Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros
Capa ZH ZH Blogs Assine agora

Posts de setembro 2011

Rosh Hashaná, começa hoje o Ano Novo Judaico 5772

28 de setembro de 2011 0

Brindamos com todos os nossos irmãos pela chegada de um novo ano.

Para quem quiser acompanhar o serviço religioso ao vivo é só clicar às 19 horas em www.livestream.com/SIBRARS

O nosso objetivo é acercar a espiritualidade até as pessoas com dificuldades para se locomover, doentes, idosos, pessoas que moram em cidades sem sinagoga e público em geral que deseje conhecer mais sobre a cultura religiosa judaica.

Integrantes do Grupo de Diálogo Inter-religioso estarão presentes esta noite na SIBRA.

A todos o nosso desejos de Shaná Tová u Metuká!

Um ano bom e doce!

Mudanças Climáticas e crise espiritual

27 de setembro de 2011 0

Atualmente as mudanças climáticas e o aquecimento global têm sido alvo de diversas discussões e pesquisas científicas. Tudo isto afeta o nosso suposto conforto de controle e segurança. Bem longe de causas cientificas, existem causas das causas, num olhar espiritual, a Kabbalah (filosofia mística milenar), nos mostra que as conclusões científicas são conseqüências de uma causa ainda maior e mais sutil.

A natureza é um espelho Divino e do Homem, que como co-criador, participa de sua criação, pintura. A diferença é que o homem vive na natureza, depende dela, mas está completamente separado dela, e a natureza é uma dimensão divina, chamada de Elohim.

Elohim é a mãe da Justiça, onde o autor  da arte tem o seu direito de reorganizar a casa.
Nos dói ver os caminhos traçados…não por D´us, mas por nós, como co criadores – co – responsáveis pela obra de arte.
Nós, péssimos pintores, colocamos as cores em lugares errados, fazemos péssimas combinações, misturamos técnicas e tintas…nada a ver, acabamos por criar grandes borrões – desastres artísticos. Morros escorregam, como tintas que nunca secam. Casas e pessoas se misturam, cores que se tornam escuras, e assim vai-se perdendo a imagem. E a arte se desfaz.

Para a kabbalah as transformações da natureza são uma conseqüência do desequilíbrio emocional do homem, que carregado de ódio e raiva, geram um acumulo de energia que é expresso pela natureza.

Estamos emocionalmente intoxicados de nosso egoísmo, que gera todos os tipos de sentimentos, pensamentos e ações negativas na vida e conseqüentemente a tentativa da natureza de se reequilibrar.

Nos tempos de Elohim, não temos mais tempo para nos distrair com a novela, a cervejinha ou o futebol, devemos resolver nossas questões para agora, senão, nesta transformação da natureza seremos os próximos a sermos atingidos por um furacão, enchente…

Não podemos esquecer que nós somos a natureza, que se espelha em nós, e vivemos momentos de despertar a consciência da alma, interna. Com isto, insatisfações e movimentos internas borbulham o homem, que em sintonia com o universo gera grandes mudanças em seus paradigmas.

Nas mãos da Divina providencia estamos sendo chamados de volta, a nossa verdadeira natureza, observando e criando consciência de nossos excessos.

Enquanto estivermos mergulhados em nosso egoísmo, a terra seguirá sua transformação como conseqüência daquilo que nos tornamos. Vivemos no âmago de uma crise global: econômica, social, ecológica, climática, religiosa, pessoal….Nos perdemos de nós mesmos.

Nosso trabalho é trazer de volta a consciência mais profunda do ser  humano, recuperando sua alma.


Adriana Finkelstein

Professora de  Kabbalah

http://escoladekabbalah.com/site/1/blog/


Tecnologia e religião

26 de setembro de 2011 0

Pela primeira vez na sua história de 75 anos, a SIBRA vai transmitir ao vivo os serviços religiosos de Rosh Hashaná e Iom Kipur – Ano Novo e Dia do Perdão -.

Para assistir é só entrar em www.livestream.com/SIBRARS

Dia 28 de setembro, 19 horas.

