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Posts de junho 2010

O Ensino Religioso

28 de junho de 2010 0

Recebi um artigo que deve ser publicado pelo interesse, profundidade e atualidade. É de autoria de uma pedagoga, que foi presidente da Federação Espírita do Rio Grande do Sul por duas vezes, sendo atualmente representante da Federação Espírita do Rio Grande do Sul perante o CONER.

O ENSINO RELIGIOSO

O Ensino Religioso, de acordo com o artigo 210 do Constituição Federal de 1988, é uma disciplina de horário normal nas escolas públicas do ensino fundamental, respaldado pelo artigo 209 da Constituição Estadual de 1989 que estende a obrigatoriedade também para o ensino médio.

O ensino religioso deve compor o currículo da escola como uma “parte integrante da formação básica do cidadão”, com a característica de interreligiosidade, com o objetivo de apresentar o transcendente nas diferentes culturas e tradições religiosas, considerando a diversidade de crenças existentes no Brasil, sem qualquer forma de proselitismo, de acordo com o artigo 33 da LDBEN 9394/96 para que o aluno possa refletir sobre sua dimensão espiritual.

O sistema de ensino oficial necessita reconhecer que o  aluno é um ser que interage em suas várias dimensões: biológica, psicológica sóciocultural, histórica e espiritual.

A área de conhecimento trabalhada pelo ensino religioso deve voltar-se para o desenvolvimento e a educação da inteligência espiritual e da inteligência emocional do aluno.

As pesquisas na área da neurociência comprovam, na atualidade, que a pessoa não possui somente a inteligência intelectual, que precisa ser desenvolvida pela instrução, pelo adestramento, ela possui aptidões para  a inteligência emocional (QE) e inteligência espiritual, entre outras.

A inteligência emocional deve ser educada  desde a mais tenra idade, através da linguagem simbólica da literatura infanto-juvenil e demais expressões das artes e dos exemplos práticos das atitudes dos adultos, para que sejam trabalhadas e educadas as emoções básicas, como o medo, a raiva, a tristeza, a alegria e o afeto. O recurso didático de uma boa história, das fábulas, dos contos que estimulam a emoção, a imaginação e a criatividade da mente infanto-juvenil.

Quanto à inteligência espiritual, Danah Zohar, física e filósofa norteamericana, juntamente com o psiquiatra Jan Marshall, no livro “Inteligência Espiritual” afirma que essa é a terceira inteligência que deve ser educada para que seja dinamizado o potencial divino que existe dentro de cada um, possibilitando colocar nossos atos e experiências  num contexto mais amplo  de sentido e valor.

A pessoa  que apresenta um alto quociente espiritual (QE), porque foi educada nessa área, apresenta uma capacidade de usar sua dimensão espiritual direcionada para uma vida mais cheia de sentido, adequado senso de finalidade e direção pessoal, desenvolve valores éticos e crenças positivas que nortearão suas ações. O desenvolvimento desse potencial, através da educação moral  e ética, vai ajudar o aluno das escolas de nosso Estado a construir uma identidade moral positiva e, em conseqüência, criar para si uma vida que valha a pena ser vivida e que lhe proporcione felicidade e paz. Não será isso que está faltando em nossas escolas?

Os cientistas que estudam os diversos compartimentos do cérebro humano afirmam que numa dessas áreas está “o ponto de Deus”, que se ilumina, durante uma sessão de tomografia cerebral quando o paciente é estimulado auditivamente por assuntos transcendentais.

Em relação ao ensino religioso, deve se levar em consideração a proposta de educação para o terceiro milênio, da UNESCO, levantada no estudo do relatório de Jacques Dellors e apresentada pelo grande educador francês Edgar Morin, aponta quatro pilares sobre os quais deve se embasar a educação das novas gerações: aprender a conhecer – abrir-se para novas conquistas na área do conhecimento, renovar-se; aprender a fazer – instruir-se tecnicamente para executar as atividades desafiadoras do mundo atual; aprender a conviver -  ou seja, viver em grupo com harmonia, aceitar o outro como ele é, respeitá-lo, viver em alteridade, ser altruísta; aprender a ser – desenvolver a sua humanidade, autoconhecer-se, amar-se. É uma proposta arrojada, sobre a qual a escola precisa refletir e planejar novos rumos,  engajando-se nesses novos tempos e oferecer aos alunos situações de ensino-aprendizagem que o ajudem a integrar-se harmonicamente consigo mesmo, com o próximo e com Deus para que eles se transformem em homens de bem, felizes e equilibrados, interagindo de forma positiva na sociedade.

