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Posts de agosto 2009

Lançamento de livro e debate

28 de agosto de 2009 1

Três Deuses e uma Trindade aborda temas polêmicos religiosos

 

A obra de David Raskin é resultado de dez anos de pesquisa

 

 

               O estudo é uma detalhada investigação dos fatos históricos das três religiões monoteístas: judaísmo, cristianismo e islamismo. Raskin revisa, de forma inédita, temas polêmicos, como o Julgamento de Jesus e a Delação Premiada de Judas, e ainda desmistifica conceitos religiosos tradicionais que fazem parte da cultura da sociedade. Conforme o autor, “o importante não é ser crente ou ateu, mas ser tolerante e acolhedor com todas as pessoas, independente da orientação pessoal”.

Entre alguns temas o autor, David Raskin ,faz  análises comparativas de fatos omitidos ou  mal interpretados em textos sagrados. A obra será lançada nesta terça-feira (15/9) às 19h, na Livraria Cultura do Bourbon Country.

 

     Três Deuses e uma Trindade tem a assinatura e reconhecimento de formadores de opinião como Ali Kamel  e David Coimbra.

 

Local: Livraria Cultura, Bourbon Country – 2º piso.

Dia e hora: 15 de setembro, terça-feira, às 19 horas.

 

 

SOBRE O AUTOR: Cursou Medicina na Ufrgs, com especialização em Oftalmologia, profissão que exerce há 50 anos. Autodidata, se consolidou como especialista em informar os fatos a partir da idéia inicial de encurtar distâncias entre as diferentes crenças. Nos últimos anos o principal hobby de David Raskin é a leitura e o estudo dos livros sagrados das religiões judaicas (Torá), cristã (os evangelhos) e Islâmica (Corão).

 

Postado por Prof. Guershon Kwasniewski

EUA cogitam circuncisão obrigatória

27 de agosto de 2009 0

Medida visa diminuir casos de Aids e valeria para todos os recém-nascidos

 

A circuncisão pode virar obrigatória para todos os meninos recém-nascidos nos EUA. A ideia está sendo considerada pelos órgãos de saúde do país, para diminuir a transmissão do HIV, o vírus da Aids. O assunto é delicado e já gerou controvérsia entre os americanos. Para o epidemiologista Peter Kilmarx, do Centro de Controle e Prevenção de Doenças, qualquer medida que reduza os casos de Aids deve ser estudada. Está sendo cogitada, também, a circuncisão para adultos com comportamento de risco.

 

No Brasil, a orientação é de só submeter a criança à cirurgia em caso de necessidade, como fimose obstrutiva e balanopostites (infecções repetidas da pele do prepúcio), segundo o urologista gaúcho Gustavo Franco Carvalhal.

 

Fonte ZH, 25/8/09

 

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CONTROVÉRSIA RENOVADA

Uma nova versão para um antigo debate

 

Circuncidareis a pele do prepúcio: esse será o sinal da aliança entre mim e vós, diz Deus a Abraão no Gênesis. Uma marca indelével de identidade étnica e religiosa, mais tarde adotada também pelo islamismo. Mas é um procedimento cirúrgico que, mesmo realizado em crianças pequenas, acarreta um trauma físico e psíquico, segundo sustentam alguns psicanalistas e também uma ONG chamada Intact America, América intacta. Daí a pergunta: circuncisão faz bem para a saúde? Pesquisas médicas mostravam, e mostram, a circuncisão como uma prática salutar. Homens judeus estão menos sujeitos a doenças sexualmente transmissíveis (DST); mulheres judias têm menor incidência de câncer de colo de útero. Resultado: nos hospitais americanos a circuncisão era praticamente rotina nos recém-nascidos, e hoje chegam a quase 80% os americanos circuncisos.

 

Surgiram então argumentos divergentes. Sim, homens judeus têm menos DSTs, mas isto porque, sendo menos promíscuos, menores são suas chances de se infectar e de transmitir agentes infecciosos às suas mulheres, assim protegidas também do câncer de colo de útero. A Academia Americana de Pediatria emitiu documento desaconselhando a circuncisão rotineira em bebês. Mas estudos no Quênia, África do Sul e Uganda mostraram que a circuncisão reduz em até 60% o risco da Aids (explicação: a mucosa do prepúcio, aquela parte que a circuncisão remove, é suscetível ao HIV), com o que a Organização Mundial de Saúde começou a recomendá-la particularmente na África Subsaariana, onde vivem dois terços dos 33 milhões de infectados pelo vírus no mundo; recomendação referendada, em agosto de 2008, pela Conferência Internacional sobre Aids. A Academia Americana de Pediatria reviu sua posição; e técnicos da saúde pública americana estão defendendo a medida, que será discutida esta semana em conferência promovida pelo prestigioso Centro para o Controle e a Prevenção de Doenças, de Atlanta. Entre os participantes estará um médico da organização israelense Operação Abraão que treina médicos para fazer circuncisão. Não se sabe ainda se Jeová comparecerá.

 

MOACYR SCLIAR

Postado por Prof. Guershon Kwasniewski

Palestra sobre Judaísmo com apresentação de DVD

27 de agosto de 2009 0

Prezados leitores

Hoje, ás 19 horas estarei ministrando uma palestra-debate sobre Judaísmo, após da apresentação de um DVD.

