Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts com a tag "Jorginho Mello"

14 de julho em tuítes

14 de julho de 2011 0

8h53 - Contagem regressiva
Estamos nos preparando desde cedo para a transmissão da minha cadeira na Alesc para o deputado Daniel Tozzo.
Marcos Vieira (PSDB), deputado estadual

O tucano cedeu a vaga ao suplente Daniel Tozzo (PSDB) no último dia antes das férias. Vai perder 15 dos 60 dias de mandato.
-
9h19 - Metáfora
Votei olhando a floresta, vida pública tem momentos fáceis, difíceis, bons e ruins. Voto sempre tentando acertar, sempre olhando p o todo.
Dado Cherem (PSDB), deputado estadual

O tucano estava explicando o voto na questão salarial dos professores, não sobre o Código Ambiental aprovado em 2009.
-
11h09 - DJ Jailson
Parar/ Parar não paro/Esquecer, esquecer eu não esqueço /Se caráter custa caro, pago o preço. http://youtu.be/cGhH1h3UfIc
Jailson Lima (PT), deputado estadual

Minutos antes da votação do salário dos professores, na quarta-feira, o deputado petista colocou os grevistas pra cantar em plenário.
-
11h11 - Recado?
Não sou de esconder o rosto, não sou de trocar de nome para falar o que penso. Serei o mesmo, sempre!
Elizeu Mattos (PMDB), deputado estadual e líder do governo

Quem será o alvo de Elizeu?
-
11h25 - Pela culatra
Tem professor que precisar voltar para aula, mais não como professor porque o vandalismo e a falta de educação ontem foi terrível.
Carlos Chiodini (PMDB), deputado estadual

Na hora de mandar gente de voltar para a sala de aula, não dá pra tropeçar no português, deputado.
-
11h55 - Ihhh
Apresentei ontem requerimento para incluir na Ordem do Dia a votação da PEC 270 - em favor da equiparação dos rend http://twitpic.com/5q170z
Jorginho Mello (PSDB-SC), deputado federal

Os surtos de invalidez na Assembleia Legislativa acabaram a partir de 2003, quando a Constituição deixou de permitir aposentadoria integral aos inválidos. Jorginho Mello quer a volta do benefício.
-
12h03 - Constatação

Tudo pelo poder. Abolição completa de princípios e programas. Qualquer aliança é possível, independentemente de história pessoal e política.
Roberto Requião (PMDB-PR), senador

Senador e cientista político.
-
12h16 - Defensor do parlamento
Deixo um abraço especial aos funcionários e colaboradores da Alesc por este primeiro semestre de trabalhos intensos no Parlamento! #obrigado
Joares Ponticelli (PP), deputado estadual

Ponticelli nunca perde a chance de prestigiar os funcionários da Assembleia. Do mais simples aos 15 procuradores.
-
12h58 - Visibilidade
Sem muita pretensão, essa ferramenta ganha cada vez mais seguidores. Chego aos 1700. Muito obrigado a todos e estou sempre à disposição.
Valdir Cobalchini (PMDB), secretário estadual de Infraestrutura

Se o secretário está impressionado com o número de seguidores, tem que ver a quantidade de voto que essa tal de Infraestrutura rende.
-
14h26 - Susto
Das mais engraçadas trapalhadas virtuais que já cometi: marquei q não iria a festa de aniversário de meu namorado no facebook. ele acreditou
Manuela D'Ávila (PCdoB-RS), deputada federal

Deputada quase mata o namorado do coração.
-
16h02 - Prevenidos
Tabela do PLC no bolso. Nada melhor para mostrar a verdade.
Kennedy Nunes (PP/PSD), deputado estadual

Os governistas vão passar as férias com recorte das tabelas salariais no bolso.

