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A Vida e o Amor nas Religiões

01 de setembro de 2014 0

14-08-29SeminarioAPER-RS1A VIDA E O AMOR NAS RELIGIÕES.

No dia 29 de agosto de 2014, a convite da Associação dos Professores do Ensino Religioso do Rio Grande do Sul (APER/RS), o Grupo de Diálogo Interreligioso de Porto Alegre participou do IX Seminário de Ensino Religioso, que se realizou no Auditório da Livraria Paulinas, na Rua dos Andradas 1212, em Porto Alegre.

Em um clima de fraternidade e descontração, se fizeram presentes a Coordenadora Alfa, a Monja Isshin Havens (Missionária do Soto Zen Japonês, e orientadora espiritual da Sanga Águas da Compaixão – Budismo Zen), Ahmad Ali (Fundador do Grupo DIRPOA e Representante Palestino da Comunidade Islâmica e do Centro Cultural Islâmico do RGSul), Pastor Carlos Dreher (Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil), Rabino Guershon Kwasniewski (Líder religioso da SIBRA-Sociedade Israelita Brasileira de Cultura e Beneficência), Clovis Alberto Oliveira de Souza (CEUCAB – Presidente do Conselho da Umbanda e Cultos Afro-brasileiros), Padre Luis Carlos de Almeida(Igreja Católica Apostólica e pároco da Igreja das Dores) e a representante da Federação Espírita do Rio Grande do Sul.

O tema do Seminário era A VIDA E O AMOR NAS RELIGIÕES, e o objetivo refletir sobre a contribuição das religiões na valorização da vida e na vivência do amor na cultura dos povos. Cada representante explanou o tema de conformidade com a visão de seu credo, respondendo a perguntas que surgiram, mostrando a necessidade de tais encontros para esclarecimento e difusão de pontos que não claros para todas as pessoas.

À tarde, com a continuação das apresentações, assistimos a trechos dos dois Concertos em Clave de Fraternidade que o Grupo do DIRPOA apresentou em novembro de 2013 e junho de 2014 na Igreja das Dores, tornando a visualização do Grupo um fato que nos compensou com muita  alegria e satisfação, parabenizando a Direção da Associação dos Professores do Ensino Religioso pelo evento pleno de êxito e fraternidade.

Cristina Canovas de Moura – Representante da Federação Espírita do Rio Grande do Sul – FERGS

Do Jornal Zero Hora: MUNDO DESPROPORCIONAL

06 de agosto de 2014 0

O conflito que envolve os palestinos e israelenses para muitos é desproporcional. O que é verdadeiramente desproporcional é o nível de ignorância sobre esta guerra que acontece no Oriente Médio.

Pessoas cultas e incultas deixam aflorar o seu ranço antissemita que se acaba misturando com o antissionismo.

A dor de uma mãe palestina que perde o seu filho é a dor de uma mãe israelense que perde a seu filho.

Um míssil que cai numa cidade israelense tem um poder de destruição igual a um que cai em Gaza.

O esforço de um médico por salvar a vida de um ferido é semelhante em ambos os lados.

As sirenes que tocam em Ashdod, Sderot, Askelon, Tel Aviv causam o mesmo dano psicológico que os aviões israelenses voando sem pausa na região costeira palestina.

Depois da retirada unilateral de Gaza por parte de Israel no ano 2005, se aguardava uma autonomia produtiva por parte dos palestinos. De fato a sonhada paz com os vizinhos se viu inúmeras vezes interrompida pelo lançamento de mísseis contra a população civil israelense, especialmente do sul do país.

A imprensa parece querer levar os israelenses para a forca por um simples motivo, ter poder de defesa.

Como deveria um país reagir se tem os seus jovens sequestrados e assassinados e ainda é bombardeado?

Os judeus apreenderam com a história a se defender. Israel é uma potência militar não por prazer e sim pela necessidade da sua sobrevivência.

Desproporcional é o ódio, a falta de ética para informar e transmitir o conflito. As condenações daqueles que só alçam as suas vozes para lembrar as mortes em Gaza e esqueceram os mais de 170 mil mortos na Síria. Desproporcional são os governos que manifestam solidariedade com um grupo terrorista.

Toda guerra tem um alto custo, uma ferida aberta que tarda em cicatrizar e que dói só de olhar. Que rápido morreu a esperança pela paz acordada na região na última visita do Papa Francisco em maio passado.

