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Posts de março 2010

Pessach a festa da liberdade

26 de março de 2010 5

Prezado Padre João Tadeu Amorim F.Silva

Lhe parabenizo pelo seu artigo esclarecedor sobre a Páscoa Cristã e Judaica.

Este é o espirito do Blog das Religiões, criar um diálogo entre as distintas formas de professar a fé,  aprofundando conhecimentos e dando espaço para interagir com o público leitor.

Estamos nós judeus na contagem regressiva do Pessach ( Páscoa Judaica), neste ano 2010, a data se comemora a partir das noites de 29 e 30 de março.

Existe uma data fixa no calendário hebraico, dia 15 de nissan,  lua cheia, que geralmente coincide com o final de março ou inicio de abril no calendário gregoriano.

Básicamente, e em poucas palavras, comemoramos o Êxodo de Egito.

Os filhos de Israel – ainda não eramos o Povo de Israel;  o povo só ficou constituído após do recebemento da Torá ( a Lei) no Monte Sinai, saiu da escravidão  que durou mais de quatro séculos.

D-s ordenou a Moshé – Moisés – tirar o povo do Egito, e levar o mesmo para a Terra de Canaan.

A tarefa não foi fácil, a escravidão e a idolatria estavam incorparadas na maioria dos membros.

Até o dia do hoje o Brasil sofre das diferenças que se criaram nos tempos da escravidão, imaginem vocês essas diferenças 2500 anos atrás.

Nesta festividade respiramos o valor da Liberdade e o valor da família.

A principal comemoração se dá no lar, onde um cardapio especial é elaborado com muito cuidado.

Não é permitido consumir durante os oito dias da festividade nenhum alimento com farinha ou fermento.

A Matzá – o pão ázimo – ocupa o lugar de privilégio.

O jantar familiar chamado de Seder ( que significa ordem) segue 15 passos que orientam as famílias nas leituras e nas benções que devem ser pronunciadas.

As crianças são as encarregadas de perguntar o porque é diferente esta noite do todas as noites? E os adultos somos os responsáveis por responder.

Se cria assim um ambiente didático de perguntas e respostas que  permite passar a cultura para as novas gerações.

Quem quiser conhecer mais sobre a festividade, sugiro visite o site da Revista Morashá, com esclarecedores artigos www.morasha.com

Aproveito para desejar a todos os que irão comemorar o Pessach: Chag Kasher be Sameach !  Um feliz Pessach e aos nossos irmãos Cristãos uma Feliz Páscoa!

Na nossa celebração não temos ovos de chocolate, mas posso-lhes garantir que os aprecio e muito.

Doces Páscoas e Chag Sameach!

Aproveito para desejar a nossa querida cidade de Porto Alegre, o parabéns pelos seus 238 anos de vida.

O Grupo de Diálogo Inter-religioso que leva o teu nome, pede benções para ti e para todos os moradores. 

Prof. Guershon Kwasniewski

 

 

Postado por Prof. Guershon Kwasniewski

ENTENDENDO A CELEBRAÇÃO DA PÁSCOA CRISTÃ

24 de março de 2010 1

          A PÁSCOA DOS JUDEUS, DE JESUS E NOSSA PÁSCOA.

 

    A cada ano, quando chega a primavera, no hemisfério norte, cristãos e judeus celebram a festa da Páscoa. Ambas as celebrações coincidem no sentido libertador do fato que comemoram e na sua vigência atual. No entanto, se diferencia, no próprio fato: saída do Egito, para os judeus; morte e ressurreição de Jesus para os cristãos. Diferem em seus protagonistas: Moisés e o núcleo dos clãs que formariam mais tarde  Israel; Jesus e a totalidade dos homens chamados a formar a nova humanidade. Diferenciam-se, também, no significado da libertação: libertação da escravidão física que impede o “serviço de Deus” (Ex 5,1.6-9); libertação da escravidão moral do pecado que afasta o homem de Deus. Por último, trata-se de ritos diferentes, havendo uma pequena diferença quanto à data: enquanto a Páscoa judaica (Pessach = passagem) coincide com o plenilúnio (lua cheia) do mês de nisã (março-abril), a Páscoa cristã é celebrada no domingo seguinte a esse plenilúnio.

     A Páscoa cristã está, porém, vinculada em sua origem ao Pessach judaico. Em um ambiente de Pessach tiveram lugar os acontecimentos salvadores que constituem a Páscoa cristã: a morte e ressurreição de Jesus, seu trânsito (Pessach) da existência humana ao Pai. Ou melhor, a Páscoa parte do próprio Pessach judaico, pois com a celebração desta festa por Jesus e os seus, ou em seu contexto, é que tiveram início os referidos acontecimentos.

