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Posts de setembro 2010

Simchat Torá

30 de setembro de 2010 0

Hoje pela noite as comunidades judaicas do mundo todo comemoram a festividade de Simchat Torá – Alegria da Torá -.

Esta é uma festividade post-bíblica que marca o ciclo de encerramento e recomeço da leitura da Torá – Antigo Testamento -.

A origem desta festa foi na Babilônia por volta do ano 1000.

Além da rezar, é a unica data onde se dança com o livro sagrado.

Duas pessoas se destacam na comemoração, o Chatán Torá e o Chatán Breshit, o Noivo da Torá o no Noivo do Gênesis.

Estas pessoas recebem a honra de encerrar a leitura do livro e recomeçar.

A Torá é o livro mais importante para o Judaísmo.

A Torá está constituida de cinco livros, são estes:


Bereshit Gênesis
Shemot Êxodo
Vayikrá Levítico
Bamidbar Números
Devarim Deuteronômio

A cada semana é lida na sinagoga uma parashá – uma porção -, conforme as especificações do calendário judaico.

O planeta está morrendo?

28 de setembro de 2010 3

Quando postei o artigo de apenas cinco linhas Stephen Hawking dispensa Deus, jamais imaginei que iria gerar tao ricos e variados comentários entre os leitores  do nosso blog.

Quero registrar que aprecio cada um dos vossos comentários, que enriquecem amplamente o debate entre ciência e religiao.

O nosso leitor Amorin, escreve no seu último comentário entre outras coisas… o planeta está “morrendo”.

Sr. Amorin, em muitas oportunidades coincido com o seu pensamento, mas já teve momentos piores o nosso planeta.

As dois guerras mundiais foram momentos limite, e mesmo assim aqui estamos.

É verdade que existe um grande número de tragédias naturais causadas pelo homem, mas está nesse mesmo homem o resgate da natureza.

Existe um conceito hebraico chamado de Tikún Olam – Corrigir o Mundo.

Quando? agora mesmo. Tudo o que possa fazer pelo meu planeta para a sua presenvaçao deve ser feito.

Começando por cuidar o ser humano.

Você cuida do planeta quando recicla o seu lixo, quando poupa energia, quando procura energias alternativas nao poluentes.

Viver num mundo civilizado é uma tarefa difícil.

As religioes, mesmo com todas as críticas que possam ser feitas, sao a favor da preservaçao da natureza e o meio ambiente.

Sao a favor da paz e nao da guerra. O que nao serve sao os fundamentalismos.

Uma vez consultei  um Rabino sobre as histórias biblicas, se realmente aconteceram como estao descritas no texto, e a resposta foi, nao sei exatamente se aconteceram conforme a narrativa, mas o que devemos resgatar sao os ensinamentos dessas histórias.

Caro Sr. Amorin, nao é por casualidade que a Biblia é até o dia do hoje o texto mais publicado e que pode ser encontrado em quase todas as linguas que se falam neste planeta.

Poderia você encontrar outro livro tao conhecido e traduzido a tantas linguas?

Acho que a narrativa bíblica é tao poderosa que trascende os tempos, assim como o Criador que junto a sua obra revelada trascende as geraçoes.

Existem muitos fatos que nao podemos entender, nem a religiao e nem a ciência ainda encontraram respostas.

Os mistérios da vida, tornam as nossas vidas mais interessantes.

Se tudo fosse revelado, nao existiria a curiosidade humana, a pesquisa e o estudo.

Grande abraço Sr. Amorim.

Obrigado pelos seus claros e contundentes comentários, coincidamos ou nao, enriquecem o nosso debate.

Prof. Guershon

Conheça a festividade de Sucot

22 de setembro de 2010 0


Prof. Cléber Fontoura Marcolan

Sucót (do hebraico, cabanas) é um festival judaico que se inicia no dia 15 de Tishrei de acordo com o calendário judaico e tem duração de 8 dias. Também conhecido como Festa dos Tabernáculos ou Festa das Cabanas ou, ainda, Festa das colheitas visto que coincide com a estação das colheitas em Israel, no começo do Outono. A Torah determina que, durante sete dias, os judeus habitem em tendas, para que se lembrem que em cabanas habitaram os filhos de Israel quando Deus os redimiu da escravidão do Egito e lhes deu a Terra de Israel para que nela se fixassem (Vayicrá (Levítico), 23:39-44).

