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Efeito Marina em SC

21 de August de 2014 2

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Leitores do DC sabatinam Raimundo Colombo

20 de August de 2014 0

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Os três Eduardo Campos que eu vi: o de 2013, o de 2014 e o simbólico

17 de August de 2014 0

campos no DC

Entrevistei Eduardo Campos em duas de suas passagens recentes por Santa Catarina. Na primeira, em agosto de 2013, ele vinha filiar Paulo Bornhausen ao PSB e estreitar laços com o agronegócio, através de encontros com entidades. O que me interessava questionar na época era a dubiedade de Raimundo Colombo (PSD) em relação a manter o compromisso com o pernambucano ou abraçar Dilma Rousseff (PT) e o antagonismo histórico entre o socialismo de Miguel Arraes e o liberalismo dos Bornhausen, os novos correligionários catarinenses.

Campos foi bem em suas respostas. Ainda não assumia a condição de candidato a presidência, mas bem observou Bornhausen enquanto conversávamos, ao mesmo tempo que o então governador pernambucano gravava na redação do DC uma entrevista para a TVCOM, depois de ter participado do nosso Conversa Política: ele não encararia tudo aquilo se não fosse para concorrer.

Na época, a impressão que Campos me deixou foi a de um articulador político talentoso e disposto, mas eu não entendi exatamente por que aquele homem queria ser presidente da República. Falava muito em gestão, em fazer bem-feito. Claro que todo político, em maior ou menor grau, aspira o principal cargo político do país. Mas é preciso mais do que isso para superar as barreiras que estão no caminho até o Planalto – físicas, políticas, emocionais.

Aquele discurso de gestor competente pode ganhar prefeituras e, em alguns casos, até governos de Estado. Mas não é para presidências da República. A presidência é o terreno do sonho, do símbolo, da vontade de mudar ou do medo de perder o que foi conquistado. Não percebi, naquele momento, em Campos, mais do que um Gilberto Kassab afável e bom de voto. Pouco para um presidenciável.

A segunda vez que entrevistei Eduardo Campos foi agora em abril, quando ele veio a Florianópolis participar de um almoço aberto com empresários. Eu outubro do ano anterior, Marina Silva e sua rede de sonháticos havia aderido a sua candidatura presidencial, depois de não conseguir vencer a burocracia jurídico-eleitoral que aceita a criação de novos partidos cheios de suspeitas e denúncias, mas barra os que não conseguem carimbar todos os papeis.

O que me chamou atenção naquela nova visita de Campos foi justamente a incorporação do discurso marineiro — traduzido, em alguns pontos — às falas sobre gestão. Mudança, nova política, Sarney na oposição, os recados das manifestações. Tudo estava presente naqueles 30 minutos em que o pernambucano falou a empresários o que eles queriam ouvir, mas não somente.

Lembro que comentei com os colegas, de casa e da concorrência: eu passara a entender porque Campos queria ser presidente. Naquele momento, o hábil articulador político parecia encarnar alguém com condições de conciliar o sonho e a gestão, a vontade de mudar e o medo de retroceder. Poderia ser apenas discurso, adaptação a um novo cenário político em que ele precisava justificar Marina Silva, o agronegócio, o socialismo de Arraes, a defesa do legado da Era Lula, as críticas ao governo Dilma, os Bornhausen socialistas. Talvez.

Mas a aliança entre a gestão pública eficiente e o sonho de uma política feita em outros moldes é um norte para um discurso de quem quer ser presidente da República. Como foi a estabilização da economia, como foi a melhor distribuição de renda. Em meio a sua travessia, Campos encontrou um discurso, talvez por acaso, e parecia disposto a levá-lo adiante — como mostra um dos vídeos produzidos para o horário eleitoral, vazado após o acidente. Se era só discurso, nunca saberemos — mas esta é uma questão menor.

Morto, Campos deixou de ser um político habilidoso e emergente para virar um símbolo. A frase que cunhou ao final da entrevista do Jornal Nacional, “não vamos desistir do Brasil”, é um legado imenso, maior do que o próprio pernambucano. Marina Silva tem condições totais de somar esse novo Campos, esse Campos simbólico, maior do que Campos vivo, à sua própria simbologia. Mas precisará ser mais do que Marina que conhecemos para chegar ao Planalto.

É isso que vamos descobrir durante essa campanha eleitoral.

Enquanto pensava em escrever esse texto, lembrei que gravei o discurso do pernambucano aos empresários catarinenses em abril. Estava no celular. Reproduzo abaixo. Aquela primeira entrevista, que não me disse muita coisa, já reproduzi no blog.

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Leitores do DC sabatinam Paulo Bauer (PSDB)

15 de August de 2014 0

Na manhã desta sexta-feira, a série de sabatinas online com os principais candidatos ao governo na redação do DC foi retomada. O sabatinado foi o candidato Paulo Bauer (PSDB).

Seguem as respostas, que agora aparecem sob a assinatura “Diário Catarinense”.

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Leitores do DC sabatinam Claudio Vignatti (PT)

15 de August de 2014 0

No final da manhã de quarta-feira, o candidato Claudio Vignatti (PT) participou da série de sabatinas online com os candidatos a governador na redação do DC. Por causa do acidente que matou o presidenciável Eduardo Campos (PSB), acabei deixando de publicar aqui no blog.

Segue agora a íntegra. As respostas de Vignatti aparecem como “Diário Catarinense”

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Entrevistas com os candidatos ao Senado

14 de August de 2014 0

Entrevistei os principais candidatos ao Senado na redação do Diário Catarinense. O resultado foi publicado ontem no site e reproduzo agora. No começo do vídeo, explico a dinâmica das entrevistas.

