O NASCER PARA O ALÉM...
Há quem morra todos os dias. Morre no orgulho, na ignorância, na fraqueza. Morre um dia, mas nasce outro. Morre a semente, mas nasce a flor. Morre o homem para o mundo,mas nasce para Deus.
Assim, em toda morte, deve haver uma nova vida. Esta é a esperança do ser humano que crê em Deus. Triste é ver gente morrendo por antecipação...de desgosto, de tristeza, de solidão. Pessoas se drogando, se suicidando...gente empurrando a vida, gritando, perdendo-se. Gente que vai morrendo um pouco a cada dia.
E a lembrança de nossos mortos, despertando, em nós, o desejo de lhes abraçar outra vez. Essa vontade de rasgar o infinito para descobri-los. De retroceder no tempo e segurar a vida. Ausência: porque não há formas para se tocar. Presença: porque se pode sentir.
E aqueles que já partiram? E aqueles que viveram entre nós? Que encheram de sorrisos e de paz a nossa vida? Foram para o além...deixando este vazio inconsolável que a gente, às vezes, disfarça para esquecer. Deles guardamos os mais simples gestos. Sentimos quando mergulhamos em oração, o ruido de seus passos e o som de suas vozes. A lembrança dos dias alegres. Daquela mão nos amparando. Daquela lágrima que vimos correr. Da vontade de ficar quando era hora de partir. Essa vontade de rever novamente aquele rosto. Esse arrependimento de não ter dado maiores alegrias. Essa prece que diz tudo. Esse soluço que morre na garganta...
E há tanta gente morrendo todos os dias sem partir.
Para os que partiram e deixaram vida; QUE AUSÊNCIA TÃO CHEIA DE PRESENÇA! QUE MORTE TÃO CHEIA DE ESPERANÇA E DE VIDA...
OBS: Adaptação livre do texto do Pe. Juca.
Postado por Pe. João Tadeu de Amorim Fernandes da Silva - Po



