O apetite pelo consumo aumentará nos próximos meses devido à chegada das comemorações do final de ano e aos mais de R$ 100 bilhões que vão incrementar a economia com o pagamento do 13º salário. Para além das compras e gastos imediatos, é importante que o consumidor esteja atento e preocupado em reservar uma parte do 13º para o pagamento de dívidas - em especial aqueles que estejam gerando juros altos por ter utilizado o crédito por cheque especial e ou do cartão de crédito.
A recomendação é do vice-presidente de economia da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Roberto Vertamatti. O executivo explica que uma outra parte do 13º deve ser reservada para os gastos que sempre comprometem o orçamento familiar no início do ano, como IPVA, IPTU, materiais e matrículas escolares, entre outros.
_ Se o consumidor tem uma pequena poupança e ou uma aplicação em previdência privada, seria oportuno reservar um valor um pouco maior para aumentar estas reservas ainda este ano e, se ainda não tem nenhuma destas aplicações, o momento é agora para começar a poupar _ aconselha Vertamatti.
Ele também chama a atenção para os riscos das dívidas, que já comprometem 33% da renda média mensal das famílias no Brasil, um percentual que tende a aumentar em função das facilidades de compras no mercado nacional.

