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Posts de novembro 2009

Quanto vale uma vida?

30 de novembro de 2009 0

Quanto você pagaria pela vida de um filho, se este for sequestrado?

O que o Judaísmo diz sobre o valor da vida?

Salvar uma vida equivale salvar um mundo inteiro, por tanto, esse valor é incalculável.

O governo de Israel está prestes a libertar 980 prisioneiros palestinos – muitos imputados de terrorismo – em troca de um único soldado, Guilad Shalit, sequestrado em Gaza pelo Hamas no ano 2006.

Uma pessoa, vale neste caso 980 pessoas.

Existe algum outro país no mundo onde um governo troque uma  prisioneiro por 980 pessoas?

Muito poderemos pensar e dizer sobre o governo israelense, mas ninguem poderá dizer que não se dá valor a vida.

Desejo que Guilad Shalit volte em paz para Israel, assim como os palestinos retornem para as suas famílias.

Desejo também que o Hamas e o Fatah se possam entender para que de uma boa vez sentem na mesa das negociações com Israel para estabelecer a paz no Oriente Médio.

Sopram ventos de esperança, rezemos pela Paz.

Shalom!

Prof. Guershon

Postado por Prof. Guershon Kwasniewski

Dir-Poa recebe Mahmoud Abbas em Porto Alegre

22 de novembro de 2009 0

O Grupo de Diálogo Inter-religioso de Porto Alegre, participou no dia de ontem na Prefeitura de Porto Alegre do ato de boas vindas que ofereceu o Prefeito José Fogaça ao Presidente da Autoridade Nacional Palestina Mahmoud Abbas que visita o Brasil.

Falamos de paz e o desejo que a mesma se torne realidade no Oriente Médio

Postado por Prof. Guershon Kwasniewski

Shalom Mahmoud Abbas

21 de novembro de 2009 0

Sr. Presidente da Autoridade Nacional Palestina, seja bem-vindo em Porto Alegre, cidade de paz, onde árabes e judeus convivemos em harmonia.

A muitos quilômetros de Oriente Médio, levantamos bandeiras de diálogo e respeito para que os nossos irmãos possam viver em forma civilizada e digna nas terras dos nossos ancestrais.

Quando você assumiu a presidência da Autoridade Palestina, deu esperança ao mundo da retomada do processo de paz com Israel.

Não deixe passar a oportunidade de proclamar o Estado Palestino e reconhecer o direito de existência de Israel, torne-se um gigante na história da humanidade.

Muitas vidas se perderam inutilmente nos anos de conflito, porque lamentar mais mortos de ambos os lados.

No ano 2000 visitei  os territórios palestinos; as cidades de Ramallah e Elvira,  acho ser um dos poucos judeus que esteve dentro do Orient House em Jerusalém leste, senti o clamor de seu povo pela paz, que é o mesmo clamor que existe do outro lado da fronteira, não deixe que os fundamentalistas ganhem esta luta.

Quero voltar a caminhar pela cidade de Hebron e visitar a Caverna dos Patriarcas, ir para Belém e visitar o túmulo da matriarca Rachel, contemplar a maravilhosa paisagem de  Jericó.

 Assim como desejo ver os palestinos transitando livremente por Israel.

Desejo ser testemunha da volta do soldado Guilad Shalit para Israel, assim como também   desejo a volta dos palestinos para os seus lares.

Que sejamos merecedores das palavras do Profeta Miquéias que falou: “uma nação não levantará espada contra outra nação, nem aprenderão mais a guerra” .

Pratiquemos o “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” –Levítico 19:18.

Durante as edições do Fórum Mundial Social realizadas em Porto Alegre, a comunidade judaica participou das marchas vestindo uma camiseta com o lema Dois Povos, Dois Estados.

Esse é o sentir da maioria dos judeus gaúchos.

Sr. Presidente, seja bem-vindo, leve a mensagem de Porto Alegre para o Oriente Médio.

Shalom, Salam! 

Prof. Guershon Kwasniewski

Líder Religioso da SIBRA – Sociedade Israelita Brasileira – e membro do Grupo de Diálogo Inter-religioso de Porto Alegre

 

Postado por Prof. Guershon Kwasniewski

Coisas que a vida ensina após dos 40

20 de novembro de 2009 0
Coisas que a vida ensina depois dos 40

Amor não se implora, não se pede, não se espera… Amor se vive, ou não.