Procuremos a paz através da verdade, do diálogo e tenhamos coragem de buscar a confiança que fugiu e parece estar perdida ou escondida em algum canto entre estes dois povos.

do Jornal Zero Hora
24 de julho de 2014

 

Vídeo: 2º Concerto Inter-religioso "Em Clave de Fraternidade"

24 de julho de 2014 0

Compartilhamos o vídeo do 2º Concerto Inter-religioso “Em Clave de Fraternidade” (completo):

A COPA E O CONCERTO

30 de junho de 2014 0

No dia 12 de junho de 2014, os representantes dos vários credos que compõem o Grupo de Diálogo Interreligioso de Porto Alegre se reuniram no Anfiteatro Por do Sol às 15 horas para dar as boas vindas em todos os idiomas, aos participantes da Copa do Mundo que visitam nossa Porto Alegre. Portando uma faixa com a palavra PAZ em todos os idiomas, a alegria se fazia presente entre todos. E o sol brindava o seu calor em nossos rostos, e o vento levava a todos  nossa alegria, mostrando o quanto é importante a vida e a paz.

 

Em 29 de junho de 2014, o Grupo de Diálogo Interreligioso  de Porto Alegre se fez presente de forma melodiosa no 2º Concerto Interreligioso em Clave de Fraternidade. Este se realizou na Igreja das Dores de Porto Alegre, onde fomos todos amavelmente recebidos pela simpática figura do Padre Luis Almeida, representante da Igreja Católica junto ao DIRPOA. O evento teve início às 19:30 horas; àquele horário, ao término da Missa, Padre Luis convidou aos representantes do DIRPOA, apresentando-os aos paroquianos, convidando a todos ao Concerto.

O Concerto em Clave de Fraternidade iniciou com a Coordenadora do Grupo, Alfa Buono chamando os representantes da Federação Espírita do Rio Grande do Sul, que se fizeram presentes com dois corais: o Coral Julieta Felizardo de Leão, do Atheneu Espírita Cruzeiro do Sul, formado há mais de quarenta anos; e o Coral Vida, que existe há quatro anos; o Coral Julieta Felizardo de Leão teve durante muito tempo a regência de Osmar Santos, e desde 2007 tem como regente Marli Marlene Becker; o Coral Vida desde a sua fundação até hoje sempre teve a regência de Marli Marlene Becker, direcionando o seu trabalho às pessoas idosas em diversas Casas Geriátricas,e às crianças do Lar Fraterno.  Ambos os Corais cantaram quatro músicas, e terminaram a apresentação com a música Amigos para Sempre, em fraternal abraço a todos.

O Pastor Dreher, a seguir, apresentou o Coral da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, formado há vários anos, e que nos elevou e encantou com belíssimas vozes que entoaram cânticos melodiosos e sublimes.

A representante da Fé Baha’i envolveu a todos com suas canções e a sua voz bela que se elevava em hinos e orações, acompanhada do entusiasmo que brotava do som do violão.

A Monja Isshin, representante do Zen Budismo e seu discípulo, o noviço Ryûshin-san, nos trouxeram mantras que revelam a natureza e o respeito a cada momento, a cada ser, a cada sentimento, conduzindo-nos à reflexão das reações que temos frente à vida.

O Rabino Guershon, da Sociedade Israelita Brasileira de Cultura e Beneficência, conduziu cantando e encantando a todos pela forma de persuasão que consegue envolver e elevar os presentes à Igreja das Dores, com músicas, sons e enlevo, onde todos comprovaram o abraço como o momento de paz nos corações.

O Conselho Estadual da Umbanda e dos Cultos Afro-Brasileiros, com o representante Babalorixá Clóvis e inúmeros adeptos, trouxe os rituais e orações que envolveram o ar com cânticos e tambores, acompanhados pelo agê, que com suas contas marcavam o momento do ritual e oração.

Por último, o Padre Luis, pároco da Igreja das Dores e representante da igreja católica junto ao DIRPOA apresentou um belíssimo final, chamando extraordinários músicos a tocar Ave Maria de Gounot em órgão e violino, que nos fizeram ouvir e ver com os olhos da alma momentos sublimes de musicalidade e beleza.

