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Religiões no Rio

21 de setembro de 2009 1


Religiões se unem no Rio para pedir liberdade e tolerância

Católicos, evangélicos, judeus, muçulmanos, budistas e hinduístas participaram da caminhada

Milhares de pessoas se reuniram hoje na orla de Copacabana, no Rio de Janeiro, em uma caminhada contra a intolerância e pela liberdade religiosa que, em uma demonstração de integração, reuniu seguidores de diferentes credos.

Católicos, evangélicos, judeus, muçulmanos, budistas e hinduístas se juntaram na 2ª Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa, que também contou com a participação de muitos ciganos, além de seguidores do movimento Hare Krishna e de religiões de origem africana, como o candomblé e a umbanda.

— Ainda sofremos, como em todo o mundo. No Brasil, como a mistura é muito grande, há um pouco mais de tolerância, mas ainda há muito preconceito e discriminação — disse o fundador e presidente da União Cigana do Brasil, Mio Vacite.

A mobilização percorreu a orla da praia de Copacabana ao som de tambores e cânticos africanos que deram um toque festivo à marcha. Capoeiristas também participaram do ato, junto com representantes de outros movimentos como os bahai, os Filhos de Gandhi e espíritas, entre outros.

Segundo os organizadores, delegações de países como Angola, Argentina, Congo, Nigéria, Paraguai e Uruguai também estiveram presentes na manifestação. A caminhada foi convocada para defender a paz e a tolerância religiosa, e em repúdio a demonstrações de intolerância sofridas recentemente por praticantes de crenças como a umbanda.

Além disso, algumas organizações muçulmanas denunciaram o tratamento discriminatório que, segundo afirmam, sofrem em locais como postos de controle dos aeroportos. Na manifestação, o ministro de Igualdade Racial, Edson Santos, tomou a palavra e ressaltou o trabalho que o governo tem feito para assegurar a igualdade religiosa no país.

— Estamos criando o Programa Nacional de Proteção e Promoção das Religiões de Matriz Africana em nosso país — disse o ministro da Igualdade Racial.

EFE

 

 

A mobilização percorreu a orla da praia de Copacabana ao som de tambores e cânticos africanos que deram um toque festivo à marcha - Antonio Lacerda, EFE

A mobilização percorreu a orla da praia de Copacabana ao som de tambores e cânticos africanos que deram um toque festivo à marcha
Foto:Antonio Lacerda, EFE

Fonte ZH digital, 21/09/09

Postado por Prof. Guershon Kwasniewski

Comentários (1)

  • José Agustoni diz: 17 de outubro de 2009

    Ao pedir liberdade e tolerância exclusivamente para as religiões, se incorre no erro de esquecer aqueles que não têm religião ou são ateus. O que deve ser reivindicado é a "tolerância e liberdade de escolha", seja de uma religião, da ausência dela e até da negação da existência de Deus. É muito perigoso e anti-ético achar que só os que têm religião é que estão sofrendo preconceitos.

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