maioria dos eleitores conhece melhor os candidatos, o que fizeram no passado, o que planejam para o futuro. Ao mesmo tempo, a propaganda de TV também é o momento em que ações são supervalorizadas, problemas são exagerados e cada informação merece uma boa checagem. A reportagem do Diário Catarinense destacou alguns pontos dos programas de televisão de Raimundo Colombo (PSD), Paulo Bauer (PSDB) e Claudio Vignatti (PT), atrás de verdades e mitos da atual disputa pela cadeira de governador do Estado.

Raimundo Colombo (PSD)

O que diz o programa eleitoral
“Na Saúde, Raimundo constrói dez novos hospitais. Três já foram entregues, em Florianópolis, Blumenau, São Francisco do Sul, e outros sete estão em construção, em Itajaí, Joaçaba, Lages, Braço do Norte, Chapecó, Xanxerê e Criciúma”

Na prática
Ao pé da letra, o governo de Raimundo Colombo não construiu 10 novos hospitais. Novo mesmo, nenhum. O governo investiu em reformas, ampliações e anexos em cinco hospitais estaduais que já existiam, localizados em Lages, Xanxerê, Itajaí, Chapecó e Florianópolis. Essa unidade da Capital — o Hospital Florianópolis — teve sua reforma iniciada ainda no governo de Luiz Henrique (PMDB), atravessou o mandato-tampão de Leonel Pavan (PSDB) e quase todo o mandato de Colombo até ser concluído após sucessivas prorrogações de prazo de entrega da obra.
Também foram reformados e ampliados com recursos do governo outros três hospitais que não são estaduais. São instituições filantrópicas, administradas por universidades ou entidades beneficentes, em Criciúma, Braço do Norte e Joaçaba. Para essas obras, o Estado repassou R$ 25 milhões.
Assim, dois hospitais são realmente novos. O Nossa Senhora da Graça, em São Francisco do Sul, é administrado pela prefeitura. O outro é o Hospital da Furb, Universidade de Blumenau. Em ambos, o governo repassou recursos que permitiram a conclusão das obras, somando cerca de R$ 5 milhões.

O que diz o programa eleitoral
“Somos, hoje, o Estado que mais gera novos empregos em todo o Brasil”

Na prática
Os números do Ministério do Trabalho mostram Santa Catarina em uma situação de destaque em relação à geração de empregos no país, tanto em percentuais quanto em números absolutos. No ano passado, o Estado teve o maior crescimento proporcional de vagas de emprego com carteira assinada em todo o país. Um crescimento de 4,3% em relação ao número de vagas que havia no início do ano anterior.
Ao total, foram 87.099 novos postos de trabalho, que colocaram os catarinense atrás apenas de São Paulo, Rio Grande do Sul e Paraná em quantidade de empregos gerados — à frente de Minas Gerais e com mais do que o dobro das vagas criadas pelo Rio de Janeiro.
Em 2014, pelos números atualizados até agosto, Santa Catarina mantém o ritmo, embora tenha perdido a liderança percentual para Goiás. Em números absolutos, ainda é o quarto maior gerador de emprego, atrás de São Paulo, Minas e Paraná.

Paulo Bauer (PSDB)

O que diz o programa eleitoral
“No nosso governo vamos construir pelo menos 20 policlínicas. Cada uma custa R$ 7,8 milhões. No total, 20 policlínicas custam R$ 156 milhões. Isso é menos da metade do valor gasto pelo atual governo em propaganda.”