Ciúmes é um sentimento inútil. Não torna ninguém fiel a você.

Animais são anjos disfarçados, mandados à terra por Deus para
mostrar ao homem o que é fidelidade.

Crianças aprendem com aquilo que você faz, não com o que você diz.

As pessoas que falam dos outros pra você, vão falar de você para os outros.

Perdoar e esquecer nos torna mais jovens.
 

Água é um santo remédio..
 
Deus inventou o choro para o homem não explodir.
 
Ausência de regras é uma regra que depende do bom senso.

Não existe comida ruim, existe comida mal temperada.

A criatividade caminha junto com a falta de grana.

Ser autêntico é a melhor e única forma de agradar.

Amigos de verdade nunca te abandonam.

O carinho é a melhor arma contra o ódio.

As diferenças tornam a vida mais bonita e colorida.

Há poesia em toda a criação divina.

Deus é o maior poeta de todos os tempos.

A música é a sobremesa da vida.

Acreditar, não faz de ninguém um tolo.. Tolo é quem mente.

Filhos são presentes raros.

De tudo, o que fica é o seu nome e as lembranças acerca de suas ações.

Obrigado, desculpa, por favor, são palavras mágicas, chaves que
abrem portas para uma vida melhor..

O amor… Ah, o amor…
O amor quebra barreiras, une facções, destrói preconceitos,
cura doenças…
Não há vida decente sem amor!
E é certo, quem ama, é muito amado.
E vive a vida mais alegremente…

© Artur da Távola – 1936/2008

Gostaria agradecer a Sra. Rita Burd, membro da sinagoga da SIBRA que repassou esta mensagem para mim, que resolvi compartilhar com os leitores do nosso blog.

Acho de deveriamos ler estes palavras no minimo uma vez por semana, iriamos tornar o mundo e as nossas vidas algo melhor.

 

Postado por Prof. Guershon Kwasniewski

Semana da Consciencia Negra

17 de novembro de 2009 1

Prezados irmãos Afro-Brasileiros, foi com grande prazer que participei na sexta-feira passada na Câmara Municipal de Porto Alegre, do inicio das comemorações da semana da Consciencia Negra.

Tres integrantes do Grupo de Diálogo Inter-religioso de Porto Alegre – Pastor Carlos Dreher, o Dr. Ahmad Ali, e o Prof. Guershon Kwasniewski – deixaram a sua mensagem e benção para as pessoas que participaram no plenário.

Coloco a seguir um pequeno texto sobre os Judeus Negros, que para muitos pode  ser uma curiosidade.

Aos nossos irmãos Afro-Brasileiros desejamos uma semana maravilhosa de comemorações.

Bet Israel (Hebraico: ביתא ישראל, “Beta Israel” ou “Casa de Israel”); Ge`ez: Bēt `Isrā`ēl, moderno Bēte `Isrā`ēl), conhecidos também como Falasha são os judeus de origem etíope.

Falasha é um termo pejorativo utilizado pelos etíopes não-judeus e significa “exilados” ou “estranhos” em aramaico.

A maior parte dos judeus etíopes são convertidos ao Cristianismo, ainda que muitos tenham retornado ao Judaísmo e estes são chamados Falash Mura. Hoje estima-se seu número em 105.000 pessoas. Estima-se que sua população atual na Etiópia seja de 15.000 pessoas.

Graças à Lei do retorno (1950), cerca de 90.000 judeus etíopes (80% da população) migraram para Israel em 1984 e 1991.

Foram reconhecidos como descendentes das tribos perdidas de Israel em 1975, depois da investigação realizada pelo Grande Rabino sefardí Ovadia Yosef. Nesse momento Israel os reconheceu como judeus autênticos, decidindo que teriam apenas que passar por uma pequena conversão para serem aceitos como judeus em Israel.

Com o reconhecimento, os Beta Israel conseguiram permissão para poder emigrar a Israel.

Israel negociou com o regime comunista da Etiópia para poder transferir os Beta Israel que desejavam ir ao território israelense. A essa operação deu-se o nome de Operação Moisés, intervenção que pelo colapso do regime comunista no poder complicou-se mais que o esperado e teve que ser expandida com a Operação Josué e a Operação Salomão.

A primeira parte da Operação começou em 1984, e espera-se que os últimos Beta Israel que vivem na Etiópia possam emigrar a Israel antes de 2008.