Bookmark and Share

21 de junho em tuítes

21 de junho de 2011 0

0h53 - Dúvida
Mas estão me seguindo...Por que?
Katia Abreu (PSD/DEM), senadora

O começo da madrugada é sempre um bom momento para reflexões.
-
12h49 - Migué
Agora, aguardando para ser atendido no Ministério da Cultura. Vamos tratar do projeto de restauração da Ponte Hercílio Luz.
Valdir Cobalchini (PMDB), secretário estadual de Infraestrutura

No filme Saneamento Básico, de Jorge Furtado, uma comunidade buscava recursos de um fundo cultural para construir uma fossa, sob pretexto de fazer um curtametragem. O secretário Cobalchini não vai tentar aplicar golpe parecido na ministra prima do Chico Buarque. O governo estadual acredita que, por ser um patrimônio histórico, reforma da ponte Hercílio Luz por ser encaixada na Lei Rouanet de incentivos fiscais a projetos culturais.
-
12h52 - Calor
PSDB quer ouvir Mercadante sobre escândalo dos aloprados folha.com/po932983 #folha NA FALTA DE ESCANDALOS REAIS REQUENTAM PARA
André Vargas (PT-PR), deputado federal

É por aí, deputado. A oposição requenta escândalos, o governo requenta programas e a política continua morna.
-
12h52 - Pré-escolha
Meu projeto que institui eleicoes primarias para escolha de candidatos a Presidencia sera relatado na CCJ pelo senador Pedro Taques
Álvaro Dias (PSDB-PR), senador

Seria a institucionalização da prévia para escolha dos presidenciáveis, instrumento sempre colocado como bode na sala em períodos pré-eleitorais e descartado em seguida.
-
12h56 - Bolsa artista
Em Brasília,na Comissão de Educação e Cultura do Senado, discutimos e votamos importantes matérias.Seguro desemprego p/artistas dentre elas.
Paulo Bauer (PSDB-SC), senador

Senador, por favor, inclua uma emenda ao projeto que faça perder direito ao benefício quem tocar Djavan em barzinho.
-
13h04 - Mais uma
Reunião com a Presidente Dilma foi positiva. Avançamos na liberação de recursos para obras em SC e na eliminação de entraves burocráticos.
Raimundo Colombo (DEM/PSD), governador

De reuniões positivas, Santa Catarina está cheia. Falta uma operante.
-
12h26 - Roteiro
Caro @Dalabrida88 Visitarei Joaçaba durante o recesso de julho na Assembleia, abraço!
Altair Guidi (PPS), deputado estadual

O deputado já está fazendo planos para as férias.
-
15h15 - O ofendido
Assistam meu pronunciamento em resposta ao adjetivo ''vagabundo'' proferido a mim pelo @deputadoonofre http://bit.ly/l6Fafv
Jailson Lima (PT), deputado estadual

A polêmica iniciada com o vazamento da lista de supersalários da Assembleia pedida por Jailson Lima resultou em um corte de R$ 16 mil na aposentadoria de Onofre Agostini como servidor público. Ele ainda recebe o teto de R$ 20 mil. Em uma cerimônia em Brasília, o atual deputado federal Onofre se recusou a cumprimentar o petista.
-
15h24 - Saudade
Hoje almocei com a bancada na ALESC e sigo para Imbituba à noite - comemoração dos 53 anos de Imbituba, na cia do amigo @betomartins45
Jorginho Mello (PSDB-SC), deputado federal

Foram três mandatos de deputado estadual, incluindo um ano como presidente da Assembleia. Jorginho Mello se sente em casa naqueles corredores.
-
17h05 - Medida Radical?
Bancada do PT defende que nada seja votado no legislativo enquanto o governo não chegar a um entendimento com os professores
Dirceu Dresch (PT), deputado estadual

O problema é não votarem nada e ninguém perceber a pauta trancada.
-
17h30 - O leitor
Quem é Aldo Hey Neto nomeado para função em comissão de diagnostico para lavratura de multas superiores a Cr$ 500.000,,oo no Paraná?
Roberto Requião (PMDB-PR), senador

Requião se referia à nota publicada na coluna Visor do Diário Catarinense de 16 de junho que informava o novo cargo de Hey Neto no governo paranaense do adversário Beto Richa (PSDB). Os catarinenses lembram bem de Aldo Hey Neto, ex-consultor especial da Secretária da Fazenda de SC, preso às vésperas do primeiro turno das eleições de 2006 com cerca de R$ 2 milhões em moeda nacional e estrangeira. A função dele na Fazenda era coordenar a inclusão de empresas no programa de incentivos fiscais Compex - depois reformulado e rebatizado de Pró-Emprego. Hey Neto foi condenado em abril do ano passado a 14 anos de prisão e R$ 60 mil de multa, mas recorre. E enquanto recorre, cuida das dívidas milionárias do Paraná.
-
18h42 - Milagres
Agora participo do congresso de ex-presidiarios. Acho muito legal isso. O sistema não recupera + Jesus transforma!
Kennedy Nunes (PP/PSD), deputado estadual

Considerando a situação do sistema prisional, Jesus deve sentir saudade de quando só tinha que transformar água em vinho.

