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Posts de abril 2010

Errata do texto sobre Herbert Vianna.

29 de abril de 2010 0

   ERRATA: Desculpem a não correção do digitador.

 

 Onde se lê TRASCREVO, leia-se TRANSCREVO.

 Onde se lê HEREBERT, leia-se HERBERT.

  Onde se lê VIANA, leia-se VIANNA.

   Obrigado.

 

 

 

Postado por Pe. João Tadeu de Amorim Fernandes da Silva

A SENSATEZ DE HERBERT VIANA

29 de abril de 2010 0

                               DÁ O QUE PENSAR…

      Gostei, por isso trascrevo este texto do nosso grande poeta e cantor Herebert Viana.

 

    Cirurgia de lipo-aspiração?

     Pelo amor de Deus eu não quero usar nada nem ninguém, nem falar do que não sei, nem procurar culpados, nem acusar  ou apontar pessoas, mas ninguém está percebendo que toda essa busca insana pela estética ideal é muito menos lipo-aspiração e muito mais piração?

     Uma coisa é a saúde, outra é obsessão. O mundo pirou, enlouqueceu. Hoje, Deus é a auto-imagem. Religião, é dieta. Fé, só na estética. Ritual é malhação.

      Amor é cafona, sinceridade é careta, pudor é ridículo, sentimento é bobagem.

      Gordura é pecado mortal. Ruga é contravenção. Roubar pode, envelhecer não. Estria é caso de polícia. Celulite é falta de educação. Filho da ……bem sucedido é exemplo de sucesso.

       A máxima moderna é uma só: pagando bem que mal tem?

       A sociedade consumidora, a que tem dinheiro, a que produz, não pensa em mais nada além da imagem, estética, medidas, beleza. Nada mais importa. Não importam os sentimentos, não importa a cultura, a sabedoria, o relacionamento, a amizade, a ajuda, nada mais importa.

       Não importa o outro, o coletivo. Jovens não tem mais fé, nem idealismo, nem posição política. Adultos perdem o senso em busca da juventude fabricada.

       Ok. Eu também quero me sentir bem, quero caber nas roupas, quero ficar legal, quero caminhar, correr , viver muito, ter aparência legal, mas..

        Uma sociedade de adolescentes anoréxicas e bulímicas, de jovens lipoaspirados, turbinados, aos vinte e poucos anos não é natural. Não é. Não pode ser.

          QUE AS PESSOAS DISCUTAM O ASSUNTO.

          QUE ALGUÉM ACORDE, QUE O MUNDO MUDE.

          QUE EU ME ACALME, QUE O AMOR SOBREVIVA.

          CUIDE BEM DO SEU AMOR SEJA ELE QUEM FOR.

                                                  

                                                                 Texto recebido por e-mail.

            E então?

 

 

 

  

     

      

Postado por Pe. João Tadeu de Amorim Fernandes da silva.

PEDOFILIA

16 de abril de 2010 8

                                     PÂNICO MORAL

     Um tribunal de Haia decidiu em julho de 2006 que o partido pedófilo “Diversidade, Liberdade e Amor Fraternal” (PNVD na sigla em Holandês)” não pode ser proibido, já que tem o mesmo direito de existir que qualquer outro grupo. Os objetivos desse partido eram: reduzir a idade de consentimento para relações sexuais a 12 anos, legalizar a pornografia infantil, a exibição de material pornográfico pesado na televisão em horários diurnos e autorizar a zoofilia. Digo que eram, porque o partido fechou a semanas atrás. Ao que parece, um fator decisivo para isso foi a “dura campanha” levada a cabo em todas as frentes, inclusive na internet, pelo padre católico F. Di Noto, implacável na sua luta contra a pedofilia.

      Essa boa notícia, cujo protagonista é um padre católico, coincide com outra ruim, também protagonizada por padres. Refiro-me a tempestade midiática desencadeada pelos abusos sexuais cometidos por alguns padres contra menores de idade. Eis os dados:3.000 casos de padres envolvidos em delitos cometidos nos últimos 50 anos, embora nem todos tenha sido declarados culpados pela lei. Segundo Charles J. Sicluna,  que é como um fiscal geral do organismo da Santa Sé encarregado desses  delitos: 60% são casos de efebofilia, ou seja, atração sexual por adolescentes do próprio sexo; 30% são de relações heterosexuais, e 10% de atos de pederastia verdadeira e própria, isto é, casos de atração sexual por crianças impúberes. Estes últimos soma trezentos aproximadamente. UM já seria muito. Mas também temos de reconhecer que o fenômeno não é tão difundido como a mídia tenta mostrar.

