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Posts de julho 2010

O Aleph de Paulo Coelho

29 de julho de 2010 0

Aleph é a primeira letra de diversos sistemas de escrita e normalmente simboliza o início de algo. É ainda o título de uma das principais obras do escritor argentino Jorge Luis Borges. E, desde o fim de semana, O Aleph surge também como o mais recente livro de Paulo Coelho, que marca sua estreia em nova editora, a Sextante.

Segundo título decalcado de Borges (depois de O Zahir), O Aleph marca também a volta de Coelho à não ficção ao relatar, em primeira pessoa, a sucessão de dúvidas sobre sua fé que o atormentou em 2006. Não foi algo passageiro ou fugaz – Coelho mostra que, para se reaproximar de Deus, era preciso reavivar experiências, como viajar e buscar novas formas de conexão com as pessoas. Assim, comungando com a observação de Borges (“O que a eternidade é para o tempo, o Aleph é para o espaço”), o escritor empreendeu, entre março e julho daquele ano, uma grande peregrinação por Europa, Ásia e África a fim de decifrar os mistérios que incomodavam seu íntimo.

A motivação veio de J., seu mestre espiritual: “Está na hora de sair daqui, reconquistar seu reino.”

– A fé não é algo estático, mas uma dinâmica constante – diz Coelho em uma entrevista divulgada pela Sextante (o escritor ainda não falou com a imprensa por estar em mais uma peregrinação por Santiago de Compostela). – Portanto, eu não chamaria isso de crise, mas de um comportamento normal, com altos e baixos. Uma fé que se cristaliza perde seu sentido e se transforma em fanatismo. A fé cresce quando é alimentada pela dúvida e pelos questionamentos interiores.

Logo no início do livro, Coelho revela sua preocupação em tratar de um questionamento espiritual justamente no momento em que o planeta é assolado por fome, desemprego, guerras: “Todos querendo resultados imediatos para resolver pelo menos alguns dos problemas do mundo ou de sua vida pessoal (…) e eu aqui, querendo seguir adiante em uma tradição espiritual cujas raízes se encontram em um passado remoto, longe de todos os desafios do momento presente?”.

A decisão se justifica, acredita ele, graças ao raciocínio de que a ordem mundial só poderá ser conquistada a partir do momento em que existir primeiro a ordem pessoal. “A viagem não foi para encontrar a resposta que estava faltando na minha vida, mas para voltar a ser rei do meu mundo. Estou de novo conectado comigo e com meu universo mágico à minha volta. É isso que faz a vida interessante: acreditar em tesouros e milagres”, escreve.

Durante a peregrinação, realizada principalmente pela Transiberiana (rede ferroviária com mais de 9 mil quilômetros que conecta a Rússia europeia com as províncias do Extremo Oriente russo, Mongólia e China), o escritor descreve o esforço de se despir de seu ego e de seu orgulho para se abrir a sentimentos mais nobres como amor e perdão. Um dos momentos mais interessantes da narrativa é o surgimento de uma jovem leitora, Hilal, durante a travessia da Rússia, e que acredita ter recebido um chamado para ajudá-lo. Mais que uma fã, ela está determinada a conquistá-lo movida por uma trágica paixão que os uniu em uma vida passada. Coelho, que é casado há 30 anos com Christina, trata a situação com cavalheirismo e aproveita para abordar um tema delicado, a reencarnação.

UBIRATAN BRASIL | Agência Estado
Fiquei curioso por este livro do Coelho, vou comprar depois comentarei neste espaço.
Quem quiser fazer o comentário sobre  esta obra pode escrever para nós.
Prof. Guershon

O direito de mostrar o rosto

26 de julho de 2010 0

Achei interessante esta visão do escritor Moacyr Scliar sobre o uso do véu.

No último verão fiquei chocado quando duas mulheres musulmanas entraram a tomar banho numa das praias de Florianópolis.

Totalmente vestidas e de rosto coberto mergulharam no mar. Os esposos e os filhos de short de banho, elas completamente vestidas.