       Cada domingo, dia do Senhor, é para os cristãos uma verdadeira Páscoa. A Eucaristia que, reunidos em comunidade de fé celebramos, nada mais é que a atualização do Mistério Pascal, na espera vigilante do retorno de Jesus (cf. 1 Cor 11,26). Tanto a Páscoa da primavera, como a Páscoa de cada domingo referem-se, por um lado, ao mistério da cruz e à ressurereição de Jesus, e por outro a última ceia. A celebração destes acontecimentos históricos em nossa liturgia é feita em termos de Pessach.

        Isso nos faz ver a importância da Páscoa judaica para ambientar e compreender a ceia  que Jesus celebrou com seus discípulos na última noite de sua vida entre nós. Ao mesmo tempo, a análise desta ceia – ritos, palavras,gestos – far-nos-á penetrar no sentido autêntico de nossas celebrações eucarísticas.

         Ao evocarmos juntos, judeus e cristãos, um fato do passado que faz parte das respectivas tradições: a libertação de Israel da escravidão do Egito pela mão poderosa de Deus, fazemos nossa essa libertação e, ao mesmo tempo, expressamos que é tarefa urgente alcançar a verdadeira liberdade para todos os homens e mulheres, pelos únicos caminhos que essa liberdade alcança, ou seja, seguindo a direção e o rumo que Deus nos indica.

          Mas tanto judeus como cristão sabem, por uma dolorosa experiência, que não conseguimos alcançar aqui nem a plena liberdade, nem a plena alegria, nem a plena paz, dons do Reino que há de vir. Por isso, judeus e cristão estão unidos na esperança comum: a dos tempos messiânicos, do Reino de Deus.  Desta maneira, a festa da Pàscoa nos faz olhar o passado onde tem sua origem e nos impulsiona a viver seu profundo sentido e suas exigências no nosso hoje, obrigando-nos a construir o amanhã que aguardamos.

                                                                            FELIZ PÁSCOA !

 

Postado por Pe. João Tadeu Amorim F. Silva

MUDANÇA JÁ.

23 de março de 2010 0

                         MUITO ALÉM DA INDIGNAÇÃO

 

    Temos assistido, de forma aterradora, eventos que atentam violentamente contra a vida. Nos perguntamos: até quando assistiremos estas cenas de horror, que tocam até os mais insensíveis? Podemos tomar várias atitudes; desde o medo que me paralisa e me aprisiona dentro das grades de minha casa, numa falsa sensação de segurança, até atos públicos de repúdio e de exigência de medidas das autoridades constituídas. Poderá até dar algum resultado. Palhativo, talvez, ou com certeza. Algumas prisões, um policiamento mais ostensivo, declarações das dificuldades em manter quadros suficientes para a repressão da violência. Enfim, tudo aquilo que estamos acostumados a ver e ouvir.

      Nexte contexto, me pergunto: estamos, realmente, desenvolvendo  projetos sérios, consequentes e exequíveis que visam a transformação desta realidade a partir das bases, fundadas nos princípios de cidadania e da visão plena daquilo que é o ser humano e de suas aspiração de felicidade e   de dignidade, de realização de suas potencialidades para a construção de uma sociedade justa e fraterna. Tratamos os sintomas, sem, contudo, curar a doença. Para mim isso começa na educação da pessoa humana, já na concepção, num ambiente social, familiar onde as necessidades básicas sejam plenamente comtempladas.

       Como diz Manfredo A. de Oliveira (Dr. em Filosofia – Prof. da UFC) “A crise nos interpela a avaliar as raizes estruturais que criamos na modernidade precisamente a partir de uma consideração de sua configuração atual apresentada como a realização plena de suas potencialidades: a sociedade mundializada”.

         Como se vê, o problema é de não se ter conhecimento das estruturas que provocam a violência que impera e determina a passividade diante desta onda de volência que gera a degradação do ser humano e sua morte (também física).

          O que fazer, então? Quem sabe começando, cada um de nós, a desenvolver uma vida ética que confronte radicalmente este sistema atual como um sistema incompatível com a dignidade de que é portador o ser humano. Somos ainda crianças na compreensão da complexidade da vida e do  maravilhoso que é ser um Ser em comunhão, fraterno, adulto.

             Falando à juventude alguém disse:” procura-se incutir nos jovens a idéia de que não adianta querer mudar o mundo, exceto no que se refere a  tecnologia e à ciência. Mas há jovens que lutam por um outro mundo possível, que preferem injetar utopia na veia do que drogas”. Quando conhecemos fazemos. Quando fazemos, tranformamos.

        

 

 

 

 

Postado por Pe. João Tadeu Amorim F. da Silva

A morte da advogada me revolta

19 de março de 2010 3

O assassinato da advogada Viviane Maris Rieck dos Santos, de 47 anos, acontecido em Novo Hamburgo, na saída de um hipermercado me revolta mais uma vez.