A palestra faz parte do Seminário Religiões do Mundo, organizado pelo Instituto Humanitas da Unisinos.

A entrada é livre e após da palestra os alunos da faculdade de culinária da Unisinos oferecerão pratos típicos judaicos.

Ficam convidados.

O evento acontecerá na Casa de Cultura Mário Quintana de Porto Alegre.

 

Postado por Prof. Guershon Kwasniewski

A exploraçao da fé

17 de agosto de 2009 3
16 de agosto de 2009 | N° 16064AlertaVoltar para a edição de hoje

EDITORIAIS

A exploração da fé

 

Ao aceitar denúncia do Ministério Público contra o líder da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd)e mais nove integrantes da organização, a Justiça de São Paulo dá início a uma ação de combate a um caso explícito de exploração da fé religiosa. O grupo investigado é suspeito de manipular uma fortuna gerada pela arrecadação de contribuições nos templos, remetendo-os de forma ilegal para empresas localizadas em paraísos fiscais no Exterior. Essas firmas, de acordo com os dados levantados pelo MP, mandavam o dinheiro de volta para o Brasil, onde ele foi aplicado na compra de emissoras de televisão, rádios e outros negócios. No levantamento feito sobre os 32 anos de existência da Universal, foram encontradas 23 estações de televisão, 42 de rádio, firmas de participações, agência de turismo, gráficas, gravadoras, duas financeiras e uma fábrica de móveis.

A questão judicial não tem como alvo a religião. A Constituição Brasileira assegura a liberdade de culto, assim como a doação de dízimo para a igreja – seja ela qual for. O que a Justiça apura é um caso de enriquecimento ilícito à custa da malversação de recursos arrecadados de fiéis, cujo objetivo deveria ser o custeio das atividades religiosas da organização e não o aumento do patrimônio de seus dirigentes.

O registro desta notícia pelos principais veículos de comunicação do país deflagrou uma reação indignada do Grupo Record, que pertence ao líder máximo da Iurd, bispo Edir Macedo. Em vez de esclarecer as irregularidades de que está sendo acusada, a Universal, através das emissoras de sua propriedade, procura atribuir a informação à guerra pela audiência entre os grandes grupos de comunicação do país. Não se trata disso, da mesma maneira como inexiste qualquer preconceito de ordem religiosa na ação do MP e da Justiça. Trata-se, isto sim, do julgamento de um episódio de exploração da fé, que está sendo feito rigorosamente de acordo com a lei.

    Fonte ZH  16 de agosto, Flavio Tavarez.

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Postado por Prof. Guershon Kwasniewski

5° Congresso Espírita Estadual

16 de agosto de 2009 0

5° CONGRESSO ESPIRITA ESTADUAL – ESPIRITISMO: PONTE QUE LIGA A CIÊNCIA À ESPIRITUALIDADE.

 

Nos dias 22 e 23 de agosto de 2009 nas dependências da FIERGS, Avenida Assis Brasil 8787, em Porto Alegre, estará acontecendo o 5° CONGRESSO ESPÍRITA ESTADUAL – ESPIRITISMO: PONTE QUE LIGA A CIÊNCIA À ESPIRITUALIDADE.

Dia 22 de agosto, teremos pela manhã, um Seminário com DIVALDO PEREIRA FRANCO, orador espírita.

À tarde, no dia 22 de agosto, na SALA A, JERRI ALMEIDA fala sobre ESPIRITUALIDADE NAS RELAÇÕES INTERPESSOAIS; GLADIS PEDERSEN DE OLIVEIRA e HELENA BERTOLDO, falam sobre A EDUCAÇÃO MORAL DA CRIANÇA E DO JOVEM-UM ROTEIRO QUE CONTEMPLA A EVOLUÇÃO. GILMAR BORTOLOTTO discorre sobre A INFLUÊNCIA DO ESPIRITISMO NO PROGRESSO DA LEGISLAÇÃO HUMANA; e HELIO RIBEIRO fala sobre A CONTRIBUIÇÃO DO ESPIRITISMO PARA REVERTER O PROCESSO DE EXCLUSÃO SOCIAL.   

À tarde, na SALA B, temos GERSON MERENDA DA ROCHA que fala sobre ESPIRITUALIDADE NAS RELAÇÕES INTERPESSOAIS. NILTON STAMM DE ANDRADE questiona A CIÊNCIA APROXIMA-SE DE DEUS? MARIA ELISABETH BARBIERI e JOÃO ALESSANDRO MULLER tratam do tema A EVOLUÇÃO DO CONCEITO JURIDICO DE FAMÍLIA E O ESPIRITISMO e IRVENIA PRADA fala sobre O ESPIRITISMO E AS RELAÇÕES DO SER HUMANO COM OS ANIMAIS.

Dia 23 de agosto, teremos pela manhã, na SALA A, JASON DE CAMARGO que  fala sobre A COMPREENSÃO DO UNIVERSO E DAS RELAÇÕES HUMANAS COM O MEIO AMBIENTE SOB A ÓTICA ESPIRITA. GILSON LUIS ROBERTO discorre sobre SAÚDE EM UM MUNDO DE PROVAS E EXPIAÇÕES.

