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Vídeo: Um Ano de Francisco - Percepções

28 de março de 2014 0

Um Ano de Francisco – Percepçõe: Uma série de entrevistas sobre o primeiro ano do Papa Francisco como líder da Igreja Católica, gravadas em março 2013 pela Rede Vida de televisão.
1. Zen Budismo
2. Islamismo
3. Judaismo
4. Umbanda e Cultos Afro-brasileiros

Um ano de Francisco, percepções do Judaísmo

19 de março de 2014 0

Clique no link e veja opinião do representante do Judaísmo do Grupo Inter-religioso de Porto Alegre sobre o primeiro ano de Francisco no papado.

http://www.youtube.com/watch?v=hdFKXpCf8kc

Lembrar para não esquecer

27 de janeiro de 2014 1

Solidariedade e força é o nosso desejo para todas as famílias que perderam um ser querido na Boate Kiss de Santa Maria.
Que o encerrar deste dia permita ter pela frente um ano com ações positivas para lembrar as benditas memórias dos que hoje não estão mais apenas fisicamente.

Parabéns Dr. Ahmad Ali!!

21 de janeiro de 2014 0

Fundador e colega do Grupo de Diálogo Inter-religioso, completou  hoje 80 anos e o comemorou com um almoço com o melhor da culinária do Oriente Médio – não faltaram falafel, kibe, tchina, humus e outras delícias -.
Coincidentemente com o Dia Nacional de combate a intolerância religiosa os integrantes do Grupo de Diálogo Inter-religioso de Porto Alegre confraternizamos com familiares e amigos de Ali – o jornalista Túlio Milman estava entre os presentes -.
Vida longa para este amante da paz e do diálogo!

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Projeto comentário semanal da Torá - Antigo Testamento -, pelos rabinos brasileiros

03 de janeiro de 2014 0

Parashat hashavua pelos nossos Rabinos, hoje o comentário da Parashá Bo, livro de Shemot – Êxodo -, Cap 10:1- 13:16 pelo Rabino Leonardo Alanati da Congregação Israelita Mineira, Belo Horizonte.
Religião e sensibilidade
Nesta semana, judeus no mundo inteiro leem sobre as famosas últimas pragas no Egito. A penúltima praga foi a escuridão. Assim está escrito na Torá: “…Houve trevas espessas sobre toda a terra do Egito por três dias. Um não via ao outro, e ninguém se levantou do seu lugar por três dias; porém em toda parte que habitavam os israelitas havia luz.” (Ex. 10:21-23)
Um comentário chassídico nos transmite a seguinte lição: “A escuridão estava tão densa que as pessoas não viam uma as outras. Esta é a pior escuridão: quando as pessoas ficam incapazes de ver seu próximo, de perceber suas dores e de ajudá-lo.”
A escuridão pode ter causas externas ou internas. Os estímulos externos não nos chegam porque nos fechamos para nos proteger ou por puro egoísmo. Seja qual for a causa, acabamos nos tornando insensíveis. A perda da sensibilidade, a indiferença, é uma doença grave. Abraham J. Heschel escreveu: “Na Bíblia, a insensibilidade é a raiz do pecado. Existem muitas palavras para expressá-la: “obstinação do coração” (Deut. 29:18), “dureza de coração” (Lam. 3:65), … Os profetas frequentemente criticaram Israel pela falta de sensibilidade.” (God in search of Man, p. 85).
A pessoa realmente religiosa é sensível. O religioso está sensível ao próximo, ao mundo que o rodeia e a si próprio.
Diariamente ocorrem maravilhas no nosso corpo, nas nossas vidas e na natureza. Frequentemente, estamos tão preocupados com os problemas da vida diária que ignoramos estas maravilhas. A tradição judaica nos chama a realizar bênçãos em diversas ocasiões com a finalidade de nos sensibilizar a respeito destas maravilhas. Somos chamados a rezar pela manhã, tarde e noite, acompanhando o incrível ciclo da natureza. Somos convidados a orar quando satisfazemos nossa fome e sede, vestimos roupas novas, recebemos notícias boas ou ruins ou presenciamos cenas impressionantes. Invocar Deus nesses momentos é reagir religiosamente a estes estímulos que nos sensibilizam.
Termino com a seguinte história verídica. Havia uma jovem portadora de deficiência física que era obrigada a andar de muletas. É claro que seu andar era hesitante e penosamente lento. No entanto, embora sofresse muito, ela era uma jovem amável, bem disposta, sorridente e otimista. Durante todos seus anos de escola, seus colegas, por consideração e respeito, não queriam perguntar sobre a causa da sua incapacidade. Mas, certo dia, um amigo mais chegado lhe fez a pergunta fatal. A resposta veio rápida e tranquila: “Paralisia infantil…” “Mas, diga-me, continuou o amigo, como é que você consegue encarar o mundo tão confiante e sem nenhuma amargura?” Um sorriso meigo apareceu no rosto da menina e ela respondeu: “É porque a paralisia não atingiu o meu coração.”