Quando ha poucos  organizamos uma caminhada pela paz e pela segurança, poucas pessoas se juntaram a nós.

Não consigo entender tanta indiferença da população em geral, e menos consigo entender a indiferença das autoridades, quando o assunto é a vida, a segurança do cidadão.

Estamos cegos, surdos e mudos, cade a Justiça?  Cade os Juizes neste mundo terrenal?

Acordem!!! vocês podem ser as próximas vítimas da violencia!

Meu pesar com a família da Dra. Viviane.

Postado por Prof. Guershon Kwasniewski

NOTÍCIAS

18 de março de 2010 0

      LEIGOS INTEGRAM PROJETO MISSIONÁRIO NA ÁFRICA

 

  No dia 15 de fevereiro passado, três leigos foram enviados em Missão para Moçambique. Tatiane Silveira Soares, Camila Maciazeck Gomes e Edenilson dos Santos Costa unem-se ao Padre Mauricio Jardim que já está na região desde agosto de 2008, com propósito de desenvolver um trabalho de evangelização  no distrito de Moma, Diocese de Nampula. Os novos missionários permanecerão em solo estrangeiro até dezembro deste ano. A presença dos leigos deseja dar continuidade ao projeto que vem já sendo desenvolvido pelo Regional (CNBB-RS) na contribuição da evangelização de 130 comunidades, nas Paróquias de Larde e Mikane. A Igreja, assim, mantém vivo o mandato do Senhor que envia (Ad Gente) a proclamar a Boa Nova.

 

             COLETA DA SOLIDARIEDADE DE 2010

     Todos os anos, no Domingo de Ramos, a Campanha da Fraternidade promove uma coleta da solidariedade. Esta coleta é o gesto concreto da campanha, que convida os cristãos à conversão e a contribuição para com os mais necessitados. Em 2010, a coleta será reralizada  nos dias 27 e 28 de março, sendo revertido do valor total coletado, 40% para o Fundo Nacional de Solidariedade (FNS)e os outros 60% para as Dioceses, formando o Fundo Diocesano de solidariedade (FDS), com o objetivo de apoiar projetos sociais em âmbito local. Os recursos são aplicados no apoio de projetos de solidariedade com os mais necessitados   que tenham um componente de Políticas Públicas e, prioritaramente, os que atendem os abjetivos propostos pela Campanha da Fraternidade Ecumênuca de 23010. 

     Faça a sua contribuição e ajude Entidades e Organismos que desenvolvem atividades Econômicass Solidárias 

Postado por Pe. João Tadeu de Amorim F. da Silva

O ENSINO RELIGIOSO CONFESSIONAL.

16 de março de 2010 7

          PARA ENTENDER O ACORDO VATICANO-BRASIL.

          O Brasil assinou um Acordo Oficial com a Igreja Católica a respeito de uma série de questões que afetam ambos os lados, como cidadãos e homens de fé: brasileiros e católicos. Este acordo tem a força de um tratado internacional. Reconhece a competência e autonomia de cada entidade no seu respectivo campo. A Igreja, de um lado, tem sua personalidade jurídica, oficialmente, e em termos claros, reconhecida e resguardada no Brasil. A Igreja não reivindica favores ou privilégios nem apela para a condição de maioria   no Brasil. Simplesmente quer, com este Acordo, garantir o direito à liberdade religiosa, com tudo o que ela representa num regime democrático, com uma autonomia que lhe é própria nos assuntos internos de sua vida e organização.

            Um dos quinze temas do Acordo diz respeito ao ensino religioso nas escolas públicas. É óbvio que se for ensino religioso tem algo a ver com a Igreja, que é guardiã deste ensino para seus fiéis e diz respeito ao Estado que deve cuidar de uma formação integral de seus cidadãos.

             Há três possibilidades: uma é ignorar a dimensão religiosa dos cidadãos e, consequentemente não administrar nenhum ensino religioso, e até proibi-lo, quando não combater toda forma de religiosidade, como acontece nos Estados que se professam oficialmente ateus. Um segundo modo é ministrar um ensino religioso que ignore a religião efetiva dos alunos. Seria uma noção vaga e indeferenciada de religião. Pode ser chamado de ensino inter-religioso (não confundir com diálogo inter-religioso) ou não confessional. Uma fé que, na verdade, não é professada por ninguém. Coloca a religião num contexto abstrato, prescindindo da especificidade da fé. No fundo, este ensino leva à eliminação da própria religião dos alunos, passando     sua profissão religiosa para o campo da alienação. Simplesmente não é considerado o que, de fato, interessa ao aluno: sua fé específica.O terceiro modo consiste em respeitar a religião de cada aluno, colocando-o no contexto geral do ensino, como algo que vale  apena ser estudado e aprofundado, não menos que o patriotismo e o folclore local. Tem consistência real e merece atenção nos níveis da educação escolar.