É uma das três maiores festas, conhecidas como Shalosh Regalim, onde o povo de Israel peregrinava para o Templo de Jerusalém.

Sucót relembra os 40 anos de êxodo dos judeus no deserto após a sua saída do Egito. Nesse período o povo judeu não tinha terra própria, eram nômades e vivam em pequenas tendas ou cabanas frágeis e temporárias. Como forma de simbolizar este período, durante a celebração de Sucót, os judeus deixam as suas casas e se abrigam sob folhas e galhos ao ar livre, simbolizando a Sucá. A Sucá nos lembra das Nuvens de Glória que rodearam o povo durante sua peregrinações pelo deserto a caminho da Terra Prometida. Todos então viram a especial proteção Divina, que D’us lhes concedeu durante aqueles anos difíceis.

A Sucá nos lembra que confiamos em D’us para nossa proteção, pois a Sucá não é nenhuma fortaleza, nem ao menos fornecendo um telhado sólido sobre nossa cabeça. Lembra-nos também de que a vida nesta terra é apenas temporária. Vivendo nesta humilde tenda, sujeita a qualquer pancada de vento, o indivíduo é capaz de perceber com mais facilidade que um dia deixará seus bens materiais e verá o que realmente é importante na vida. O ser humano percebe que não são seus bens ou suas paredes que o mantêm protegido, mas a bondade de D’us para com ele. O indivíduo pode ver claramente que o material é passageiro, enquanto suas ações e atitudes para com os demais, assim como as virtudes que este buscou conquistar, estarão sempre com ele.

A Sucá deve ser erguida ao ar livre e deve ser constituída de palha ou folhagem, que possibilita ver-se o céu. Deve ter pelo menos 3 paredes as quais não devem estar pregadas ao teto. Além desta passagem pelo deserto, a Sucá também simboliza todos os judeus que moram na diáspora, ou seja, fora de Israel.

Nos países mais quentes, muitos judeus comem e dormem dentro da Sucá. Nos países mais frios, é ordendado fazer ao menos uma refeição por dia dentro da Sucá. A questão é trocar a segurança e o conforto de uma casa por uma estrutura frágil, para perceber que, em última análise, toda sua proteção vem de D’us.

Também chamada Zemán Simchatêinu - Época de nossa Alegria, pois simboliza alegria e felicidade, ao depararmos com o conceito de que não é aquilo que possuimos (conforto, casa, bens materiais) que nos tornam felizes. Uma casa pode não ser um lar. Encontrar contentamento em uma cabana, certos de que D’us é nosso Protetor, é muito mais significativo do que contar com as forças das paredes e de um telhado para nos dar segurança e felicidade.

No último dia da festa era costume no Templo Sagrado (Beit HaMikdash) que o rei de Israel recitasse, na íntegra, o texto da Torah. Isto causava também uma grande alegria ao povo, que se confortava ao saber que seu rei, e portanto a nação, trilhava nos caminhos de D’us. Hoje em dia, os judeus comemoram, no último dia de Sucót, a festa de Simchá Torá (a alegria da Torá). Esta festa consiste na conclusão da leitura dos cinco primeiros livros da Tanach, que são lidos semanalmente nas sinagogas, divididos em porções.

Além de sair de suas casas para morar na Sucá, em Sucot os judeus também tem de cumprir outro mandamento muito importante: dentro da Sucá devem segurar quatro espécies diferentes de plantas que crescem em Israel (destino final dos judeus que agavam pelo deserto) na forma de um ramo com quatros espécies, assim precisamente chamado (arba’á minim) em hebraico, e balançá-las em todas as direções enquanto recitam uma brachá (bênção) especial. As quatro espécies são:

· Luláv = ramo de palmeira

· Aravá = ramo do salgueiro que cresce perto da água

· Hadás = ramo de murta, uma planta aromática

· Etróg = fruto cítrico que se assemelha a um limão

De acordo com algumas interpretações, as quatro espécies de Sucot representam os quatro tipos diferentes de judeus:

· O Etróg, com sabor e fragrância, representa os judeus que estudam a Torah e fazem boas ações

· O Luláv tem sabor, mas não tem fragrância. Representa os judeus que tem estudo, mas não fazem boas obras.

