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Encontro ecumênico será realizado antes de Jornada Mundial da Juventude. Evento reunirá judeus e muçulmanos em julho, no Rio de Janeiro

12 de maio de 2013 1
Pela primeira vez na história das Jornadas Mundiais da Juventude católicos, judeus e muçulmanos vão se reunir em uma atividade conjunta. O encontro acontecerá no dia 21 de julho, na PUC-Rio, dois dias antes da abertura oficial do encontro católico que reunirá pelo menos 2 milhões de fiéis. Cerca de 200 pessoas estarão presentes: 50 jovens de cada religião, vindos do país inteiro, e convidados, como o padre Fábio de Melo, que fará uma palestra.

Um jovem de cada comunidade falará sobre o tema "Juventude: força de engajamento, força de fé", haverá rodas de conversas, exibição de vídeos e exposição de objetos litúrgicos das diferentes comunidades. "Dentro da Jornada, é o primeiro trabalho com essas três religiões. É uma iniciativa ousada. O tema central é a unidade, o diálogo, o que é realmente importante para o resgate dos valores primordiais da sociedade", diz o padre Arnaldo Rodrigues, do setor de Preparação Pastoral da organização da JMJ.

Muitos participantes aproveitarão a presença no Rio para, nos dias seguintes, participarem dos eventos que terão a presença do papa Francisco, que chega à cidade no dia 22 e fica até 28 de julho, quando se encerra a JMJ.

A origem deste primeiro grande encontro é um grupo chamado Juventude Inter-Religiosa do Rio de Janeiro (JIRJ), que começou com católicos e judeus e, há pouco mais de um ano, incorporou a comunidade muçulmana. "O principal objetivo do grupo é promover o diálogo, o respeito entre as religiões, já que no meio juvenil a gente vê tantas desavenças em relação à religiosidade", diz a fiscal tributária Aline Barbosa Almeida, de 26 anos, secretária-executiva do JIRJ. "Se a gente quer passar essa ideia da coexistência, não só religiosa, tem que partir de algum lugar. Nossa proposta é disseminar essa ideia do diálogo entre religiões, discutir como funciona e como idealmente deveria funcionar. Plantar uma semente na cabeça de cada um", diz a estudante de psicologia Tamar Nigri Prais, coordenadora de projetos sociais da instituição judaica Hillel e integrante do JIRJ.

Organização

O jornalista Fernando Celino, de 31 anos, é um dos representantes da comunidade muçulmana na organização do encontro inter-religioso da Jornada. Ele trabalha na Sociedade Beneficente Muçulmana do Rio de Janeiro e integra a Comissão de Combate à Intolerância Religiosa. Também faz parte do projeto Vizinhos de Portas Abertas, dos colégios Santo Inácio, católico, e Liessin, judaico, com intercâmbio de professores e alunos. "Existem cerca de 2 mil muçulmanos no Estado do Rio, não existem escolas islâmicas. Então, eu participo do projeto no Santo Inácio e no Liessin. O Islã é coberto de preconceitos. Quando surgiu o JIRJ, eu quis participar. Na Jornada, é a primeira grande ação que vamos realizar juntos. Queremos dar visibilidade ao diálogo inter-religioso, trabalhar pela destruição dos preconceitos e disseminar essa ideia no mundo inteiro", diz Fernando.

Na noite de quinta-feira passada, o grupo se reuniu na sede da Arquidiocese do Rio para acertar mais detalhes do encontro na PUC-Rio. Além dos jovens, veteranos da militância pelo diálogo entre as religiões também estão engajados. "Já demos passos para trazer as religiões de matriz africana, mas, como ainda é muito inicial, não foi possível incluir na atividade da Jornada", diz Diane Kuperman, ex-vice-presidente da Federação Israelita do Rio.

Diversidade

Sede da 28ª Jornada Mundial da Juventude, o Rio de Janeiro é um dos Estados de maior diversidade religiosa do Brasil. Menos da metade da população é católica e mais de um quarto é evangélica, uma das maiores proporções do País. Também tem porcentuais elevados, em comparação com os índices nacionais, de espíritas, praticantes de umbanda e candomblé e de pessoas que se dizem sem religião. Na semana que antecede a JMJ, durante encontro de jovens organizado pelos jesuítas, a troca de experiências das diferentes religiões também estará em foco, com visitas de jovens católicos a sinagogas, mesquitas e terreiros de umbanda.

Aos que estranham a ausência de grupos evangélicos no encontro inter-religioso, padre Arnaldo informa que haverá uma atividade específica, durante a JMJ, do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic), ainda a ser definida. "Queremos motivar os jovens de várias religiões na ideia de conhecer, respeitar, dialogar, conviver", resume padre Arnaldo.