As gravações aconteceram na semana passada.

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O papel de SC nas estratégias de Eduardo Campos

14 de August de 2014 0
Em abril, Eduardo Campos esteve no Centrosul, em Florianópolis, para falar com empresários em evento promovido pelo Lide. Foto: Ricardo Wolffenbüttel, Agência RBS

Em abril, Eduardo Campos esteve no Centrosul, em Florianópolis, para falar com empresários em evento promovido pelo Lide. Foto: Ricardo Wolffenbüttel, Agência RBS

Santa Catarina tinha um papel estratégico na ambição do pernambucano Eduardo Campos de chegar ao Palácio do Planalto. O ex-governador de Pernambuco comandou pessoalmente articulações para fortalecer o PSB no Estado e garantir relevantes apoios políticos e econômicos para sua candidatura presidencial.

O primeiro grande movimento para consolidar o partido em Santa Catarina foi em direção ao governador Raimundo Colombo, ainda em 2011, primeiro ano de mandato do catarinense. Colombo flertava com a ideia lançada pelo então prefeito paulistano Gilberto Kassab de deixar o desgastado DEM e criar o PSD. Para os demistas, era uma chance de sair da encruzilhada que impedia o diálogo com o governo federal PT. Para Eduardo Campos, a chance de articular uma terceira via na eleição de 2014.

As conversas nos bastidores incluíam o ex-senador catarinense Jorge Bornhausen, que passou a incentivar a ideia de que o novo partido formado pela dissidência do DEM se incorporasse ao PSB em torno da candidatura de Campos. O maior receio de Colombo em aderir ao projeto era enfrentar as eleições municipais por um partido novo e que, àquela altura, não tinha certeza de contar com tempo no horário eleitoral gratuito. Foi quando o pernambucano entrou em ação e ofereceu a Colombo o comando do PSB em Santa Catarina – até então exercido pelo, na época, prefeito de São José, Djalma Berger. Se o Tribunal Superior Eleitoral entendesse que o PSD não tinha direito a tempo no horário eleitoral, os ex-demistas poderiam usar o do PSB.

Dessa forma, Campos permitiu que nomes de confiança do governador catarinense assumissem os principais cargos do PSB-SC – Geraldo Althoff, Murilo Flores e outros históricos pefelistas passaram a comandar os socialistas no Estado. Mesmo com a Justiça garantindo tempo ao PSD, o partido de Campos atuou como suporte em todo o Estado, ajudando a construir vitórias como as de Cesar Souza Junior em Florianópolis.
A dobradinha começou a esfriar quando Kassab e Colombo começaram a se aproximar da presidente Dilma Rousseff (PT), especialmente a partir de 2013. O governador catarinense conseguiu viabilizar financiamentos de R$ 9 bilhões junto ao governo federal e ao BNDES que deram fôlego à administração. No final daquele ano, começou a dar sinais de que apoiaria a reeleição de Dilma, e usava a palavra gratidão como justificativa.

O movimento em direção ao PT nacional contou com respaldo na maior parte da base do PSD. A resistência era justamente Paulo Bornhausen, filho de Jorge e secretário estadual, que não cansava de lembrar o velho compromisso de Colombo com Campos. Em agosto do ano passado, o desconforto – e a divisão dos caminhos de Campos e Colombo – foi formalizado com a filiação de Bornhausen ao PSB, que passaria a presidir. O pernambucano veio a Santa Catarina fazer a filiação.

Ao mesmo tempo, o pernambucano articulava uma aproximação com o agronegócio e empresários no Estado. Através da filiação do ex-deputado federal Odacir Zonta, ex-PP, atraiu entidades como a Federação de Agricultura e Pecuária de SC(Faesc) e Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de SC (Fetaesc) – nem mesmo a filiação da ambientalista Marina Silva ao PSB afetou essa ligação. Nessas articulações, também trouxe para o partido lideranças ligadas a entidades empresariais. Em abril, foi estrela de um encontro com empresários promovido pelo Lide.

Com a porta de Colombo fechada, Campos também participou das articulações que levaram a união de PSDB e PSB em Santa Catarina, no palanque liderado por Paulo Bauer como candidato a governador, tendo Bornhausen como nome para o Senado. No dia 30 de julho, veio ao Estado pela última vez para endossar essa chapa. Em Itajaí, defendeu obras de infraestrutura em Santa Catarina e ironizou os empréstimos federais que levaram Colombo a deixá-lo.

— Queremos dar um olhar mais generoso para Santa Catarina.

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O adeus de Eduardo Campos

13 de August de 2014 0

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Eduardo Campos (1965 - 2014)

13 de August de 2014 0

No final de agosto do ano passado, Eduardo Campos veio a Florianópolis para a filiação de Paulo Bornhausen no PSB. Passou pela redação do Diário Catarinense e gravamos uma breve entrevista. A conversa é anterior à filiação de Marina Silva ao PSB.

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Leitores do DC sabatinam Afrânio Boppré (PSOL)

12 de August de 2014 1

Afrânio Boppré (PSOL) abriu hoje a série de entrevistas online dos candidatos a governador na redação do Diário Catarinense. Ele respondeu às perguntas dos internautas – enviadas na hora ou postadas antes em um mural disponibilizado pelo site.

Na quarta-feira, o convidado é Claudio Vignatti (PT). Na quinta, será a vez de Raimundo Colombo (PSD) e a série termina na sexta-feira, com Paulo Bauer (PSDB). Os candidatos respondem as perguntas entre 11h e 11h45.

Veja como foi a conversa de Afrânio com os internautas.

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