Rabino Leonardo Alanati
Congregação Israelita Mineira

Comentário semanal da Torá - Antigo Testamento - hoje pelo Rabino Uri Lam da SIB - Sociedade Israelita da Bahia -

06 de dezembro de 2013 0

A SIBRA de Porto Alegre, compartilha com os leitores do Blog das Religiões o seu projeto,  Parashat Hashavua pelos nossos rabinos, isto significa o comentário da porção semanal da leitura bíblica – conforme o ciclo de leitura da comunidade judaica.

Vaigash – 

E Judá o abordou dizendo… (Gênesis 44:18)

Rabi Iehudá abriu dizendo: “Pois eis que os reis se ajuntaram” (Salmos 48:4) – são Judá e José, pois ambos são reis e se aproximaram um do outro para debaterem juntos… Pois José foi vendido por causa de Judá e perdeu-se de seu pai. E agora [Judá] estava envolvido com Benjamin e temeu para não perdê-lo – e por isso abordou José. (Zohar, Vaigash)

Um dia José fora um jovem sonhador, mas seus sonhos foram rasgados pelos próprios irmãos, que o jogaram em um poço seco e escuro. No fundo do poço, a decepção, a dor e a raiva, presumem-se, eram grandes.

O tempo passou para José. Aliás, José não: Senhor Tsafnat Panêach, casado com a aristocrática  Asnat bat Potifera e pai de dois meninos: Menashe, que o faz esquecer do sofrimento nas mãos dos irmãos; e Efraim, que o faz se orgulhar do presente bem sucedido na terra em que chegara como escravo.

Do poço seco aos anos de seca. José não sonha mais. José agora é rei: “Você é como o Faraó”, diz seu irmão Judá.

José é um rei amargurado: o Egito depende e sofre pelas decisões e humores de um homem que sofreu pelos desmandos de poder de outros; agora é a sua vez de fazer sofrer.

É este o homem abordado por Judá, visto como um rei pelo Zohar.

E Judá? Rei de qual reino? Talvez o Zohar queira dizer que Judá é o único dos irmãos à altura para argumentar com o rei à sua frente.

O passado assombra Judá – os irmãos largaram José à própria sorte num poço no meio do nada. Os irmãos inventam a sua versão a Jacob: “Pai, que desgraça, José foi devorado por um animal selvagem!” Oxalá ninguém saberá o que realmente aconteceu. José perdeu-se de seu pai. Mas Judá não suporta e propõe aos irmãos: “Que proveito teremos em matar nosso irmão? Vamos vendê-lo…” E eles o escutaram. Graças a Judá, a raiva dos demais é aplacada e José sobrevive.

Agora Judá se encontra diante de José, um verdadeiro rei que, com o controle da situação, coloca os irmãos num poço aparentemente sem saída. Judá também não suporta ver isso. Como reagir?

O Zohar diz que Judá e José discutiram por conta de Benjamin: um para que o pai, Jacob, não perdesse mais um filho; o outro, para verificar se os irmãos agora estavam unidos e dariam a vida para defender o mais novo.

O comentarista Rav Chaim Paltiel apresenta uma possível reação de Judá: quando José mandou prender Benjamin no Egito, acusado falsamente de furto, Judá deu um grito tão alto e raivoso que sua voz foi escutada até em Canaã. Grito de guerra. Uma revolta dos irmãos liderada por Judá contra o tirano egípcio José estava presentes a explodir.