Postado por Prof. Guershon Kwasniewski

Polêmica dos crucifixos

05 de novembro de 2009 6

Corte de Direitos Humanos deu ganho de causa a ação contra símbolo católico nas escolas públicas

Uma decisão inédita da Corte Europeia de Direitos Humanos deixou em polvorosa a Itália e ameaça tirar da parede das escolas públicas o grande símbolo da Igreja Católica: o crucifixo. Os juízes do órgão consideraram que a exposição da imagem viola a liberdade de religião e de educação previstas na legislação da Uniao Europeia.

O argumento do governo italiano, de que o crucifixo é um símbolo nacional de cultura, relacionado à identidade do país, não convenceu os sete juízes que analisaram a ação, movida por uma moradora da cidade de Abano Terme. De origem finlandesa, Soile Lautsi recorreu ao tribunal após a escola pública Vittorino da Feltre, frequentada pelos seus filhos, se negar, em 2002, a retirar os crucifixos que expõe nas paredes. Para ela, o uso desses objetos religiosos fere o princípio da educação secular que as escolas públicas devem seguir.

Depois de ver seu caso arquivado pela Justiça italiana, Soile recorreu, em 2006, à corte europeia, com sede em Estrasburgo. Ontem, em um comunicado, o órgão justificou sua decisão dizendo que “a presença de crucifixos poderia ser interpretada por alunos de todas as idades como um sinal religioso, e eles sentiriam como se estivessem sendo educados em um ambiente escolar que carrega a marca de determinada religião”. Por fim, acrescentou que a presença do símbolo poderia “causar desconforto para alunos praticantes de outras religiões ou ateus”.

Além de decididir em favor de Soile, o tribunal também determinou que ela receba uma indenização de 5 mil euros (R$ 12, 91 mil) por danos morais. Por enquanto, porém, não houve uma determinação para que os crucifixos sejam retirados das escolas.

Governo diz que vai recorrer da decisão

A Itália já informou que vai recorrer da decisão. Mas a discussão em torno do assunto ganhou as ruas da Europa – uma determinação como essa poderia levar o continente a rever o uso de símbolos religiosos em escolas públicas. A ministra italiana da Educação, Mariastella Gelmini, alegou que o crucifixo é “um símbolo da tradição do país”:

– Ninguém quer impor a religião católica, muito menos com o crucifixo.

O porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, disse que só se manifestaria depois de conhecer o conteúdo e as razões da decisão. A Itália é uma das nações com maior número de católicos no mundo. Mais de 96% dos cristãos do país – que chegam a 80% da população – se definem como católicos. A exposição de crucifixos em escolas se tornou obrigatória com duas leis datadas de 1920 – mas, desde 1984, quando o catolicismo deixou de ser a religião oficial, têm sido cumpridas com menos rigor.

Estrasburgo

No Brasil
- Em um Estado laico, como é o Brasil, ao mesmo tempo em que se assegura a liberdade religiosa, afirma-se o princípio da separação entre Estado e Igreja.
- Nesse contexto, a existência de símbolos religiosos em espaços públicos seria um problema. Eles poderiam constranger pessoas que seguem outras religiões e também sugerir uma parcialidade na ação estatal.
- Em agosto deste ano, o Ministério Público Federal em São Paulo pediu que a Justiça obrigue a União a retirar os símbolos religiosos de locais de grande visibilidade e atendimento ao público em órgãos públicos federais no Estado.
Fonte: Fonte: Eduardo Carrion, professor titular de Direito Constitucional da Fundação Escola Superior do Ministério Público

 

Opine, envie o seu comentário
Fonte ZH  4/11/09

Postado por prof. Guershon Kwasniewski

Finados, visão de uma escritora

04 de novembro de 2009 2

Falar sobre a morte não é um tema fácil, menos ainda é enterder e aceitar que ela exista.

Mais um artigo esclarecedor da escritora Martha Medeiros, na maioria dos pontos abordados, como homem de fé concordo.