Dia 29 de setembro, 9 horas

Dia 29 de setembro, 19 horas

Dia 30 de setembro 9 horas

Dia 7 de outubro, 18:30 horas

Dia 8 de outubro, 9 horas

Dia 8 de outubro, 16 horas

Realizamos esta transmissão pensando em todas aquelas pessoas que por diversas dificuldades não podem se locomover até a nossa sinagoga – pessoas idosas, doentes, residentes em cidades sem sinagoga, pessoas que estão de viagem, e todos os que desejem conhecer melhor a nossa cultura religiosa.


O Estado Palestino

23 de setembro de 2011 0

Muito se fala no direito de existência do Estado Palestino por estes dias – gostaria deixar claro que concordo plenamente com uma Palestina independente-, mas poucos se lembram do porque este país ainda não existe como tal.


No ano 1947 a ONU declarou a partilha da Palestina em dois países, um para os árabes e outro para os judeus.

Os nossos irmãos árabes não aceitaram e começou uma guerra cruel tendo como objetivo jogar todos os judeus no Mar Mediterrâneo.

Poucos lembram por estes dias que o Estado Palestino não é uma realidade pela divisão interna entre os próprios grupos palestinos.

O Fatah de Mahmoud Abbas foi expulso a tiros da Faixa de Gaza pelos integrantes do Hamas – organização terrorista que até o dia de hoje não reconhece o direito a existência do Estado de Israel.

Como é que pode existir Palestina como país, se sequestra soldados de Israel, há cinco anos estamos pedindo pela libertação de Guilad Shalit, soldado do exército de Israel sequestrado em Gaza.

Imaginem um soldado brasileiro sequestrado pelo Uruguai ou pela Argentina, qual seria a nossa atitude?

O mundo esqueceu rapidamente a saída unilateral e em troca de nada que o Estado de Israel fez da Faixa de Gaza; qual foi a resposta palestina, continuar lançando foguetes contra a população civil do sul de Israel.

Se os palestinos tanto querem a paz na região do Oriente Médio porque não promovem manifestações públicas em favor de dois estados, como nós judeus fizemos e fazemos?

Dizer que todos os males palestinos são produto de Israel e dos judeus é distorcer a história.

Após 64 anos os palestinos voltam para a ONU, reivindicando a mesmos direitos que lhes foram outorgados em 1947.

Foram 64 anos perdidos, com muitas mortes para ambos os lados.

Resgatemos o respeito pela existência pacífica dos povos numa sociedade livre, democrática e sem ódios.

Prof. Guershon Kwasniewski

Líder Religioso da SIBRA

Votos da Igreja Católica pelo ano novo judaico

22 de setembro de 2011 0

Prezado Guershon,

Na Festa de Rosh HaShanah, tempo de comemoração do aniversário da Criação do mundo e da Recordação dos atos do ano que passou,  desejamos que o Senhor se recorde das suas criaturas e as inscrevam no Livro da Vida. Que a Comunidade Judaica possa viver o Ano 5772 marcado pela fé e esperança, e pelo otimismo e Shalom!!

Esses são os votos de felicitações de Dom Odilo Pedro Scherer, Cardeal Arcebispo de São Paulo e da Equipe da Casa da Reconciliação.


Resposta

Prezado  Dom Odilo Pedro Scherer, Cardeal Arcebispo de São Paulo e amigos da Equipe da  Casa da Reconciliação

Em nome dos associados da SIBRA – Sociedade Israelita Brasileira de Cultura e Beneficência – de Porto Alegre, em nome da Diretoria e no meu próprio desejo agradecer os votos para o ano 5772.

Rezemos e juntemos projetos por um mundo melhor.

Shaná Tová irmãos!

Prof. Guershon Kwasniewski

Líder Religioso

Lançada Cartilha que traz orientações sobre oferendas ecológicas

20 de setembro de 2011 1

foto felipe dalla valle/cmpa

A Câmara Municipal de Porto Alegre lançou na noite de terça-feira (13/9), a Cartilha “A Educação Ambiental e as Práticas das Religiões Afro-Umbandistas”, que traz orientações sobre as práticas religiosas e o cuidado com o meio ambiente. 