               A Igreja Católica firmou um Acordo com o Estado Brasileiro, como já fez com outros países, em que marca sua presença efetiva, estabelecendo que o ensino religioso, de matrícula facultativa, para os católicos, será aquele que eles professam. As demais confissões religiosas estão livres de fazer acordos semelhantes ou se unirem para um ensino que poderiam chamar de intercofessional, se julgarem oportuno. A Igreja Católica, porém, julgou necessário que seus fiéis recebam, nas escolas públicas, aquele ensino religioso que seja consetâneo com sua fé. Quer , com isso, ligar mais profundamente, família, comunidade e escola. Em casa e na Igreja se professa uma fé específica, baseada no batismo. Não seria conveniente que na escola se lhes ministrassem rudimentos de outra fé, que não tomassem  em consideração a fé que marca sua vida e toda a realidade comunitária que o acerca.

                O ensino religioso, apartir do Acordo Brasil-Santa Sé, assinado pelas Altas partes e ratificado pelo Congresso Nacional, é, pois, concreto. Toma em consideração uma fé específica, existente nos alunos. Tem a supervisão da Igreja, presente e atuante na comunidade local, onde se situa a escola. É óbvio que não se poderia proporcionar uma formação adequada aos alunos, no contexto de nossa sociedade, cujas marcas católicas são evidentes, tanto ao longo da história que nos gerou, como da convivência local, sem falar do Natal, da Páscoa, das festas religiosas; sem aderir às campanhas da CNBB, da Fraternidade, na Quaresma, e da Evangerlização, no Advento; sem uma orientação bíblica e litúrgica…

                 Chegamos aos extremos da dessacralização da sociedade ao se tentar retirar os crucifixos das escolas e das repertições públicas. Faltaria somente tentar eliminar as festas de Natal, da Páscoa, da Semana Santa e eliminar os demais resquícios da fé cristã, presentes na denominação de nossas localidades e nas expreessões de nosso povo. Seria a criação de uma sociedade ateia, certamente desumana e cruel, como já foi tentada, com péssimos frutos, pela Revolução Francesa, 1789 e pela Revolução Russa de 1917 que, nos 70 anos de sua hegemonia, não só eliminou os sinais da fé em Deus mas também fez perecer 110 milhões de pessoas que discordavam de sua ideologia ateia. O Papa Paulo VI garantia, baseado nestas experiências, que é possível organizar uma sociedade sem Deus, mas que ela será necessariamente desumana.

               O Estado é e deve ser mantido como laico. Falamos, por isso, com muita propriedade, de separação de Igreja e Estado. É a condição da liberdade religiosa dos fiéis. Mas a sociedade é profundamente religiosa. E o Estado deve respeitar esta religiosidade. Santo Agostinho chegou a exclamar: Fizestes-nos para Vós, Senhor, e o nosso coração está irriquieto enquanto não repousar em Vós.

                Nos regimes verdadeiramente democráticos e sem preconceitos religiosos isto não causa nenhum problema. Nossas autoridades civis e militares comparecem às festividades religiosas, principalmente nas grandes romarias, nas celebrações e pedem missas para as diversas circunstâncias. Ninguém entre nós conseguiria absorver a supressão, no calendário oficial, das festas religiosas. Porque então se quereria que elas estejam ausentes do calendário do do ensino escolar?

                                                                  Artigo escrito Por D.Dadeus

                                                                    Arcebispo de Porto Alegre

       

 

 

Postado por Pe. João Tadeu de Amorim F. da Silva

CONTRA OU A FAVOR DA REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL

12 de março de 2010 0

     Declaração da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil

” Todas às vezes que fizestes isso a um desses mais pequenos(…) foi a mim que o fizestes” (Mt 25,40).

     Nada mais atual do que a discussão sobre a redução da maioridade penal no Brasil. Muitas são as posições. Alguns, vítimas, a favor, outros indefinidos e outros, ainda,  contra. Asssim, é pertinente o artigo que segue, no sentido de provocar uma reflexão isenta e madura.

     O Brasil enfrenta uma onda generalizada de violências sob os mais variados aspectos e pontos de vista. São violências que vão desde a negação ou privação dos direitos básicos à vida até àquelas que geram insegurança, apreensão, medo.

       Campanhas equivocadas criminalizam crianças, adolescentes e jovens como principais responsáveis dessas ações violentas, quando na verdade, frequentemente, os maiores culpados ficam totalmente impunes.

        Os atos violentos, os crimes, o narcotráfico, envolvendo-os a cada dia, em sua perversa trama, tiram-lhes as possibilidades de plena realização e os afastam de sua cidadania.