À tarde, na SALA B, temos MARLENE BERTOLDO e ANA SCHUNEMANN que falam sobre A CONTRIBUIÇÃO DO ESPIRITISMO PARA REVERTER O PROCESSO DE EXCLUSÃO SOCIAL. SERGIO LOPES discorre sobre A VIVENCIA DOS POSTULADOS ESPIRITAS PARA A CONTRUÇÃO DA SAÚDE INTEGRAL

À tarde, dia 23 de agosto, para encerrar, na SALA ÚNICA teremos SEMINÁRIO com ALBERTO ALMEIDA.

As inscrições podem ser feitas na FEDERAÇÃO ESPIRITA DO RIO GRANDE DO SUL – FERGS, sita na Av. Desembargador André da Rocha 45, Porto Alegre/RS, ou através do site www.fergs.org.br   A inscrição é no valor de R$ 50,00, e dá direito a receber um livro “Evolução em Dois Mundos”, edição revisada pela FEB. Efetue o depósito na conta 1030-9, operação 003, Agência 448-Açorianos, da Caixa Econômica Federal, em nome da FEDERAÇÃO ESPIRITA DO RIO GRANDE DO SUL – FERGS. Envie a ficha de inscrição com o comprovante de depósito via correio, fax(51)34066471, ou pelo e-mail secretaria@fergs.org.br

até cinco dias antes do evento.

O 5° CONGRESSO ESPIRITA ESTADUAL – ESPIRITISMO: PONTE QUE LIGA A CIÊNCIA À ESPIRITUALIDADE reunirá, portanto, professores, pedagoga, químico, psicólogo, médicos, psiquiatras, assistentes sociais, advogados, eu discutirão, a ciência e sua ligação com a espiritualidade que o espiritismo proporciona. Será um privilégio tê-lo conosco, e temos certeza que vai haurir grande proveito nestes dois dias de Congresso.

 

Postado por CristinaCanovasdeMoura

Lançamento de livro

14 de agosto de 2009 0

 

 

Postado por Prof. Guershon Kwasniewski

Religioes em crescimento

12 de agosto de 2009 2

 

Lejos de extinguirse, un estudio confirma el auge de las religiones

 

En 2050, el cristianismo pasará los 3.000 millones de fieles y seguirá siendo la primera comunidad religiosa mundial. Pero el Islam -que llegará a los 2.229 millones- será el que, proporcionalmente, más crecerá. Además, se profundizarán los cambios en las prácticas. Un panorama del nuevo Atlas de las Religiones. Valores Religiosos.

Por: Sergio Rubin
Contra los que pronosticaban hace algunas décadas que el progreso científico y tecnológico en un mundo materialmente cada vez más desarrollado provocaría una paulatina extinción de las religiones -acaso remedando a Friedrich Nietzsche, que hablaba de su muerte-, las creencias siguen vivitas y coleando y, al parecer, con un futuro venturoso. Un enjundioso estudio independiente elaborado por el grupo La Vie y el diario Le Monde, de Francia –y que acaba de ser editado en castellano por Le Monde Diplomatique edición Cono Sur- lo confirma con sólidos datos y serios argumentos compendiados en el Atlas de las Religiones, que se presentó hace poco en el país.

Acaso el aspecto más revelador del vigor del fenómeno sea la proyección que se hace del crecimiento de las principales religiones hacia 2050. El Atlas estima que el cristianismo pasará de los 1.747 millones de 1990 (hoy suman unos 2,000) a 3.052 millones, confirmando que seguirá siendo la primera religión. Pero los musulmanes, que eran 962 millones (hoy son 1.200 millones), serán los que, en proporción, más crecerán y alcanzarán los 2.229 millones. Moderado será el crecimiento de los hindúes, que, de 686 millones en 1990, llegarán a los 1.175, en tanto que los budistas apenas pasarán de 323 millones a 425. Y los judíos, de 13 a 17 millones.

Pero la vigencia del hecho religioso no quiere decir que el modo de practicar las religiones, sobre todo el cristianismo, siga siendo lo que fue. Henri Tincq –el especialista en religiones de Le Monde- es severo en ese sentido. “Como sistema de creencias dogmáticas y normativas la religión cristiana se desmoronó, pero sigue captando las búsquedas espirituales que se expresan, más o menos confusamente, en una suerte de intento desesperado por `reencantar` al mundo”. Si bien dice que los vertiginosos cambios, aún en el opulento Primer Mundo, ofrecen nuevas oportunidades a los cultos, ” las prácticas religiosas dejaron de ser regulares; las normas morales de las Iglesias se cumplen y admiten cada vez menos”.

El Atlas patentiza el cambio del cristianismo en el mapa mundial. En particular, su desplazamiento hacia el sur. Europa -durante siglos su gran base- hoy no concentra más de un 25 % de sus fieles (280 millones de católicos, o sea, el 40 % de la población; unos 100 millones de protestantes, y 150 millones de ortodoxos, en su mayoría rusos). Los católicos europeos -que suman alrededor del 25 % del catolicismo mundial- no serán más del 16 % en 2050.

