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Homem que atirou em carteiro se diz arrependido

22 de setembro de 2010 8

Depois de ser preso, ontem, em São José, o homem  acusado de balear um carteiro, na semana passada, no Bairro Areias do Campeche (foto), na Capital, deu uma entrevista à Hora.

Márcio José de Oliveira Hoefling, 32 anos, assumiu o crime, mas disse que está arrependido de ter atirado contra um pai de família.

Veja, abaixo, a entrevista completa com o suspeito:

l Hora de Santa Catarina: Foi o senhor que atirou contra o carteiro, na semana passada?
l Márcio José de Oliveira Hoefling: Sim, fui eu.

l Hora: O que foi que aconteceu aquele dia?
l Márcio: Eu estava sentado em um bar, bebendo cerveja. E o meu cachorro, um cachorrinho velho, que tem mais de 15 anos, estava ali perto de mim. O carteiro passou por ali e deu um chute no cachorro, sem mais nem menos. Um cachorro que nem dente tem mais.

l Hora: Foi aí que o senhor atirou?
l Márcio: Não. Fui tirar satisfação com o carteiro. O cachorrinho, eu chamo ele de Pretinho, é um pequinês que já era velho em 2000, quando eu fui pra cadeia. Eu saí em 2008 e ele ainda tava vivo. De lá pra cá, o Pretinho foi pego por um pit bull. Gastei uns R$ 500 na recuperação dele. Eu fiquei indignado com o carteiro e fui empurrar a moto dele, mas bem de leve. Aí ele deu em mim com o capacete, na cabeça. Eu já tenho traumatismo craniano, fiquei tonto e caí.

l Hora: Vocês chegaram a discutir?
l Márcio: Perguntei porque ele tinha feito aquela covardia com um bicho que nem late mais. Aí ele veio me dizer que o cachorro não devia estar solto, que vários animais morrem atropelados em São Paulo porque ficam soltos. Ora, a gente mora num paraíso, em Floripa, não mora em São Paulo.

l Hora: Onde estava a arma que o senhor usou?
l Márcio: Estava no meu bolso. Eu já estive na cadeia, e comprei ela para me proteger. Quando sai da cadeia, a gente sofre ameaças, às vezes. Eu estava deitado no chão, tonto, quando dei um tiro pra cima. Mas só queria que ele saísse de perto de mim, que parasse de me agredir. Jamais iria querer acertar um pai de família, até porque eu também sou. E não é de um, tenho cinco filhos (começa a chorar).

l Hora: O senhor está arrependido?
l Márcio: Estou muito arrependido. Peço perdão para ele, para a família dele. Peço por tudo que ele me perdoe, eu não queria acertar o tiro. Sou homem para reconhecer o que fiz, e que foi errado. Só peço para ele também pensar no que fez.

Comentários (8)

  • Funcionario Publico diz: 23 de setembro de 2010

    Sou funcionario dos Correios tem 20 anos. Posso afirmar com toda a certeza, que um carteiro nao tem tempo para chutar cachorro so porque estava no meio da rua. A empresa esta passando por serias dificuldades de efetivo, todos estao no limite, e o carteiro tem muitos mais coisas para se preocupar do que ficar simplesmente agredindo animal. Nao lembro de ter lido a versao da vitima pois, o que esta escrito acima é no minimo absurdo observe:
    “l Márcio: Eu estava sentado em um bar, bebendo cerveja.” – (enquanto que o carteiro estava ralando para ganhar seu pão de forma digna.)
    “a gente mora num paraíso, em Floripa…”
    “Hora: Onde estava a arma que o senhor usou?
    l Márcio: Estava no meu bolso. Eu já estive na cadeia, e comprei ela para me proteger.

    Se ele mora num paraiso porque precisa andar armado? Ora, faça-me um favor, jogue devolta na cadeia esse lixo da sociedade. Lá sim é o lugar dele.

  • Sou de Floripa diz: 23 de setembro de 2010

    Infelizmente a nossa querida Floripa esta ficando cada dia pior. Mas, assim, uma palavra para o cara que atirou, depois do leite derramado não tem volta.

  • JoaoFFC diz: 23 de setembro de 2010

    Chega a ser o cumulo do ridículo vocês botarem uma entrevista dessas aqui, quanta asneira o cara ta falando, e aposto que vai ter gente achando que é tudo verdade que o cara falou, na minha rua tem um exemplo e eu sei muito bem como é.

  • Roberto diz: 23 de setembro de 2010

    Por favor, a raça do cachorro é PEQUINÊS.
    Pequenez tem… bom, deixa pra lá.

  • bianca_backes diz: 23 de setembro de 2010

    Tens toda razão, Roberto. Obrigada pela correção. Já retificamos no texto.

  • Roberto diz: 24 de setembro de 2010

    De nada.
    Mas continua errado.
    Não é “PEQUINEZ”, é PEQUINÊS.
    Como “de Pequim”, entendeu?
    O nome não tem relação com o fato de o bicho ser pequeno.
    Se bem que, segundo reza a lenda, quem é de Pequim sofre de pequenez no…
    Novamente, deixa pra lá.

  • Carteiro SL diz: 24 de setembro de 2010

    Olha só sou carteiro a dois anos e tenho que concordar com o colega que fez o comentario acima, jamais um carteiro vai dar um chute em um cachorro que esta somente parado no meio da rua, pois nem temos tempo para isso. Essa historia contada por esse infeliz é pura mentira. Só tenho a lamentar sobre esse assunto, e agora parece que virou moda ameaçar carteiros, o que ta acontencendocom nossa sociedade, é brincadeira isso só fazemos o nosso trabalho e não é atoa que fomos e somos considerados um das profissões mais confiáveis do país e do mundo.
    Acho que vocês deveriam, ir atrás do colega que foi baleado e escutar a versão dele (direito de resposta), porque é bem capaz de alguém acreditar nessas barbaridades que foram ditas ai pelo “homem” que baleou nosso colega.

  • Edson diz: 28 de setembro de 2010

    É triste!!!!!
    Aposto que o banguela do Petrinho correu atrás do carteiro e o carteiro, sem saber que se tratava de um cachorro banguela, apenas se defendeu.
    O pior de tudo é que temos que conviver com situações onde o carteiro não tem culpa e muito menos o Petrinho…..
    Animal é o dono que deixa o banguela solto, anda armado e atira pro céu (acredite se quiser).
    Bom… pelo menos voltou pra onde não deveria ter saído……. Desta vez quando ele sair o Petrinho já não vai mais estar mais por ai……

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