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Posts de outubro 2015

Completam-se hoje 50 anos da Declaração Nostra Aetate, do Concilio Vaticano II

28 de outubro de 2015 0

Esta declaração tem uma importância impar, especialmente para nos judeus, já que pela primeira vez na história um documento oficial da Igreja reconhece que os judeus não mataram a Jesus. 
Estimula o diálogo fraterno entre católicos e judeus e reconhece a essência do catolicismo no judaísmo.
Vale a pena tomar uns minutos e lêr o parágrafo da declaração em relação aos judeus.


“A religião judaica


4. Sondando o mistério da Igreja, este sagrado Concílio recorda o vínculo com que o povo do Novo Testamento está espiritualmente ligado à descendência de Abraão. 
Com efeito, a Igreja de Cristo reconhece que os primórdios da sua fé e eleição já se encontram, segundo o mistério divino da salvação, nos patriarcas, em Moisés e nos profetas. Professa que todos os cristãos, filhos de Abraão segundo a fé (6), estão incluídos na vocação deste patriarca e que a salvação da Igreja foi misticamente prefigurada no êxodo do povo escolhido da terra da escravidão. A Igreja não pode, por isso, esquecer que foi por meio desse povo, com o qual Deus se dignou, na sua inefável misericórdia, estabelecer a antiga Aliança, que ela recebeu a revelação do Antigo Testamento e se alimenta da raiz da oliveira mansa, na qual foram enxertados os ramos da oliveira brava, os gentios (7). Com efeito, a Igreja acredita que Cristo, nossa paz, reconciliou pela cruz os judeus e os gentios, de ambos fazendo um só, em Si mesmo (8). 
Também tem sempre diante dos olhos as palavras do Apóstolo Paulo a respeito dos seus compatriotas: «deles é a adopção filial e a glória, a aliança e a legislação, o culto e as promessas; deles os patriarcas, e deles nasceu, segundo a carne, Cristo» (Rom. 9, 4-5), filho da Virgem Maria. Recorda ainda a Igreja que os Apóstolos, fundamentos e colunas da Igreja, nasceram do povo judaico, bem como muitos daqueles primeiros discípulos, que anunciaram ao mundo o Evangelho de Cristo. 
Segundo o testemunho da Sagrada Escritura, Jerusalém não conheceu o tempo em que foi visitada (9); e os judeus, em grande parte, não receberam o Evangelho; antes, não poucos se opuseram à sua difusão (10). No entanto, segundo o Apóstolo, os judeus continuam ainda, por causa dos patriarcas, a ser muito amados de Deus, cujos dons e vocação não conhecem arrependimento (11). Com os profetas e o mesmo Apóstolo, a Igreja espera por aquele dia. só de Deus conhecido, em que todos os povos invocarão a Deus com uma só voz e «o servirão debaixo dum mesmo jugo» (Sof. 3,9) (12). 
Sendo assim tão grande o património espiritual comum aos cristãos e aos judeus, este sagrado Concílio quer fomentar e recomendar entre eles o mútuo conhecimento e estima, os quais se alcançarão sobretudo por meio dos estudos bíblicos e teológicos e com os diálogos fraternos. 
Ainda que as autoridades dos judeus e os seus sequazes urgiram a condenação de Cristo à morte (13) não se pode, todavia, imputar indistintamente a todos os judeus que então viviam, nem aos judeus do nosso tempo, o que na Sua paixão se perpetrou. E embora a Igreja seja o novo Povo de Deus, nem por isso os judeus devem ser apresentados como reprovados por Deus e malditos, como se tal coisa se concluísse da Sagrada Escritura. Procurem todos, por isso, evitar que, tanto na catequese como na pregação da palavra de Deus, se ensine seja o que for que não esteja conforme com a verdade evangélica e com o espírito de Cristo. 
Além disso, a Igreja, que reprova quaisquer perseguições contra quaisquer homens, lembrada do seu comum património com os judeus, e levada não por razões políticas mas pela religiosa. caridade evangélica. deplora todos os ódios, perseguições e manifestações de anti-semitismo, seja qual for o tempo em que isso sucedeu e seja quem for a pessoa que isso promoveu contra os judeus. 
De resto, como a Igreja sempre ensinou e ensina, Cristo sofreu, voluntariamente e com imenso amor, a Sua paixão e morte, pelos pecados de todos os homens, para que todos alcancem a salvação. O dever da Igreja, ao pregar, é portanto, anunciar a cruz de Cristo como sinal do amor universal de Deus e como fonte de toda a graça”.


Na fotografia junto ao Cardeal Kurt Koch, responsável do Vaticano pelo diálogo com os judeus, na comemoração dos 50 anos de Nostra Aetate, em evento organizado pela CONIB e a CNBB.

Cardeal Kurt Koch 2 9 15

Tecnologia ao serviço da religião e da educação

26 de outubro de 2015 0

Hoje pela manhã fizemos uma vídeo-conferência com os alunos de Ensino Médio do Instituto Estadual de Educação Salgado Filho, de São Francisco de Assis – cidade que fica 460 quilómetros de Porto Alegre. Leva 5 horas e 30 minutos ir até lá. Graças a tecnologia conversamos mais de uma hora com 200 alunos. O Dr. Ahmad Ali, representando o Islamismo, O Monge Zen Budista Ryushin e o Rabino Guershon Kwasniewski representando o Judaísmo. Falamos dos fundamentos de cada uma das nossas religiões e crenças.