A final, os representantes dos vários credos, em união, procederam à Bênção Aarônica, cada um com o gestual de sua crença, com o Rabino Guershon  dizendo as palavras na linguagem de Israel e o Pastor Dreher em português. O abraço e a confraternização de todos selou o Concerto com a musicalidade e carinho, mostrando que o diálogo é a forma de existência de credos e pessoas que se respeitam, se aceitam e oram por um mundo de paz e luz.

Foi uma noite extraordinária, onde as várias culturas apresentaram orações em forma de sons e cantos, em preciosa mensagem de paz a tudo e a todos.

Assiste ao vídeo da Benção Aarônica de encerramento do concerto.

Em clave de fraternidade - Concerto Inter-religioso

27 de junho de 2014 0
Concerto Inter-religioso

Concerto Inter-religioso

Venha compartilhar a música inter-religiosa conosco!

Concerto Inter-religioso do Grupo de Diálogo Inter-religioso de Porto Alegre.

Domingo, 29 de junho às 19:30 hs

Igreja Nossa Senhora das Dores (Rua Riachuelo 630

SHABAT SHALOM DAS NAÇÕES

08 de junho de 2014 0

Procurando saber, buscamos no dicionário, obtendo como respostas: ” Shabat é a fonte para o termo em português Sábado, e para a palavra que denomina esse dia da semana em muitas outras línguas. Uma tradução mais literal seria “cessação”, com a implicação de ‘parar o trabalho’. Portanto, Shabat é o dia de cessação do trabalho, enquanto que descanso é implícito, mas não é uma denotação da palavra em si. O Shabat é iniciado ao pôr do sol de cada sexta-feira. Deus abençoou o 7º dia – o Shabat – quando repousou, depois de ter completado sua obra de criação.Shalom (em hebraico שָׁלוֹם) significa paz entre duas entidades (geralmente duas nações) ou a paz interior de um indivíduo. A palavra shalom representa um desejo de saúde, harmonia e paz para aquele ou aqueles a quem é dirigido o cumprimento. Em diversas passagens bíblicas é encontrada a palavra shalom com o significado de paz e desejo de bem estar entre as pessoas ou nações. Por exemplo, ‘Shalom Aleichem’, uma saudação frequentemente utilizada por Jesus e que significa ‘A paz esteja convosco’. ‘Shalom Aleichem’ é também o nome de um cântico entoado em celebrações do Shabbat. ”

Para muitos esta busca de significado não tem sentido. Entretanto, ontem, sexta feira, dia 06 de junho de 2014, estivemos presente e participamos de belíssimo evento na Sinagoga SIBRA, onde o representante israelita no DIRPOA, Rabino Guershon propiciou a todos o sentido das palavras na prática, dando testemunho de Oração pela Paz entre os Povos, no dia importante de preces que se iniciava. Por iniciativa de Rabino Guershon, acolhida com entusiasmo pela comunidade israelita e apoiada pela Direção da SIBRA, ontem se reuniram, na sede da SIBRA, cônsules e representantes de diversos países (Espanha, Itália, Egito, Alemanha, Grécia, Portugal, Uruguai entre outros), para celebrar o Shabat Shalom, juntamente com os participantes do Diálogo Interreligioso de Porto Alegre, o Prefeito Municipal e o Representante do Governo Estadual através da Brigada Militar.

Os ares se encheram de belíssimos cantos, em vozes extraordinariamente abençoadas, em ritmos que contagiavam a todos, pela pureza dos sons, dos cânticos e do envolvimento que todos sentiram e mostravam.

A paz celebrada nada tinha de tristeza, de momento sério e fúnebre: eram hinos de amor, cheios de esperança e de realizações, motivadores de vida e de luz, numa construção individual e coletiva para a paz, de cada um e entre todos. A construção da paz começa em cada um; quando sincera e pura, consegue envolver a todos, como vimos e sentimos nos momentos em que estivemos reunidos. E este sentimento devemos levar aos dias que se seguirão, onde nossa querida Porto Alegre vai receber tantas pessoas, e a todos acolherá com carinho e atenção.

Destes momentos de paz, aprendemos ainda mais o significado do diálogo, do respeito mútuo entre as pessoas, entre as religiões e entre as nações; saímos revigorados, com esperança no dia de amanhã, agradecendo a Rabino Guershon pela iniciativa e desejando a todos: Shabbat Shalom! Shalom Aleichem!