No entanto, não foi esta a reação de Judá. Eu o imagino respirando fundo, engolindo a raiva. Judá, na minha imaginação, segura as mãos de José, olha nos seus olhos com um olhar ao mesmo tempo firme e temeroso e o aborda em voz baixa: “Eu te peço, meu senhor, deixe-me dizer uma palavra no seu ouvido…”.

Diante das palavras cínicas, pesadas e de humilhação vindas daquele pretensioso rei egípcio, Judá escolhe não devolver na mesma moeda, mas sim falar ao coração: “Temos um pai idoso que ao seu lado tem apenas o filho mais novo de sua segunda esposa. Eram dois, sabe? Mas o mais velho morreu. Nosso pai morrerá se perder também este filho. Meu senhor, façamos assim: eu fico como escravo no lugar do meu irmão. Assim você nos punirá, mas nosso pai não morrerá de desgosto.”

O suposto grito de raiva de Judá que toda Israel escutou existe somente na imaginação dos comentaristas da Torá. As palavras contidas e o grito preso na garganta existem somente na minha imaginação. Seja como José foi abordado – aos gritos ou com murmúrios ao pé do ouvido – José não pôde mais se conter. Seus gritos de choro foram tão altos que todo o Egito escutou.

No limite de suas forças, quando finalmente a emoção falou mais alto do que o modo arrogante e psicopata de ver as coisas, as lágrimas de José o fizeram entrar em contato com a realidade: ele estava diante de seus irmãos, irmãos de verdade. Seu nome era José e não Tsafnat Panêach.

Pela primeira vez, José abordou os irmãos em tom conciliatório: “Aproximem-se”. E eles se aproximaram. “Eu sou José, seu irmão.” Eles se abraçaram e se beijaram – “e seus irmãos falaram com ele”.

Dois reis: Judá e José. Judá, aparentemente o mais fraco, dobrou o arrogante José, que se achava o rei do Egito e talvez o fosse na base da tirania e da opressão. No limite do suportável, José voltou atrás e chorou.

Que José seja um exemplo para todos os tiranos que se veem como reis do Egito. Que um dia eles possam voltar a enxergar a realidade com humanidade – e finalmente reconhecerem que estão, no fim das contas, diante de seus irmãos.

Rabino Uri Lam

SIB – Sociedade Israelita da Bahia

Veja aqui o Concerto Inter-religioso, em clave de fraternidade

03 de dezembro de 2013 0

Organizado pelo Grupo de Diálogo Inter-religioso de Porto Alegre, aconteceu no passado domingo 1 de dezembro  na Igreja das Dores de Porto Alegre, o primeiro concerto inter-religioso.

Confira na íntegra, clique aqui

http://www.youtube.com/watch?v=2qCfGJNcTE0&feature=youtu.be

Concerto em Clave de Fraternidade promovido pelo Grupo de Diálogo Inter-religioso consolida o trabalho entre as religiões por meio da música

02 de dezembro de 2013 0

Afro Bahai Espíritas Judeu e Musulmano Público Musulmanos Público 1 Católicos Judeus

Comentário da porção semanal da Torá

29 de novembro de 2013 0

A cada semana o povo de Israel faz a leitura de uma porção do Antigo Testamento.

Trazemos neste espaço o comentário de vários rabinos do Brasil, que corresponde ao livro de Gênesis, capítulo  41, versículo 1 até capítulo 44, versículo 17.

Esta é a décima porção semanal, desde o início do ciclo de leitura da Torá.

Poder e emoção (Mikets e Chanucá -)

            A Parashá desta semana normalmente é lida na festa de Chanucá.  Existem inúmeras ligações entre o texto da Torá e esta festa.

A história dos Macabeus, de sua coragem, de seu preparo militar, de seus atos heroicos e de seu levante contra um império mais poderoso se tornou fonte de inspiração para o movimento sionista, que era principalmente composto de jovens socialistas ateus.  Estes jovens desejavam construir não apenas um novo país, mas também um novo judeu.  Eles desprezavam o judeu religioso europeu, franzino, subserviente e temeroso de reagir contra o antissemitismo.  Eles sonhavam com um judeu corajoso, independente, batalhador e que sabe se defender de ataques.

Este ideal se concretizou nas primeiras gerações de israelenses.  Por muitos anos em Israel valorizou-se a pessoa durona, que não demonstra emoções e nunca chora.

