Desde 2004 não havia uma queda tão forte na inadimplência da indústria, quando houve recuo de 15,1%. De acordo com o indicador da Serasa Experian, divulgado hoje, a queda em abril foi de 15,3%. Para o professor do Departamento de Contabilidade, Finanças e Controle da FGV-EAESP, José Pereira da Silva, apesar desse resultado positivo é preciso estar atento a outros indicadores econômicos.
_ A análise da inadimplência tem sido objeto de acompanhamento contínuo por parte de diferentes instituições. Nas estatísticas do Banco Central, o índice de inadimplência obtido pela relação entre as operações bancárias vencidas há mais de noventa dias e o total de operações, vem apresentando continuamente uma ligeira queda desde o início do ano (4,2 em janeiro e fevereiro e 4% em março). Na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, eram 3,3% em janeiro, 3,5% em fevereiro e 3,7% em março. Houve, portanto, de 2009 para 2010, crescimento dos níveis de inadimplência _ explica.
Para os próximos meses, o professor acredita que o crescimento da economia levará algumas empresas a crescerem. Aquelas que tiverem capacidade ociosa irão, numa primeira fase, utilizar a capacidade já instalada. Quem estiver operando acima de 80% de sua capacidade instalada, se houver mercado e crescimento de demanda, vai precisar ampliar a capacidade produtiva.
_ Não se desenvolve projetos estratégicos só com recursos próprios, ou seja, mesmo que a empresa tenha dinheiro, ela deve compor uma estrutura de capitais utilizando dívida de longo prazo para gerar o chamado efeito de alavancagem e maximizar riqueza _ acrescenta.