          Nesse contexto, o Senado volta a discutir a redução da maioridade penal com argumentos que poderiam ser usados também para idades menores ainda, como se esta fosse  a solução para a diminuição da violência e da impunidade. A realidade revela que crianças, adolescentes  e jovens são vítimas da violência. Muitas vezes são conduzidos aos caminhos da criminalidade por adultos inescrupulosos.

            A CNBB entende que a proposta de redução  da maioridade penal não soluciona o problema.

              Importa ir a suas verdadeiras causas, que se encontram, sobretudo, na desagregação familiar, na falta de oportunidades, nas desigualdades sociais, na insuficiência de políticas públicas sociais, na perda de valores éticos e religiosos, na banalização da vida e no recrutamento feito pelo narcotráfico. Reafirma a CNBB que a redução, simplesmente, da maioridade penal violenta e penaliza ainda mais adolescentes, sobretudo os mais pobres, negros, moradores de periferias.

               Persistir nesse caminho seria ignorar o contexto da cláusula pétrea constitucional – Constituição Federal, art.228 – além de confrontar a Convenção dos Direitos da Criança e do Adolescente, as regras  Mínimas de Beijing, as Diretrizes para Prevenção dos Menores  Privados de Liberdade (Regras de Riad), o Pacto de San José da Costa Rica e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), instrumentos que demandam proteção especial para menores de 18 anos. Crianças, adolescentes e jovens precisam ser reconhecidos como sujeitos na sociedade e, portanto, merecedores de cuidado, respeito, acolhida e principalmente oportunidades.

                A Igreja Católica no Brasil conclama os poderes públicos – Executivo, Legislativo e  Judiciário – bem como a sociedade civil para debater o assunto. Urge a busca de soluções focadas nas políticas públicas que efetivem melhores condições de vida para todos, na implementação de medidas sócio-educativas prevista no ECA e no desenvolvimento de uma política nacional de combate ao narcotráfico, penalizando com maior rigor a manipulação e o aliciamento de crianças, adolescentes e jovens pelo crime organizado. A Igreja católica, através de suas comunidades eclesiais, pastorais, movimentos e entidades sociais, desenvolve projetos sócios-educativos, profissionalizantes, de recuperação de dependentes químicos e de  atendimento a adolescentes autores  de ato infracional, obtendo resultados que indicam à sociedade caminhos a partir de ações educativas e não punitivas. 

                  A CNBB se une a todos os brasileiros que trabalham para que se cumpra a premissa  básica da Constituição Federal, art. 227: CRIANÇA E ADOLESCENTE PRIORIDADE ABSOLUTA” e reafirma sua posição contrária redução da maioridade pena

                    Fonte Inspiradora do Artigo: Revista Fato e Razão.

               

 

 

Postado por Pe. João Tadeu de Amorim F. da Silva.

Onde está Deus?

10 de março de 2010 5

Este artigo publicado no jornal Clarin da Argentina, faz referencia a uma delicada temâtica, onde está Deus na hora das tragédias.

Leia e opine

Hace 2300 años, un filósofo griego llamado Epicuro se paseaba por las calles de Atenas planteando a la gente un terrible dilema, que todavía no hemos podido resolver. Epicuro decía: “Frente al mal que hay en el mundo existen dos respuestas: o Dios no puede evitarlo, o no quiere evitarlo. Si no puede, entonces no es omnipotente. Y si no quiere, entonces es un malvado”. Cualquiera de las dos respuestas hacía trizas la imagen de la divinidad.

Hoy, frente a los terremotos de Haití y Chile, el dilema de Epicuro sigue resonando como una bofetada en el corazón de millones de creyentes, que continúan preguntándose cómo es posible que un Dios amoroso y providente pueda permitir que sucedan semejantes desgracias en la vida de los seres humanos sin intervenir ni ayudar.

En realidad Epicuro con su dilema no negaba la existencia de Dios; sólo quería apuntar a la misteriosa e inexorable existencia del mal en el mundo. Sin embargo su dilema ha llevado a mucha gente al ateísmo; y de hecho, así planteado, debería llevarnos a perder la fe, ya que resulta inadmisible que Dios, pudiendo evitar las calamidades que suceden, no pueda o no quiera hacerlo.

¿Cómo resolver el dilema?

En primer lugar, se debe evitar la tentación de atribuir el mal a Dios, como han hecho algunos predicadores religiosos. Por ejemplo Pat Robertson, el famoso tele-evangelista estadounidense, declaró públicamente que la verdadera causa del terremoto de Haití es un castigo divino porque los isleños hicieron hace años un pacto con el diablo. Semejante afirmación, además de ser ofensiva para Dios y para los haitianos, elimina nuestra responsabilidad humana. En efecto, por nuestra culpa muchos de los cataclismos naturales que padecemos afectan sobre todo a los más pobres. Porque donde ellos viven las casas están peor hechas, existen menos hospitales, hay menos médicos, menos bomberos, menos recursos, y menos prevención. Además, muchos terremotos, inundaciones y catástrofes tienen un origen en la irresponsable actitud del hombre, que viene destruyendo incesantemente la naturaleza. Por eso culpar a Dios de estos sucesos resulta insensato.