Para o nosso entendimento, esse desafio está diretamente ligado à disciplina do Ensino Religioso na escola.

Nas atividades escolares precisa ser incluída a questão da religiosidade, Muitos problemas vivenciados hoje, nas dependências escolares, como o bullying, o baixo rendimento escolar, as reprovações, a agressividade, a violência, o desrespeito a professores, colegas e ao prédio por certo seriam atenuados se alunos estivessem sendo trabalhados na área da espiritualidade.

No que concerne à regulamentação legal para a habilitação dos professores do Ensino Religioso, a Resolução 256 do Conselho Estadual de Educação busca estabelecer os critérios que devem nortear a contratação de professores da disciplina.

O CONER/RS (Conselho Estadual do Ensino Religioso do RS) – previsto no artigo 33 da LDBEN, credenciado junto ao Sistema Estadual de Ensino pelo Parecer do CEED 75401 – é uma entidade civil que tem por finalidade congregar as denominações religiosas interessadas no processo de definição, regulamentação e construção de conteúdos básicos na busca de meios e condições para assegurar a tutela do direito à liberdade de consciência religiosa e ao direito do ensino religioso na formação básica do cidadão, propondo-se a colaborar nesse processo de e na formação de professores para que seja suprida a falta de educadores habilitados para tão importante componente curricular nas escolas gaúchas, proporcionando aos alunos a oportunidade de despertar a consciência de suas potencialidades positivas.

Gladis Pedersen de Oliveira – Pedagoga
Conselheira do CONER/RS

Carta enviada à direção do HCPA

25 de junho de 2010 2

O Grupo de Diálogo Inter-religioso de Porto Alegre (DIRPOA) é composto hoje por dez lideranças religiosas. Foi reconhecido pela lei municipal nº 10.372 de 25/01/2008, embora esteja no seu 13º ano de atuação.

Esse grupo, por suas características e sua finalidade além de ser convidado para palestras e cerimônias inter-religiosas inaugurou o espaço inter-religioso do Aeroporto Salgado Filho, construído pela INFRAERO em cujo local estão expostos elementos, livros e objetos pertinentes às mais diversas religiões. Também inaugurou o espaço inter-religioso que existe na Barra Shopping Sul, a convite do empreendimento.

Fazem parte do Grupo representante das seguintes religiões e credos:

Igreja Católica (Padre João Tadeu da Silva- Capelão da Brigada Militar), Conselho da Umbanda e dos Cultos  Afro-Brasileiros ( Babalorixá Clóvis do Xangô), Igreja Episcopal Anglicana do Brasil ( Reverenda Marines dos Santos Bassoto), Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil ( Pastor Carlos Dreher), Zen Budismo Monja Shoden), Budismo Tibetano( Dr. Nelson Morroni), Federação Espírita do RGS( Dra.Cristina Canovas de Moura ,Fá Bahái (Dr. Payam neda), Sociedade Israelita Brasileira- SIBRA ( Rabino Guershon Kwasniewski),Centro Cultural islâmico do RGS ( Dr Ahmad Ali)

A finalidade maior do grupo e demonstrar por ações concretas a possibilidade de entendimento e de aceitação dos diferentes e das diferenças, através do diálogo. Acredita que dessa forma seja possível uma convivência pacífica, respeitando o credo de cada pessoa.

Ao lermos a reportagem publicada na Zero Hora do dia 22 de junho, a respeito da situação vivida pelo HCPA, tomamos a liberdade de fazer esse contato, na esperança de poder, de alguma forma, colaborar.

Temos realizado cerimônias em espaços religiosos os mais diferentes, especialmente na Catedral Metropolitana.E participado também  de cerimônias em outros templos, levando um bom exemplo de unidade.

Em nosso BLOG (Zero Hora) “Blog das Religiões”, está à disposição a Carta de Princípios do Grupo entre outras matérias e um pouco da história do inicio do mesmo. Um dos fundadores, Padre Roberto Paz, é hoje Bispo em Niterói, no Rio de Janeiro.