Bookmark and Share

20 de junho em tuítes

20 de junho de 2011 0

08h26 - Diferenças de lado
Daqui a pouco tem reunião com o Pref. Carlito e o Pref. João Pedro de Araquari. Assunto: integração metropolitana dos transportes!
Sandro Silva (PPS), presidente do DETER

Adversários políticos, Sandro e o prefeito joinvilense Carlito Merss (PT) precisam dialogar às vezes.
-
08h58 - Feriadãozinho
Semana curta mas de grandes eventos na Alesc. Comissões debatem a greve dos Professores e a Crise na Suinocultura.
Moacir Sopelsa (PMDB), deputado estadual

Na prática, a semana não vai ser muito diferente. Perde-se apenas a esvaziada sessão da manhã de quinta-feira.
-

9h55 - Na Justiça
Nossa equipe é dedicada e comprometida, mas somos poucos. Alguém se dispõe a nos ajudar a fazer uma peça jurídica sobre propaganda enganosa?
Angela Albino (PCdoB), deputada estadual

A deputada comunista pretende recorrer ao Procon e, em última instância, ao Conar.
-
10h25 - Ideologia, eu quero uma...
Em SP, 'novo' partido d Kassab adota práticas velhíssimas: máquina d Pref. usada p/ coletar apoios,eleitores mortos assinando...
Chico Alencar (PSOL-RJ), deputado federal

A descoberta de assinaturas de eleitores mortos apoiando a fundação do PSD permitiu que se descobrisse a ideologia do partido. São positivistas, seguidores de Auguste Comte, da frase "os vivos são sempre e cada vez mais governados pelos mortos".
-
11h03 - Agouro
Aécio Neves caiu do cavalo. Não foi a primeira vez! E nem sei se será a última!
Cidinha Campos (PDT), deputada estadual no Rio de Janeiro

Melhor o senador tucano bater três vezes na madeira depois dessa...
-
11h16 - Amar é...
Fazendo dupla com o prefeito @miltonhobus em partida simbólica de inauguração da reforma da cancha de bocha http://twitpic.com/5eb5id
Jailson Lima (PT), deputado estadual

Em 2004, Milton Hobus (DEM/PSD) tirou a reeleição do petista como prefeito de Rio do Sul por 139 votos de diferença. Não houve revanche em 2008, porque Jailson preferiu continuar na Assembleia, e não haverá ano que vem, porque Houbus não tem mais direito À reeleição. Tira-teima, só na bocha.
-
11h29 - Otimista
Espero que a próxima reunião não seja para "secar gelo" novamente
Jorginho Mello (PSDB-SC), deputado federal

O tucano se referia à entrega do 2º Relatório do DNIT referente às obras da BR-101, trecho Sul, na Assembleia.
-
17h32 - Velinhas
Funcionários da SST fazem surpresa para comemorar meu aniversário. http://yfrog.com/h3y8zwlyj
Serafim Venzon (PSDB), secretário estadual de Assistência Social

Parabéns ao secretário.
-
17h50 - Garçom
Amanhã sigo para Brasília para reunião no Mapa e no Ministério da Pesca. Aguardem novidades na área da sanidade animal em SC.
João Rodrigues (DEM/PSD),  secretário estadual de Agricultura e Pesca

Como ministro das Relações Institucionais, Luiz Sérgio ganhou experiência em anotar pedidos.
-
18h02 - De mudança
O que meu amigo disse @RadiodoMoreno é verdade: convidei a @Lurian_Silva para trabalhar comigo.
Gabriel Chalita (PMDB-SP), deputado federal

Jorge Bastos Moreno, de O Globo, jogou a informação e Chalita confirmou em seguida. Parece que a filha do ex-presidente Lula vai trocar São José por São Paulo, o prefeito Djalma Berger (PSB) pelo deputado-padre que quer ser prefeito.
-
19h58 - Plugado
Nesta entrevista falo sobre a greve dos professores. Importante esclarecer alguns pontos, assista! http://youtu.be/sFrtbxe02B8
Raimundo Colombo (DEM/PSD), governador

