Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Parashat hashavua - porção semanal da Torá -

11 de outubro de 2013 0

A SIBRA continua trazendo para o grande público o comentário e análises dos Rabinos Brasileiros sobre o texto bíblico.

A cada semana lemos uma porção da Torá – Antigo Testamento -.

Hoje o Rabino Michel Schlesinger, da comunidade CIP de São Paulo,  comenta a porção Lech Lechá, do livro de Gênesis ( cap. XII até o final do cap. XVII)

Baruch zocher habrit veneeman bivrito vekaiam bemaamaro. Abençoado seja Deus que se lembra do pacto, é fiel a Sua aliança e mantém sua palavra. Segundo o Talmud, esta brachá (benção) deve ser dita todas as vezes que enxergamos o arco-íris.

No final da história da Arca de Noé, contada na semana passada, Deus celebra um pacto com a humanidade. O Criador se compromete a não realizar mais dilúvios e não destruir mais pessoas. O sinal deste acordo foi justamente o arco-íris que Deus fez aparecer no céu. Todas as vezes que nós enxergamos o arco-da-aliança devemos dizer uma bênção para se recordar daquele pacto.

Depois daquela primeira aliança, Deus voltou a fazer um pacto com o homem. Desta vez, o pacto chamou-se brit bein habetarim, ou aliança entre os corpos?. Segundo a Torá, Avraham teria cortado diversos animais na metade e separado as duas partes.  Surgiu então um fogo que uniu as partes cortadas. Na ocasião deste pacto, Deus prometeu que os descendentes de Abrao seriam numerosos como as estrelas do céu e que seus filhos e filhas herdariam a terra de Canaã.

Mas foi o terceiro pacto de Deus com o homem que se tornou o mais conhecido de todos. Na leitura desta semana, Lech Lechá, Avraham recebe a ordem de circuncidar a si próprio, a seu filho Ishmael e a todos os homens de sua casa.

Este terceiro pacto tem características muito especiais. Seu sinal não é um fenômeno da natureza como o arco-íris ou um fogo mágico a reunir partes de animais. Sua lembrança acontece na pele de todo o menino recém nascido. Não em qualquer pele, mas justamente no órgão responsável pela reprodução, representando o caráter trans-geracional da aliança.

O Talmud nos conta uma discussão entre o governador de Israel, Turnus Rufus, e Rabi Akiva: “Se a circuncisão é boa”, argumentava Turnus Rufus, “então por que o homem não nasce circuncidado?” Ao que Rabi Akiva respondeu da seguinte maneira: “Deus criou o trigo, mas é o homem que o transforma em pão”.

O cumprimento da circuncisão representa a responsabilidade do homem no aperfeiçoamento da criação de Deus. Cabe ao ser humano, investir energia no melhoramento do mundo e no aprimoramento do próprio homem.

A retirada do prepúcio com oito dias de vida representa o reconhecimento de que o pacto depende de uma postura ativa de cada um de nós. Somente assim, nos tornamos merecedores de apreciar o arco-íris e dizer “baruch zocher habrit”.

Shabat Shalom

Envie seu Comentário