Devido às vendas de Natal, os associados do Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV) projetam alta de 7,2% real de vendas para este mês, em comparação com o mesmo período do ano passado. Entretanto, vale ressaltar que este aumento está fundamentado na expansão da rede de lojas, uma vez que o crescimento nas mesmas lojas seria praticamente nulo.
Para os dois próximos meses, os associados projetam alta de 6,9% em janeiro e 6,8% em fevereiro, em relação aos mesmos períodos deste ano, iniciando-se, assim, 2013 com um ritmo satisfatório de vendas. Esta estimativa de crescimento também é sustentada pela expansão da rede de lojas, já que o crescimento real nas mesmas lojas aponta percentuais negativos de 0,4% e 0,5% em janeiro e fevereiro, respectivamente.
Na análise por categoria, o varejo de bens não-duráveis estima, em dezembro, uma alta de 6%, em comparação com mesmo período do ano passado. Para os meses seguintes, observa-se uma aceleração no segmento, com taxas entre 13,3% e 12,7%, em janeiro e fevereiro, respectivamente. Vale lembrar que este setor tem o maior peso no índice global do IBGE e contribui com cerca de 50% no número final da Pesquisa Mensal do Comércio.
Já o segmento de bens semiduráveis (vestuário, calçados, livrarias e artigos esportivos) estima, como de praxe, uma desaceleração após dezembro. Com a expectativa para as festas de fim de ano e, em menor escala, a chegada das coleções primavera/verão, as vendas devem ter expansão de 7,5% a 10,2% entre dezembro e fevereiro. Já o varejo de bens-duráveis (como móveis, eletrodomésticos e material de construção) projeta uma recuperação nas vendas, com taxas entre 4,4% e 7% entre dezembro e fevereiro.
De acordo com o presidente do IDV, Fernando de Castro, o setor varejista brasileiro segue em expansão, gerando novos empregos e contribuindo para o aumento da atividade econômica em 2012.
— “Importantes determinantes do consumo, como a confiança do consumidor, a manutenção das altas taxas de emprego e a continuidade da expansão da renda e do consumo das famílias, continuam impulsionando as vendas no varejo. Desta forma, mesmo dentro do cenário econômico de menor taxa de crescimento o varejo prevê obter taxas de crescimento um pouco acima das registradas no ano passado — analisa Castro.