     Com efeito, se levarmos em conta que hoje existem cerca de 500.000 padres, os números, sem deixar de ser tristes, constituem uma porcentagem em torno de 0,6%. O estudo científico mais sólido que conheço feito por um autor NÃO CATÓLICO é o do professor Philip Jenkins, Pedophiles and Priest – Anatomy of a Contemporary Crisis (Oxford University Press). Sua tese é de que a proporção de padres com desordens sexuais é menor na Igreja Católica do que em outras instituições, e muito menor que em outros modelos instituicionais de convivência organizada. Se tais comportamentos chamam mais a atenção na Igreja Católica hoje do que antes, é porque a oraganização de Roma permite recolher informções, contabilizar e conhecer com mais rapidez que em outras instituições e organizações, confessionais ou não. Deste modo, não é justo insinuar, através dos meios comunicação, que todos os padres são pedófilos, quando a imensa maioria  vive de modo equilibrado, sério e responsável sua vocação de entrega, servindo a pessoa em todos os setores da vida humana.

      Há dois exemplos recentes que confirmam as analises de Jenkins. Os dados fornecidos pelas autoridades austríacas indicam que, num   mesmo período de tempo, os casos de abusos sexuais ocorridos em instituições vinculadas à Igreja foram 17, ao passo que em outros ambientes foram 510. Segundo um informe publicado por Luigi Accatoli (um clássico do Corriere della Sera), dos 210.000 casos de abusos sexuais registrado na Alemanha desde 1995, apenas 94 estão relacionados com pessoas e instituições da Igreja Católica. O que representa 0,04% do total. Não quero aqui diminuir a gravidade do fato de existirem padres católicos pedófilos. Quero somente salientar a tentativa da imprensa em criar a falsa idéia de que todos os pedólfilos do  mundo estão  por detrás, como dizia alguém , da batina dos padres. O que é uma injustiça e uma mentira.

     Suspeito de que há um clima artificial de “PÂNICO MORAL” em criação, de que faz parte certa pandemia midiática ou literária centrada nos “desvios sexuais dos padres”, convertido  numa espécie de pântano moral. Não deixa de ser uma prática já conhecida, mas que nos últimos anos passou dos limites quando vieram a público os crimes cometidos na Alemanha, na Áustria e na Holanda. A campanha faz lembrar as lendas negras sobre o tema na Europa Medieval, na Inglaterra dos Tudor, na França revolucionária ou na Alemanha nazista.

       Concordo com a observação de Jenkins: “a propaganda permanente da pedofilia foi um dos meios de perseguição usados pelos políticos alemães na sua tentativa de destruir a presença da Igreja Católica, especialmente nos meios de educação e dos serviços sociais”.  Himmler fez a acusação de que “nenhum crime cometido pela Igreja carecia de perjúrio, do incesto ao assassinato sexual”, comentando ainda que ninguém sabe ao certo  o que se passa “por detrás das paredes dos mosteiros e das fileiras de Roma”. Como na época, hoje também misturam dados e fatos com insinuações e equívocos intencionais. No final das contas, a imprensão que dá é que única culpada desta triste situação é a Igreja Católica com sua moral sexual. Assim, fica claro que o problema é grave e deve ser abordado diretamente.

       Me chamou a atenção a ênfase  que Bento XVI pôs nas suas repetidas condenações desses abusos durante sua viagem aos Estados Unidos. Os analistas esperavam alguma referência ao tema. Mas o fato de ele aludir muitas vezes aos escândalos me surpreendeu. João Paulo II também combateu essa podridão com energia. Bento XVI, não obstante as raízes antigas do problema,  decidiu tratar com tolerância zero esta questão que mancha a honra dos padres e a integridade das vítimas. Por isso as muitas referências ao tema nos Estados Unidos e a sua rápida reação, convocando em Roma os responsáveis assim que o problema eclodiu em algumas dioceses irlandesas. De fato, acaba de tornár-se pública uma dura carta à Igreja na Irlanda em que o Papa chama de “traidores” os culpados dos abusos e anuncia, entre  outras medidas, uma rigorosa inspeção em dioceses, seminários e organizações religiosas, até porque, como alguém dizia,  em todos os ambiente hás “ovelhas negras”, embora a expressão não seja politicamente correta, como alguém  poderia observar.