Bom de mídias sociais, o governador experimentou o Youtube para tentar um apelo direto aos professores pelo fim da greve e dar sua versão, sem edição, sobre as negociações. Ideia interessante.
-
20h56 - Pescaria
Boa noite. Estivemos eu e o deputado Décio Lima, e outros companheiros do PT prestigiando a posse da nova executiva do PSC em Blumenau.
Ana Paula Lima (PT), deputada estadual

Véspera de ano eleitoral, já começa a pescaria de legendas para coligações. O símbolo do PSC é o peixe. A vocação também.

Bookmark and Share

18 de maio em tuítes

18 de maio de 2011 0

15h20 - O orgulhoso
Parabéns ao sec de planejamento @FilipeMelloSC (meu filho) pela explanação sobre a importância deste ato p o meio oeste
Jorginho Mello (@jorginhomello), deputado federal PSDB-SC (região metropolitana do Contestado)

O deputado comentava a reunião de hoje para tratar da implantação da Região Metropolitana do Contestado, na região de Joaçaba.

-

16h00 - O advogado
Muitos ministros têm empresa de consultoria, até Zé Dirceu tem, mas Palocci foi o único alvejado pela fanfarronada ética.http://ht.ly/4XpAO
Roberto Jefferson (@blogdojefferson), ex-deputado PTB-RJ

Pivô da queda de José Dirceu, o ex-deputado federal Roberto Jefferson mostra que, para ele, nem todo petista ministro-chefe da Casa Civil precisa dar explicações.

-

16h53 - O provocador
Digite o que você pensa quando ve esta foto??? http://twitpic.com/4zdjdh
Kennedy Nunes (@deputadokennedy), deputado estadual

Kennedy postou uma foto do prefeito de Joinville, Carlito Merss (PT), às voltas com uma greve de servidores. Em seguida, passou a dar RT aos comentários de seus seguidores, destratando o adversário.

-

17h32 - O preocupado
Recebos muitos tuites sobre o piso. Queremos pagar, os professores são merecedores, mas precisamos avaliar todos os impactos na folha
Marco Tebaldi (@mtebaldi), secretário da Educação

Os professores em greve, a decisão do Supremo Tribunal Federal em favor do piso nacional à categoria, as dificuldades do governo estadual para bancar essa conta. Tebaldi, deputado federal licenciado, deve estar se perguntando porque não ficou em Brasília

-

17h45 - O solitário
Vou representar a bancada na democratas na Comissão para discutir com o executivo e o sindicato a greve em Joinville
Patrício Destro (@patriciodestro), vereador Joinville

O vereador joinvilense é um dos poucos demistas com mandato que parecem dispostos a não debandar para o PSD. No fim das contas, ele e os vereadores Alodir Cristo (Joinville) e Jovino Cardoso (Blumenau) devem continuar.

-

19h08 - A agro-ambientalista
Quem estiver bancando o esperto e desmatando sem licença,não conte com CNA
Kátia Abreu (@katiaabreu), senadora

O governo anunciou aumento do desmatamento na Amazônia e houve quem vinculasse os números a agricultores se antecipando a anístia prevista no relatório de Aldo Rebelo (PCdoB) para o novo Código Florestal. Senadora do Tocantista e presidente da Confederação de Agricultura e Pecuária (CNA) rebateu a análise, mas disse no Twitter que a entidade não se responsabiliza por quem possa ter praticado a ideia.

-

19h35 - O acomodado
Em Brasília, descanso para os pés..no gabinete.
Valdir Colatto (@colattodeputado), deputado federal PMDB-SC

Em seu quinto ano consecutivo na Câmara dos Deputados, Valdir Colatto mostra que está à vontade.

Bookmark and Share

Dia do fico tucano

07 de maio de 2011 0

Quando os próprios tucanos catarinenses já contabilizavam o deputado federal Jorginho Mello como perdido para o PSD de Gilberto Kassab, o vento mudou. A presença do senador mineiro Aécio Neves (PSDB) e os apelos de prefeitos e vereadores que fazem parte de seu grupo político fizeram o deputado decidir permanecer no PSDB, apesar dos atritos com o presidente estadual do partido, Leonel Pavan (PSDB).