- Cristina Canovas de Moura- representante da Federação Espírita do Rio Grande do Sul.

GDIRPOA no Hanamatsuri e Festival da Paz 2014

01 de junho de 2014 0

HANAMATSURI E FESTIVAL DA PAZ.

Cerimônia Inter-religiosa de Abertura

Cerimônia Inter-religiosa de Abertura – Hanamatsuri e Festival da Paz 2014

Em 24 e 25 de maio de 2014 o Grupo de Diálogo Interreligioso de Porto Alegre foi convidado pela Monja Isshin,  representante do Zen Budismo, a participar de belíssimo Hanamatsuri e Festival da Paz, que se realizou na Usina do Gasômetro.

Lemos nos prospectos gentilmente oferecidos, que, “de acordo com a tradição Budista, uma chuva de pétalas e néctar caiu quando o Buda Shakyamuni nasceu, no dia 08 de abril de 566 A.C. Para comemorar a data, os japoneses criaram o Hanamatsuri, Festival das Flores. A festa em Porto Alegre, agora na sua 2ª edição, torna-se um Festival da Paz, para celebrar os valores da não discriminação, não violência, inclusão social e cuidados com o meio ambiente e os animais.”

No sábado pela manhã o dia se fazia cinzento até o início do evento; o sol se mostrou quando as autoridades subiram ao palanque revestido de flores: lá estavam o Cônsul do Japão Takeshi Goto, o Vice Prefeito Sebastião Melo representando a Prefeitura Municipal, Monja Isshin  e Alfa Buono, representando o Grupo de Diálogo Interreligioso.

Após as saudações iniciais, a procissão formada por crianças vestidas com quimono (Ochigosan) e outras com roupas tradicionais de gaúchos, mostrando a inclusão dos povos às tradições da terra, levaram o Hanamido, altar adornado com a imagem do Pequeno Buda.

Terminada a procissão, as Ochigosan e as autoridades realizaram o ritual do Kanbutsu-e, banho de chá adocicado no Buda, simbolizando o néctar que teria caído do céu abençoando o seu nascimento.

Encontro de Diálogo Inter-religioso no Hanamatsuri e Festival da Paz 2014

Encontro de Diálogo Inter-religioso no Hanamatsuri e Festival da Paz 2014

O evento contou, nos dois dias, com inúmeras palestras e oficinas, do que o Grupo de Diálogo Interreligioso de Porto Alegre também participou, assim como outros credos ali representados no domingo à tarde.

As dependências do Gasômetro estiveram repletas de pessoas que mostravam no sorriso contagiante a satisfação de comemorar a Paz, a união de crenças pelo desejo de construção de novo mundo, num renascimento de esperança na pessoa humana, na compaixão, na caridade.

O evento que a Sanga Águas de Compaixão (Jisui Zendô) e uma comissão de voluntários, sob a orientação da Monja Isshin, proporcionou a nossa cidade,  foi um belo momento de muita leveza espiritual, fraternidade e respeito entre os povos do que todos nos  podemos orgulhar, parabenizando os promotores com alegria, neste Porto Alegre que considera esta uma festividade que se deve realizar a cada ano. Nossa cidade aplaude o Festival das Flores e a Cultura da Paz.