Na prática
De acordo com o Tribunal de Contas do Estado, foram gastos R$ 313,8 milhões em publicidade e propaganda durante o primeiro mandato de Raimundo Colombo (PSD), incluindo dados parciais de 2014. Em termos numéricos, a fala do candidato tucano é praticamente exata. Mas o discurso utiliza o valor bruto de publicidade, que incluiu as despesas realizadas com correios e telégrafos, publicação de editais, extratos, convocações e assemelhados, sem caráter de propaganda e afins. Nem o TCE e nem o governo estadual souberam separar o que era exatamente gasto com propaganda.
Em relação às policlínicas, a campanha de Paulo Bauer (PSDB) afirma que o custo de cada uma dela é previsto pelo próprio governo estadual, no Pacto pela Saúde. Seriam R$ 5 milhões para construir a unidade e R$ 2,8 milhões para equipá-la. Entretanto, a propaganda informa quanto vai custar a obra, que é um gasto que se encerra em si, e não detalha como será feita a contratação de profissionais para colocar em funcionamento essas novas 20 estruturas — ou seja, o gasto permanente.
Se as policlínicas tiverem administração direta do Estado, os custo dos novos funcionários tem impacto na folha de pagamento e deve obedecer os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal. Se a administração for terceirizada, através de organização social, é feito um repasse mensal para a entidade, também com impacto permanente. A terceira opção é repassar a gestão para prefeituras, que tem enfrentado dificuldades ainda maiores para assumir gastos permanentes.

O que diz o programa eleitoral
Apresentadores dizem que após 12 anos de promessas nas campanhas presidenciais de Lula e Dilma Rousseff, nenhum quilômetro das BRs 280 e 470 foi duplicado até agora.

Na prática
São realmente antigas as promessas para duplicação das BRs 280, no Norte do Estado, e 470, no Vale do Itajaí. Ambas ganharam ganharam maior ênfase nas promessas dos políticos a partir das eleições de 2006, quando avançava a duplicação da BR-101.
Em 2008, Dilma Rousseff — ainda ministra no governo Lula — se comprometeu em Joinville de que os editais para início de ambas as obras começariam ainda naquele ano e, otimista, previu que trechos da 280 e da 470 estariam duplicados até 2010. Não aconteceu e a promessa voltou às campanhas eleitorais dela e do principal adversário José Serra (PSDB) — e também do então candidato a governador Raimundo Colombo. Na época, ele dizia que se o governo federal não iniciasse a obra da BR-470, pediria a estadualização da rodovia para duplicá-la com recursos próprios.
Hoje, ambas as obras estão em andamento e em estágios semelhantes. O trecho a ser duplicado da BR-280 foi dividido em três lotes e dois deles estão em obras, em fase de demarcação e terraplanagem As propostas as empresas interessadas no outro lote serão abertas no dia 29. Pelos contratos, tudo termina em três anos.
O trecho que será duplicado na BR-470 foi dividido em quatro lotes, todos já licitados e em obras, mas também em fases iniciais. O DNIT não tem cronograma para a duplicação e sequer iniciou as conversas para desapropriação de 900 imóveis.

Claudio Vignatti (PT)

O que diz o programa eleitoral
“Vou fechar as secretarias regionais, o que gera uma economia de mais de R$ 500 milhões por ano. Com isso, dá para investir pesado na saúde, na educação, infraestrutura e segurança pública.”

Na prática
O valor apontado por Vignatti em sua campanha eleitoral é até menor do que o total gasto através das 36 secretarias regionais de desenvolvimento: dados do próprio governo estadual apontam R$ 677 milhões em 2013. O problema é que a maior parte desses gastos estão entranhados na estrutura do Estado.
Em 2013, por exemplo, foram gastos R$ 108 milhões com funcionários efetivos, que continuariam sem as regionais. O gasto com cargos de confiança, que poderia ser cortado, foi de R$ 24 milhões. Também faz parte da conta que não pode ser cortada a manutenção da rede de escolas estaduais, hoje feita pelas SDRs: R$ 161 milhões.
Os gastos específicos de manutenção da estrutura das 36 SDRs _ água, luz, telefone, terceirizados, transporte, diárias — teriam somado, em 2013, R$ 35 milhões. Pode ser cortado, mas ainda haverá algum gasto para manter órgãos hoje abrigados nas SDRs, como as gerências regionais de saúde e educação.
Outro ponto que distorce a conta é que R$ 287 milhões do gasto das regionais é investimento — reforma de escolas e pavimentação de estradas, por exemplo. É um valor maleável de acordo com a vontade do governante, mas as demandas da região não deixariam de existir com o fim das secretarias regionais.