Conforme a presidente da Casa Legislativa, vereadora Sofia Cavedon (PT), o caderno é resultado da mobilização dos líderes religiosos que compõem as Matrizes Africanas, e dos Movimentos Sociais. “A Cartilha tem o papel de orientar leigos e integrantes da religião que ainda não tem formação apontando para a preservação ambiental e o uso correto das oferendas, assim como a de contribuir na superação do preconceito que historicamente as religiões afro-umbandistas sofrem”. 

O representante da religião, Pai Clóvis, do Conselho Estadual da Umbanda e dos Cultos Afro-brasileiros do RS (Ceucab/RS), diz que “o momento é histórico, e a Cartilha servirá como multiplicadora da nossa mensagem”. Ele agradeceu o apoio da Câmara de Vereadores, representado pela presidente da Casa, que “em um gesto amoroso abraçou a causa, constituiu um Grupo de Trabalho que construiu a cartilha e já realizou o I Seminário Tolerância Religiosa e a Consciência Ambiental, que debateu a preservação do meio ambiente pela religião afro-umbandista e a realização de campanhas pela tolerância religiosa”.

A cartilha traz orientações sobre oferendas ecológicas como a apresentação e plantação de oferendas, despachos e limpezas, com a utilização de materiais orgânicos biodegradáveis, evitando materiais de difícil absorção pela natureza.

Prefeito é homenageado na comemoração dos 75 anos da Sibra

18 de setembro de 2011 0

Na noite de sexta-feira, 16, o prefeito José Fortunati participou das comemorações dos 75 anos da Sociedade Israelita Brasileira de Cultura e Beneficência (Sibra). O evento ocorreu na Sinagoga, no bairro Rio Branco, durante o Culto de Shabat. 

Na ocasião, Fortunati foi agraciado com o Prêmio Destaques 2011 – Sibra. “Este é um reconhecimento ao trabalho de pessoas que fazem a diferença nas ações em prol da comunidade”, destacou o presidente da entidade, Sérgio Caraver, que elogiou o apoio ao Grupo Inter-religioso de Porto Alegre (Dirpoa), reconhecido por lei municipal. 

“Agradeço a homenagem como demonstração de carinho que tenho com a comunidade judaica de Porto Alegre. Desejo que continuemos, juntos, construindo uma sociedade mais justa e fraterna”, frisou o prefeito.  

Sibra – A Sociedade Israelita Brasileira de Cultura e Beneficência de Porto Alegre, que completou 75 anos no dia 29 de agosto, se define como uma sinagoga com espírito jovem, na qual tradição, continuidade e rituais são preservados desde uma perspectiva moderna, criando a “identidade judaica gaúcha”.

A entidade representa a comunidade judaica no Grupo de Diálogo Inter-religioso local, faz campanhas de justiça social em favor de judeus e não judeus e representa o judaísmo em eventos públicos e privados.

A Sibra é ligada ao World Union for Progressive Judaism (União Mundial para o Judaísmo Progressista).

Foto: Ricardo Stricher/PMPA

No Culto de Shabat, Fortunati foi agraciado com o Prêmio Destaques 2011

15 de setembro de 2011 0

Alunos que fazem sua formação psicanalítica na Sociedade Brasileira de Psicanálise de Porto Alegre que é filiada da Associação Internacional de Psicanálise cuja sede é em Londres visitaram a SIBRA, onde receberam aula sobre vida e obra de Moshé. O Dr. Flávio Roithmann – analista didata- coordenou o grupo na visita a nossa sinagoga.
Analistas didatas são os colegas que ministram seminários, realizam supervisão de casos e analisam futuros analistas ( que são os que compareceram a atividade de hoje ) .
Estiveram em nossa instituição o psiquiatra Rafael Klein e os psicólogos Rodrigo Boettcher, Cibele Fleck, Paula Sarmento Leite, Fernanda Bortoli Felippe, Magda Walz.

Sugeri para os nossos visitantes falar numa próxima oportunidade sobre os sonhos de José.

Espaço Inter-religioso no Hospital de Clínicas de Porto Alegre

13 de setembro de 2011 0

O Dr. Alexandre Gavronski, Procurador Geral dos Direitos do Cidadão do Ministério Público, esteve ontem na SIBRA reunido com o Grupo de Diálogo Inter-religioso de Porto Alegre, para trocar idéias sobre o futuro espaço espiritual a ser construído no Hospital de Clínicas.