· O Hadás não tem sabor, mas tem fragrância, assim como os judeus que não tem estudo, mas praticam boas ações.

· A Aravá não tem sabor nem fragrância. Representa os judeus que não estudam nem realizam boas ações.

O que este ritual nos mostra é que todas as quatro espécies devem estar juntas para serem abençoadas. Nenhuma delas pode ser deixada de lado; nenhum judeu pode ser dispensado como “desnecessário” ou “excessivo”. As três espécies imperfeitas – o Luláv, a Aravá e o Hadás – devem ser seguradas juntamente com o Etróg, do mesmo modo todos os judeus devem ser considerados, os menos preparados em conjunto com aqueles que lhes servem de inspiração. Juntas, as quatro espécies que simbolizam a unidade do povo judeu são balançadas na direção dos quatro cantos do mundo para mostrar que a missão judaica é ser “uma luz entre as nações”, levando sua sabedoria, ética e moral a toda a humanidade, fazendo o Tikún Olam (aperfeiçoamento do mundo).

Ciência e religião, novamente no debate

22 de setembro de 2010 0

Vento pode ter separado Mar Vermelho para Moisés, explicam cientistas

Um forte vento noturno pode mesmo ter separado as águas do Mar Vermelho para Moisés da forma como as escrituras bíblicas descrevem, disseram  cientistas americanos. Simulações feitas em computador, que fazem parte de um estudo maior sobre como os ventos agem sobre as águas, mostraram que o vento pode empurrar e fazer a água voltar quando uma curva de rio se junta a uma lagoa costeira. A descoberta foi anunciada pela equipe do Centro Nacional de Investigação Atmosférica (Ncar, na sigla em inglês) da Universidade de Colorado, em Boulder.

- As simulações se assemelham bastante ao relato de “Êxodo” – disse Carl Drews, do Ncar, que coordenou o estudo. – A separação das águas pode acontecer devido à mecânica de fluidos. Os ventos movem as águas de acordo com as leis da física, criando uma passagem segura com a água dividida dos dois lados e permitindo que ela volte abruptamente logo em seguida.

Os textos religiosos diferem um pouco do relato, porém todos descrevem Moisés guiando os judeus para fora do Egito. O Mar Vermelho teria se aberto para deixar Moisés e seus seguidores passarem de forma segura.

Fonte O Globo

Ciência ou religião?  Ambas?

Já fui para Israel e Egito; existem certas períodos do ano, onde a maré é baixa e o homem consegui atravessar a pé os rios da região.

A minha leitura  moderna da Torá – Antigo Testamento -, me faz resgatar a história da saída do Egito como central, D-s faz o seu povo sair da escravidão, isso é o principal.

Se confronto os cientistas, poderia perguntar quem é que criou o vento? Para nós religiosos, D-s também é a natureza, D-s está no vento mas não é o vento – conforme o Rambam – Maimónides -.

Escuto opiniões, o debate está aberto.

Abraços a todos!

Prof. Guershon Kwasniewski

Líder Religioso da SIBRA – Sociedade Israelita Brasileita de Porto Alegre -.

Política e religião

21 de setembro de 2010 4

São dois campos que necessitam da pessoa envolvida uma dedicação completa.

Se pode ser político e religioso na mesma hora?

Os religiosos devemos em muitas horas ser políticos, mas isso não quer dizer que tenhamos que deixar o nosso serviço.

Vejo como problema os que em nome da fé pedem votos.

Vejo como problema os políticos que se aproveitam dos fiéis em seus templos para realizar a sua propaganda.

Na hora de votar não escolho o meu candidato pela sua religião e sim pelos valores éticos e morais que possui.

Estamos a duas semanas de escolher um novo Presidente para o Brasil, com novos Governadores, Senadores e Deputados.

Tentemos escolher e votar em políticos que se lembrem de nós – eleitores –  todos os dias, durante quatro anos e não  daqueles que baixam ao encontro do povo  uma vez a cada quatro anos.

Considero sim, que os políticos espiritualizados tem outra visão da sociedade.