O que diz o programa eleitoral
“A situação da saúde em Santa Catarina é grave. Faltam médicos especialistas, falta equipamento e sobram filas”

Na prática
A situação grave da saúde em Santa Catarina é uma constatação que se repete há anos em pesquisas. Na mais recente, em julho, o Ibope perguntou a qual a área em que os catarinenses enfrentavam mais problemas, apresentando uma lista de 22 temas. A saúde ficou em primeiro com 39% das citações, contra 12% da educação. Em seguida, era apresentada a mesma lista e permitido ao entrevistado apontar três áreas. A saúde passou para 69% das citações, contra 31% da segurança pública.
A dificuldade na contratação de médicos especialistas tem reflexo na chamada ambulancioterapia _ a viagens de pacientes do interior para Florianópolis em busca de atendimentos específicos. Em maio deste ano, a secretária de Saúde Tânia Heberhardt assinou artigo no DC em que admitia o problema e apostava no pagamento de adicionais por produtividade para tornar atrativa a carreira pública para os médicos especialistas.
Em relação ás filas, o situação chegou a parar na Justiça. A 3ª Vara Federal de Florianópolis chegou decidir, em liminar, pelo bloqueio de 30% da verba de publicidade do governo estadual até que fosse zerada um fila de 5 mil cirurgias ortopédicas na Grande Florianópolis. A liminar foi derrubada, mas o governo teve que apresentar um plano de ação para acabar com a demanda.

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No horário eleitoral, Colombo fala em ajuda do governo federal, mas não cita Dilma

11 de September de 2014 2

A íntegra do programa está no Youtube.

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Em busca da reeleição na Assembleia, Merisio só perde em arrecadação para Colombo e Bauer; veja o ranking dos principais postulantes

10 de September de 2014 10

Até parece que estou dando a mesma notícia, mas não. Seis candidatos a deputado estadual superam em arrecadação os nomes que disputam a vaga ao Senado. É o mesmo número de candidatos a deputado federal que superaram os R$ 415 mil arrecadados por Dário Berger (PMDB) e os R$ 360 mil de Paulo Bornhausen (PSB), que polarizam a disputa pela vaga de senador — como noticiei na manhã de terça-feira.

Na corrida pela Assembleia, Gelson Merisio desponta na liderança em arrecadação na segunda prestação parcial encaminhada à Justiça Eleitoral. Foram R$ 1,3 milhão – mais do que os R$ 1,07 milhão de Décio Lima (PT), até agora recordista entre os candidatos a deputado federal. Entre os candidatos a todos os cargos eletivos de Santa Catarina, só Raimundo Colombo (PSD) e Paulo Bauer (PSDB), primeiro e segundo colocados na disputa pelo governo, arrecadaram mais do que o ex-presidente da Assembleia.

A campanha de Merisio foi irrigada por quatro empresas que doaram em torno de R$ 300 mil cada: Sertrading BR, Cotia Vitória Sérviços e Comércio, Trop Comércio Exterior e a JBS — esta através do PSD-SC. A arrecadação de Merisio é quase o dobro da alcançada pelos candidatos a deputado estadual que completam o pódio de doações — Nilson Berlanda (DEM) e Narcizo Parisotto (DEM).

A maior parte dos recursos de Berlanda não são exatamente doações, já que vêm do próprio bolso do candidato ou através da rede de lojas que leva seu nome. No caso de Parisotto, a maior parte do dinheiro é da ArcelorMittal (uma das maiores doadoras da eleição catarinense), repassado pelo DEM nacional.

Confira o ranking dos arrecadadores na eleição da Assembleia — com base na lista de favoritos na disputa que elaborei no início da campanha eleitoral. O gráfico traz os principais nomes por região e o maior doador de cada campanha. As informações completas estão no site especial do Tribunal Superior Eleitoral.

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No STF e no TSE, candidatura de João Rodrigues depende de Luiz Fux

10 de September de 2014 0

O ministro Luiz Fux pediu vista e adiou o julgamento dos recursos do Ministério Público Eleitoral e do PT contra a candidatura do deputado federal João Rodrigues (PSD) à reeleição. O caso entrou em análise na noite de terça-feira no Tribunal Superior Eleitoral.