Se desejarem maiores esclarecimentos, estamos inteiramente à disposição. Entendemos que por ser o Brasil um Estado Laico é possível organizar o espaço de uma forma que contemple a cada fiel que ali freqüente, respeitando-se esta peculiaridade, cada um sentindo-se contemplado e respeitado na sua fé.

Temos recebido convites de vários segmentos do poder público que hoje preferem oferecer uma cerimônia inter-religiosa para seus servidores, mesmo não entrando em detalhes pessoais sobre suas crenças. Torna-se mais seguro oferecer momentos de espiritualidade dessa forma, sem entrar no particular de cada indivíduo, como demonstração de respeito e de não imposição.

O Grupo de Diálogo Inter-religioso de Porto Alegre, inédito no RGS, no Brasil e desconhecemos que exista em alguma outra parte atuando dessa forma, é hoje considerado um patrimônio espiritual de Porto Alegre. Por isso sente-se não só responsável como também motivado a oferecer seu trabalho, como forma de conciliar esses impasses.

Agradeço a atenção .

Cordialmente 

Alfa Buono

Polêmica na capela do Hospital de Clínicas

24 de junho de 2010 1

Fiéis protestam contra fim de capela

Para evitar privilégios aos católicos, hospital de Porto Alegre trocará símbolos sacros por imagens que lembrem a natureza

A capela do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) vai deixar de ser um espaço católico para dar lugar a um ambiente laico, com a ausência de símbolos e imagens. Com base na Constituição, a instituição tomou a decisão para contemplar todas as crenças, mas criou controvérsia. Uma manifestação de fiéis contra a medida está marcada para hoje.

Segundo a assessora de comunicação do HCPA, Elisa Ferraretto, o convênio com a Associação Literária Boaventura, de Caxias do Sul – que administrava as cerimônias da capela –, foi rompido, e o local deve ser liberado até 30 de junho. A capela dará lugar ao Espaço de Espiritualidade, com imagens reverenciando a natureza.

– Sabemos que hoje existe uma tendência mundial em privilegiar a diversidade. Temos cerca de 5 mil funcionários de diferentes credos, era natural que isso acontecesse – explica Elisa, dando como exemplo os índios que frequentam o HCPA e o grupo de estudos afro-brasileiro ali sediado.

A notícia da mudança deixou desolado um grupo de frequentadores da capela. Formado na maioria por funcionários do hospital, eles devem se manifestar contra a decisão hoje, em frente ao local. O ato – que reivindicará outro espaço para os católicos – ocorrerá após reunião na Cúria Metropolitana.

O capelão Frei Marion Kirschner evitou dar entrevista, mas não conseguia esconder sua tristeza. Ele se emocionou ontem à tarde ao doar uma imagem de Nossa Senhora que estava no local. Frequentadora da capela há décadas, Edith Guedes Fortes, 81 anos, também ficou desolada.

– Acredito que o local deveria ser ecumênico, com a união das religiões e não com a retirada delas. O espaço para católicos deve ser mantido, porque é uma tradição no país ter representação católica nos hospitais. O povo já está acostumado com isso. Não queremos que isso se perca.

A decisão foi tomada depois de 7 de abril, quando a diversidade de crenças foi discutida em uma palestra. Segundo Elisa, a administração do Clínicas se baseou no artigo 19 da Constituição, que estabelece que órgãos públicos não podem incentivar uma única religião em detrimento de outras.

– Começamos a estimular o debate, pedindo que as pessoas mandassem sugestões e decidimos ir além de um espaço ecumênico. Para não deixar ninguém de fora, optamos por um local neutro – afirma.

Elisa explica que a mudança não alterará a assistência religiosa, como a extrema-unção. A diferença é que ela deverá ser feita por religioso que venha especialmente para o sacramento.

livia.meimes@zerohora.com.b

LÍVIA MEIMES

Copa do Mundo, a união dos povos

16 de junho de 2010 0

Celebro emocionado a união dos povos por meio do esporte.

O que estamos vivendo na Africa do Sul, deixa as claras que quando o homem quer, pode.

É uma competição, pelos próximos 30 dias o mundo parece mais próximo.

Países e povos que não se toleram desde a perspectiva política, econômica ou religiosa, convivem numa mesma terra com o Fair Play – o jogo limpo – que propõe a FIFA.

Que  maravilhoso seria se o fair play continuara após da Copa entre todos os povos, saindo da exclusividade do campo esportivo.