Por traz de cada voto, existe um eleitor, um ser humano, um Brasileiro com sonhos, necessidades e desejos.

Estamos entregando a nossa representatividade, por tanto escolhamos com a razão e não com a emoção na hora de votar.

Viva a democracia!

Prof. Guershon Kwasniewski

Yom Kipur

17 de setembro de 2010 1

Neste dia de máxima espiritualidade para o Judaímso – O dia do Perdão -, rezaremos pensando  e pedindo por um mundo melhor.

Sem tragédias, nem inimizade, onde cada um possa cultivar os seus valores religiosos, respeitando também a quem  não acredita em D-s, e estabelecendo uma ponte para uma humanidade  melhor.

Que sejamos rubricados no Livro da Vida!

É o meu sincero desejo para cada um dos nossos leitores!

Prof. Guershon Kwasniewski

Líder Religioso da SIBRA

11 de setembro em Porto Alegre

12 de setembro de 2010 1

O Dr. Ahmad Ali e o Prof. Guershon Kwasniewski,  ambos representando o Islamismo e o Judaísmo se reuniram no Instituto NT de Cinema, junto a Beto Turkienitz, para uma manifestação pacifica, na qual evocaram as memórias das vítimas dos atentados do 11 de setembro de 2001, e se manifestaram contra a atitude radical do pastor americano que desejava queimar naquele dia, o livro sagrado dos muçulmanos, Alcorão.

Membros das comunidades judaica e palestina, assistiram um filme do Forum Social Mundial realizado em Porto Alegre, trazendo mais um exemplo de tolerância e respeito entre ambos povos.

As vezes destruir parece mais trascendente que construir, mas se juntamos as pequenas manisfestações pela paz, iremos perceber que não somos tão poucos os que desejamos um mundo melhor.

Prof. Guershon

Encontro pela paz

10 de setembro de 2010 0

Amanhã 11 de setembro, às 11 horas será realizado um encontro pela paz no Instituto NT de Cinema, Rua Marquês do Pombal 1111.

O encontro tem como objetivo lembrar as vítimas do 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, e realizar uma manifestação pacifica mostrando que as religiões são contra a queima de livros sagrados.

Todos estão convidados a comparecer.

Governadora Yeda Crusius prestigia Ano Novo judaico na Sociedade Israelita

09 de setembro de 2010 0


A governadora Yeda Crusius prestigiou, na noite desta quarta-feira (8), a cerimônia do ano novo judaico (Rosh Hashaná), na Sociedade Israelita Brasileira de Cultura e Beneficência (Sibra), em Porto Alegre. A comunidade judaica celebra, hoje, o ano de 5771. A chefe do Executivo lembrou que o ano novo é a celebração de uma nova etapa que se inicia. “Essa cerimônia nos faz meditar e marcar o seguir adiante. Desejo a todos um bom ano novo, e vamos estar juntos no caminho da construção do dia do perdão”, concluiu. NOTÍCIAS DO PIRATINI

Celebração do Ano-Novo judaico

09 de setembro de 2010 0
09 de setembro de 2010 | N° 16453

PORTO ALEGRE


A celebração do Ano-Novo judaico (Rosh Hashaná) na Sociedade Israelita Brasileira de Cultura e Beneficência (Sibra), em Porto Alegre, contou ontem com as presenças da governadora Yeda Crusius e do prefeito da Capital, José Fortunati. Foi comemorada a entrada do ano 5771.

O Rosh Hashaná – que significa “cabeça do ano”, em hebraico – é considerado uma etapa para corrigir as próprias atitudes e tomar boas decisões. Nesta época, existem costumes e leis do judaísmo que são praticados tradicionalmente, como o uso de roupas brancas e de velas.

Fonte ZH

Shaná Tová u Metuká!

08 de setembro de 2010 0

Em nome da SIBRA – Sociedade Israelita Brasileira de Cultura e Beneficência – de Porto Alegre, desejamos compartilhar com todos os nossos leitores a alegria de chegar a um novo ano – 5771 – conforme o calendário hebraico.

Shaná Tová u Metuká, que tenham todos um ano bom e doce.

Continuemos juntos construindo este espaço de respeito, com opiniões diversas, aprendendo uns dos outros.

