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Posts de dezembro 2013

Comentário semanal da Torá - Antigo Testamento - hoje pelo Rabino Uri Lam da SIB - Sociedade Israelita da Bahia -

06 de dezembro de 2013 0

A SIBRA de Porto Alegre, compartilha com os leitores do Blog das Religiões o seu projeto,  Parashat Hashavua pelos nossos rabinos, isto significa o comentário da porção semanal da leitura bíblica – conforme o ciclo de leitura da comunidade judaica.

Vaigash – 

E Judá o abordou dizendo… (Gênesis 44:18)

Rabi Iehudá abriu dizendo: “Pois eis que os reis se ajuntaram” (Salmos 48:4) – são Judá e José, pois ambos são reis e se aproximaram um do outro para debaterem juntos… Pois José foi vendido por causa de Judá e perdeu-se de seu pai. E agora [Judá] estava envolvido com Benjamin e temeu para não perdê-lo – e por isso abordou José. (Zohar, Vaigash)

Um dia José fora um jovem sonhador, mas seus sonhos foram rasgados pelos próprios irmãos, que o jogaram em um poço seco e escuro. No fundo do poço, a decepção, a dor e a raiva, presumem-se, eram grandes.

O tempo passou para José. Aliás, José não: Senhor Tsafnat Panêach, casado com a aristocrática  Asnat bat Potifera e pai de dois meninos: Menashe, que o faz esquecer do sofrimento nas mãos dos irmãos; e Efraim, que o faz se orgulhar do presente bem sucedido na terra em que chegara como escravo.

Do poço seco aos anos de seca. José não sonha mais. José agora é rei: “Você é como o Faraó”, diz seu irmão Judá.

José é um rei amargurado: o Egito depende e sofre pelas decisões e humores de um homem que sofreu pelos desmandos de poder de outros; agora é a sua vez de fazer sofrer.

É este o homem abordado por Judá, visto como um rei pelo Zohar.

E Judá? Rei de qual reino? Talvez o Zohar queira dizer que Judá é o único dos irmãos à altura para argumentar com o rei à sua frente.

O passado assombra Judá – os irmãos largaram José à própria sorte num poço no meio do nada. Os irmãos inventam a sua versão a Jacob: “Pai, que desgraça, José foi devorado por um animal selvagem!” Oxalá ninguém saberá o que realmente aconteceu. José perdeu-se de seu pai. Mas Judá não suporta e propõe aos irmãos: “Que proveito teremos em matar nosso irmão? Vamos vendê-lo…” E eles o escutaram. Graças a Judá, a raiva dos demais é aplacada e José sobrevive.

Agora Judá se encontra diante de José, um verdadeiro rei que, com o controle da situação, coloca os irmãos num poço aparentemente sem saída. Judá também não suporta ver isso. Como reagir?

O Zohar diz que Judá e José discutiram por conta de Benjamin: um para que o pai, Jacob, não perdesse mais um filho; o outro, para verificar se os irmãos agora estavam unidos e dariam a vida para defender o mais novo.

O comentarista Rav Chaim Paltiel apresenta uma possível reação de Judá: quando José mandou prender Benjamin no Egito, acusado falsamente de furto, Judá deu um grito tão alto e raivoso que sua voz foi escutada até em Canaã. Grito de guerra. Uma revolta dos irmãos liderada por Judá contra o tirano egípcio José estava presentes a explodir.

No entanto, não foi esta a reação de Judá. Eu o imagino respirando fundo, engolindo a raiva. Judá, na minha imaginação, segura as mãos de José, olha nos seus olhos com um olhar ao mesmo tempo firme e temeroso e o aborda em voz baixa: “Eu te peço, meu senhor, deixe-me dizer uma palavra no seu ouvido…”.

Diante das palavras cínicas, pesadas e de humilhação vindas daquele pretensioso rei egípcio, Judá escolhe não devolver na mesma moeda, mas sim falar ao coração: “Temos um pai idoso que ao seu lado tem apenas o filho mais novo de sua segunda esposa. Eram dois, sabe? Mas o mais velho morreu. Nosso pai morrerá se perder também este filho. Meu senhor, façamos assim: eu fico como escravo no lugar do meu irmão. Assim você nos punirá, mas nosso pai não morrerá de desgosto.”

O suposto grito de raiva de Judá que toda Israel escutou existe somente na imaginação dos comentaristas da Torá. As palavras contidas e o grito preso na garganta existem somente na minha imaginação. Seja como José foi abordado – aos gritos ou com murmúrios ao pé do ouvido – José não pôde mais se conter. Seus gritos de choro foram tão altos que todo o Egito escutou.

No limite de suas forças, quando finalmente a emoção falou mais alto do que o modo arrogante e psicopata de ver as coisas, as lágrimas de José o fizeram entrar em contato com a realidade: ele estava diante de seus irmãos, irmãos de verdade. Seu nome era José e não Tsafnat Panêach.

Pela primeira vez, José abordou os irmãos em tom conciliatório: “Aproximem-se”. E eles se aproximaram. “Eu sou José, seu irmão.” Eles se abraçaram e se beijaram – “e seus irmãos falaram com ele”.

Dois reis: Judá e José. Judá, aparentemente o mais fraco, dobrou o arrogante José, que se achava o rei do Egito e talvez o fosse na base da tirania e da opressão. No limite do suportável, José voltou atrás e chorou.

Que José seja um exemplo para todos os tiranos que se veem como reis do Egito. Que um dia eles possam voltar a enxergar a realidade com humanidade – e finalmente reconhecerem que estão, no fim das contas, diante de seus irmãos.

Rabino Uri Lam

SIB – Sociedade Israelita da Bahia

Veja aqui o Concerto Inter-religioso, em clave de fraternidade

03 de dezembro de 2013 0

Organizado pelo Grupo de Diálogo Inter-religioso de Porto Alegre, aconteceu no passado domingo 1 de dezembro  na Igreja das Dores de Porto Alegre, o primeiro concerto inter-religioso.

Confira na íntegra, clique aqui

http://www.youtube.com/watch?v=2qCfGJNcTE0&feature=youtu.be

Concerto em Clave de Fraternidade promovido pelo Grupo de Diálogo Inter-religioso consolida o trabalho entre as religiões por meio da música

02 de dezembro de 2013 0

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