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A moda de Brasília e seus efeitos em SC

03 de julho de 2016 2

Quando se trata de política nacional, Brasília é o grande centro irradiador de tendências. Foi lá, neste processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), que se consolidou a soma dos fatores impopularidade, esfacelamento da base política e indícios de irregularidade como fórmula para afastar um governante do cargo.

Criada a moda, ela começa a fazer efeitos país afora. Em Santa Catarina, os prefeitos de Florianópolis e Joinville enfrentam CPIs que seguem, de certa forma, essa tendência. Na terça-feira, o relatório final da CPI dos Radares, da Câmara da Capital, pediu a cassação de Cesar Souza Junior (PSD).

O caso remonta à Operação Ave de Rapina, deflagrada no final de 2014, com diversos ramos de investigação. O mais consistente tratava de um suposto esquema de propinas para efetivação de um aditivo de contrato do sistema de radares na cidade. Na Justiça, o caso tem como réu, acusado de ser o principal operador, o vereador Cesar Faria (PSD) — recentemente absolvido pela mesma Câmara do processo de cassação por quebra de decoro no mesmo episódio. O prefeito não é réu no caso. Dos cinco integrantes da comissão, nenhum era governista — comprovando o esfacelamento total da base de apoio. Não é à toa que Cesar Junior já anunciou que não concorre à reeleição.

Em Joinville, Udo Döhler (PMDB) também enfrentará uma CPI. Articulada de fora para dentro por dois possíveis adversários em outubro — o deputado estadual Darci de Matos (PSD) e o deputado federal Marco Tebaldi (PSDB) — a comissão quer saber se o prefeito praticou pedaladas fiscais ao atrasar repasses para o fundo de previdência municipal. O peemedebista mostrou que ainda tem força política ao conseguir formar maioria dentro da CPI, Ano passado, Döhler conseguiu evitar a abertura de uma comissão processante na Câmara em que seria acusado de ignorar decisões judiciais ligadas à saúde.

Em plano estadual, o governador Raimundo Colombo (PSD) parece livre da moda. Relatório técnico do Tribunal de Contas apontou irregularidades em repasses da Celesc para o Fundo Social, caracterizando como doações o que seriam créditos tributários e com isso reduzindo repasses aos municípios e poderes. Uma pedaladinha que poderia dar dor de cabeça ao governador, se ele preenchesse os outros dois itens da fórmula brasiliense: nada aponta queda brusca em sua popularidade e apenas sete dos 40 deputados estaduais podem ser classificados como opositores. E, mesmo assim, é difícil juntar esses sete parlamentares na mesma sala.

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Bloco de Notas no site do DC

18 de maio de 2016 0

Os textos da coluna Painel Estadual e as notas do Bloco de Notas vão começar a ser publicadas diretamente no site do Diário Catarinense.

Para acompanhar todos a reportagens e comentários do jornalista Upiara Boschi, basta seguir o link:

http://dc.clicrbs.com.br/sc/ultimas-noticias/tag/upiara-boschi/

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PMDB de SC começa a descobrir a parte que lhe cabe no governo Temer

17 de maio de 2016 3

Em 14 de março, o PMDB catarinense fez uma aposta ousada. Foi o primeiro diretório no país a decidir oficialmente pelo desembarque do governo de Dilma Rousseff (PT) e a entrega dos cargos que indicou ao Palácio do Planalto. O gesto tinha múltiplos significados. Um aceno ao eleitorado majoritariamente anti-petista do Estado, a marcação de posição diante de um PMDB ainda reticente em embarcar na então canoa do vice-peemedebista Michel Temer, a construção do nome de Mauro Mariani (PMDB) como timoneiro do partido e liderança para concorrer ao governo em 2018.

Agora, 17 de maio, é hora de juntar na mesa as fichas conquistadas pela aposta bem-sucedida. Será hoje que Mariani, presidente estadual da sigla, será recebido pelo novo ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha (PMDB-RS), para discutir as partes que cabem aos peemedebistas catarinenses no latifúndio recém-conquistado pela decisão do Senado, semana passada, de afastar Dilma Rousseff (PT) da presidência. É possível que Geddel Vieira Lima (PMDB)-BA), ministro-chefe da Secretaria de Governo, também esteja presente. É a hora da conversa franca.

Oficialmente, o discurso do PMDB-SC é de desprendimento. Mariani minimiza a busca por cargos federais, assim como fez com a possibilidade de emplacar um ministro na Esplanada. Alguns colegas de partido ainda não entendem por que o diretório saiu tão rápido dessa briga, depois de ter sido pioneiro no abandono a Dilma e ao PT.

Fora do discurso, os peemedebista entendem que o mínimo é recuperar os postos abandonados em março. Seriam os retornos de Djalma Berger e Paulo Afonso Vieira à presidência e diretoria-administrativa da Eletrosul, respectivamente, e de Vinicius Lummertz ao comando da Embratur – este pode ser encaixado em outros espaços. Há margem para avançar, especialmente nas vagas que serão abertas pelo desembarque dos petistas locais. Hoje a banca começa a dizer quanto exatamente o PMDB catarinense ganhou em sua ousada aposta.