Lembramos que o espaço era ocupado pela Igreja Católica e a ideia é que se torne um espaço inter-religioso.
Também foi sugerido que nos quartos além do crucifixo existam símbolos de todas as religiões, ou que não se coloque nenhum.

O Dr. Alexandre foi convidado a visitar o espaço inter-religioso no aeroporto internacional Salgado Filho, para levar uma proposta semelhante para o Hospital de Clínicas.
A conversa foi proveitosa.


11 de setembro, uma data que não podemos esquecer

12 de setembro de 2011 0


Participei na última sexta-feira do programa de TV Boa Tarde RS, onde refleti sobre a data de 11 de setembro, a seguir os links para ver o programa.



Crescimento evangélico estimula mercado de consumo e religião

01 de setembro de 2011 0

Interessante informe de PAULA ADAMO IDOETA

É um grupo cada vez mais numeroso e com sede de prosperar e consumir. O crescimento dos evangélicos no Brasil, em especial no ramo pentecostal, provocou mais do que mudanças religiosas: fortaleceu um mercado econômico, que chama a atenção tanto de igrejas como da iniciativa privada. De seu lado, as igrejas criaram estratégias de negócios. Algumas desenvolveram estruturas empresariais e planos de carreira; outras lançaram até cartões de crédito. E diversas montaram grupos e reuniões em que estimulam os fiéis a abrir negócios próprios e sanar suas finanças, com base na Teologia da Prosperidade – movimento que prega o bem-estar material do homem.

“Passava uma vida de miséria, comendo carcaça de frango”, conta uma frequentadora da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), acrescentando que, depois que começou a assistir às “reuniões da prosperidade” semanais da igreja, “as portas começaram a se abrir”. O depoimento é exibido pela própria IURD no YouTube. Em outro vídeo, um fiel diz que seus negócios não deram certo até ele entrar para o culto. Depois de “sair das trevas”, ele comprou “quatro, cinco casas”, onde cabem “sete ou oito carros”.

“A igreja é um local de ritos, mas hoje também um espaço de trocas e bens simbólicos”, diz Leonildo Silveira Campos, do departamento de Ciências Sociais e Religião da Universidade Metodista. “É voltada a pessoas cada vez menos preocupadas com questões transcendentais, e sim com o aqui e o agora. Para o novo pentecostal, o dinheiro não é para ser acumulado como previa a ética protestante, mas para comprar o carro e o apartamento novo. Para se inserir no mercado de consumo.”

Igrejas e empresas respondem a isso com produtos, que incluem cartões de crédito (emitidos pelas igrejas Internacional da Graça de Deus e Assembleia de Deus) e lançamentos constantes. A rua Conde de Sarzedas, no Centro de São Paulo, se especializou em atender consumidores cristãos. Ali, é possível comprar de bíblias segmentadas a CDs, jogos de tabuleiro com temas bíblicos e pacotes de turismo para Egito e Israel.

Público fiel
“É um lugar onde as pessoas sabem o que querem consumir. É um público fiel”, diz à BBC Brasil a cantora e apresentadora Mara Maravilha, que, há 15 anos convertida à fé evangélica, tem uma loja onde vende seus CDs e DVDs gospel na Conde de Sarzedas. Daniel dos Reis Berteli, 29 anos, da igreja Nazareno do Brasil, comprava livros, roupas e CDs evangélicos em uma loja ao lado. “Antes, não tínhamos essa variedade de livros”, diz. “Há uns 15 anos, minha mãe fazia lembrancinhas religiosas com cartolina. Hoje, está tudo mais profissional.”

A percepção de que o setor caminhava rumo à profissionalização levou Eduardo Berzin Filho a promover a feira ExpoCristã, realizada há dez anos em São Paulo. Ele diz que a edição de 2010 atraiu 160 mil visitantes e expositores como editoras, gravadoras gospel, empresas de mobiliário para igrejas e até consultorias de gestão de templos.

O mais claro exemplo pentecostal de estratégia de negócios vem da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd), que diz ter presença em mais de cem países – mais do que qualquer multinacional brasileira. A IURD montou uma estrutura empresarial que faz de seus pastores “profissionais da religião, com metas de atração e conversão de fiéis, de arrecadação (de dízimo) e de ampliação de recursos”, afirma Ricardo Mariano, professor da PUC-RS e autor de um livro sobre a Universal.