Assim como o homem é capaz de fazer o mal, é capaz de fazer o bem.

O livre arbítrio está nas nossas mãos, mais evidente impossivel.

Que ganhe o melhor, boa sorte Brasil!!

Porto Alegre participa na Mobilização mundial em defesa dos presos de consciência no Irã

11 de junho de 2010 1

Rede global organiza mobilização para chamar atenção para a intensificação da repressão após as eleições presidenciais

Um ano após a eleição presidencial no Irã, seguida de intensas manifestações sobre o procedimento de apuração dos votos, a rede global United4Iran/Unidos pelo Irã (U4I), que atua na área de defesa dos direitos humanos no Irã, está organizando uma mobilização mundial no dia 12 de junho para chamar a atenção do mundo sobre os abusos de direitos civis e políticos intensificados após essa data. No dia 12 de junho também acontecerá o quarto julgamento das sete lideranças bahá’ís, presas há dois anos na prisão de Evin, em Teerã.

De Berlim até Bahrian, e do Japão até o Cairo – 45 cidades já estão preparadas para a mobilização. No Brasil, a mobilização conta com o apoio da Comunidade Bahá’í do Brasil e Frente pela Liberdade no Irã, que estão organizando ações em sete cidades, em datas diferentes: Brasília (09/06), Goiânia (10/06), Curitiba, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo (12/06).

Segundo representante da Comunidade Bahá’í de Porto Alegre Payam Neda, a mobilização na capital gaúcha terá início ás 9h de sábado 12 de junho no Parcão (Parque Moinhos de Vento, Rua Comendador Caminha) e conta com o apoio do Grupo de Diálogo Inter-religioso de Porto Alegre e outras entidades de Defesa aos Direitos Humanos neste Capital.

Cada país “adotou” um (ou alguns) dos presos bahá’ís atualmente detidos no Irã, e durante a mobilização todos os participantes usarão máscaras com os rostos dessas pessoas. Também serão exibidos faixas com as imagens deles. A mobilização demanda a liberdade incondicional de todos os prisioneiros de consciência do Irã, a suspensão imediata de todas as execuções, o fim das diversas formas de abuso e violência cometidos contra estes cidadãos, prisioneiros por opção religiosa, fim das prisões arbitrárias, e a imediata ratificação pelo Irã da Convenção das Nações Unidas para a Eliminação de todas as Formas de Discriminação contra as mulheres.

 

Presos de Consciência adotados pelo Brasil

A situação das sete lideranças bahá’ís é emblemática do quadro de violações de direitos humanos de 350 mil bahá’ís iranianos. Por este motivo, os presos de consciência adotados pelo Brasil para a mobilização do dia 12 de junho serão estes sete bahá’ís. Seus nomes são: Fariba Kamalabadi, Jamaloddin Khanjani, Afif Naeimi, Saeid Rezaie, Mahvash Sabet, Behrouz Tavakkoli, e Vahid Tizfahm. O fato do Brasil fazer a mobilização em sete cidades, também é numericamente simbólico, já que são sete o número de lideranças bahá’ís presas.

Brasília fará a abertura dos atos que acontecerão por todo o mundo. A mobilização na capital brasileira está programada para o dia 9 de junho, ao meio dia, em frente ao Congresso e conta com o apoio da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados.

As entidades internacionais que apoiam a iniciativa são Anistia Internacional, Human Rights Watch, Repórteres sem Fronteiras, Baha’i International Community, Nobel Women’s Initiative, Federation Internationale dês Ligues des Droits de l’Homme – FIDH, Iranian League for the Defense of Human Rights – LDDHI, International Campaign for Human Rights in Iran, Pen International, Physicians for Human Rights – PHR e Cairo Institute for Human Rights Studies.

Serviço

Data: 12/06/2010

Hora: 9h

Local: Parcão

Campanha de Tzedaká por agasalhos

11 de junho de 2010 0

A palavra Tzedaká em hebraico significa Justiça

Parte da filosofia do trabalho da SIBRA é ajudar aos nossos próximos sem importar qual for a religião.

Por isso realizamos sempre nesta êpoca do ano, uma campanha de Tzedaká, na qual arrecadamos agasalhos.

Gostaria-mos mais uma vez da ajuda dos leitores para indicar instituições carentes que necessiten da nossa ajuda.