Na Parashá desta semana encontramos outro modelo.  Após passar pela escravidão e pela prisão, José conseguiu subir na vida.  Ele se tornou o vice-faraó, o segundo homem mais poderoso de um dos maiores impérios da antiguidade.  Não há exemplo melhor do “self made man”, de homem que alcança o sucesso sozinho.  Após alguns anos de bons serviços no governo do Egito, ele se encontrou com um grupo de israelitas desesperados e famintos.  Eram seus irmãos, que tinham lhe vendido como escravo.  Ele os reconheceu, mas os irmãos não o reconheceram.  Inicialmente José sentiu raiva e os acusou de espiões.  Porém, quando os irmãos contaram sua história e demonstraram arrependimento pelo que fizeram com José, lemos que ele “se afastou deles para chorar.” (Gen 42:23)

A segunda vez que José chorou foi quando os irmãos retornaram trazendo Benjamim, o caçula, seu único irmão de pai e de mãe.  A Torá relata o encontro nas seguintes palavras: “Emocionado até as entranhas à vista de seu irmão, apressou-se a procurar um lugar reservado para chorar.  Dirigiu-se a seus aposentos e ali chorou.” (Gen 43:30)

Por fim, após testar seus irmãos e se certificar que eles tinham realmente se arrependido, “José soluçou tão forte que os egípcios o ouviram, mesmo a casa de Faraó. … Ele atirou-se aos pescoços de seus irmãos, chorando, e os beijou. ” (Gen 45:2)

Até recentemente, em Israel ou na Diáspora, a sociedade machista não aceitava o choro masculino com tranquilidade.  Um dos aspectos positivos da modernidade é abrir espaço para a demonstração dos sentimentos masculinos.  Até homens poderosos, altos executivos ou políticos são admirados quando se emocionam publicamente durante uma ocasião tocante.

Alguns dos textos bíblicos que apoiam este comportamento se encontram na Parashá desta semana.  O poderoso José tentou inicialmente esconder seus sentimentos.  Mas acabou deixando a vergonha de lado e chorando forte e alto, para todos ouvirem.  José assim se tornou um ideal de homem empreendedor e corajoso, mas sensível e emotivo.

No século XXI, os israelenses já aceitaram que a emoção faça parte da sua rotina.  Casais de namorados andam abraçados e se beijando pelas ruas de Tel Aviv.  Até os mais bravos e fortes soldados de tropas de elite de Israel choram nos enterros de seus companheiros abatidos em combate.

Do outro lado do mundo, nós, judeus da Diáspora, não somos mais passivos, subservientes e medrosos.  Sabemos responder pela palavra oral ou escrita, ou por atos políticos, a todas as manifestações de ódio e preconceito.

Que Deus nos oriente a continuar integrando coragem, força de iniciativa e assertividade política à emoção e à sensibilidade.

Rabino Leonardo Alanati

Congregação Israelita Mineira

Por quê comemorar Chánuka em 2013?

28 de novembro de 2013 0

O maior desafio das comunidades israelitas da diáspora é encontrar sentido nas comemorações das festividades judaicas.
O caráter histórico de algumas das datas não sensibiliza o congregante do mesmo jeito que as festividades que reúnem a família em torno de uma mesa em forma massiva – como acontece em Pêssach – ou as festividades que reúnem centos de pessoas nas sinagogas – como o caso de Rosh Hashaná e Kipur -.

O fato de celebrar Chánuka sempre próximo da época natalícia coloca a festividade num outro patamar.

O acendimento da chanukiá é a melhor vitamina que encontramos para reforçar a nossa identidade num tempo no qual o fascínio, especialmente das crianças, pelas luzes de Natal pesa como influência cultural.
Hoje não reinauguramos mais o Grande Templo de Jerusalém para comemorar esta data, mas sim reinauguramos a chance de reafirmar e fortalecer o nosso judaísmo pelo caminho mais simples se pensamos no contexto e na era do desenvolvimento tecnológico que vivemos.
Acendemos “velas” – elemento primário e transformador – todas as noites durante os oito dias da celebração, para lembrar o espírito macabeu.