     Nigel Hamilton escreveu o seguinte sobre a presidência dos EUA: ” Na Casa Branca já tivemos estupradores, galinhas, e usando eufemismo, pessoas com preferências sexuais pouco habituais. Tivemos assassinos, escravagistas, corruptos, viciados em jogo e em todo tipo de coisa”. Quando um amigo perguntou ao Presidente Kennedy porque permitia que a luxuria dessa gente interferisse na segurança nacional, ouviu: “Não posso evitar”.

      A Igreja é uma das poucas instituições a não fechar janelas nem portas  diante do problema até passar a tormenta. Não se encolheu sobre si mesma “até os que os bárbaros voltem aos bosques”. Encarou o problema, endureceu sua legislação, pediu perdão às vítimas e foi implacável com os agressores. Denunciemos os erros, sempre, mas sejamos justos com aqueles que querem, sim, diferentemente de Kennedy, evitá-los.

       Porque escrevi este artigo? Para manifestar minha indignação no que percebo ser uma tentiva de denegrir a imagem da Igreja Católica e da maioria dos padres que passam ao largo da pedofilia e outras aberrações de que são acusados. Penso que a imprensa tem que ser imparcial. Dar o mesmo  espaço e importância na denuncia de todos os casos de pedofilia, seja do padre, do pai, do irmão, do tio, do médico, do psicólogo, do educador, etc.

      

Postado por Pe. João Tedu de Amorim Fernandes da Silva

FESTA DO "KUMBH MELA".

15 de abril de 2010 0

               BANHO REAL ÀS MARGENS DO GANGES

 

     Nosso Blog, por ser do Diálogo inter-religioso, quer ser também porta voz daqueles que não participam deste grupo. Estamos abertos para acolher a todos que queiram representar,  institucionalmente, sua religião. Assim sendo, repasso a notícia deste evento, ocorrido ontem, às margens do Ganges, que nos mostra a diversidade das religiões e suas manifestações publicado pela Zero Hora do dia15/04/2010.

        ” Dez milhões de peregrinos hindus e centenas de ascetas nus com o corpo coberto de cinzas se reuniram ontem às margens do Ganges, no norte da Índia, para participar de um dos maiores festivais religiosos do mundo, que começou em janeiro. A data, determinada pelos astrólogos, é o dia do “principal banho real” de “Kumbh Mela”, um rito religioso que permite aos hindus lavar-se de seus pecados e interromper o ciclo da reencarnação. A festa do “Kumbh Mela” é realizada este ano na cidade de Haridwar, a 250 km de Nova Delhi. Comemora uma batalha mitólogica hindu entre os deuses e os demônios, que disputavam uma porção de néctar da imortalidade. Durante a batalha, algumas gotas do néctar caíram em quatros lugares diferentes: as cidades de Allahabad, Haridwar, Ujjain e Nasik. O “Kumbh Mela” alterna entre essas quatro cidades e é celebrado a cada três anos.”

        Interessante como os banhos rituais de purificação estão presentes em quase todas a s religiões. Nos mostra o desejo humano de atingir um grau tal de purificação espiritual que o leve a alcançar, por méritos ou pela generosidade de um deus, a eternidade. Me parece, e esta é uma conclusão minha, que em todas as religiões vemos o ser humano na  eterna batalha do finito e do infinito, do material e do imaterial, do pecado e da graça, do morrer e do renascer e a maneira pela qual, através de cada religão, tenta vencer esta batalha. Aos irmãos hindus, então, um bom “Kumbh Mela”.

 

 

 

Postado por Pe. João Tadeu de Amorim Fernmandes da Silva

NOSSA SOLIDARIEDADE: DIA DO HOLOCAUSTO.

12 de abril de 2010 3

                  DIA DO HOLOCAUSTO E DA BRAVURA .

 

     Como membro, do Grupo de Diálogo Inter-Religioso de Porto Alegre, me solidarizo com nossos irmãos judeus que fazem, hoje, memória do Dia do Holocausto.  

      Parabenizo a iniciativa de não permitir que, caindo no esquecimento, este fato histórico, possam surgir outros holocaustos . Condenamos todo tipo de situação onde o ser humano é perseguido, privado de liberdade, torturado e morto em função de sua religião, cultura ou etnia.. Repudiamos, veemente- mente, a intolerância que gera divisões e guerras.

        Cremos num mundo onde é possível vivermos fraternalmente, na paz e na harmonia, respeitando as diferenças e contribuindo para que a humanidade descubra sua vocação à vida, dom maior do Deus único e verdadeiro.