- Cristina Canovas de Moura. Federação Espírita do Rio Grande do Sul

Neste Dia das Mães

11 de maio de 2014 0

Na manhã de 10 de maio, nos encontramos para comemorar o Dia das Mães na Catedral Metropolitana. O Grupo de Diálogo Interreligioso de Porto Alegre havia sido convidado pela ACM Centro para participar do evento. Lá estava a Diretoria da ACM de Porto Alegre, parentes de alunos, amigos, convidados. Deu-nos a honra de sua presença a Primeira Dama do Município, que nos mostrou que professoras, cuidadoras, enfermeiras, todas são mães pelo cuidado e amor que nos dispensam. A Diretora da ACM contou a todos como teve início a comemoração do Dia das Mães, trazido ao Brasil pela Associação Cristã de Moços. Lá ouvimos o histórico da formação de nosso Grupo de Diálogo por Ahmad Ali; os sons do tambor tocaram na Catedral, e o Babalorixá Clóvis nos conduziu por um passeio à Mãe Natureza, onde encontramos Nhansã e Orixás.  O Coro de Aposentadas nos brindou com suas vozes uníssonas de beleza e paz. O Pastor Dreher nos levou a orar pelas mães das meninas que no Oriente estão sofrendo em sequestro.  O coral das crianças da ACM, crianças de menos de cinco anos, nos encantou e comoveu. Falamos a todas as mães: às mães queridas, às não tão queridas, às amorosas, às que não tiveram tanto tempo para nós, às avós, duplamente mães, às bisavós que já estão mais colocadas de lado mas que guardam tantas experiências e belezas, àquelas que já estão noutro plano; e a todas, agradecemos de coração, por não terem nos abortado, por terem permitido que vivêssemos, aceitando o fruto da concepção. Falamos que o Espiritismo não aceita milagres; o único milagre que aceitamos é o milagre da vida. E, por isso, queremos, neste momento, de coração agradecer o milagre da vida que nos foi dado e oportunizado por nossas Mães. Que Deus, em sua infinita bondade, as proteja, ilumine e abençoe, pelo amor que nos deram e ensinaram. Com a Benção Aarônica foi encerrado o evento, coroado com uma rosa a cada mãe presente.

 

- Cristina Canovas de Moura – representante da Federação Espírita do Rio Grande do Sul

Mensagem para o Vesakh / Hanamatsuri do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso

01 de maio de 2014 0

Trecho da MENSAGEM AOS BUDISTAS PARA O VESAKH / HANAMATSURI 2014
do PONTIFÍCIO CONSELHO PARA O DIÁLOGO INTER-RELIGIOSO (Vaticano)

[...] Prezados amigos, para construir um mundo fraterno, é de importância vital que unamos as nossas forças para educar as pessoas, de modo especial os jovens, a fim de que procurem a fraternidade, vivam na fraternidade e tenham a coragem de construir a fraternidade. Oremos para que a celebração de Vesakh seja uma ocasião para voltar a descobrir e promover novamente a fraternidade, de maneira particular nas nossas sociedades divididas.
Permiti que vos manifeste mais uma vez as nossas mais cordiais felicitações e que deseje a todos vós uma Feliz festa de Vesakh!
- Cardeal Jean-Louis Tauran, Presidente

Para ler a mensagem completa, visite o site do Vaticano – La Santa Sede

Vídeo: Um Ano de Francisco - Percepções

28 de março de 2014 1

Um Ano de Francisco – Percepçõe: Uma série de entrevistas sobre o primeiro ano do Papa Francisco como líder da Igreja Católica, gravadas em março 2013 pela Rede Vida de televisão.
1. Zen Budismo
2. Islamismo
3. Judaismo
4. Umbanda e Cultos Afro-brasileiros

Um ano de Francisco, percepções do Judaísmo

19 de março de 2014 0

Clique no link e veja opinião do representante do Judaísmo do Grupo Inter-religioso de Porto Alegre sobre o primeiro ano de Francisco no papado.

http://www.youtube.com/watch?v=hdFKXpCf8kc

Lembrar para não esquecer

27 de janeiro de 2014 1

Solidariedade e força é o nosso desejo para todas as famílias que perderam um ser querido na Boate Kiss de Santa Maria.
Que o encerrar deste dia permita ter pela frente um ano com ações positivas para lembrar as benditas memórias dos que hoje não estão mais apenas fisicamente.

Parabéns Dr. Ahmad Ali!!

21 de janeiro de 2014 0

Fundador e colega do Grupo de Diálogo Inter-religioso, completou  hoje 80 anos e o comemorou com um almoço com o melhor da culinária do Oriente Médio – não faltaram falafel, kibe, tchina, humus e outras delícias -.
Coincidentemente com o Dia Nacional de combate a intolerância religiosa os integrantes do Grupo de Diálogo Inter-religioso de Porto Alegre confraternizamos com familiares e amigos de Ali – o jornalista Túlio Milman estava entre os presentes -.
Vida longa para este amante da paz e do diálogo!