É verdade que o choque é cultural, mas vai exatamente contra o natural que estava acontecendo nesse momento naquele local, mulheres tomando banho de bikini.

A linha religiosa ortodoxa dentro do Judaísmo não é muito diferente, você nunca vai encontrar uma mulher  tomando banho no mar, o motivo é o recato que ela deve guardar para o seu marido.

Nos clubes que freqüentam os ortodoxos, existe um horário de piscina para homens e outro horário para mulheres, mas quem entra na piscina não é visto por quem está fora.

Costumes e culturas as vezes distantes da nossa cultura.

A seguir a crônica do Scliar

“Na briga que envolve o fundamentalismo, o véu é o cavalo de batalha, por causa de sua visibilidade e pelo contraste que representa em relação aos costumes ocidentais. Os homens também precisam manifestar sua opção religiosa através de sinais externos: não usam gravata, deixam crescer a barba, o que aliás é uma tradição antiga no Oriente Médio, onde a face glabra de gregos e romanos era vista como coisa obscena; a barba também foi adotada pelos revolucionários cubanos como símbolo. Barba não chega a ser coisa insólita, e tampouco as formas, digamos, mais moderadas de véu; mas o nicab, que cobre o rosto, deixando descobertos apenas os olhos, e a burca, que até os olhos oculta mediante uma tela quadriculada, realmente chamam a atenção e não raro despertam hostilidade. Não é de estranhar que a Assembleia Nacional francesa tenha aprovado (335 votos a favor, um contra) projeto de lei proibindo o uso do véu islâmico na sua forma integral nas ruas e em locais públicos. A pena é de multa, relativamente pequena para a mulher que usa o véu, e muito alta para quem obriga a mulher a usar o véu.

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A medida está dentro da tradição laica e liberal da França, mas mesmo assim provocou polêmica. Em primeiro lugar porque são relativamente poucas (menos de duas mil) as mulheres que usam nicab e burca. Depois, porque a medida, ainda que tenha fundamento lógico, pode provocar um efeito paradoxal. É possível que, forçadas a escolher entre sua religião e as leis do país, as mulheres muçulmanas se apeguem ao véu como forma de desafio, aumentando ainda mais o conflito que já existe entre os 5 milhões de muçulmanos que vivem na França e a população em geral.

~

Nesse caso, e em outros semelhantes, é melhor recorrer ao bom senso. O islamismo não é um todo monolítico; existem dentro dele várias correntes, desde as mais fanáticas, até as mais moderadas. E estas últimas são a favor de uma convivência, mesmo porque o processo de modernização tem muitos adeptos no Oriente Médio, isto apesar do conceito de “choque das civilizações”, popularizado pelo cientista político americano Samuel Huntington e reforçado pelo atentado de 11 de setembro. Seria bom que o movimento contra o véu partisse das próprias mulheres muçulmanas, como parte de um processo de igualdade e liberação. Afinal, mostrar a própria face é um direito de todos os seres humanos. Um direito que fanatismo algum pode abolir”.

Argentina: Senado aprova casamento homossexual

20 de julho de 2010 0

Senado argentino aprovou no dia 15 de julho o casamento homossexual, após tenso debate que se prolongou por cerca de 15 horas.Após um tenso debate que se prolongou por cerca de 15 horas, o Senado argentino aprovou  o casamento homossexual, O projeto de lei obteve 33 votos a favor, 27 contra e três abstenções.

A Argentina, onde 91% da população se afirma católica, tornou-se assim no primeiro país da América Latina a autorizar o casamento homossexual.

Este debate acabou criando polêmica dentro do setor religioso e dentro das próprias religiões.

Estive em Buenos Aires ha uma semana, e foi interessante ver como a população se movilizou em virtide da temâtica.

Alem de manifestações na rua e na frente do parlamento, a sociedade toda se expressou.

A  democracia Argentina encarou um assunto delicado, e conseguiu chegar até o final.

