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Posts de janeiro 2014

Lembrar para não esquecer

27 de janeiro de 2014 1

Solidariedade e força é o nosso desejo para todas as famílias que perderam um ser querido na Boate Kiss de Santa Maria.
Que o encerrar deste dia permita ter pela frente um ano com ações positivas para lembrar as benditas memórias dos que hoje não estão mais apenas fisicamente.

Parabéns Dr. Ahmad Ali!!

21 de janeiro de 2014 0

Fundador e colega do Grupo de Diálogo Inter-religioso, completou  hoje 80 anos e o comemorou com um almoço com o melhor da culinária do Oriente Médio – não faltaram falafel, kibe, tchina, humus e outras delícias -.
Coincidentemente com o Dia Nacional de combate a intolerância religiosa os integrantes do Grupo de Diálogo Inter-religioso de Porto Alegre confraternizamos com familiares e amigos de Ali – o jornalista Túlio Milman estava entre os presentes -.
Vida longa para este amante da paz e do diálogo!

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Projeto comentário semanal da Torá - Antigo Testamento -, pelos rabinos brasileiros

03 de janeiro de 2014 0

Parashat hashavua pelos nossos Rabinos, hoje o comentário da Parashá Bo, livro de Shemot – Êxodo -, Cap 10:1- 13:16 pelo Rabino Leonardo Alanati da Congregação Israelita Mineira, Belo Horizonte.
Religião e sensibilidade
Nesta semana, judeus no mundo inteiro leem sobre as famosas últimas pragas no Egito. A penúltima praga foi a escuridão. Assim está escrito na Torá: “…Houve trevas espessas sobre toda a terra do Egito por três dias. Um não via ao outro, e ninguém se levantou do seu lugar por três dias; porém em toda parte que habitavam os israelitas havia luz.” (Ex. 10:21-23)
Um comentário chassídico nos transmite a seguinte lição: “A escuridão estava tão densa que as pessoas não viam uma as outras. Esta é a pior escuridão: quando as pessoas ficam incapazes de ver seu próximo, de perceber suas dores e de ajudá-lo.”
A escuridão pode ter causas externas ou internas. Os estímulos externos não nos chegam porque nos fechamos para nos proteger ou por puro egoísmo. Seja qual for a causa, acabamos nos tornando insensíveis. A perda da sensibilidade, a indiferença, é uma doença grave. Abraham J. Heschel escreveu: “Na Bíblia, a insensibilidade é a raiz do pecado. Existem muitas palavras para expressá-la: “obstinação do coração” (Deut. 29:18), “dureza de coração” (Lam. 3:65), … Os profetas frequentemente criticaram Israel pela falta de sensibilidade.” (God in search of Man, p. 85).
A pessoa realmente religiosa é sensível. O religioso está sensível ao próximo, ao mundo que o rodeia e a si próprio.
Diariamente ocorrem maravilhas no nosso corpo, nas nossas vidas e na natureza. Frequentemente, estamos tão preocupados com os problemas da vida diária que ignoramos estas maravilhas. A tradição judaica nos chama a realizar bênçãos em diversas ocasiões com a finalidade de nos sensibilizar a respeito destas maravilhas. Somos chamados a rezar pela manhã, tarde e noite, acompanhando o incrível ciclo da natureza. Somos convidados a orar quando satisfazemos nossa fome e sede, vestimos roupas novas, recebemos notícias boas ou ruins ou presenciamos cenas impressionantes. Invocar Deus nesses momentos é reagir religiosamente a estes estímulos que nos sensibilizam.
Termino com a seguinte história verídica. Havia uma jovem portadora de deficiência física que era obrigada a andar de muletas. É claro que seu andar era hesitante e penosamente lento. No entanto, embora sofresse muito, ela era uma jovem amável, bem disposta, sorridente e otimista. Durante todos seus anos de escola, seus colegas, por consideração e respeito, não queriam perguntar sobre a causa da sua incapacidade. Mas, certo dia, um amigo mais chegado lhe fez a pergunta fatal. A resposta veio rápida e tranquila: “Paralisia infantil…” “Mas, diga-me, continuou o amigo, como é que você consegue encarar o mundo tão confiante e sem nenhuma amargura?” Um sorriso meigo apareceu no rosto da menina e ela respondeu: “É porque a paralisia não atingiu o meu coração.”

Rabino Leonardo Alanati
Congregação Israelita Mineira