La inmensa mayoría de los cristianos está situada en el Nuevo Mundo, con aproximadamente 275 millones en América del Norte y 530 millones en la parte latina. El catolicismo -mayoritario- cuenta en América con la mitad de sus fieles. Y si bien alcanza a la cuarta parte de los estadounidenses, podría llegar a ser la primera debido a la inmigración hispana. Pero el protestantismo evangélico vive “un crecimiento espectacular” y ya suma 65 millones.

¿Qué pasa con el cristianismo en África? Es el continente donde, tomando en cuenta a todas las confesiones, crece con mayor rapidez: suma 300 millones de fieles sobre una población de 800 millones. En India y China sigue siendo muy minoritario, pero se afirma más, tiene una gran convocatoria, pese a un entorno político difícil. Y, de nuevo, las Iglesias evangélicas muestran su vigor aquí y allá. Pero el cristianismo -paradójicamente- tiende a desaparecer en su cuna: Tierra Santa.

Por otra parte, la razón por la cual el Islam es la comunidad religiosa que, proporcionalmente, más se expande debe buscarse en un argumento común a las religiones: el crecimiento demográfico. En eso, marcha a la cabeza. Además, el experto Oliver Roy apunta que en el mundo musulmán se produjo un cambio geopolítico, porque considera que “ya no es percibido como un territorio cuyas fronteras hay que defender, sino como una comunidad mundial”.

Pero, contrariamente a una idea muy difundida –dice el Atlas-, la mayoría de los musulmanes no vive en Medio Oriente, sino en Asia: dos tercios. Cuatro países reúnen cerca de la mitad de los islámicos: Indonesia (el mayor país musulmán), Pakistán, India y Bangladesh. En África, cerca de uno de cada tres habitantes le reza a Alá. Son el 46 % de la población de África Occidental, el 30 % de África Oriental y apenas el 1 y 2 % del África Central y Austral. En Europa viven 16 millones de musulmanes, mientras que en los Estados Unidos 4 millones.

Con cerca ya de mil millones, el hinduismo constituye la religión de la sexta parte de la humanidad. Es ampliamente mayoritario en la India, donde unos 900 millones -el 83 % de la población- lo abraza. En Nepal es también la religión mayoritaria. Además, configura una minoría importante en Pakistán, Bangladesh y Sri Lanka. Si bien hay diásporas en varias latitudes, su presencia no parece crecer más allá de estos países.

El budismo es un raro caso en el que algunas de sus prácticas –o ciertas prácticas que se le atribuyen- ganaron espacio en el mundo en las últimas décadas, pero eso no significa que haya ganado fieles. Para la doctora Fabrice Midal, “la violencia del nihilismo”, que reduce a la persona a mero productor eficaz, llevó a que “en cierto sentido Occidente se vuelva budista sin saberlo y sin que se exprese en conversiones”. Pero la meditación con la que tanto se vincula al budismo “jamás es practicada por la mayoría de los budistas”.

Con apenas 14 millones de fieles, el judaísmo tiene problemas para crecer. Qué no sea una religión “proselitista” no quiere decir que no haya preocupación. Como la ley judía dice que para que un niño sea considerado judío debe nacer de madre judía, la suba de los matrimonios mixtos es inquietante, dice la doctora Regine Azria. “Como se trata de una tendencia poco susceptible de revertirse –añade-, las respuestas que se proponen ilustran la diversidad del mundo judío: unos se pronuncian por el repliegue comunitario; otros preconizan la flexibilidad de las modalidades de conversión y otros la ampliación de la transmisión a la filiación paterna”.

El presidente del Instituto Europeo de Ciencias de las Religiones, Dominique Borne, subraya que el colapso del socialismo real y la desaparición del ateísmo oficial y militante, reveló que “lo religioso, que se creía desaparecido, siempre estuvo allí”. Rusia y Vietnam -en esta última se vive una explosión de religiosidad- son demostrativas. Y el creciente diálogo entre las religiones está llamado a hacer un gran aporte a la paz. Dios no murió, ni siquiera agoniza

Fonte Valores Religiosos

Postado por Prof. Guershon Kwasniewski

IHU entrevista prof. Guershon Kwasniewski

11 de agosto de 2009 1
 
” O homem pós-moderno avançou no desenvolvimento da técnica, da ciência, mas está enfraquecido na vida espiritual, defende Guershon Kwasniewski. Para ele, é preciso recuperar o autoconhecimento e aproximar-se das religiões “
 
Guershon Kwasniewski: Chegamos ao topo da babel. É preciso retornar
Por: Graziela Wolfart, Moisés Sbardelotto e Patrícia Fachin, 03/08/2009
IHU On-Line é a revista do Instituto Humanitas da Universidade Unisinos, de Sao Leopoldo, Rio Grande do Sul

“A pós-modernidade oculta o lado religioso e não deixa os indivíduos enxergarem o que eles realmente são e devem fazer para ser”, diz Guershon Kwasniewski à IHU On-Line. Para ele, o crescimento tecnológico representa também um retrocesso religioso e espiritual, além de dúvidas em relação à existência. “O homem da pós-modernidade avançou tanto que está se perguntando aonde quer chegar”, argumenta. Mas isso, assegura, não representa o fim da religião, pelo contrário, “as pessoas, conforme o momento da história, tendem a voltar para a religião”.