Diversas perspectivas para entender porque sim devemos comemorar Chánuka:

Coloco o foco na cidade de Modiin, hoje uma cidade radiante e em constante crescimento, moderna, próxima do aeroporto de Lod e na metade do caminho entre Jerusalém e Tel Aviv.
Modiin concentra uma população jovem em relação a outras cidades, não encontramos árabes nela, nem grupos de judeus ortodoxos.
Deve ser uma das cidades de Israel com maior quantidade de praças por número de habitantes.
Mas o interessante é que esta mesma cidade que hoje existe e que albergou o verso da revolução contra os selêucidas, não é assunto do passado o que torna a festividade ainda mais legítima

Outra mensagem que aprendemos em Chanuka é à força do povo quando se junta para atingir um objetivo.
A história dos macabeus deixa as claras à inconformidade de uma família de sacerdotes que levou todo um povo a se sublevar contra o inimigo grego.

Chánuka nos ensina a ser criativos sem limites, não existe uma regra para construir uma chanukiá – candelabro com oito braços mais um que utilizamos para acender as velas-.

Chánuka é uma festividade que repudia o egoísmo que existe dentro de cada um de nós. As velas devem ser acessas do lado da janela externa da casa com o objetivo de compartilhar a luz, sem interessar com quem. Mas o objetivo nobre é compartilhar, ação que escasseia no mundo atual.

A história de dois judeus, duas opiniões se reforça em Chánuka. Beit Shamai – a Escola de sábio Shamai – pregava acender toda a chanukia na primeira noite e depois restar uma vela, enquanto o Beit Hilel pregava acender uma vela por noite até completar o acendimento na oitava noite. O conceito da Halachá estabelece “demaalin bakodesh velo moridin – subimos na santidade e não diminuímos –“. Por tanto hoje acendemos conforme a tradição da Escola de Hilel.

Culinária: no último ano passei a festividade em Jerusalém, cidade que fica toda enfeitada. Imperdível é chegar até alguma padaria, especialmente na área de Machané Iehuda – o mercado -, a variedade de sufganiot –sonhos – é inacreditável.

Seja qual for a sua motivação, comemore!! Você faz parte do povo de Israel!

Chag Aaurim Sameach!

Guershon Kwasniewski
Rabinato da SIBRA

Concerto Inter-religioso

25 de novembro de 2013 0

ConcertConcerto Inter-religioso2013o Inter-religioso – em clave de fraternidade

Uma oportunidade muito especial de apreciar a música religiosa de diversas tradições, com a apresentação de grupos musicais das organizações religiosas afiliadas ao Grupo de Diálogo Inter-religioso de Porto Alegre.

Local: Igreja Nossa Senhora das Dores
R. Riachuelo 630

Horário: 19h30min

Organização e Promoção: Grupo de Diálogo Inter-religioso de Porto Alegre

Grupo de Diálogo Inter-religioso participa da posse do novo Arcebispo de Porto Alegre

17 de novembro de 2013 0

Na passada sexta-feira, 15 de novembro, os integrantes do Grupo Inter-religioso participaram na Catedral de Porto Alegre da posse de Dom Jaime Spengler, novo Arcebispo.

Desejamos agradecer a acolhida oferecida tanto pelos religiosos, como pelos leigos que participaram da posse.

Foi um momento relevante da Igreja Católica e como integrantes do Grupo somos gratos pela oportunidade de estarmos presentes.

 

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Comentário da porção semanal da Torá - Antigo Testamento - pelos rabinos brasileiros

01 de novembro de 2013 1

Hoje recebemos o comentário do Rabino Uri Lam, da SIB – Sociedade Israelita da Bahia –  Salvador.

A porção semanal chama-se Toldot, se encontra no livro de Gênesis, capítulo 25, versículo 19 até o capítulo  28, versículo 9.