Aproveitem a leitura

Prof. Guershon Kwasniewski,

01 de novembro de 2009 | N° 16142AlertaVoltar para a edição de hoje

MARTHA MEDEIROS

       

    REcentemente li Rimas da Vida e da Morte, do excelente Amós Oz, que narra os delírios de um escritor que, ao participar de um sarau literário, começa a olhar para cada desconhecido na plateia e a criar silenciosamente uma história fictícia para cada um deles, numa inspirada viagem mental. Lá pelas tantas, em determinado capítulo, o autor comenta algo que sempre me fez pensar: diz ele que a gente vive até o dia em que morre a última pessoa que lembra de nós. Pode ser um filho, um neto, um bisneto ou um admirador, mas enquanto essa pessoa viver, mesmo a gente já tendo morrido, viveremos através da lembrança dele. Só quando essa pessoa morrer, a última que ainda lembra de nós, é que morreremos em definitivo, para sempre. Estaremos tão mortos como se nunca tivéssemos existido.

    Pra minha sorte, tive poucas perdas realmente dolorosas. Perdi um querido amigo há mais de 20 anos, e perdi uma avó que era como uma segunda mãe. Lembro deles constantemente, sonho com eles, busco-os na minha memória, porque é a única homenagem possível: mantê-los vivos através do que recordo deles. Daqui a 100 anos, ninguém mais se lembrará nem de um, nem de outro, eles não terão mais amigos, netos ou bisnetos vivos, eles estarão definitivamente mortos, e pensar nisso me dói como se eles fossem morrer de novo.

    Aquele que compõe músicas, faz filmes, escreve livros, bate recordes ou é um Pelé, um Picasso, um Mozart, consegue uma imortalidade estendida, mas, ainda assim, será sempre lembrado por sua imagem pública, não mais a privada, não mais a lembrança da sua voz ao acordar, da risada, do bom humor ou do mau humor, não mais daquilo que lhe personificava na intimidade. Serão póstumos, mas não farão mais falta na vida daqueles com quem compartilharam almoços, madrugadas, discussões, já que essas testemunhas também não estarão mais aqui.

    Alguém me disse: se você acreditasse em reencarnação, nada disso te ocuparia a mente. De fato, não acredito, e mesmo que eu esteja enganada, de que me serve a eternidade sem poder comprová-la? Se sou um besouro reencarnado ou se já fui uma princesa egípcia, que diferença faz? Minha consciência é que me guia, não minhas abstrações. Sou quem sou, sou aquela que pode ser lembrada. Não me conforta ser uma especulação.

    É provável que ainda não tenha nascido aquele que será o último a me recordar, a rever minhas fotos, a falar bem ou mal de mim. Nem tive netos ainda. Qual será a data de minha morte definitiva? Não será a do meu último suspiro, e sim a do último suspiro daquele que ainda me carrega na sua lembrança afetiva – ou no seu ódio por mim, já que o ódio igualmente mantém nossa sobrevivência. Cafajestes e assassinos também se mantêm vivos através daqueles que lhes temeram um dia.

    Nessa véspera de Finados, queria fazer uma homenagem a ele: ao último ser humano a lembrar de nós, a ter saudade de nós, a recordar nosso jeito de caminhar, de resmungar, o último a guardar os casos que ouviu sobre nós e a reter nossa história particular. O último a pronunciar nosso nome, a nos fazer elogios ou a discordar de nossas ideias. O último a permitir que habitássemos sua recordação. Bendita seja essa criatura, que ainda nos manterá vivos para muito além da vida.

    Bendita seja essa criatura, que ainda nos manterá vivos para muito além da vida

Postado por Prof. Guershon Kwasniewski

Finados, visão de um escritor

03 de novembro de 2009 1

Prezados leitores, acho interessante destacar a visão do escritor Moacyr Scliar sobre o tema de Finados.

Espero aproveitem a leitura, tanto como eu aproveitei.

Prof. Guershon Kwasniewski, Lider Religioso da SIBRA

01 de novembro de 2009 | N° 16142AlertaVoltar para a edição de hoje

MOACYR SCLIAR

       

    No começo da minha trajetória como médico, vi muitas pessoas morrerem. Houve um óbito que me impressionou particularmente; ocorreu com uma mulher que estava em insuficiência renal avançada, já agônica. Eu permanecia ali, junto ao leito, observando-a – já não havia mais nada a fazer – quando, de repente, ela empalideceu, soltou um fundo suspiro, e pronto, no instante seguinte, estava imóvel, morta. Naquela fração de segundo tinha atravessado a sempre tênue fronteira que separa a vida da morte. Já não estava entre nós.