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Projeto comentário semanal da Torá - Antigo Testamento -, pelos rabinos brasileiros

03 de janeiro de 2014 0

Parashat hashavua pelos nossos Rabinos, hoje o comentário da Parashá Bo, livro de Shemot – Êxodo -, Cap 10:1- 13:16 pelo Rabino Leonardo Alanati da Congregação Israelita Mineira, Belo Horizonte.
Religião e sensibilidade
Nesta semana, judeus no mundo inteiro leem sobre as famosas últimas pragas no Egito. A penúltima praga foi a escuridão. Assim está escrito na Torá: “…Houve trevas espessas sobre toda a terra do Egito por três dias. Um não via ao outro, e ninguém se levantou do seu lugar por três dias; porém em toda parte que habitavam os israelitas havia luz.” (Ex. 10:21-23)
Um comentário chassídico nos transmite a seguinte lição: “A escuridão estava tão densa que as pessoas não viam uma as outras. Esta é a pior escuridão: quando as pessoas ficam incapazes de ver seu próximo, de perceber suas dores e de ajudá-lo.”
A escuridão pode ter causas externas ou internas. Os estímulos externos não nos chegam porque nos fechamos para nos proteger ou por puro egoísmo. Seja qual for a causa, acabamos nos tornando insensíveis. A perda da sensibilidade, a indiferença, é uma doença grave. Abraham J. Heschel escreveu: “Na Bíblia, a insensibilidade é a raiz do pecado. Existem muitas palavras para expressá-la: “obstinação do coração” (Deut. 29:18), “dureza de coração” (Lam. 3:65), … Os profetas frequentemente criticaram Israel pela falta de sensibilidade.” (God in search of Man, p. 85).
A pessoa realmente religiosa é sensível. O religioso está sensível ao próximo, ao mundo que o rodeia e a si próprio.
Diariamente ocorrem maravilhas no nosso corpo, nas nossas vidas e na natureza. Frequentemente, estamos tão preocupados com os problemas da vida diária que ignoramos estas maravilhas. A tradição judaica nos chama a realizar bênçãos em diversas ocasiões com a finalidade de nos sensibilizar a respeito destas maravilhas. Somos chamados a rezar pela manhã, tarde e noite, acompanhando o incrível ciclo da natureza. Somos convidados a orar quando satisfazemos nossa fome e sede, vestimos roupas novas, recebemos notícias boas ou ruins ou presenciamos cenas impressionantes. Invocar Deus nesses momentos é reagir religiosamente a estes estímulos que nos sensibilizam.
Termino com a seguinte história verídica. Havia uma jovem portadora de deficiência física que era obrigada a andar de muletas. É claro que seu andar era hesitante e penosamente lento. No entanto, embora sofresse muito, ela era uma jovem amável, bem disposta, sorridente e otimista. Durante todos seus anos de escola, seus colegas, por consideração e respeito, não queriam perguntar sobre a causa da sua incapacidade. Mas, certo dia, um amigo mais chegado lhe fez a pergunta fatal. A resposta veio rápida e tranquila: “Paralisia infantil…” “Mas, diga-me, continuou o amigo, como é que você consegue encarar o mundo tão confiante e sem nenhuma amargura?” Um sorriso meigo apareceu no rosto da menina e ela respondeu: “É porque a paralisia não atingiu o meu coração.”

Rabino Leonardo Alanati
Congregação Israelita Mineira

Comentário semanal da Torá - Antigo Testamento - hoje pelo Rabino Uri Lam da SIB - Sociedade Israelita da Bahia -

06 de dezembro de 2013 0

A SIBRA de Porto Alegre, compartilha com os leitores do Blog das Religiões o seu projeto,  Parashat Hashavua pelos nossos rabinos, isto significa o comentário da porção semanal da leitura bíblica – conforme o ciclo de leitura da comunidade judaica.

Vaigash – 

E Judá o abordou dizendo… (Gênesis 44:18)

Rabi Iehudá abriu dizendo: “Pois eis que os reis se ajuntaram” (Salmos 48:4) – são Judá e José, pois ambos são reis e se aproximaram um do outro para debaterem juntos… Pois José foi vendido por causa de Judá e perdeu-se de seu pai. E agora [Judá] estava envolvido com Benjamin e temeu para não perdê-lo – e por isso abordou José. (Zohar, Vaigash)

Um dia José fora um jovem sonhador, mas seus sonhos foram rasgados pelos próprios irmãos, que o jogaram em um poço seco e escuro. No fundo do poço, a decepção, a dor e a raiva, presumem-se, eram grandes.