Además, si hay algo que Jesús ha dejado en claro es que Dios no manda jamás los males al hombre. Ya en el primer sermón que pronunció en su vida, llamado el sermón de la montaña, enseñaba que Dios “hace salir el sol sobre buenos y malos, y llover sobre justos e injustos”. Es decir, Él sólo manda el bien incluso a los pecadores.

Para enseñar esto adoptó una metodología muy eficaz: comenzó a curar a todos los enfermos que le traían, y les explicaba que lo hacía en nombre de Dios, porque Él no quiere la enfermedad de nadie. Del mismo modo, cuando le pedían ayuda por alguien que había fallecido, jamás decía: “No; conviene dejarlo muerto porque ésa es la voluntad de Dios”. Al contrario, lo resucitaba inmediatamente para enseñar que Dios no mandaba la muerte, ni la quería. Incluso un día sus discípulos vieron a un ciego de nacimiento, y le preguntaron: “Maestro, ¿por qué este hombre nació ciego? ¿Por haber pecado él, o porque pecaron sus padres?” (Jn 9,1-3). Y Jesús les explicó que nunca las enfermedades son enviadas por Dios, ni son castigos por los pecados.

En otra oportunidad vinieron a contarle que se había derrumbado una torre en un barrio de Jerusalén y había aplastado a 18 personas. Y Jesús les aclaró que ese accidente no era querido por Dios, ni era castigo por los pecados de esas personas, sino que todos estamos expuestos a los accidentes y por eso debemos vivir preparados (Lc 13,4-5).

Todo esto vuelve inaceptable las declaraciones de los que, cuando sufren algún contratiempo o accidente, responsabilizan a Dios. El Dios cristiano jamás puede enviar ni consentir ningún mal, ni siquiera a los pecadores.

Pero aún cuando Dios no quiera el mal, el dilema de Epicuro sigue interpelándonos: ¿por qué no los evita? ¿No puede o no quiere?

En realidad el enigma del filósofo griego está mal planteado. No podemos decir que “Dios no puede impedir” el mal que hay en el mundo. Lo correcto es decir que “es imposible que no haya mal”. ¿Por qué? No porque sea un misterio, como se responde a veces cuando se quiere evadir la cuestión y dejarla en penumbra para evitar una supuesta crítica a la actuación divina. No. El mal no es un misterio. Es inevitable, sencillamente.

Sería imposible la existencia de un mundo sin mal, por la simple razón de que el mundo es finito, limitado, precario. Dios no podía crear un mundo perfecto, porque lo único perfecto que existe es él. Todo lo demás que pudiera crear, resulta necesariamente limitado. Y a esa limitación le llamamos mal. Hablando hipotéticamente, Dios podría no haber creado este mundo. Pero si lo crea, tienen que ser necesariamente finito (si no, se crearía a sí mismo). De modo que la finitud, la imperfección, la carencia, la privación, estarán siempre presentes como parte de la naturaleza.

El mundo, como hoy está creado, tiene sus propias leyes que lo rigen de manera autónoma, y las inevitables condiciones de esa finitud hacen que Dios no las pueda manipular a su antojo, evitando permanentemente el mal, porque iría contra las leyes que él mismo puso. Por lo tanto, no es que Dios “no quiera” o “no pueda” evitar el mal, sino que simplemente el planteo carece de sentido. La idea de un mundo sin mal es tan contradictoria como la de un círculo cuadrado.

Pero entonces queda una pregunta: ¿valía la pena que Dios creara este mundo? Por supuesto que sí. Para el creyente, si Dios lo ha creado así, es porque valía la pena. Él por su parte, se compromete, acompaña y trabaja junto a los que luchan por erradicar el mal, por implantar la justicia, por sembrar la paz y fomentar la igualdad entre los hombres. A tal punto, que la salvación del hombre dependerá de si ha ayudado a Dios en obrar el bien: “Porque tuve hambre y me diste de comer, tuve sed y me diste de beber”.

Dios quiere el bien, ama el bien y asiste a cuantos trabajan por el bien. Y nuestra tarea es colaborar con Dios para que cada vez haya más bien a nuestro alrededor, no reprocharle la existencia del mal. Como aquel hombre que le preguntaba a su amigo: “¿Vos rezas a Dios?” “Sí, todas las noches”. “¿Y qué le pides?” “No le pido nada. Simplemente le pregunto en qué puedo ayudarlo”.

Postado por Prof. Guershon Kwasniewski

Pela paz, segurança e respeito a vida

07 de março de 2010 3

ZH

Está na hora de acordar para uma cultura de paz e respeito pela vida.