Comentário – Parashát Toldot

Rebeca, a primeira estudante de Yeshivá: uma rosa entre espinhos

Rabino Uri Lam, Sociedade Israelita da Bahia

Disse Rabi Acha bar Yaakov: Venha e veja o que está escrito: “E Isaac suplicou para o Eterno na presença de sua esposa, pois ela era estéril [e o Eterno o atendeu e Rebeca concebeu]” (Gên.25:21) – Disse Rabi Acha: Por que ela é estéril? Porque as forças do iétzer hará estão ausentes do mundo. Por isso não há fertilidade e concepção… na medida em que se desperta o yétzer hará, há fertilidade e concepção. (Zohar, Toldot)

Há muitos anos tive um sonho muito real. Sonhei que estava em uma casa à beira do mar, num morro. Entre a casa e o mar havia um lindo jardim de rosas que cobria a encosta. No mar estava se banhando uma linda mulher, por quem eu era apaixonado. Com um gesto, ela me chamou para entrar na água. Desci por entre as rosas e recolhi algumas para lhe dar. Quando cheguei, ela sorriu, mergulhou e sumiu entre as ondas. Senti a alma e o corpo arderem: a alma, pela perda da pessoa amada; o corpo, arranhado e sangrando graças aos espinhos das roseiras, ardia dolorosamente em contato com a água do mar. Eu estava vivo.

***

Rebeca é definida no Midrash como uma rosa entre espinhos. E por quê? Porque ela teria crescido em uma casa de trapaceiros: seu pai Betuel e especialmente seu irmão, Lavan.

Rebeca era uma mulher ousada – provavelmente também seria vista assim nos dias atuais, para o bem e para o mal, aos olhares de muitos de nós. Ela decidiu ir ao encontro do seu noivo e chegou a “cair do camelo” ao vê-lo. Ela alternou timidez ou modéstia – quando cobriu o rosto antes de encontrá-lo – com extroversão e ousadia ao seguir com ele para a tenda de sua mãe, onde Isaac foi consolado em seus braços.

O casal passou muito tempo sem engravidar, como parecia ser a sina da família – vide Abrahão e Sara. Passados 20 anos, Isaac suplicou a Deus, na presença dela, para terem filhos. Rebeca engravidou. De gêmeos. Que corriam um atrás do outro dentro do seu ventre. Em um de seus célebres debates, Rabi Iochanan e Resh Lakish discordam sobre o conflito pré-natal: “Um quer matar o outro”, diz Rabi Iochanan; “Um permite o que o outro proíbe [só para irritá-lo]”, diz Resh Lakish. Seja como for, o “amor” entre Esaú e Jacob é mútuo.

Depois de 20 anos e finalmente grávida, Rebeca parece se desesperar com o que a espera: “Se é assim, por que isso para mim? – E foi compreender [Lidrósh] o Eterno”. (Gên. 25:22)

A tradução convencional nos conta que, dada a situação, Rebeca foi consultarDeus para saber o que se passava. Segundo o midrash, Rebeca teve uma postura mais ativa: ela foi para a yeshivá, ou seja, estudou nos batei midrásh (casas de estudos) de Shem e Éver, precursores de Abrahão, para tentar Lidrósh – compreender, interpretar o que Deus reservou para ela.

Rebeca teve despertado o seu yétzer hará. Geralmente traduzido como “mau impulso”, é graças ao yétzer hará que se colocam filhos no mundo, criam-se novos empreendimentos, reinventa-se o mundo – e em vez da fé cega, busca-se entender Deus. Talvez, o yétzer hará seja um aspecto daquilo que o rabino Nilton Bonder chamou de “alma imoral”. Graças ao yétzer hará – apesar da dor causada pelos espinhos, que muitas vezes se dizem guiados pelo yétzer hatov, o “bom impulso” – as rosas podem nascer, colorir e perfumar o mundo.

Rabino Uri Lam
SIB – Sociedade Israelita da Bahia

O comentário semanal da Torá - do Antigo Testamento - pelos Rabinos Brasileiros

25 de outubro de 2013 0

Parashat hashavua -porção semanal – Chaiei Sará

No projeto da SIBRA Parashat Hashavua pelos nossos Rabinos, o Rabino Leonardo Alanati da CIM – Comunidade Israelita Mineira – comenta Chaiei Sará -Gênesis 23:1- 25:18 -.

Viva o casamento! (Chaiei Sara)

Conversando com um amigo traumatizado por um divórcio recente, ele me disse: “Nunca mais quero me casar!”