Agradecemos o vosso retorno para colaborar com os nossos próximos.

Shalom amigos!

Que sempre possamos estabelecer Justiça onde ela falta.

Mulheres na liderança religiosa

10 de junho de 2010 1

Encontrei ontem na Zero Hora esta noticia que chamou a minha atenção e que irei comentar em baixo:

“O protesto não reuniu muita gente, mas chamou a atenção. Grupos reformistas da Igreja Católica se manifestaram ontem na Praça de São Pedro  para exigir que o Vaticano abra discussão sobre a ordenação de mulheres como sacerdotes. Ao mesmo tempo, criticaram a cúpula da Igreja pela forma como tratou o escândalo dos abusos sexuais cometidos por padres. Entre os manifestantes, havia duas mulheres excomungadas após terem sido ordenadas”.

É interessante ver como desde a religião a mulher procura também pelos seus direitos.

No caso do Judaísmo, as linhas Conservadora e Reformista, aceitam as mulheres na liderança comunitária.

Não sei caro leitor se conhecia, mas temos mulheres Rabinas, com os mesmos direitos que os Rabinos.

Na sinagoga Shalom de São Paulo, a Rabina Luciana Pajeki compartilha o púlpito com o Rabino Adrian Gottfried.

Anteriormente no Rio, a Rabina Sandra Kochman, compartilhou o púlpito com o Rabino Sergio Margulies.

Existe plena aceitação por parte da comunidade, mas a linha ortodoxa judaica desconsidera ainda essa possibilidade.

Os nossos irmãos Evangélicos também aceitam a mulher no culto, temos o exemplo da nossa querida Reverenda Marinez, que faz parte do Grupo de Diálogo Inter-religioso e lidera a Catedral Anglicana de Porto Alegre.

No Budismo temos o exemplo da Monja Cohen no Brasil, com um gran protagonismo e liderança.

Como observamos existem sim religiões onde a mulher já faz parte da liderança.

Alguns anos atrás teria sido impossivel pensar nesta possibilidade, por isso acredito que nos próximos anos seremos testemunhas de mais mulheres na liderança religiosa em outras religiões.

PAZ

03 de junho de 2010 0
Há alguns dias, quando da ocorrência de uma agressão que levou à morte um adolescente no Parque da Redenção, a primeira voz que vimos levantar-se em nosso Grupo de Diálogo Inter Religioso de Porto Alegre foi a de nosso amigo Rabino Guershon, que nos convocou a uma passeata de PAZ, num domingo ao meio dia, pelo Parque da Redenção.
E agora vejo que ele pede orações pela paz. Realmente devemos todos orar pela PAZ!
E o que é a PAZ?
É a ausência da guerra, a ausência do conflito, a existência do diálogo, o ser gente, o trocar idéias sem pensar que vamos com isto perder alguma coisa.
A PAZ é construção, é desafio de convivência, é ultrapassagem de conflito, é mais que viver junto, é aprender a conviver.
Se queremos a paz, nós a devemos construir. Com tolerância, com aceitação do outro, com compreensão de que todos aqui estamos para aprender, com possibilidade de participação de todos, sem exclusões, sem egoísmos, mas tendo um objetivo maior que é a vida de todos. A VIDA e não a MORTE.  
Não há convivência na solidão, no egocentrismo. Inegavelmente somos seres que precisam aprender a estar uns com os outros. E todos precisamos uns dos outros. Não vivemos para a solidão, mas sim para a solidariedade. Quando chegamos a esta conclusão, veremos o significado de grupos, de união, de vida.
Grupos, já disse alguém, são como nuvens, que se unem e se dissolvem com a passagem do tempo; podem se tornar constantes na memória de seus componentes, ou podem se dissolver como as nuvens que se dissipam no horizonte. Mas as nuvens não necessitam se desfazer com uma tempestade, mas podem deixar gratas lembranças de tempo de vida. E esta vida deve estar em equilíbrio, sem destruição, sem culpas, em paz consigo mesmo e com os outros.
E por isto tudo, oremos. Oremos ao Senhor pedindo que a Humanidade aprenda o quanto é importante fazer a PAZ, viver em PAZ, construir a PAZ.
Senhor, faze que nos aceitemos com mais vida, nas diferenças e nas dificuldades, com respeito por todos os seres, com amor e luz!

Postado por Cristina Canovas de Moura. Porto Alegre