Não mais mortes, roubos, assassinatos em Porto Alegre, queremos e temos o direito de viver em Paz.

Obrigado a todos os que participaram da caminhada pela paz e segurança organizada pelo Grupo de Diálogo Inter-religioso de Porto Alegre.

Postado por Prof. Guershon Kwasniewski

Hoje caminhada pela paz

07 de março de 2010 0

Junte-se ao Grupo de Diálogo Inter-religioso, hoje 12:30 horas no parque da Redenção, concentração no Monumento ao Expedicionário.

Caminhada pela paz e segurança, um direito de todos!

Postado por Prof. Guershon Kwasniewski

Ato Público em Repúdio aos Atentados Contra a Vida

05 de março de 2010 0

    

 

      Aos Cristãos Católicos de Porto Alegre.

 

       Domingo, dia 07 de março, às l2:30h., estaremos também participando da Caminhada Pela Paz, Por Segurança e Garantia da Preservação da Vida.

       É preciso cuidar da vida. É preciso manifestar publicamente nossa indignação diante da crescente violência que atenta contra a vida e contra a integridade física da pessoa humana.

       Local: Parque da Redenção, em frente ao monumento do Expedicionário. Aguardamos você.

   

Postado por Pe. João Tadeu Amorim Fernandes da Silva

Não esqueça, Domingo Caminhada pela Paz

05 de março de 2010 0

Caminhamos pela paz, pela segurança, pela vida.

Neste domingo, 7 de março, junte-se ao Grupo de Diálogo Inter-religioso, às 12:30 horas junto ao Arco do Expedicionario no Parque da Redenção.

Chega de mortes e assassinatos nas ruas e parques de Porto Alegre.

Postado por Prof. Guershon Kwasniewski

EM TORNO DO TRÍDUO E DA VIGÌLIA PASCAL

04 de março de 2010 0

      Tríduo e Vigília Pascal: Curiosidades da História.

     

       Com este breve artigo, desejo ilustar a tragetória da evolução litúrgica da Celebração da Páscoa. Estamos nos aproximando desta celebração que marca o fundamento e a razão de nossa fé no ressuscitado e salvador, Jesus. Vamos conhecer, pois, o real sentido da Páscoa para melhor vivê-la. Quando conhecemos, amamos e quando amamos, vivemos, diz Santo Agostinho

       Bem nos inícios do cristianismo, o domingo era o grade dia da Páscoa. Esta, era celebrada toda semana, quando chegava o domingo. Não existia a celebração organizada de uma Páscoa anual.

        Bem cedo, no entanto, inspirando-se no costume religioso judaico, os cristãos começaram a realizar a celebração de um domingo especial, um grande domingo, isto é, uma especial celebração anual da Páscoa.

        Foram organizando esta celebração, primeiro por uma vigília noturna. A saber: as comunidades passavam a noite toda reunida (do sábado para o domingo de Páscoa). Nesta reunião, à luz do Mistério Pascal, primeiro liam os textos blíblicos relativos à História da Salvação (os textos da Criação, do Êxodo, da vida de Abraão, o livro dos Profetas, etc.), entremendo-os com cantos de Salmos e hinos bíblicos. Depois vinha a celebração da Ceia Pascal.

         Portanto, dois eram os componentes essenciais desta Vigília Pascal: a Palavra (as leituras da Palavra de Deus) e a celebração da Ceia (a celebração da Páscoa por excelência; a Eucaristia). Mas logo aparece um outro componente (sec. II e III): a celebração do Batismo (inserida logo após as leituras e antecipada com uma bênção da água).

          Como se vê, na altura do século III, nesta Vigília, as comunidades cristãs celebravam a Páscoa de Jesus, primeiro por meio da Palavra proclamada e ouvida; em seguida, por meio da ação ritual e profundamente pascal de batizar; e, enfim, vinha a celebração da Ceia Pascal propriamente dita (a Eucaristia), de todos os membros da comunidade, incluindo os neo-batizados.

           Toda esta vigília era preparada por um jejum de três dias (um tríduo).Quem fazia o jejum? Os que se preparavam para o batismo, bem como os cristãos já batizados. Começava na quinta à noite.

           Mas a medida que o tempo vai passando, durante este jejum de três dias os cristãos tendem a valorizar mais os acontecimentos “históricos” dos últimos dias da vida terrena de Jesus, narrados pelos Evangelhos, tais como: a última ceia, o lava-pés, a traição de Judas a condenação, o sofrimento, a cruz, a morte. Inclusive com o acréscimo de celebrações em torno de tais fatos. Resultado: a mente dos cristãos vai se distanciando do sentido profundo da vigilia pascal (do Mistério Pascal). Pois o interesse se concentra mais em fatos da vida terrena de Jesus do que a Páscoa em si, como passagem da morte para a vida, que é o centro e núcleo da nossa fé, esvaziando o conteudo da Vigília.