          SHALOM !

Postado por pe. João Tadeu de Amorim Fernandes da Silva

Solidariedade com o Rio

07 de abril de 2010 0

O Grupo de Diálogo Inter-religioso de Porto Alegre manifesta a sua solidariedade com a população do Rio de Janeiro, e expressa o seu pesar pelo falecidos pela tragédia climática.

Fazemos votos para que todos possam retornar a suas atividades diárias em breve, e que a cidade volte a ser Maravilhosa!

Força Rio!

 

Postado por Prof. Guershon Kwasniewski

DIA DE ORAÇÃO REÚNE MULHERES CRISTÃS

06 de abril de 2010 0

                                     ORAÇÃO ECUMÊNICA

 

    Mulheres e dirigentes de diversas Igrejas cristãs participaram no dia 5 de março do Dia Mundial de Oração. A celebração foi realizada na Igreja da Reconciliação, no centro da Capital. O Dia de Oração é um movimento centenário que reúne mulheres cristãs em mais de 170 países, para vivenciar um momento comum de oração. Todos os anos esse ritual se repete na primeira sexta-feira de março.

      Para observar o caráter ecumênico e universal, neste ano, a celebração foi preparada pelas mulheres da Repúblida de Camarões, com tradução para mais de 100 línguas e idiomas. O tema deste ano se inspirou no salmo 150, com a invocação de que …”Tudo o que respira louve o Senhor”.Conforme inspiração das mulheres camaronesas, além da invoção do tema e intercessão, houve um grande louvor universal para que haja amor e misericórdia; para que haja paz e harmonia entre os povos. 

       O Dia Mundial de Oração é um momento forte de encorajamento para as mulheres viverem a unidade, a enriquecerem suas experiências de fé vividas entre as diversas Igrejas  cristãs e a colocarem seus dons a serviço em benefício das comunidades eclesiais as quais pertencem.

        Em Porto Alegre, a celebração teve a participação das Igrejas Anglicana, Católica, Luterana e Metodista.  Parabéns. Assim, também, se faz ecumenismo.

 

     IGREJA CATÓLICA REÚNE CASAIS DE SEGUNDA UNIÃO

 

        Casais da Zona Sul da Capital, constituídos por pessoas que foram casadas e que se divorciaram ou que se separaram e realizaram uma nova união estável, estão sendo convidados a retomar participação na vida da Igreja. A Pastoral Familiar,  para Casais de segunda união, também conhecida como Grupo Bom Pastor, estará  realizando uma  mobilização nas áreas pastorais Ipanema e Restinga.

         No dia 23 de maio, das 08h às 20h, o grupo realiza um Encontro de Reflexão e Espiritualidade para os casais de segunda união. A atividade será realizada na Paróquia Nossa Senhora das Graças. Uma das coordenadoras da iniciativa, Cristina Fabichak, disse que o propósito é oferecer aos casais uma oportunidade de crescimento na fé e no amor, participando da vida e da missão da Igreja. Quatro Paróquias já confirmaram participação no encontro.

           Telefone para contato: 3249.7594.

 

          

Postado por Pe. João Tadeu de Amorim Fernandes da Silva

Pequenas mortes pequenas ressurreições

04 de abril de 2010 0

Prezados leitores do Blog, gostei do texto do escritor Moacyr Scliar, publicado na revista Donna de hoje.

Muito apropriado para a data.

A Semana Santa lembra a paixão e a morte de Jesus, mas termina evocando a ressurreição: um final glorioso, o final que gostaríamos que coroasse o roteiro de nossas vidas, assegurando-nos que tudo termina bem. Mas sabemos que isso não é possível. A morte é garantida; a ressurreição, exceto para os crentes, é uma impossibilidade. De qualquer modo, e muito guardadas as proporções, podemos, todos nós crentes ou descrentes pensar em nossas existências como uma sucessão de pequenas mortes, seguidas de pequenas ressurreições. Existem pequenas mortes numa amizade que termina, num empreendimento fracassado, no desaparecimento de uma pessoa querida; e existem pequenas ressurreições quando, e muitas vezes para nossa surpresa, constatamos que, apesar de tudo, a vida continua. O que, diga-se de passagem, nem sempre é bem recebido por todas as pessoas; entre os sobreviventes do Holocausto não eram poucos os que se envergonhavam de não ter morrido, como tantos outros, nos campos de concentração, e passavam a sofrer da survivor guilt, a culpa do sobrevivente.

Postado por Prof. Guershon Kwasniewski