Aécio Neves chegou ao hotel Castelmar por volta das 11 horas, surpreendendo quase todos os tucanos presentes. Naquele momento, Jorginho já havia exposto sua inconformidade com a forma de Pavan conduzir o partido. Tudo indicava a ida para o PSD, nos passos do governador Raimundo Colombo.

O vento começou a mudar com os discursos das liderenças ligadas a Jorginho. Elas deixavam claro que seguiriam o parlamentar, mas que preferiam ficar no ninho tucano. A chegada de Dalírio Beber, Beto Martins e Marcos Vieira e seus discursos em prol da união fortaleceram a percepção de que o deputado não abandonaria a sigla.

Mas o dia do fico ficou cristalizado na fala de Aécio, que levantou os tucanos presentes falando na unidade do partido em torno do projeto de reconquistar a presidência da República em 2014.

- Eu vim em nome de um projeto e de inúmeros companheiros que sabem que você é peça fundamental nesse xadrez que só agora começa a ser jogado _ disse Aécio.

Ao falar novamente, Jorginho chorou e disse que o PSDB é sua "família".

- Eu quero votar no 45 para governador de Santa Catarina e para presidente da república. A luta continua. Vamos ficar no PSDB _ encerrou.

Bookmark and Share

Sábado de Jorginho

06 de maio de 2011 0

O sábado pode representar um dia de baixas no PSDB catarinense. Às 10 horas, no Hotel Castelmar, o deputado federal Jorginho Mello (PSDB) reune prefeitos, vices e vereadores do partido para definir se o grupo vai ou não para o PSD.

O secretário de Planejamento Filipe Mello (PSDB), filho de Jorginho, informa que pelo menos 20 dos 36 prefeitos catarinenses do partido estarão no encontro. Diz ainda que a decisão será em bloco.

- Não significa que a gente vá sair. A gente pode decidir ficar e lutar pelo partido, pelo nosso espaço _ diz o secretário.

Jorginho Mello não apoiou a reeleição de Leonel Pavan (PSDB) como presidente estadual da sigla e já recebeu o convite do prefeito paulistano Gilberto Kassab para aderir ao PSD.

Bookmark and Share

Autópsia da disputa

24 de abril de 2011 0

Desde que foi implantado no Brasil, no Código Eleitoral de 1932, o voto secreto prega peças eventuais. Se isso acontece em eleições gerais, não seria diferente quando apenas os políticos votam, em disputas internas dos partidos. A eleição para a presidência estadual do PSDB, realizada na quarta-feira, tem tudo para entrar para o folclore político catarinense pelo racha que criou e pelas mil versões de uma história que acabou decidida em favor do ex-governador Leonel Pavan contra o deputado estadual Marcos Vieira, por 59 votos a 43.

Nos dias que se seguiram à votação, ambos os candidatos foram atrás dos votos prometidos que não apareceram. Quem projeta uma votação tem uma lista, lembra um tucano bem-informado. As listas de Pavan e Vieira não bateram com o resultado da eleição, indicando que muita gente prometeu o mesmo voto aos dois. E que teve liderança que não entregou todos os votos que dizia controlar.

Os desdobramentos, como a formação da nova executiva pelo presidente reeleito, vão corroborar ou desmentir as diversas versões. Certo nisso tudo é que Pavan conseguiu reverter na última hora apoios que eram dados como certos por Vieira, e o contrário não aconteceu. Pavan chegou tão confiante ao dia da votação que rejeitou uma proposta de consenso em torno do ex-presidente Dalírio Beber, feita de última hora, negociada pelo deputado estadual Gilmar Knaesel, e que balançou Vieira. Naquela hora, ceder não seria mais necessário.