Descendente de família judaica e seguidor dos costumes aprendidos ainda na infância, o professor argentino apresenta, na entrevista a seguir, concedida por telefone à IHU On-Line, alguns aspectos da tradição, como a forte relação dos judeus com Deus e a identidade marcada pelos rituais de passagens, chamados ciclos da vida. Segundo ele, esses “estão engajados com preceitos e mandamentos da vida” que devem ser cumpridos.

Em Israel, Kwasniewski cursou o Machon Grimberg, o Ishtalmut Morim do Beit Midrash Lebrabanim na Escola Rabínica. Foi professor do Colégio Israelita Brasileiro, de Porto Alegre, e professor convidado pelo Núcleo de Estudos Judaicos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Atualmente, atua na Sociedade Israelita Brasileira de Cultura e Beneficência (SIBRA).

Confira a entrevista.

IHU On-Line – Que aspectos históricos e culturais o senhor considera importantes para a constituição dos valores centrais da religião e da ética judaica?

Guershon Kwasniewski – Dois fatos históricos são importantes. Um deles é a saída dos judeus do Egito, e o outro é a entrega da Torá, ou seja, da lei no Monte Sinai. Os judeus ganharam a liberdade e constituíram-se povo ao receber a lei. A partir desse momento, uma normativa passou a reger aquele povo: existe um líder, Moisés, e um único Deus. A liberdade e a crença em um único Deus marcam um momento único na história do povo de Israel.

IHU On-Line – Que ética rege o Judaísmo e como ela pode contribuir para a paz mundial?

Guershon Kwasniewski – A ética que rege o Judaísmo, aquela que legaram para nós, fala de Abraão, Isaac, Jacó, Raquel. Por isso, quando falamos de ética, não podemos esquecer os profetas de Israel e os juízes, pois eles marcaram um caminho, a ética e os princípios a serem seguidos pelo povo. A ética no Judaísmo se encontra nos mandamentos. O legado dos profetas foi justamente transmitir os valores aos mandamentos. 

O caminho da lei nos leva ao respeito, a considerar o nosso próximo. Portanto, cumprindo, estudando e aprofundando os princípios iremos construir o caminho da paz mundial. Mas quando falamos de paz global, estamos tratando de algo muito mais amplo. Devemos começar a construir a paz interna, individual. Baseados nisso, passamos a construir um mundo melhor.

IHU On-Line – O que o Judaísmo tem de específico ou “inegociável” em sua constituição interna que, sem isso, a religião se descaracterizaria?

Guershon Kwasniewski – Temos um ciclo de vida próprio e um calendário que rege esse ciclo. Mantemos as nossas festividades: o dia do perdão, a páscoa, as comemorações bíblicas e pós-bíblicas. O que caracteriza o Judaísmo é a circuncisão; circuncidarmos nossos filhos com oito dias de vida. Não podemos abrir mão desse mandamento, pois descaracterizaríamos a tradição judaica.
Outro aspecto forte é a relação dos judeus com Deus. Os nossos inimigos, quando tentaram aniquilar o povo judeu, queriam destruir o templo. Não podemos abrir mão da nossa instituição maior, a sinagoga, a nossa casa de encontro, onde realizamos o culto, respeitamos o calendário judaico e consagramos os momentos mais importantes da vida, como o nascimento, a maioridade religiosa – aos 13 anos para os meninos e aos 12 para as meninas -, o casamento judaico e o enterro. O judeu tem a sua identidade marcada por esses rituais de passagem, os quais estão engajados com preceitos e mandamentos da vida que devemos cumprir. Sem isso, ficamos completamente descaracterizados.

IHU On-Line – Como as religiões monoteístas dialogam com o pluralismo religioso e o “trânsito inter-religioso”, como vemos especialmente em países de grande sincretismo como o Brasil?

Guershon Kwasniewski – O diálogo é uma expressão natural do homem; o ser humano foi dotado da palavra. Temos uma boca e dois ouvidos: devemos ouvir, aprender com o nosso próximo, e falar o necessário. O respeito, a tolerância, o convívio e o diálogo ocorrem quando existe harmonia entre as religiões, sobretudo quando existe a possibilidade de entender e conhecer a cultura do outro. A partir do momento em que isso corre, consigo entender o porquê da história, do culto, do ritual, da tradição das outras religiões. Temos de trabalhar no campo cultural para esclarecer como são constituídas as identidades religiosas e transmitir para o próximo o que faz parte de cada essência.

Sincronismo

Temos a bênção de viver em um país onde existe muito respeito entre as religiões, a liberdade de culto e, portanto, um clima propício para trabalhar o campo espiritual. Mas, acima de tudo, precisamos esclarecer o que significa cada religião. Todas elas buscam verdades absolutas, assim sendo, o que muda é o caminho para chegar a essa verdade. Contudo, devemos ter cuidado para não tratar todas as religiões como se fossem iguais e pensar em um único modelo religioso. A riqueza está justamente na diferença.

IHU On-Line – Nessa sociedade contemporânea, como fica o papel da religião? O senhor concorda que vivemos em uma sociedade pós-religiosa?