           Com isso o povo não tem muito interesse em passar a noite pascal ouvindo a História da Salvação. Importante mesmo passa a ser os dramas da sexta-feira santa, da paixão de Jesus.

            Para resolver este grave problema da Igreja que se vai esvaziando da  celebração da Páscoa propriamente dita, resolveram, então, antecipar a vigília para às 13h do sábado santo. Depois, no século XII, anteciparam-na ainda mais, para às llh. No século XVI, com o Papa Pio V, a vigília pascal passa a ser antecipada ainda mais, para às 09h. E tudo isso com terríveis incongruências, pois em plena luz do dia de sábado santo, o diácono canta diante do Círio aceso: “Ó noite santa esta, iluminada pela luz da ressurreição”.

            E mais, celebrando absurdamente a vigília pascal em plena luz do dia do sábado santo, que é o dia do silêncio,o dia da sepultura, o dia de Jesus na mansão dos mortos e a Igreja irrompe com o solene canto do “aleluia”. Por isso, erroneamente, passaram a chamar o sábado santo de “sábado de aleluia”.

            Em 1951, o,Papa Pio XII  mandou celebrar a vigília pascal de novo como era nas orígens: na noite do sábado santo paras o domingo de Páscoa. A reforma do Concílio Vaticano II a confirmou. Com isso se resgatou o valor e o sentido supremo da Páscoa da Ressurreição.

             Uma Feliz Páscoa!

    

          

Postado por Pe. João Tadeu de Amorim F. da Silva – POa – RS

7/3 ás 12:30 horas Caminhada pela Paz na Redenção

03 de março de 2010 2

O Grupo de Diálogo Inter-religioso de Porto Alegre, convida a população toda a participar da Caminhada pela Paz, no Parque da Redenção, no próximo domingo 7 de março, às 12:30 horas.

A Caminhada pela Paz e pelo respeito da Vida, é uma resposta contra a violência que está se espalhando pela nossa cidade.

A caminhada será realizada em volta do espelho de agua, e partirá às 12:30 horas do Arco do Expedicionario, ubicado la frente do Colégio Militar.

A caminhada será em silêncio, não haverá discursos e a idéia é dar um abraço simbólico em favor da paz.

Não podemos ser indiferentes a morte de um jovem de 15 anos, acontecida no último domingo, num local público, tão apreciado pelas famílias gaúchas.

Contamos com a sua presença.

É um convite do Grupo de Diálogo Inter-religioso de Porto Alegre.

Ajude a divulgar esta mensagem.

Postado por Prof. Guershon Kwasniewski

Matar ou morrer em Porto Alegre

01 de março de 2010 0

Porto Alegre está se tornando um far west, onde a lei era feita pelo mais forte e por quem andava armado.

No tarde de hoje morreu um jovem de “15 anos”, após ter recebido um tiro no dia de ontem, em briga de gangues no Parque da Redenção.

Se não fazemos nada para mudar a nossa realidade, estaremos lamentando mais mortos, teremos que andar armados, e a lei será matar ou morrer.

Estamos chegando ao limite daquilo que entendo por civilização, que de civilizado nada tem.

Aproveitemos a volta as aulas de milhares de crianças e jovens para criar uma consciencia de paz, respeito e tolerância, mesmo sendo diferentes, mesmo sem concordar com as idéias.

Shalom, Paz!

A seguir matéria publicada no ZH sobre o acontecido.

Polícia | 01/03/2010 | 11h39min

 

Morre jovem baleado em tiroteio na Redenção

Confronto teria ocorrido entre gangues rivais na tarde de domingo em Porto Alegre

 

Um dos jovens feridos durante o tiroteio no Parque da Redenção, no domingo, morreu por volta das 11h de hoje. Gabriel Medina Marques, 15 anos, estava internado em estado grave desde ontem.

Conforme o relato de testemunhas, o tiroteio ocorreu por volta das 17h20min, próximo ao chafariz que fica no centro do parque, nas proximidades do espelho d`água. Entre os feridos estão mais quatro jovens.

Segundo a Brigada Militar, o confronto foi motivado por rivalidade entre gangues da Capital. Mais de 30 adolescentes foram apreendidos e encaminhados ao Deca por participarem da confusão.

Nesta manhã, um adolescente ferido no tiroteio fugiu do HPS. O rapaz de 17 anos foi baleado de raspão nas costas. Por volta das 6h30min, médicos deram falta do paciente.

A administração do HPS não soube informar como ocorreu a fuga. O delegado de Plantão do DECA, Adalberto Lima, diz que a polícia tem meios para localizar o jovem.

 

 

ZEROHORA.COM

Postado por Prof. Guershon Kwasniewski