A cada dia, o mercado mundial de alimentos, que deve faturar quase US$ 6 trilhões em dois anos, dá mais espaço aos segmentos de orgânicos e funcionais, mostra o estudo The Future Report Food.
Segurança alimentar, sustentabilidade e a preocupação do consumidor em adquirir produtos saudáveis se tornaram fatores críticos para o mercado. O crescimento dos produtos artesanais e os prós e contras do abastecimento local também são tópicos que têm causado impacto na forma do homem consumir alimentos. A análise de tendências de consumo e produção de alimentos é a base do estudo produzido pelo The Future Laboratory em parceria com a Voltage, agência de avaliação de tendências aplicadas aos negócios e às estratégias dos clientes.
O estudo aponta que a sustentabilidade será uma preocupação não apenas dos países ricos, mas dos emergentes. Além disso, a demanda alimentar originada de populações crescentes e das economias emergentes deve impulsionar o desenvolvimento da biotecnologia agrícola. Na prática, o desenvolvimento de alimentos funcionais e mais saudáveis vai romper o preconceito de consumidores contra alimentos geneticamente modificados, acredita o especialista Paulo Al-Assal.
Os consumidores de mercados emergentes como os que integram o BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) têm alterado padrões de consumo mundiais de alimentos. Países como Índia e China se tornaram mais ocidentalizados e passaram a consumir mais carne. Marcas como a KFC incluíram produtos locais em seus menus para agradar consumidores locais. No Brasil, por exemplo, a Nestlé passou a investir na venda porta a porta - o Nestlé até Você criou um supermercado flutuante para atender comunidades distantes dos grandes centros.