O coordenador nacional de comércio varejista do Sebrae, Ricardo Vilela, ressalta que os rumores de crise estão nos noticiários e por isso deve-se manter atenção. Mas ele acredita que o comércio reagirá bem a esse quadro.
— Principalmente com a ajuda das medidas do governo, como baixar as taxas de juros e reduzir o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de alguns artigos — explicou.
Na opinião de Vilela, muita gente deve optar por suas compras de Natal e Ano Novo, buscando produtos mais baratos e evitando fazer gastos que provoquem endividamento a longo prazo.
A consultora da Fecomercio de São Paulo, Fernanda Della Rosa, avalia que o crescimento econômico no Brasil segue positivo, mas que o cenário mundial é de preocupação com a crise financeira e até mesmo de retração da economia. Mas para ela, mesmo que o Natal de 2011 não seja igual ao de 2010, considerado o melhor da última década - com crescimento de 7,6% em relação a 2009 -, as perspectivas para este ano são boas.
Além disso, com o aumento nas vendas, ou apostando no crescimento, os donos de micro e pequenas empresas costumam investir na contração de funcionários. A estimativa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) é de que sejam criados cerca de 160 mil empregos temporários – 70% deles no comércio –, para o período de Natal e Ano Novo no país.