Prof. Guershon Kwasniewski

Líder Religioso da SIBRA

Polêmica religiosa

07 de setembro de 2010 4

Igreja dos EUA revolta muçulmanos

Pastor americano pretende queimar exemplares do Alcorão para marcar o nono aniversário do 11 de Setembro, no sábado

Uma pequena igreja cristã carismática de Gainesville, na Flórida (EUA), tem conseguido provocar a ira de milhões de pessoas mundo afora. No sábado, o Centro Dove World Outreach foi alvo de um protesto na Indonésia. Ontem, no Afeganistão. O motivo: seu líder, Terry Jones, promete queimar exemplares do Alcorão, livro sagrado do Islã, para marcar o nono aniversário dos atentados de 11 de Setembro no próximo sábado.

Na manifestação, centenas de afegãos reunidos em frente a uma mesquita na capital, Cabul, gritavam “morte aos Estados Unidos”, depois de fervorosos discursos com críticas aos americanos e pedidos de retirada das tropas estrangeiras do país. Alguns manifestantes lançaram pedras à passagem de veículos militares dos EUA.

A embaixada americana em Cabul afirmou por meio de um comunicado que “o governo dos Estados Unidos condena esses tipos de atos de desrespeito contra a religião islâmica” e “está profundamente preocupado com as tentativas deliberadas de ofender membros de grupos religiosos e étnicos”. Apesar das declarações, afegãos culpam o país e o governo de Barack Obama pela ação.

– Sabemos que não é somente a decisão de uma igreja, mas do presidente e de todo os EUA – afirmou o estudante Abdul Shakoor, 18 anos.

As autoridades de Gainesville negaram o pedido para realização do ato na cidade. Os líderes da igreja, porém, disseram que mesmo assim seguirão com o plano no sábado, que foi chamado pelo centro de “Dia Internacional para Queimar o Alcorão” e promovido em uma página do site de relacionamentos Facebook. Não é a primeira vez que a igreja causa polêmica. O pastor Jones é autor de um livro chamado Islam is of the Devil (Islã é do Demônio, em tradução livre), palavras que também aparecem em camisetas que vende.

Autoridades americanas levam a sério ameaças

As polícias local e estadual e o FBI (polícia federal americana) dizem estar levando a sério a potencial ameaça à segurança nacional causada pela iniciativa do Dove World. Um grupo islâmico sediado na Grã-Bretanha citou a queima do Alcorão em um vídeo conclamando os muçulmanos a “levantar-se e agir”. Segundo a empresa Flashpoint Global Partners, que monitora sites radicais, um terrorista suicida ameaçou atacar a igreja com um carro-bomba e outros falaram em incendiar o local. Recentemente, Jones afirmou ao The New York Times que tem recebido ameaças de morte regularmente desde que anunciou a realização do ato.

Ontem, o general americano David Petraeus, comandante das tropas no Afeganistão, declarou que a ação da igreja pode, inclusive, colocar não só a vida dos militares do país em risco, mas também todo o trabalho dos EUA em território afegão. Conforme ele, as imagens seriam usadas pelos militantes do Talibã para inflar os sentimentos antiamericanos.

Os muçulmanos, porém, não são os únicos a demonstrar indignação. O banco no qual a igreja tem uma hipoteca de US$ 140 mil pediu o pagamento imediato da dívida. Além disso, Jones teve o seguro de sua propriedade cancelado. Nada que, aparentemente, desmobilize o pastor.

– O Islã é uma religião muito opressiva, e o Alcorão é, definitivamente, um livro perigoso. Queremos mandar uma clara mensagem aos radicais islâmicos – disse ele ao jornal Houston Chronicle.