Para os pastores, diz Mariano, “existe quase um plano de carreira, que permite que eles passem para congregações maiores, vão para outros países e participem de programas de TV” se baterem as metas. A IURD e outras seguem “os principais preceitos do marketing: preço, publicidade, praça (localização de templos) e produto”, opina Mario René, professor de Ciências do Consumo na ESPM e doutor em teologia prática.

Os especialistas ressaltam que há traços de profissionalização e mercantilização também em outras religiões – só que eles estão mais evidentes nas pentecostais e neopentecostais por conta de sua exposição midiática e do próprio crescimento dos evangélicos no Brasil. Segundo o estudo Novo Mapa das Religiões, da FGV, os evangélicos representavam 20,2% da população brasileira em 2009, contra 9% em 1991. Boa parte se concentra na emergente classe C.

Os pentecostais são por volta de 12% da população, mas, segundo estudo prévio da FGV, respondem por 44% das doações feitas às igrejas.

Doações
Agora, além de solicitar “ofertas” para continuar a “obra de Deus”, a Igreja Universal pede contribuições para financiar o Templo de Salomão – versão brasileira de um histórico templo em Israel. Em um culto recente da igreja em São Paulo, o pastor exibia aos fiéis um vídeo sobre o templo, que está sendo erguido na Zona Leste da cidade e custará R$ 350 milhões. “Os (doadores) terão seus nomes colocados nas 640 colunas do templo”, diz o pastor, pouco antes de serem entregues envelopes para doações. “O bispo disse que um homem doou R$ 200 mil. Se você não pode R$ 200 mil, pode mil, pode R$ 500. Doe de acordo com a sua fé.”

Alguns fiéis apoiam o pagamento do dízimo e doações desse tipo como forma de dar continuidade ao trabalho religioso. Mara Maravilha, fiel da Universal, é uma delas. Para a cantora, quem não paga a contribuição está “roubando de Deus” e “se o pastor vai fazer certo ou errado (com o dinheiro), isso não cabe mais” ao fiel. “Graças a Deus que se abrem muitas igrejas. É melhor do que abrir botequim”, afirma Mara. “A gente, por mais que dê, nunca vai conseguir dar mais do que Deus nos dá.”

Ela também rejeita as críticas de mercantilismo. “Os produtos têm efeito que não tem dinheiro que pague para uma pessoa sem esperança. Antes, eu vendia até revista masculina. Hoje, vendo a palavra de Deus. Estou errada hoje ou estava antes?”

Perigo
A executiva Márcia Félix, 37 anos, fiel da Igreja Quadrangular, tem opinião semelhante. Afirma que sua igreja incentiva seu crescimento e a realização de seus sonhos e que o eventual enriquecimento de pastores não a incomoda. “Busco primeiro o Reino de Deus e sua justiça”, argumenta a fiel evangélica. “Se tem quem rouba, é cada um com Deus.”

Já Daniel Berteli, frequentador da Conde de Sarzedas, diz que considera a visão empresarial da religião “perigosa”. “(Algumas igrejas) têm deixado o princípio de servir e viraram indústria.” O limite para a atuação das igrejas é difícil de definir, levando-se em conta que é tênue a linha que separa consumo e religião.

“Não temos um compartimento mental para a religião”, diz Mário René, da ESPM. “Todos buscamos sentido, que pode ser atingido por espiritualidade, responsabilidade social, esoterismo e até pelo consumo.” René avalia ainda que, hoje, a prática comercial é praticamente inerente ao processo de angariar fiéis para uma determinada crença. “Posso abrir uma igreja com praticamente nada. E daí, o que eu faço? Preciso de uma estratégia de marketing para ter sucesso, então vou procurar um pastor carismático e assim por diante”, diz o pesquisador.

Para Ricardo Mariano, da PUC-RS, a questão é se a narrativa do apelo à prosperidade terá força no longo prazo. “Se a solução para os problemas (dos fiéis) é pontual, como engajá-los por um longo período? Isso não foi resolvido ainda”.