
Como todos viram, a bola da Copa que atuou no jogo do Brasil sofreu um bocado. A equipe da Hora se esforçou, furou bloqueios, esperou, esperou, mas finalmente conseguiu entrevistar a Jabulani.
Ela se mostra consciente do que aconteceu e torce para que a tratem melhor.
Caso você encontre um personagem da Copa por aí, pode entrevistá-lo e mandar pra gente, ou pode deixar que a gente entrevista. Acompanhe o papo com a bola:
Como foi a sensação de estar diante da Seleção Brasileira?
Tô decepcionada. Eu tinha uma impressão diferente deles, criei uma expectativa. Mas dentro de campo fui humilhada.
Como assim?
Não me trataram bem. Faltou carinho, foi só pancada. O Luís Fabiano não me queria por perto, nem me deu atenção. Essa indiferença que me mata.
E o Kaká, que é a estrela da Seleção?
Estrela nada, ele que correu atrás de mim o jogo inteiro. Mas eu não dei mole. Tô me achando. Ele vai ter que suar muito pra me conquistar.
O que mais te marcou no jogo?
Tá de brincadeira, né? Olha aqui, não tem mais onde colocar band-aid.
Antes do jogo falaram mal de você.
Eu sei, eles reclamaram das minhas curvas. Mas uma coisa eu te digo, tem quem goste. Pior é o futebol deles, que é quadrado.
Pra quem do Brasil você mandaria um beijo?
Pro Maicon e pro Elano. O Elano foi jeitoso, toda Jabulani gosta de uma boa pegada, ele me colocou no meu devido lugar. É um fofo. E o Maicon me viu por um ângulo que nem eu mesma conhecia.
Você guarda alguma mágoa da Seleção?
Não, estou acostumada. Apesar de ter sido castigada, criticada, a gente supera isso. Amanhã (hoje) já tô novinha em campo.
Do que você se arrepende?
Não ter sido agarrada pelo Julio César. Azar dele, gol da Coreia.
Pra encerrar, mande sua mensagem.
Quero dizer que não sou qualquer uma. Não venho do supermercado, não sou patricinha. Também não sou mulher de malandro. Trabalho muito, dou duro e, não fossem os alemães, até agora, só teria levado bordoada. Então, meu recado é: homens, aprendam com os alemães.