Assim como a lei do divorcio foi polêmica na êpoca, achando que tudo o mundo iria se divorciar, acho que a aprovação do casamento homosexual não vai provocar maior número de casamentos homossexuais, apenas vai regulamentar uma situação existente.

Gostaria esclarecer ao leitor do nosso blog a posição judaica, onde uma maioria rabínica não aceita este tipo de união no mundo religioso.

Agora no âmbito  civil não existe unanimidade, pelo contrário, a linha ortodoxa condena a união homossexual, e nos âmbitos conservadores  e reformistas a opinião é dividida.

A pergunta do milhão é qual vai ser a atitude apôs de sancionada esta lei se chega um casal homossexual e pede para o Rabino – que se manifestou a favor da lei - realizar a cerimônia religiosa.

Consultei o Rabino Daniel Goldman da comunidade Bet El de Buenos Aires, que foi uma das vozes a favor da lei, e respondeu que em caso de um pedido, colocaria a temâtica para ser debatida dentro da sua sinagoga, correspondendo a resolução a toda a comunidade.

Mesmo aprovada a lei, o assunto não está encerrado e a polêmica poderá surgir a qualquer momento.

 

A vida não é só uma bola

02 de julho de 2010 0

Existem diversos sentimentos após da saída do Brasil da Copa do Mundo, mas a maioria de nós está triste e frustrada.

O futebol nos da um maravilhoso exemplo do que é a vida.

Desde a espiritualidade 10 conceitos para refletir neste momento

1. Não sempre ganhamos

2. Devemos aceitar perder

3. Não sempre ganha o melhor

4. Não sempre ganha quem apoiamos

5.Perder em algumas ocasiões não é o final de tudo, é uma oportunidade

6. É um sentimento miserável a alegria pelo fracasso do próximo

7.Devemos ser humildes na hora de ganhar e na hora de perder

8. Devemos reconhecer os erros

9. Devemos sempre pensar que existe um futuro melhor

10.  O único perfeito é De-s.

Leitores, o mundo sigue girando, nada acabou, apenas uma Jabulani deixou de rolar.

Prof Guershon Kwasniewski

O ensino religioso

01 de julho de 2010 2

O Ensino Religioso, de acordo com o artigo 210 do Constituição Federal de 1988, é uma disciplina de horário normal nas escolas públicas do ensino fundamental, respaldado pelo artigo 209 da Constituição Estadual de 1989 que estende a obrigatoriedade também para o ensino médio.                 

O ensino religioso deve compor o currículo da escola como uma “parte integrante da formação básica do cidadão”, com a característica de interreligiosidade, com o objetivo de apresentar o transcendente nas diferentes culturas e tradições religiosas, considerando a diversidade de crenças existentes no Brasil, sem qualquer forma de proselitismo, de acordo com o artigo 33 da LDBEN 9394/96 para que o aluno possa refletir sobre sua dimensão espiritual.

O sistema de ensino oficial necessita reconhecer que o  aluno é um ser que interage em suas várias dimensões: biológica, psicológica sóciocultural, histórica e espiritual.

A área de conhecimento trabalhada pelo ensino religioso deve voltar-se para o desenvolvimento e a educação da inteligência espiritual e da inteligência emocional do aluno.

         As pesquisas na área da neurociência comprovam, na atualidade, que a pessoa não possui somente a inteligência intelectual, que precisa ser desenvolvida pela instrução, pelo adestramento, ela possui aptidões para  a inteligência emocional (QE) e inteligência espiritual, entre outras.

A inteligência emocional deve ser educada  desde a mais tenra idade, através da linguagem simbólica da literatura infanto-juvenil e demais expressões das artes e dos exemplos práticos das atitudes dos adultos, para que sejam trabalhadas e educadas as emoções básicas, como o medo, a raiva, a tristeza, a alegria e o afeto. O recurso didático de uma boa história, das fábulas, dos contos que estimulam a emoção, a imaginação e a criatividade da mente infanto-juvenil.