O tempo passou para José. Aliás, José não: Senhor Tsafnat Panêach, casado com a aristocrática  Asnat bat Potifera e pai de dois meninos: Menashe, que o faz esquecer do sofrimento nas mãos dos irmãos; e Efraim, que o faz se orgulhar do presente bem sucedido na terra em que chegara como escravo.

Do poço seco aos anos de seca. José não sonha mais. José agora é rei: “Você é como o Faraó”, diz seu irmão Judá.

José é um rei amargurado: o Egito depende e sofre pelas decisões e humores de um homem que sofreu pelos desmandos de poder de outros; agora é a sua vez de fazer sofrer.

É este o homem abordado por Judá, visto como um rei pelo Zohar.

E Judá? Rei de qual reino? Talvez o Zohar queira dizer que Judá é o único dos irmãos à altura para argumentar com o rei à sua frente.

O passado assombra Judá – os irmãos largaram José à própria sorte num poço no meio do nada. Os irmãos inventam a sua versão a Jacob: “Pai, que desgraça, José foi devorado por um animal selvagem!” Oxalá ninguém saberá o que realmente aconteceu. José perdeu-se de seu pai. Mas Judá não suporta e propõe aos irmãos: “Que proveito teremos em matar nosso irmão? Vamos vendê-lo…” E eles o escutaram. Graças a Judá, a raiva dos demais é aplacada e José sobrevive.

Agora Judá se encontra diante de José, um verdadeiro rei que, com o controle da situação, coloca os irmãos num poço aparentemente sem saída. Judá também não suporta ver isso. Como reagir?

O Zohar diz que Judá e José discutiram por conta de Benjamin: um para que o pai, Jacob, não perdesse mais um filho; o outro, para verificar se os irmãos agora estavam unidos e dariam a vida para defender o mais novo.

O comentarista Rav Chaim Paltiel apresenta uma possível reação de Judá: quando José mandou prender Benjamin no Egito, acusado falsamente de furto, Judá deu um grito tão alto e raivoso que sua voz foi escutada até em Canaã. Grito de guerra. Uma revolta dos irmãos liderada por Judá contra o tirano egípcio José estava presentes a explodir.

No entanto, não foi esta a reação de Judá. Eu o imagino respirando fundo, engolindo a raiva. Judá, na minha imaginação, segura as mãos de José, olha nos seus olhos com um olhar ao mesmo tempo firme e temeroso e o aborda em voz baixa: “Eu te peço, meu senhor, deixe-me dizer uma palavra no seu ouvido…”.

Diante das palavras cínicas, pesadas e de humilhação vindas daquele pretensioso rei egípcio, Judá escolhe não devolver na mesma moeda, mas sim falar ao coração: “Temos um pai idoso que ao seu lado tem apenas o filho mais novo de sua segunda esposa. Eram dois, sabe? Mas o mais velho morreu. Nosso pai morrerá se perder também este filho. Meu senhor, façamos assim: eu fico como escravo no lugar do meu irmão. Assim você nos punirá, mas nosso pai não morrerá de desgosto.”

O suposto grito de raiva de Judá que toda Israel escutou existe somente na imaginação dos comentaristas da Torá. As palavras contidas e o grito preso na garganta existem somente na minha imaginação. Seja como José foi abordado – aos gritos ou com murmúrios ao pé do ouvido – José não pôde mais se conter. Seus gritos de choro foram tão altos que todo o Egito escutou.

No limite de suas forças, quando finalmente a emoção falou mais alto do que o modo arrogante e psicopata de ver as coisas, as lágrimas de José o fizeram entrar em contato com a realidade: ele estava diante de seus irmãos, irmãos de verdade. Seu nome era José e não Tsafnat Panêach.

Pela primeira vez, José abordou os irmãos em tom conciliatório: “Aproximem-se”. E eles se aproximaram. “Eu sou José, seu irmão.” Eles se abraçaram e se beijaram – “e seus irmãos falaram com ele”.

Dois reis: Judá e José. Judá, aparentemente o mais fraco, dobrou o arrogante José, que se achava o rei do Egito e talvez o fosse na base da tirania e da opressão. No limite do suportável, José voltou atrás e chorou.

Que José seja um exemplo para todos os tiranos que se veem como reis do Egito. Que um dia eles possam voltar a enxergar a realidade com humanidade – e finalmente reconhecerem que estão, no fim das contas, diante de seus irmãos.

Rabino Uri Lam

SIB – Sociedade Israelita da Bahia