Guershon Kwasniewski – Não vivemos numa sociedade pós-religiosa, porque as pessoas, conforme o momento da história, tendem a voltar para a religião. Se nos religamos, como a própria religião nos diz, estamos longe de uma pós-religião. A religião sempre vai ocupar o seu lugar.
O homem da pós-modernidade avançou tanto que está se perguntando aonde quer chegar. Parece que construiu uma torre de babel e ao chegar ao topo, pergunta: “Agora, o que faço?” É preciso descer novamente. Temos muitos avanços na ciência, na tecnologia, mas terríveis retrocessos na vida espiritual. O homem, quando se volta para a sua essência, acaba se autodescobrindo. As pessoas têm medo de se aproximar das religiões, porque não querem enxergar como são. A pós-modernidade oculta o lado religioso e não deixa os indivíduos enxergarem o que eles realmente são e devem fazer para ser.

IHU On-Line – Como os 10 Mandamentos de Deus recebidos por Moisés perpassam o Judaísmo e as demais religiões monoteístas? Qual a sua validade e pertinência hoje, após milhares de anos após sua apresentação ao mundo?

Guershon Kwasniewski – Nos mandamentos e nos preceitos está o sucesso do Judaísmo. A Torá se tornou um livro clássico, porque, mesmo com milhares de anos, continua atual. Está na contemporaneidade da mensagem e do recado o sucesso do nosso livro. Mesmo com o avanço dos tempos, a mensagem continua sendo atual e contemporânea: falamos do relacionamento entre as pessoas, da relação com a terra, com a natureza, o relacionamento do homem com Deus, pais e filhos etc. 

“Não faças aos outros o que não queres que te façam” é um princípio apresentado pelo rabino Hillel,  há muitos anos. Quando uma pessoa não judia perguntou a ele se poderia lhe ensinar a Torá no tempo em que apoiava o corpo sob uma perna, ele respondeu: “Não faças ao teu próximo o que não queres que façam contigo. Isso é a Torá. O resto é comentário. Estuda”.

IHU On-Line – Hans Küng sugere três fundamentos para que a ética mundial seja possível: um consenso fundamental básico com relações a valores obrigatórios, parâmetros inamovíveis e atitudes espirituais básicas. Como as três grandes religiões monoteístas podem chegar a esse consenso?

Guershon Kwasniewski – Todas as religiões querem o bem do homem. Se cada uma delas cuidar dos seus princípios, chegaremos ao consenso.

Saiba mais: Religiões do Mundo

>> Guershon Kwasniewski é um dos debatedores do evento Religiões do Mundo. Ele estará na Sala 1G119 na sexta-feira, 07-08-2009, às 16h, comentando o documentário sobre o Judaísmo. No dia 27-8-2009, o professor também comenta a exibição na Casa de Cultura Mario Quintana, em Porto Alegre, às 19h.

Postado por Prof. Guershon Kwasniewski

TER FÉ

08 de agosto de 2009 0

 

      Muitas pessoas dizem não ter fé; não ter religião pois tal seria admitir ter fé. E poderíamos então perguntar a estas pessoas o que fariam no dia seguinte; elas nos elencariam muitos compromissos, inúmeros afazeres, encontros inadiáveis, etc. Perguntaríamos então a esta pessoa como saberia estar viva para cumprir tantos comprometimentos; esta era a maior prova de que tem fé, de que espera estar cumprindo o prometido pois acredita que estará viva.

        Ter fé não é acreditar em entidades extra terrestres; é aceitar o dia a dia e pensar em como podemos realizar o melhor a cada momento; ter fé é pensar em construir, em amar a construção, em ver que cada dia traz momentos que não podem ser vistos como algo amargo, mas como possibilidade de progredir. Ninguém quer para si a angústia, o desespero, o mal; queremos para nós o melhor, e o melhor significa progredir; não falamos no progresso somente material, mas no aprender a viver, e acima de tudo, aprender a conviver. Aceitar os que nos cercam é uma arte que está a nosso alcance; saber que nenhum de nós é perfeito é o princípio da aceitação; ver o outro como alguém que tem a possibilidade de ser aceito por nós é aspirarmos algo mais que somente viver. É ter fé que as pessoas podem conviver sem guerras, mas construindo. A construção não é somente material, mas é o passo a passo de vida, de amor, de viver melhor com os que nos cercam. A censura a tudo e a todos desgasta, enquanto ver com olhos de amor a nosso semelhante é irradiar a possibilidade de nos libertarmos da imagem antiga e desgastada da dor, da destruição, do ódio.

          Ter fé é saber que somos todos importantes, pois viemos para contribuir com a Criação no Amor e na Luz.

         Também os pássaros constroem suas moradias: o joão de barro plasma sua casa e oferece a todos nós o exemplo de previdência para melhor viver; por que não construirmos nossa existência com o princípio de melhor viver, com mais amor e mais carinho? A atmosfera que respiramos nós a plasmamos, se assim o quisermos. E é claro que podemos plasma-la com mais luz, se a iluminarmos com amor; com mais esperança se pensarmos em construir; com mais fé se a preenchermos com nossas vivências positivas, que servirão como exemplos aos que nos sucederem.

         Senhor, faze que possamos a cada dia acreditar não somente no amanhã, mas possibilita que construamos hoje o amanhã com luz e amor, convivendo sob o prisma da fé, da responsabilidade e do exemplo que teu filho Jesus nos deu de amor a tudo e a todos.

