No dia de ontem levei o meu filho no estádio, para assistir o jogo de seu time, o Internacional.
Eu sou gremista, mas o que não faz um pai pelo seu filho?
O futebol é uma paixâo do nosso povo, mas de muitos povos nesta terra.
É interessante como tudo se transforma num grande culto.
Louvamos os melhores jogadores, ao ponto de transformar eles em nossos ídolos.
Reverenciamos técnicos quando acertam.
Criticamos o Juiz quando erra, ao ponto tal de nos revoltar.
Cantamos com os nossos colegas os mesmos cânticos, e geralmente temos um chefe que puxa esse cântico.
Assistimos regularmente uma ou duas vezes por semana ao estádio.
Sentamos nos mesmos lugares.
Vamos fardados com as cores do nosso time e levamos o radinho.
As vezes temos o costume de juntar a turma, almoçar ou jantar e depois ir para o estádio.
Pedimos por um resultado, imploramos por um placar favorável.
O culto do futebol, em nada difere dos cultos que realizamos em nossos templos.
O líder religioso reza e puxa a sua comunidade a lhe seguir.
Ficamos bravos com D-s quando Ele cobra do nós, ou não gostamos do resultado das nossas vidas.
Sentamos em nossos templos, sempre no mesmo local.
Levamos conosco os objetos religiosos que usaremos durante o culto.
Temos o nosso D-s a quem louvamos.
Quase sem perceber temos uma série de rituais, com os quais transformamos o futebol num culto.
Bem-vindo seja este culto que alegra aos povos, bem-vindo o futebol que reúne a família e os amigos.
Bem-vindo quando conseguimos tratar o adversário com respeito.
Mas como tudo culto, cuidado com os radicais, com aqueles que deixam tudo ou fazem barbaridades pela cor de uma camiseta.
Acreditamos e temos fé, em nossa religião e em nosso time.
Futebol, o culto que acrescentamos ao nosso culto.
Prof. Guershon