CABUL

Outras polêmicas
- A publicação de charges do profeta Maomé – algo proibido pelo Islã – em um jornal da Dinamarca, em 2005, provocou violentos protestos em todo o mundo islâmico. Alguns dos autores dos trabalhos ainda vivem sob proteção, devido às frequentes ameaças de morte.
- Em 2006, declarações do papa Bento XVI, em que citou as críticas ao profeta Maomé feitas pelo imperador bizantino Manuel II Palaiologos, também causaram uma onda de protestos entre os muçulmanos, inclusive da rede terrorista Al-Qaeda. Segundo o imperador, o profeta só trouxe o mal, “como sua ordem para disseminar pela espada a fé que ele pregava”.
Fonte ZH Mundo 7/9/10

Tempo de reflexão

07 de setembro de 2010 1

Famílias judaicas festejam Ano-Novo

Judeus de todo o mundo comemoram a partir de amanhã o ano 5771

Ao entardecer de amanhã, as cerca 2,5 mil famílias judias do Rio Grande do Sul se somam aos judeus do mundo todo para a chegada do ano 5771. É o Rosh Hashaná – que significa “cabeça do ano”, em hebraico.

Em Porto Alegre, está previsto o encontro de famílias nas sinagogas, onde realizam orações e refletem sobre suas vidas no ano que passou. Esta é considerada uma etapa para corrigir as próprias atitudes e tomar boas decisões.

Nesta época, existem costumes e leis do judaísmo que são praticados tradicionalmente. Usam-se roupas brancas que representam a pureza da alma, enviam-se cartões com os dizeres Shaná Tová U-metuká (um ano bom e doce), acendem-se velas e comem-se comidas que representem o bem, a plenitude e a feliz renovação do ano. Um costume antigo é comer um pedaço de maçã mergulhado no mel – para um ano bom e doce.

O líder religioso Guershon Kwasniewski, da Sociedade Israelita Brasileira de Cultura e Beneficência (Sibra), acrescenta que esse também é o período mais rico da liturgia judaica pela variação de melodias e pela profundeza do conteúdo dos textos que são cantados durantes as celebrações.

– Nas cerimônias costuma-se refletir sobre a vida, o passado do ser humano e o destino. É um tempo de balanço pessoal e tempo de perdão – afirma Kwasniewski.

Este ano, a Sibra inova oferecendo livros de reza transliterados aos seus frequentadores, os chamados machzorim. Assim, quem não domina o hebraico pode acompanhar as rezas.

O período intermediário entre o Ano-Novo e o dia do perdão é conhecido como “Dez Dias de Arrependimento” onde o indivíduo tem a última oportunidade para se arrepender das promessas que não cumpriu e dos erros que cometeu.

– O verdadeiro perdão no judaísmo é bidirecional: tem que pedir perdão a Deus e também a um indivíduo. Só a uma das partes não adianta– revela o líder religioso.

Ao entardecer do dia 17 de setembro (sexta-feira) – a comunidade judaica celebra o Iom Kipur, o dia espiritual máximo do calendário judaico – o mais sagrado dos feriados religiosos. É um dia de jejum, reflexão e orações. É o dia de pedir perdão por promessas feitas a Deus e que foram quebradas, fechando o ciclo de renovação espiritual entre Rosh Hashaná e Iom Kipur.

Fonte ZH

Cientista diz que Deus não criou o universo

04 de setembro de 2010 1

Deus não criou o universo, diz o homem apontado como o mais famoso cientista vivo da Grã-Bretanha em livro a ser lançado em breve.

Em sua nova obra, The Grand Design (O Grande Desenho), o professor Stephen Hawking, da Universidade de Cambridge, sustenta que o Big Bang, em vez de ter ocorrido em razão da intervenção de um ser divino, foi uma consequência inevitável da lei da gravidade.

Em seu livro de 1988, Uma Breve História do Tempo, Hawking parecia ter aceito o papel de Deus na criação do universo. Mas no novo texto, coproduzido com o físico americano Leonard Mlodinow, ele disse que novas teorias mostram que um criador “não é necessário”.

O Grande Desenho, do qual o jornal britânico The Times publicou na quinta-feira um trecho, chega a contestar a crença de Sir Isaac Newton de que o universo deve ter sido desenhado por Deus, uma vez que não poderia ter sido criado a partir do caos.

“Porque há uma lei como a da gravidade, o universo pode e criará a si mesmo do nada”, ele sustenta. “Criação espontânea é a razão pela qual há algo em vez de nada, o porquê de o universo existir, o porquê de nós existirmos.”