São Francisco de AssisSão Francisco de Assis1

Cidadania e Direitos Humanos

05 de outubro de 2015 1
CCDH debateu o tema da liberdade e diversidade religiosa
Encontro foi realizado no Teatro Dante Barone da ALRS

A Comissão de Cidadania e Direitos Humanos realizou na manhã desta segunda-feira (5), no Teatro Dante Barone, o debate  proposto pelo seu presidente, deputado Catarina Paladini (PSB), sobre Liberdade e Diversidade Religiosa.Curtas-metragens sobre o tema foram apresentados e premiados no encontro.

Catarina agradeceu a presença e participação de autoridades, escolas, professores, alunos e avaliou positivamente o encontro e disse ter ficado impressionado com a riqueza das contribuições dadas pelos estudantes, principalmente pela visão de mundo que possuem sobre a liberdade religiosa. “Isto nos devolve um sentimento bom de futuro, tranquilidade e bem estar. O mais belo disto é que, entre as liberdades religiosas, o  que deve imperar é o sentimento maior do amor ao próximo e o respeito”, sublinhou

O secretário de Educação do Rio Grande do Sul, Vieira da Cunha, destacou a importância do debate de um tema tão importante como o da liberdade e  diversidade religiosa. Destacou ainda a relevância das discussões propostas anualmente por meio da Campanha da Fraternidade, com a proposição de temas que interessam a toda a sociedade, como é a questão tratada no evento.

“É imprescindível que tenhamos em nossas escolas um ambiente de tolerância, liberdade e boa convivência, voltada para uma cultura da paz”, salientou Vieira da Cunha ao parabenizar a CCDH e as escolas pelo trabalho que desenvolvem.

A professora Maria Regina Laner, representante da Associação Nacional das Escolas Católicas (ANEC), agradeceu à CCDH por novamente viabilizar a realização da audiência pública e ressaltou que a educação escolar busca o pleno desenvolvimento da cidadania, onde se insere a questão da liberdade religiosa e o convívio e respeito fraterno entre todos. Ela agradeceu às instituições escolares que participaram da produção de 28 curtas, que trataram justamente do tema “Liberdade e Diversidade Religiosa”, proposto para este ano.

O coordenador do Conselho do Povo do Terreiro do Rio Grande do Sul, Baba Diba, sublinhou a importância do debate sobre liberdade e diversidade religiosa e defendeu a necessidade do aprofundamento que cada um deve buscar para afastar o perigo do preconceito existente com relação às religiões de matriz africana. “O Brasil não pode permitir a violência causada pela intolerância religiosa”, alertou, ao defender que o debate sobre a questão seja feito desde os bancos escolares.

O representante da Igreja Luterana do Brasil, Jean Marques Regina, advertiu acerca do perigo do aumento da intolerância religiosa que vem ocorrendo no Brasil. Ele sublinhou que a Igreja Luterana é fruto da luta pela liberdade, elogiou o trabalho desenvolvido pelas escolas ao destacar que religião, política e futebol podem ser discutidos, mas sempre com respeito e na busca de um mundo melhor para todos.

Cynthia Bonner, representante da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos, parabenizou a CCDH pelo debate sobre liberdade e diversidade religiosa. Enfatizou a necessidade de se passar da tolerância ao respeito, como forma de estabelecer o respeito à própria dignidade da pessoa.

O desembargador Jaime W. Neto, representante do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, salientou que o tema da liberdade religiosa ocupa a pauta internacional, ao mesmo tempo em que se apresenta quotidianamente para cada um de nós. “Este projeto materializa a colaboração que deve existir entre todos, pois todos somos iguais em liberdade e dignidade”, apontou, ao parabenizar pelo projeto desenvolvido pelas escolas na produção de curtas sobre a liberdade e a diversidade religiosa.

O rabino Guershon Kwasniewski, coordenador do Grupo de Diálogo Inter-Religioso de Porto Alegre, igualmente parabenizou pela iniciativa da CCDH em promover o debate. “Igualdade religiosa se faz com educação”, destacou o religioso, ao propor que as pessoas se coloquem no lugar do outro como forma de entender a necessidade do respeito ao outro, ao diferente na sociedade.

Distinção
Durante a audiência pública desta manhã, três dos Curtas na Educação, edição 2015, receberam um certificado por terem sido os mais votados entre as 28 produções inscritas. Receberam a distinção os seguintes curtas:

O Diário de Clara,  produzido por alunos do 1º Ano do Ensino Médio – Turma 101, do Colégio Luterano da Paz, de Porto Alegre

O Recomeço,  produzido por alunos do 1ª Ano do Ensino Médio – Turma 101, da Escola Fátima, de Sapucaia do Sul

O Ato,  produzido por alunos do 1º Ano do Ensino Médio – Turma 213, do Colégio Romano Senhor Bom Jesus, de Porto Alegre.

Instituições participantes
Participaram do Concurso Cultural de Curtas da Edição Temática 2015 do Projeto Curta na Educação trabalhos produzidos por alunos das seguintes Instituições: Colégio Coração de Maria; Colégio Luterano da Paz; Colégio Marista Pio XII; Colégio Nossa Senhora do Perpétuo Socorro; Colégio Romano Senhor Bom Jesus; Colégio Sagrado Coração de Jesus; Escola de Ensino Fundamental São Francisco – Menino Deus; Escola Estadual de Ensino Fundamental Dinah Néri Pereira; Escola Fátima; Escola São Luis Guanella e Instituto de Educação São Francisco.

Quer conhecer mais do projeto Curta, assistir os videos entre em www.curtanaeducacao.org.br

Luiz Osellame – MTE 9500 | Agência de Notícias – 10:48-05/10/2015 – Edição: Celso Bender – MTE 5771 – Foto: Luiz Morem