Esta posição contrária ao casamento é compreensível diante de uma união mal feita e terrivelmente desfeita.  Os traumas são profundos.  No entanto, o judaísmo sempre foi um forte defensor do casamento, mesmo reconhecendo as suas dificuldades.  Ler a Parashá desta semana (Gênesis 23-25) nos leva a refletir sobre esta antiga instituição.  A Parashá é um verdadeiro hino de louvor ao casamento.  A Torá descreve a busca de uma esposa para Isaac detalhadamente.  Porém, um outro casamento é descrito de forma mais discreta e menos comentada, mas não menos importante.

Abraão tinha perdido sua querida esposa Sara.  Ele ficou de luto, chorou a perda, procurou um local digno para o enterro dela.  Algum tempo depois, Abraão se preocupou com o casamento de seu filho Isaac.  Após conseguir casá-lo, lemos que o já idoso Abraão se casou com Ketura e teve nada menos do que seis filhos com ela!  Após este relato, a Torá nos conta que Abraão morreu “numa feliz velhice, idoso e satisfeito.” (Gen 25:8).

O casamento é tão bom que não é algo só para os jovens.  O primeiro israelita nos deu o exemplo, que depois ainda se repetiria por diversas vezes na nossa história: viúvos e viúvas, muitos dos quais amaram profundamente seus primeiros cônjuges, se unindo em casamento uma outra vez.  Esta união lhes trará carinho, apoio e conforto diante das dificuldades da idade avançada.

O judaísmo está ciente de que a união harmoniosa entre um homem e uma mulher não é uma tarefa fácil.  Um provérbio talmúdico afirma que “é mais difícil para Deus unir um casal em matrimônio do que repartir o Mar Vermelho.” (Sot. 2a e G.R. 68:3)

Em casos críticos, nos quais após diversas tentativas o casal não consegue atingir uma convivência harmoniosa, o judaísmo, desde os tempos bíblicos, já indicava o divórcio.  Era um procedimento pouco usado, pois era triste e penoso.  Porém, a existência do divórcio simboliza o reconhecimento da possibilidade de erro ao se casar e o fato de que as pessoas mudam com o passar do tempo.

Infelizmente, nas últimas décadas houve um aumento significativo do número de divórcios.  Atualmente, para cada dois casamentos realizados, um será desfeito.  Baseado nesse e em outros fatos, alguns já declararam o fim do casamento.  Experimentam-se outras alternativas.  Porém, a verdade é que o casamento não está em extinção, mas sim em transformação.  Homens e mulheres desejam mais desta união e não se acomodam com relacionamentos frios e estéreis como antigamente.  Atualmente, ambos precisam investir mais no seu relacionamento do que no passado.

Psicólogos afirmam que casamento e felicidade caminham juntos.  Um estudo nos EUA demonstrou que 39 % de adultos casados alegavam ser muitos felizes, comparados com 24 % dos solteiros.  Uma das explicações é a antiga máxima da Torá: “Não é bom para uma pessoa viver sozinha.” (Gen 2:18).  Os casados sentem menos solidão do que os solteiros e recebem mais apoio.

Uma história chassídica conta que uma pessoa estava perdida na floresta há dias.  De repente encontrou uma outra pessoa.  Celebraram com alegria o seu encontro.  Um disse então: “Enfim, alguém que sabe o caminho de volta!” Ao que o outro respondeu: “Oh, não!  Você também está perdido!” Então o primeiro disse: “Não vamos desanimar. Você já sabe alguns caminhos que não levam à saída e eu já conheço outros caminhos que não levam a nada.  Mesmo que nenhum de nós conheça a saída, será mais fácil encontrá-la juntos.”

Rabino Leonardo Alanati

Assista a palestra do Rabino Uri Lam sobre Bruria, a mulher sábia do Talmud

22 de outubro de 2013 0

O Rabino Uri Lam, da SIB – Sociedade Israelita da Bahia – visitou a SIBRA de Porto Alegre onde proferiu palestra sobre Bruria.

A liderança religiosa por parte de uma mulher, as reações masculinas, o modo de lidar masculino e feminino diante da mesma situação, e até uma participação curiosíssima de Eliahu Hanavi travestido de prostituta para salvar a vida de Rabi Meir.

Assista na íntegra, entre em:

http://www.livestream.com/sibrars/video?clipId=pla_4183b332-c6cc-4d14-bd70-b70846117e21&utm_source=lslibrary&utm_medium=ui-thumb