De 24 a 26 de maio, na Fiergs, será realizado o tradicional feirão de imóveis da Caixa Econômica Federal. E, neste ano, chega com uma novidade: quem assinar contrato de compra no local, poderá começar a pagar o financiamento só em janeiro do próximo ano.
Mas, antes de fechar o sonho da casa própria, é importante analisar as contas para evitar a inadimplência que pode levar até a perda do bem. É preciso antes fazer um bom planejamento, pois o financiamento vai comprometer a renda da família por muitos anos, alerta Marco Aurélio luz, presidente da Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências.
Para não ter dor de cabeça ao pagar as prestações do imóvel, a entidade preparou oito dicas de como organizar as contas antes de fechar o negócio:
Coloque todas as despesas no papel e, junto com a família, verifique se as prestações não vão comprometer mais do que 30% da renda familiar
Tenha cerca de 50% do valor do imóvel depositado no FGTS, poupança ou em outras aplicações para se precaver contra desemprego, diminuição de renda, problemas de saúde na família, entre outras dificuldades imprevistas, que podem comprometer o pagamento do financiamento
Formalize a proposta com tudo o que foi conversado e prometido pelo corretor, como preço, prazo, forma de pagamento, reajustes etc
Reserve dinheiro para pagar despesas do cartório (ITBI — Imposto sobre Transações Imobiliárias e Escritura), que gira em torno de 3% sobre o valor do imóvel e a escritura. Não se esqueça de guardar uma quantia para arcar com custo de reforma, seguro e mudança
Peça uma planilha do banco com a projeção de todas as parcelas do financiamento, incluindo as taxas extras e os seguros que compõem a prestação
Fique atento ao valor da taxa de juros do contrato, se está dentro do limite permitido pelo mercado, que hoje é de 12% ao ano
Escolha o financiamento de acordo com suas possibilidades para arcar as prestações. Nessa etapa é importante fazer cálculos e comparar as linhas de crédito imobiliário disponíveis no mercado. Hoje as modalidades para financiar a casa própria são pelo sistema de consórcio, SFH, SFI ou direto com a construtora
Opte pelos contratos com uma taxa de juros fixa mais a TR - Taxa Referencial, ou seja, pós-fixada e pelas correções feitas pela tabela SAC ou Sacre. Com parcelas decrescentes e juros menores, ganham diferencial competitivo diante da tabela Price e das taxas pré-fixadas.