Para chegar a essa condição, o ex-governador agiu em três frentes no curto espaço de tempo entre o adiamento da eleição no domingo e a votação na quarta-feira. Primeiro, nacionalizou o debate. Foi a São Paulo encontrar-se com o presidente nacional da sigla, Sérgio Guerra, e José Serra, e voltou falando em ceder a vaga ao senador Paulo Bauer – caso Vieira também abrisse mão da disputa. Com a jogada, trouxe para junto de si o senador, que havia prometido voto ao adversário. Ao mesmo tempo, disparou telefonemas aos tucanos com direito a voto cobrando o apoio perdido. Por fim, conseguiu conquistar parte dos estimados 38 eleitores ligados ao deputado federal Jorginho Mello, que pedira votos para Vieira no domingo. Se a conquista desses votos, relevantes em uma disputa apertada como essa, teve ou não o aval do deputado, vai depender de quem contar a história.

Jorginho sempre frisou que seu candidato ideal seria o prefeito de Imbituba, Beto Martins – até mesmo na declaração de voto a Vieira. Na quarta, o deputado não pediu a palavra e nem votos. Após o resultado, Martins foi o único nome anunciado por Pavan, como seu primeiro vice-presidente. O suficiente para que surjam especulações de que Pavan poderia pedir licença e ceder espaço ao vice, agradando a quem aderiu de última hora.

Aliados do ex-governador negam e garantem que o ex-governador saiu da acirrada disputa com ainda mais gana de tocar o dia a dia da legenda. A executiva do partido já está sendo montada com posições de destaque para quem indicou aposta em Marcos Vieira e acabou ficando com Pavan. O senador Paulo Bauer tem tudo para ser o presidente de honra e herdar a vaga na executiva nacional, hoje ocupada pelo ex-governador. O prefeito de São Lourenço do Oeste, Tomé Etges, ficou com uma das vice-presidências. Aliada de primeira e de todas as horas de Pavan, Luzia Mathias, prefeita de Camboriú, será secretária-geral.

Os discursos todos, mesmo no campo derrotado na disputa interna, são de conciliação e reaglutinação em torno de Pavan. Unidade que será testada nas delicadas discussões sobre a fusão do partido com o DEM e a possibilidade de perda de quadros para o caçula PSD, principalmente se receber a adesão do governador Raimundo Colombo (DEM).

O dia seguinte à eleição trouxe fatos novos que deixaramcom jeito de discussão antiga a mais recente das lutas fratricidas do PSDB catarinense. Que venha a próxima.

(publicado na edição de sábado do Diário Catarinense e de final de semana do Jornal de Santa Catarina)

Bookmark and Share

Ninho tucano

21 de abril de 2011 0

Na véspera, o ex-governador Leonel Pavan e o deputado estadual Marcos Vieira diziam ter certeza da vitória na eleição para presidente do partido. De certeza forma, a reeleição de Pavan por uma diferença de 16 votos acabou fazendo com que os dois principais personagens do racha dos tucanos catarinenses acabassem saindo de pé da disputa.

O ex-governador conseguiu, nas últimas horas antes da eleição, trazer de volta apoios perdidos para o adversário e mostrou que continua sendo a principal liderança do partido no Estado. Mais: conseguiu uma diferença de votos que impede a contestação dessa liderança.

Marcos Vieira, favorito na véspera, perdeu para o oponente que nenhum outro tucano catarinense ousou enfrentar, embora muitos quisessem vê-lo fora do comando. Saiu mais forte do que entrou. Vieira sabe que não é dono dos 43 votos mudancistas. É dentro desse universo que estão os chamuscados pelo resultado de ontem.

Os deputados federais Jorginho Mello e Marco Tebaldi, hoje secretário de Educação, apostaram todas as fichas na vitória do deputado e foram combustível importante para que ele decidisse não abrir mão da candidatura quando Pavan sugeriu um nome de consenso. Se Jorginho tinha mesmo influência sobre 38 votos no diretório, como se especulou, eles não apareceram.

(publicado na edição de hoje do Diário Catarinense e do Jornal de Santa Catarina)

Bookmark and Share

Última conversa

20 de abril de 2011 0

(Coluna publicada hoje no Diário Catarinense e no Jornal de Santa Catarina)

A última tentativa de conciliação tucana antes da escolha do próximo presidente estadual do partido teve com um cenário um lugar bem diferente dos gabinetes fechados onde costumam ser feitos os acordos políticos. No posto de gasolina junto ao Shopping Iguatemi, o ex-governador Leonel Pavan e o deputado estadual Marcos Vieira tiveram a conversa que praticamente selou o fim das tentativas de consenso na eleição marcada para a tarde de hoje. Ambos os lados dão como inevitável a disputa pelos votos dos 104 votos dos membros do diretório estadual tucano.