Postado por CristinaCanovasdeMoura

Judaísmo na Unisinos

07 de agosto de 2009 0
Religiões do Mundo
 
Nesta sexta-feira, das 16 às 18 horas, o Prof. Guershon Kwasniewski abre o programa cultural sobre religiões no Instituto Humanitas da Unisinos, a entrada é livre.
Sala 1 G 119.
São Leopoldo
 
No dia 27 de agosto, o programa e filme sobre Judaísmo será repetido na Casa Cultural Mário Quintana, Sala A2B2, das 19 ás 21 horas.
 
Após da palestra será oferecida comida típica da religião preparada pelo Curso de Gastronomia da Unisinos. adesão R$ 15.
 
Mais informação www.unisinos.br/ihu

Postado por Prof. Guershon Kwasniewski

Você crê em Deus? II

04 de agosto de 2009 6

Acredito em Deus, e respeito os que não acreditam.

Mas por alguns comentários recebidos ao artigo do escritor Moacyr Sliar, parece que a reciprocidade não se aplica.

As religiões monoteístas desenvolveram a sua ideologia colocando no centro a D-s.

Outras ciências colocam o homem no centro da existência criando um verdadeiro choque cultural com o religioso.

A nossa discussão não é nova, mas se renova a través deste blog.

Por um lado os que acreditam e pelo outro os que não acreditam.

A elevação espiritual nos leva a uma dimensão infinita, plano que só pertence a D-s, conforme os que acreditamos.

Dentro da nossa finitude fica difícil entender a dimensão divina, por isso somos humanos e não deuses.

Mesmo acreditando, as vezes me permito discordar com D-s, existem fatos pelos quais brigo com D-s, mas também tenho a possibilidade da reconciliação.

Na cultura Jucaica, D-s opera em dois planos:

1. desde a Justiça

2. desde a Piedade

Esse mesmo D-s é Severo, é Juiz, mas na mesma hora sabe perdoar, redimir. é Pai Misericordioso.

Não vejo nada de errado em acreditar, assim como não vejo nada de errado em não acreditar.

Dentro do Judaísmo também existem ateus, que são respeitados e fazem parte da nossa comunidade.

O Judaísmo não acredita num D-s carnal, fato que causou bastante confusão ao longo da história.

Também não faltaram os que nos acusaram de deicidio, fato  encerrado pela Igreja Católica com a declaração do Concilio Vaticano Segundo.

Seja qual for a sua visão e opinião, obrigado por participar em nosso blog.

Prof. Guershon Kwasniewski

Postado por Prof. Guershon Kwasniewski

Você crê em Deus?

02 de agosto de 2009 10

Apesar do crescente materialismo de nosso mundo (ou justamente por causa disso), apesar dos avanços da ciência (ou justamente por causa disso), as pessoas continuam acreditando em Deus. É o que demonstra recente enquete realizada no Brasil, Argentina e em vários países europeus. A grande maioria das pessoas respondeu afirmativamente à pergunta: “Você crê em Deus?”. As proporções, obviamente, variam. Em Portugal, país tradicionalmente católico, a percentagem dos crentes é de 90%, enquanto que na República Tcheca a cifra cai para 37%. Influência do cético e desiludido Franz Kafka? Ou o passado comunista da antiga Checoslováquia? Neste caso, como se explica que a Polônia, com o mesmo passado, tenha 97% de crentes? Alguém poderia argumentar que a Polônia, como Portugal, sempre foi um reduto do catolicismo; mas, na própria Rússia, 87% dos entrevistados declararam acreditar em Deus. E o regime comunista lá durou sete décadas, período durante o qual o ateísmo foi promovido ativamente (e inutilmente, como se constata). Na escala da crença, o Brasil vem em segundo lugar, com 95% de respostas afirmativas, bem acima da Argentina (74%). Entre os que têm menos de 70% de crentes estão a França (herança de Voltaire e da Revolução Francesa?), a Alemanha, o Reino Unido, a Bélgica e a Holanda.

 

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É óbvio que os crentes não são todos iguais, que a ideia de Deus não é a mesma para todos. Existem aqueles que fazem da crença o fato básico de suas vidas. Existem os fundamentalistas, que procuram convencer os outros a acreditar, chegando ao extremo do crê ou morre. E existem aqueles que acreditam apenas por via das dúvidas, porque seguro morreu de velho.

Da mesma forma existem os ateus militantes, que, como o biólogo Richard Dawkins, autor do controverso Deus, Um Delírio (Companhia das Letras) escrevem livros para defender suas ideias, e existem aqueles que podemos chamar de descrentes resignados, pessoas que não acreditam na divindade, mas que às vezes até sentem falta disso. Não sem motivo: trabalhos científicos mostram que, em situação de saúde grave, os crentes evoluem melhor que os não crentes. Nessas horas, muita gente deve sentir falta do fervor que leva outros a orarem e pedirem a Deus por sua saúde. Isto sem falar nas necessidades que a religião propriamente dita preenche, através dos rituais, clássicos antídotos contra a ansiedade, do senso de comunidade, de pertinência que a pessoa religiosa sente.