No livro a ser lançado no dia 9 de setembro, Hawking diz que a Teoria M atingirá o objetivo: “A Teoria M é a teoria unificado que Einstein estava desejando encontrar”. E acrescenta: “O fato de que nós, seres humanos – que somos nós mesmos meras coleções de partículas fundamentais da natureza – termos sido capazes de chegar tão perto de um entendimento das leis que nos governam e ao nosso universo é um grande triunfo”.

Hawking diz que o primeiro golpe na crença de Newton de que o universo não poderia ter emergido do casos foi a observação, em 1992, de um planeta na órbita de uma estrela diferente do Sol. “Isso faz as coincidências de nossas condições planetárias – o sol único, a fortuita combinação da distância entre o Sol e a Terra e da massa solar – muito menos notáveis e muito menos peremptórias como evidência de que a Terra foi cuidadosamente desenhada apenas para agradar a nós, seres humanos”, escreve.

Hawking tinha anteriormente parecido aceitar o papel de Deus na criação do universo. Em seu best seller Uma Breve História do Tempo, de 1988, ele disse: “Se descobrimos uma teoria completa, seria o triunfo máximo da razão humana – porque poderíamos conhecer a mente de Deus”.

Hawking renunciou à posição de professor lucasiano de Matemática na Universidade de Cambridge no ano passado, depois de 30 anos na função.

Fonte ZH Cultura

Veja os comentários sobre este mesmo assunto, no post anterior sobre Hawking.

Como religioso, acho muito importante poder conhecer a opinião dos nossos leitores sobre o assunto, em breve vou escrever a posição sobre o Judaísmo e a ciência.

Shabat Shalom, bom final de semana para todos!

Prof. Guershon

Yamim Noraim

03 de setembro de 2010 0

“Dias temíveis”! Esse é a tradução das palavras em hebraico “Yamin Noraim” (םיארונ םימי) ‎, que representam o período entre Rosh HaShaná e Yom Kipur.

Mas porque “dias temíveis”? O que de tão terrível pode haver entre os dias que marcam o início do Ano Novo Judaico e o Dia do Perdão para dar medo?

No Judaísmo, Yom Kipur representa o dia em que D’us, após verificar todos os atos cometidos por uma pessoa durante o ano que passou, julga com retidão e dá Seu veredicto: punição ou perdão e a inscrição do nome dessa pessoa no Livro da Vida por mais um ano. Mas quando é que D’us averigua os atos realizados? Durante o período de 10 dias entre Rosh HaShaná e Yom Kipur. Por isso “dias terríveis”, pois durante esses dias tudo o que a pessoa fez no ano que passou está sendo analisada e julgada por D’us.

Mas esses dias também são conhecidos como Aseret Yemei Teshuvá (הבושת ימי תרשע) ou Dias de Arrependimento, pois também temos, durante esse período, a chance de esquadrinhar nosso coração e verificar se fizemos algo errado ou cometemos algum pecado contra alguém, podendo fazer Teshuvá (הבושת), que significa se arrepender dos pecados de maneira profunda e sincera e procurar repará-los (quando possível). São 10 dias para aprofundar-se dentro de si, afastar-se do mal, aproximar-se do bem. Isso é, na verdade, o que D’us espera de nós, pois Os sacrifícios que agradam a D’us são um espírito quebrantado; um coração quebrantado e contrito, ó D’us, não desprezarás.” (Tehilim 51:17).

Porém observa-se também que as más ações ou transgressões têm duas polaridades: uma do homem em relação ao homem e a outra, do homem em relação à D’us. A primeira é a da vida diária, exterior, social e inter-humana. A outra, do âmbito da alma, é o segredo da consciência. A primeira é coisa de homens, e os homens têm de resolvê-la: As transgressões que vão de homem a homem, não são expiadas em Yom Kipur, se antes não forem perdoadas pelo próximo. Daí que se costuma pedir previamente o perdão de nossos semelhantes, se eles não perdoarem, D’us não poderá intervir. Se o pecado tiver sido cometido contra D’us, aí sim pedimos perdão ao Eterno.

Estejamos nos preparando para o Dia do Perdão. Que possamos refletir e fazer teshuvá.

Ktivá ve’Chatimá Tová – כתיבה וחתימה טובה

QUe sejas inscrito e rubricado no livro da vida!

Prof. Cléber Fontoura Marcolan,  colaborador da SIBRA