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Amin defende renúncia de Maranhão

10 de maio de 2016 1

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Câmara homenageia Luiz Henrique após um ano de morte

10 de maio de 2016 0

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Peninha integra lista de ministeriáveis da pasta de Desenvolvimento Agrário

08 de maio de 2016 4

Se faltava um ministeriável catarinense na bolsa de apostas para o governo de Michel Temer (PMDB), deve aparecer um nos próximos dias. O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, deputado federal Marcos Montes (PSD/MG), encaminhará lista tríplice ao vice-presidente com indicações para o Ministério do Desenvolvimento Agrário. O mineiro pediu autorização ao deputado federal Rogério Peninha Mendonça (PMDB-SC) para incluir seu nome na lista, que contará com parlamentares de diferentes partidos. A pasta já teria sido oferecida ao Solidariedade.

Nos últimos tempos, Peninha ganhou destaque com sua cruzada contra o Estatuto do Desarmamento e a flexibilização das leis que dificultam a compra e a posse de armas. Mas o peemedebista é agrônomo de formação, titular da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados e alinhadíssimo à bancada ruralista. De qualquer forma, impossível perder a piada: talvez Peninha prefira o Ministério da Defesa.

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Esquerda de SC quer dar vazão eleitoral aos movimentos anti-impeachment

08 de maio de 2016 1

As urnas em 2014 foram cruéis com os partido à esquerda em Santa Catarina. Não apenas porque os catarinenses deram a Aécio Neves (PSDB) a maior votação proporcional do país nos dois turnos, mas pelo próprio encolhimento da votação do PT nos demais cargos. Candidato ao governo estadual, Claudio Vignatti ficou preso ao terceiro lugar já cativo do partido desde 1998. As bancadas federal e estadual diminuíram, deixando ao relento nomes como Carlito Merss, Luci Choinaki, Volnei Morastoni e Jailson Lima.

Pode-se incluir nessa conta o PSOL, que tinha uma cadeira na Assembleia Legisltiva herdada pela saída de Amauri Soares do PDT e não conseguiu renová-la nas urnas. Com a tática de integrar-se à coligação de Raimundo Colombo (PSD) – que contava com mais simpatia do Planalto do que o próprio Vignatti – PDT e PCdoB mantiveram posições na Assembleia. Os comunistas beliscaram uma vaga na Câmara dos Deputados com Angela Albino. Apesar do sucesso eleitoral, essa aliança que gerou fissuras internas e com os antigos aliados.

Com o acirramento da crise política que resultou no processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), a perspectiva passou a ser de um cenário ainda pior para os partidos fiéis ao Planalto nas eleições de 2016 – o que levou, inclusive, à desfiliação de prefeitos petistas que buscam reeleição, como Murialdo Gastaldon (hoje no PMDB), de Içara.

Curiosamente, é dos escombros da terra arrasada que nasce alguma esperança para a esquerda catarinense. As mobilizações constantes contra o impeachment, embora não sejam exatamente um sucesso de público, têm conseguido trazer para rua antigos militantes. Também levaram antigos adversários a buscar convergências. Conversas entre lideranças do PT, do PCdoB e do PSOL, entre outros, têm conversado em diversas cidades do Estado.

A intenção é “dar vazão eleitoral a esta força que se unificou na luta contra o golpe”, nas palavras de Angela Albino. O diálogo está mais avançado em Florianópolis, Blumenau e Joinville. Talvez não seja suficiente para mudar o desenho eleitoral de nenhuma dessas cidades – 2016 já está perdido. Mas a semente de um futuro sem o PT no Planalto.

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Fábula

05 de maio de 2016 4

Os ratos sempre evitaram a luz por saber que a exposição acabaria por matá-los. Viviam às sombras, aproveitando oportunidades, sobrevivendo às escuras.

Houve um determinado momento em que os ratos, e um deles em especial, perderam o medo da luz. A família inteira assistia atônita aquele rato enorme almoçando na cabeceira da mesa, como dono da casa. Mas o torpor acabaria passando e a velha regra voltaria a vigir: a luz é a maior inimiga dos ratos.

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No Papo de Redação com Rafael Martini, as eleições de Florianópolis

03 de maio de 2016 2

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Kleinübing diz que não é candidato a prefeito de Blumenau

03 de maio de 2016 3

_ Quem está dizendo isso não ouviu a minha opinião.

A frase é do deputado federal João Paulo Kleinübing (PSD), negando rumores de que voltaria a disputar a prefeitura de Blumenau em outubro. O ex-prefeito é categórico ao dizer que, hoje, o nome do PSD é o deputado estadual Jean Kuhlmann. Como o PSD anda cada vez mais parecido com o PMDB antes da morte de Luiz Henrique, é bem capaz que a fonte da possível candidatura de Kleinübing a prefeito até tenha ouvido sua opinião.

A volta de Kleinübing à Secretaria de Saúde também não está sacramentada. Depende de uma conversa que terá nesta quarta-feira com o governador Raimundo Colombo (PSD). Diz que está disposto tanto a voltar para Florianópolis quanto a permanecer em Brasília.

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