     

    ***

    Não preciso dizer que fiquei arrasado. Em parte. por causa do inevitável fracasso que espera a medicina nesta e em outras situações; médicos conseguem postergar o óbito, e têm feito isso com dedicação e com competência (basta ver como aumentou a expectativa de vida), mas, ao fim e ao cabo, a morte leva a melhor. E a pergunta é: como lidamos com isso? A religião tem respostas categóricas: a morte é unicamente um rito de passagem; dá início à verdadeira e definitiva existência, no Céu, junto a Deus, ou no Inferno, onde os pecadores são transformados em churrasco eterno pelos demônios. Uma concepção que irrita muitas pessoas, sobretudo os intelectuais, e sobretudo os intelectuais de esquerda: semana passada lemos aqui em ZH uma entrevista de José Saramago protestanto contra a ideia da religião e da divindade. É Saramago um pecador, um homem diabólico? Não, não é. Conheço-o há muitos anos e posso garantir que existem poucos escritores tão gentis, tão generosos como ele. Mas Saramago é teimoso, é cabeça dura, um comunista da velha cepa, que, contra a religião, continua desfraldando as antigas bandeiras ideológicas. Em alguma coisa a gente precisa se agarrar.

    ***

    E de alguma maneira a gente precisa neutralizar a antevisão da morte. Observem que o Dia dos Finados é precedido pelo Dia de Todos os Santos. Ou seja: não apenas a um, mas a todos os santos, recorremos na véspera da data que para nós será penosa. Já os mexicanos preferem a celebração e o humor: eles têm a festa das “Calaveras”, na qual os esqueletos são as figuras principais, quer como desenhos, quer como disfarce. “O mexicano”, dizia o grande escritor Octavio Paz, “brinca com a morte.” A ideia de encarar a morte como uma encenação explica também por que a gente pode ver filmes em que atores morrem aos montes: sabemos que aquilo não é verdade, que depois da filmagem cada uma daquelas pessoas foi para casa, convenientemente paga.

    Alguém dirá: mas isto é assobiar no escuro, é negar o inevitável. Verdade. E aí a pergunta emerge: o que podemos dizer a nós mesmos para afastar o espectro que teimosamente nos persegue? Numa entrevista dada ao jornalista americano George S. Viereck, disse Sigmund Freud: “Vivi mais de 70 anos. Tive o bastante para comer. Apreciei muitas coisas: a companhia de minha mulher, meus filhos, o pôr-do-sol. Observei as plantas crescerem na primavera. De vez em quando tive uma mão amiga para apertar. Vez ou outra encontrei um ser humano que quase me compreendeu. Que mais posso querer?”.

    Estava Freud mentindo a si próprio? Estava desempenhando o papel que o mundo (ao menos o mundo psicanalítico) esperava dele, o papel de supremo guru? Pode ser. Não sabemos o que terá ele pensado, ou sentido, no momento do derradeiro suspiro, da palidez final. O que podemos fazer é falar ou escrever, é transformar nossa ansiedade em palavras.

    As linhas acima são um exemplo disso.

Fonte Donna, 1/11/09

Postado por Prof. Guershon Kwasniewski

Finados e Judaísmo

02 de novembro de 2009 1

O Judaísmo tem mais de uma data para lembrar de seus falecidos.

É interessante ver como as religiões tem seus cultos para com os mortos.

Assim como existe Finados, data na qual manifestamos todo o nosso respeito para quem lembra dos seus seres queridos, no Judaísmo temos outros tempos para lembrar dos nossos mortos.

No último dia das festividades de Pessach – Páscoa -, Shavuot – Festa das Semanas – e Sucot – Festa das Cabanas -, durante a reza de Shacharit ( reza matinal) é realizado o serviço de Izkor – recordação e lembrança -.

No dia mais solene da tradição judaica, Iom Kipur – Dia do Perdão -  também temos um serviço dedicado a lembrar os falecidos, Izkor.

Na SIBRA, comunidade que lidero existe o costume de visitar os cemitérios na véspera do Dia do Perdão.

É uma visita que fazemos em forma coletiva, onde rezamos diferentes preces e evocamos as benditas memórias das pessoas que fizeram parte das nossas familias e congregação.

Na sinagoga durante a reza de lembrança aos finados,  lemos o nome de cada uma das pessoas falecidas durante o último ano.

Desejamos que todos aqueles que partiram descansem em paz!

Postado por Prof. Guershon Kwasniewski