Confiante na vitória, Marcos Vieira mantém a disposição de enfrentar Pavan ou qualquer outro nome que se apresentar. Com os apoios dos deputados federais Jorginho Mello e Marco Tebaldi e de prefeitos tucanos insatisfeitos com a gestão do ex-governador à frente do partido, ele acredita em ampla vantagem. Ao saber que Pavan almoçava com aliados no shopping, sugeriu um último encontro antes da reunião de hoje. O ex-governador estava com os deputados estaduais Gilmar Knaesel, Maurício Eskudlark, Doia Gugliemi e o prefeito de São Lourenço do Oeste, Tomé Etges. O prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro, passou por lá antes. Foi ele quem avisou Vieira, que almoçava com Tebaldi e Dalírio Beber, ex-presidente da sigla.

No pátio do posto de gasolina, Pavan apresentou ao deputado mais uma vez as mesmas propostas em nome da conciliação. Argumentou para que ambos retirassem o nome da disputa e respaldassem o senador Paulo Bauer, que seria o preferido da direção nacional e não assustaria os demais tucanos por ainda ter quase oito anos de mandato pela frente. Diante da negativa de Vieira, sugeriu o prefeito de Imbituba, Beto Martins, como forma de prestigiar as 34 prefeituras do partido.

Outra recusa. Pavan perguntou se o deputado tinha um nome para sugerir como terceira via. Ouviu de Vieira que apenas os dois, ele e o ex-governador, teriam legitimidade para se apresentarem como candidatos a presidente na reunião de hoje, por serem os únicos que trabalharam por isso nos últimos meses. Diante da derradeira oferta, a de que ambos dividissem os dois anos de mandato, Vieira lembrou que em caso de renúncia de Pavan, não assumiria automaticamente a vaga. O estatuto prevê nova eleição. Assim, a disputa chega hoje ao mesmo ponto em que estava no domingo, quando foi adiada em busca de consenso. Até o cenário é o mesmo, o Golden Hotel, em São José. A única diferença é a ausência das claques das candidaturas que tomaram o local no domingo. No voto, o favoritismo é todo do deputado estadual, embora Pavan garanta que vai vencer a disputa.

Vai ou racha?

O impasse tucano passa pelas divisões geográficas internas do partido e da própria forma como ele cresceu nos últimos oito anos – atraindo políticos influentes que buscavam mais espaço do que tinham em seus partidos de origem. Assim, o PSDB tornou-se um arquipélago em que cada liderança representa uma ilha com projeto próprio.

Marcos Vieira conseguiu capitalizar diante do enfraquecimento político de Pavan – o desgaste pela denúncia do Ministério Público de que teria agido para favorecer uma empresa de combustíveis e a tentativa sem sucesso de concorrer ao governo estadual. Trouxe para perto os tucanos com projetos majoritários, que veem no ex-governador um obstáculo. Por sua vez, Pavan conseguiu manter em torno de si boa parte dos colegas de Vieira na Assembleia Legislativa, que temeriam o fortalecimento excessivo de um igual.

O PSDB perde qualquer que seja o resultado da tarde de hoje. Para um tucano influente, a derrota de Pavan seria praticamente expulsar o ex-governador da legenda. Da mesma forma, a reeleição para mais dois anos à frente do partido, abriria a porta de saída para quem aderiu a Vieira exclusivamente para derrotá-lo. Seja quem for o eleito, o trabalho para manter o PSDB do tamanho que herdou começa no minuto seguinte ao anúncio do resultado.

Bookmark and Share

Sangue tucano

18 de abril de 2011 0

(até o dia 26 assino inteirinamente a coluna de Moacir Pereira no Diário Catarinense e no Jornal de Santa Catarina. Elas serão reproduzidas aqui também. Segue a primeira)

De tempos em tempos, o PSDB catarinense se mete em lutas fratricidas, e o impasse na disputa pela presidência do partido entre Leonel Pavan e Marcos Vieira, na convenção de ontem, apresenta-se como a mais recente delas. A primeira foi em 1994, quando os tucanos preferiram continuar com PT e PDT na Frente Popular em vez de garantir palanque estadual à candidatura presidencial de Fernando Henrique Cardoso (PSDB). A decisão levou à marginalização do diretório catarinense em nível nacional e precipitou o afastamento de nomes como Dirceu Carneiro e Jaison Barreto.