Crença não é a mesma coisa que informação. Esta a gente adquire das mais variadas maneiras, e, se a informação faz sentido, se temos elementos para comprovar sua veracidade, nós a aceitamos. Mas a crença muitas vezes é descrita como uma graça de origem divina que penetra na pessoa, que a impregna, sem ser necessariamente mediada pelo raciocínio.

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Crer é uma necessidade; crer em Deus, ou numa causa, ou nos pais, ou nos amigos, ou no cônjuge, ou no guru, ou no chefe, ou nos filhos. Crer numa vida melhor e brigar por ela. Erich Fromm, que numa época ficou famoso tentando conciliar as teorias freudianas com as causas de esquerda, fez uma interessante ponderação a respeito. As religiões em geral, disse ele, não exigem que a pessoa seja praticante para garantir a salvação externa; se a pessoa for justa, for decente, for reta, Deus a aceitará. Ao fim e ao cabo, é aqui mesmo, na Terra, que o nosso destino é decidido, e é aqui que – independente de qualquer enquete – temos de mostrar o que somos e ao que viemos.

Autor Moacyr Scliar, fonte Donna ZH 2 de agosto de 2009

Postado por Prof. Guershon Kwasniewski

Quando o calar diz mais do que o falar.

01 de agosto de 2009 1

     

           Me permitam buscar num personagem bíblico a justificativa do título deste breve texto.  Quero também, para isto, colocar este  subtítulo que identifica o personagem: José da boca fechada.

           Assim inicio esta reflexão: José é um daqueles seres que me dão medo, e não porque sejam maus e perigosos ou de uma superioridade esmagante, mas porque me parecem misteriosos, como o próprio Deus. José, o homem da boca fechada, o homem interior! Se pelo menos tivesse dito alguma coisa, uma palavra, poderíamos talvez adivinhar o fundo de sua alma, o senso de sua estranha vida. Mas, ao contrário, não temos nada, nem no momento da tempestade, do “temporal”, como dizem nossos irmãos gregos, nem na ocasião do nascimento do Menino, nem em Jerusalém, quando avançava  tranquilamente com as duas rolinhas de nada, que serviriam para resgatar o Cordeiro…Está simplesmente ali, parado, com os grandes olhos, doces e tranquilos, ainda mais arregalados, ou talvez iguais aqueles de sua cara esposa, permanecendo a escutar o canto do velho Simeão, que está no limiar de morrer, não tendo mais nenhuma razão de continuar desde o momento que viu.. Nada no momento da fuga para o Egito, e nada em Nazaré, nem mesmo quando o Menino foi perdido. E depois, absolutamenta nada…o desaparecimento total e definitivo, na ponta dos pés, como os grandes tímidos que não querem que se lhes prestem atenção, que se fale deles. Sim, tudo isto dá muito o que pensar!

           As primeiras eras do cristianismo não buscaram fender este silêncio. Somente Bernardo colocará uma tímida pergunta: “Quis? Qualis?” “Quem é? Que homem é?” Nada mais. Será necessário esperar  tempos mais modernos para que todos queiram  saber alguma coisa, e até mesmo se abra uma cátedra de “josefologia” (fiquem tranquilos que isto é no Canadá). E José, malgrado toda esta indiscrição, não diz nada, não dirá nada, não fará revelações, permanecerá o homem da boca fechada, o homem do interior. E porque me meto a falar  dele? Porque não deixá-lo em seu silêncio, como deixo os peixes do mar? Depois de tudo, se isto lhe agrada, deixa falar e fazer sem abrir a boca…

           Mas não é dele que quero falar, nem espero que me fale. Quero somente contemplar o seu silêncio, mergulhar nele, impregnar-me dele até o ponto de suplicar que não nos diga absolutamente nada, que não nos apareça nunca…

           José da boca fechada é o homem do interior, faz parte daquela coorte de silenciosos para os quais, falar é perder tempo, e sobretudo trair o intraduzível. Naturalmente quando estas pessoas dizem alguma coisa, arriscam de fazer tremer o mundo, como Sto. Tomás de Aquino, aquele boi mudo da Sicília, de quem troçavam os estudantes do mestre Alberto, na Universidade de Paris.

            José da boca fechada, é o homem que começa onde Jó terminou, quero dizer, nasce com a mão tapando a boca. Tem um senso enorme de Deus, do seu Ser sem medida e de sua loucura de amor. Não o vejo pedindo explicação ao inexplicável. A única vez na qual penetra o mundo da dúvida, quis unicamente desaparecer, sem nenhuma palavra: “Vai, amada minha”. O anjo de Deus simplesmente lhe deu um empurrão. Depois de tudo, José um homem: Não temas pois de tomar Maria como tua esposa; o que nela foi gerado é obra do Espírito Santo” (Mt 1,20).

              Depois do retorno do Egito, José desaparece. Acreditem-me: esta morte, este “transitus” de José não tem nada de triste. Não houve nenhuma declaração, nada de “novíssima verba” desde o momento que tampouco houveram “priora verba”. O seu silêncio é o mesmo de Deus. É CHEIO DA VIOLÊNCIA DO AMOR.

               Quisera poder, o homem de hoje, saber calar e permitir que o silêncio traduza o mistério inefável daquilo que é ser homem.

 

 

Postado por Porto Alegre – Pe. João Tadeu A.F. Silva