O MPE entende que Rodrigues não pode ser candidato por causa de uma condenação da Justiça Federal em um processo por suposto direcionamento de edital na compra de uma retroescavadeira pela prefeitura de Pinhalzinho em 1999. Ele era vice-prefeito e assinou o ato na ausência do titular. Em sua defesa, alega que foi um ato burocrático, sem dano ao erário, que a retroescavadeira foi comprada normalmente e está em uso até hoje.

Em 2010, uma liminar no Superior Tribunal de Justiça suspendeu os efeitos dessa condenação e permitiu que ele fosse candidato. O caso subiu para o Supremo Tribunal Federal (STF) quando Rodrigues elegeu-se deputado federal, mas a liminar do STJ foi mantida..

Ainda em vigor, essa mesmo liminar impediu que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SC) negasse seu registro este ano — embora a maior parte dos juízes tenha declarado durante o julgamento que seu caso deveria ser enquadrado na Lei Ficha Limpa. Na época, o presidente do TRE-SC, Vanderlei Romer, chegou a afirmar que encaminharia um pedido para o relator do processo de Rodrigues no STF priorizar a análise da validade da liminar.

O relator, no caso, é Luiz Fux. O mesmo do pedido de vista de ontem.

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Recursos contra a candidatura de João Rodrigues (PSD) estão na pauta desta terça-feira do TSE

09 de September de 2014 1

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Gilmar Knaesel avalia desistência antes do julgamento no TSE

09 de September de 2014 1

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Seis candidatos a deputado federal arrecadam mais do que os postulantes ao Senado

09 de September de 2014 6

Lembram da minha lista dos candidatos favoritos para ficarem com as vagas de deputado federal por Santa Catarina? Voltei a ela para conferir como anda a arrecadação de recursos destes candidatos. Os resultados são interessantes. Alguns deles tem arrecadações de fazer inveja a candidatos majoritários.

Os seis candidatos que mais amealharam recursos superam todos os postulantes a senador — uma campanha teoricamente mais cara, por ser estadualizada. O campeão de doações, Décio Lima (PT), recebeu praticamente quatro vezes mais do que o candidato de seu partido ao governo, Claudio Vignatti.

João Rodrigues (PSD), com R$ 798 mil, e Ronaldo Benedet (PMDB), com R$ 720 mil, completam o pódio. Benedet também conseguiu superar o candidato majoritário de seu partido, Dário Berger, postulante ao Senado.

Confira a lista com as arrecadações apresentadas pelos candidatos favoritos na segunda prestação de contas parcial e quem são os principais doadores. Sempre lembrando que a lista de favoritos deste blog é uma análise pessoal. Os detalhes estão no post em que eles foram apresentados.

A íntegra das doações para os candidatos a todos os cargos nas Eleições 2014 estão no site de prestações de contas do Tribunal Superior Eleitoral.

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Dados de assessor da Comissão de Ética da Assembleia preso por tráfico sumiram do Portal da Transparência

08 de September de 2014 11

Filho de ex-prefeito, assessor da Comissão de Ética e Decoro da Assembleia Legislativa aos 21 anos, preso com drogas pela Polícia Rodoviária Federal. Curioso é que os dados funcionais do rapaz sumiram do site de transparência da Assembleia Legislativa antes mesmo da publicação de sua exoneração – o que nem tem relação, afinal os dados no site se referem ao pagamento de agosto.

Compartilho a reportagem do colega Diogo Vargas, que falou com o deputado estadual licenciado Dóia Guglielmi (PSDB), presidente da Comissão de Ética. Sobre o rapaz, o tucano disse:

— A imprensa está fazendo sensacionalismo em cima disso. Ele é de boa índole e nunca causou problemas.

Abaixo, reproduzo a página com os dados funcionais do assessor que sumiu do Portal da Transparência. Alguém foi mais rápido no gatilho… digo, no print.

Antes

Antes

Depois

Depois

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