Dois anos depois, o partido dava uma guinada em direção aos Amin. Indicou o vice na primeira vitória de Angela Amin (PPB) à prefeitura da Capital, em 1996, e integrou a coligação que levou Esperidião Amin (PPB) de volta ao governo em 1998. Foi sócio minoritário de uma aliança que tinha como protagonistas PPB e PFL.

Em 2002, novo rompimento. Embora a maior parte do partido defendesse a reeleição de Amin, a coligação nacional entre PMDB e PSDB forçou os tucanos catarinenses a marcharem com a candidatura de Luiz Henrique (PMDB). À frente dessa aliança estava Leonel Pavan, que acabou eleito senador em uma eleição que contrariou todos os prognósticos – a começar pela derrota de Amin para LHS.

Desde que venceu aquela disputa, Leonel Pavan comanda o PSDB com mão de ferro. O partido cresceu nesse período. Praticamente dobrou o número de filiados, que passou de 45 mil para 88 mil de hoje. Conquistou prefeituras (Florianópolis e Joinville em 2004 foram os pontos altos), aumentou as bancadas federal e estadual. Atraiu lideranças, em especial do PPB e do PFL.

Em 2006, Pavan foi eleito vice-governador de LHS e o PSDB teve a chance de ser sócio importante na coalizão, conduzindo áreas como educação, saúde e turismo. Alcançou a presidência da Assembleia, com Jorginho Mello, em 2009, e o governo estadual em definitivo, um ano depois, com a renúncia de LHS para concorrer ao Senado. A candidatura de Pavan ao governo acabou abatida pela denúncia do Ministério Público Estadual de envolvimento em um esquema para beneficiar uma empresa de combustíveis – ainda em discussão na Justiça – e no poder de reaglutinação da tríplice aliança, que respaldou Raimundo Colombo (DEM).

É nesse ponto que se encontra a atual encruzilhada. O partido que tanto cresceu não aceita mais ser conduzido com mão de ferro. No governo, Pavan teve atritos com lideranças como Jorginho Mello, Marcos Vieira, Paulo Bauer e prefeitos tucanos que esperavam mais atenção por parte do dono da chave do cofre.

A candidatura de Marcos Vieira à presidência estadual, inicialmente vista com certo desdém, ganhou corpo em dois grupos distintos: os que defendiam renovação partidária e os que queriam se livrar de Pavan. A ponto de que, na convenção realizada na manhã de ontem, era impossível prever quem venceria a disputa.

Pavan tem a maior parte da bancada estadual. Vieira, da federal. Prevendo a disputa fratricida, com direito a duas torcidas organizadas, prefeitos e deputados levaram os candidatos para uma reunião fechada e apelaram por uma decisão de consenso. Das 10h30min às 13h30min, várias opções foram levantadas, até mesmo a divisão do mandato entre os dois.

Nenhum dos dois cede. Pavan, por saber que a desistência seria entendida como derrota pessoal. Vieira, por ter chegado mais longe do que esperava e estar muito perto do objetivo. A única solução possível foi adiar a disputa até quarta-feira, em busca de um terceiro nome que aglutine em vez de dividir. Se não for encontrado, pelo menos a disputa se dará apenas aos olhos dos 104 membros do diretório estadual eleitos ontem em chapa única.

Ou seja: se é para jorrar sangue tucano, que seja longe da plateia.

Dissidência?

Outra curiosidade é o futuro do deputado federal Jorginho Mello. A posição dele não é confortável, por ter colecionado atritos internos com ambos os candidatos. Neste momento, os conflitos com Pavan no período pré-eleitoral contariam mais, mas houve quem brincasse que Jorginho votando em Vieira é mais um caso de boi voando na política catarinense.

Depois de sinalizar que poderia liberar seus delegados para escolherem um ou outro, ontem Jorginho tomou a palavra e pediu votos para Marcos Vieira. Mesmo assim há quem jure que é ele que vai abrir a dissidência e fundar o PSD em Santa Catarina, qualquer que seja resultado.

Bookmark and Share