         Quanto à inteligência espiritual(QS), Danah Zohar, física e filósofa norteamericana, juntamente com o psiquiatra Jan Marshall, no livro “Inteligência Espiritual” afirma que essa é a terceira inteligência que deve ser educada para que seja dinamizado o potencial divino que existe dentro de cada um, possibilitando colocar nossos atos e experiências  num contexto mais amplo  de sentido e valor.

 A pessoa  que apresenta um alto quociente espiritual (QS), porque foi educada nessa área, apresenta uma capacidade de usar sua dimensão espiritual direcionada para uma vida mais cheia de sentido, adequado senso de finalidade e direção pessoal, desenvolve valores éticos e crenças positivas que nortearão suas ações. O desenvolvimento desse potencial, através da educação moral  e ética, vai ajudar o aluno das escolas de nosso Estado a construir uma identidade moral positiva e, em conseqüência, criar para si uma vida que valha a pena ser vivida e que lhe proporcione felicidade e paz. Não será isso que está faltando em nossas escolas?

 Os cientistas que estudam os diversos compartimentos do cérebro humano afirmam que numa dessas áreas está “o ponto de Deus”, que se ilumina, durante uma sessão de tomografia cerebral quando o paciente é estimulado auditivamente por assuntos transcendentais.

            Em relação ao ensino religioso, deve se levar em consideração a proposta de educação para o terceiro milênio, da UNESCO, levantada no estudo do relatório de Jacques Dellors e apresentada pelo grande educador francês Edgar Morin, aponta quatro pilares sobre os quais deve se embasar a educação das novas gerações: aprender a conhecer – abrir-se para novas conquistas na área do conhecimento, renovar-se; aprender a fazer – instruir-se tecnicamente para executar as atividades desafiadoras do mundo atual; aprender a conviver -  ou seja, viver em grupo com harmonia, aceitar o outro como ele é, respeitá-lo, viver em alteridade, ser altruísta; aprender a ser – desenvolver a sua humanidade, autoconhecer-se, amar-se. É uma proposta arrojada, sobre a qual a escola precisa refletir e planejar novos rumos,  engajando-se nesses novos tempos e oferecer aos alunos situações de ensino-aprendizagem que o ajudem a integrar-se harmonicamente consigo mesmo, com o próximo e com Deus para que eles se transformem em homens de bem, felizes e equilibrados, interagindo de forma positiva na sociedade.

            Para o nosso entendimento, esse desafio está diretamente ligado à disciplina do Ensino Religioso na escola.

            Nas atividades escolares precisa ser incluída a questão da religiosidade, Muitos problemas vivenciados hoje, nas dependências escolares, como o bullying, o baixo rendimento escolar, as reprovações, a agressividade, a violência, o desrespeito a professores, colegas e ao prédio por certo seriam atenuados se alunos estivessem sendo trabalhados na área da espiritualidade.

         No que concerne à regulamentação legal para a habilitação dos professores do Ensino Religioso, a Resolução 256 do Conselho Estadual de Educação busca estabelecer os critérios que devem nortear a contratação de professores da disciplina.

         O CONER/RS (Conselho Estadual do Ensino Religioso do RS) – previsto no artigo 33 da LDBEN, credenciado junto ao Sistema Estadual de Ensino pelo Parecer do CEED 75401 – é uma entidade civil que tem por finalidade congregar as denominações religiosas interessadas no processo de definição, regulamentar e construir conteúdos básicos na busca de meios e condições para assegurar a tutela do direito à liberdade de consciência religiosa, e ao direito do ensino religioso na formação básica do cidadão, propondo-se a colaborar nesse processo de e na formação de professores para que seja suprida a falta de educadores habilitados para tão importante componente curricular nas escolas gaúchas, proporcionando aos alunos a oportunidade de despertar a consciência de suas potencialidades positivas.

 

                                      Gladis Pedersen de Oliveira – Pedagoga

                                                 Conselheira do CONER/RS