Karen Armstrong - Compaixão como o Centro das Religiões

08 de maio de 2013 0

reproduzindo do Diário Catarinense:

Palestra de Karen Armstrong no Fronteiras do Pensamento exalta a compaixão como centro das religiões Bruno Alencastro/Agencia RBS


Karen Armstrong falou sobre história das religiões e sobre a compaixão como um fundamento moral
Foto: Bruno Alencastro / Agencia RBS


Uma das mais respeitadas historiadoras da religião em atividade, Karen Armstrong não se contenta em pesquisar em fontes antigas.

A inglesa, que proferiu ontem a primeira palestra do ciclo Fronteiras do Pensamento, vem se dedicando a uma tarefa prática e, para ela, essencial: devolver a compaixão ao centro moral de qualquer prática religiosa.

Para um salão de atos lotado, Karen Armstrong passeou, ao longo de sua fala, por diversas histórias e fundamentos de diferentes religiões ao redor do globo: judaísmo, cristianismo, islamismo, budismo, com passagens por grandes obras da tradição literária, como a Ilíada, de Homero. Todas as religiões, para ela, trazem em seu coração um princípio comum ao qual ela deu o nome de “Regra de Ouro”.

– Todas as principais religiões do mundo desenvolveram algo que pode ser chamado a Regra de Ouro. Não é uma doutrina, é um teste para a verdadeira espiritualidade: nunca trate alguém como não gostaria de ser tratado – disse.

Armstrong começou sua palestra assumindo a dificuldade de definir o que é religião – algo que sempre permeou a vida humana, mas foi transformado em algo apartado após o começo da era moderna. A religião, para ela, passa, contudo, pela capacidade de vencer ou pôr de lado o ego, aquilo que, segundo ela, “nos mantém afastados do que há de melhor em nós”. Outro elemento fundamental da prática religiosa, para ela, é a identificação do outro como alguém igual, merecedor de uma empatia que não nasce naturalmente, mas é exercitada continuamente.

- O conhecimento religioso não é algo que se faça apenas dentro da cabeça, é uma prática, como andar de bicicleta, dirigir ou nadar. Você não aprende lendo livros ou manuais, você tem de entrar no carro e pisar nos pedais, ou mergulhar, entrar na água. Religião tem mais a ver com fazer coisas do que pensar coisas – disse.

A necessidade de prática foi reforçada constantemente em seu discurso. Para ela, mitos não são, como a idade moderna os apelidou, mentiras. São guias práticos e simbólicos para a ação, e só fazem sentido dentro dos rituais práticas nos quais estavam inseridos. Karen, que investiu o dinheiro que recebeu ao ser agraciada com o TED Prize em um instituto para aprofundar sua idéia de espalhar a compaixão pelo mundo em questões práticas, como a organização das comunidades, encerrou falando de sua experiência à frente da entidade, Charter for Compassion. Ao mencionar o episódio da Ilíada, de Homero, na qual o grego Aquiles devolve ao rei troiano, seu inimigo, o cadáver do filho morto em combate, ela resumiu o que considera o centro da prática moral da compaixão:

- Ter compaixão é reconhecer que seu inimigo também sofre.

O Fronteiras do Pensamento Porto Alegre é apresentado pela Braskem e tem o patrocínio de Unimed Porto Alegre, Weinmann Laboratório, Santander, CPFL Energia, Natura e Gerdau. Promoção Grupo RBS. O projeto conta com a UFRGS como universidade parceira e com a parceria cultural de Unisinos, Prefeitura Municipal de Porto Alegre e Governo do Estado do RS.

Encontro com Karen Armstrong

07 de maio de 2013 1









Almoço de trabalho com Karen Armstrong.
Gostaria agradecer a Monja Isshin Havens e aos organizadores do Fronteiras do Pensamento que possibilitaram o valioso encontro do Grupo de Diálogo Inter-religioso com a historiadora da religião vinda da Inglaterra, que pela primeira vez visita Porto Alegre.
A Sra. Karen é autora da carta da compaixão e promove a paz entre as religiões em todo o planeta.

Rabino Guershon










São Jorge

07 de maio de 2013 0

O texto a seguir circulou no Facebook recentemente:

Sobre São Jorge aquilo que talvez você não soubesse.:)

O dia de São Jorge é o dia de seu falecimento, 23 de Abril de 303, na Nicomédia. Seus restos mortais estão na Igreja de São Jorge, na Lídia, Israel.

- De acordo com a lenda, São Jorge nasceu no ano 275, na Capadócia, hoje território da Turquia. Ingressou no exército romano e, aos 23 anos, se tornou tribuno militar na Nicomédia. Ao ver que o imperador Diocleciano perseguia e matava os cristãos, passou a defendê-los. Por este motivo, foi torturado e degolado.

- São Jorge é um santo que, de certa forma, une diversas tradições cristãs ligadas ao catolicismo. Ele é um dos santos mais venerados na Igreja Católica Apostólica Romana, na Igreja Ortodoxa e na Igreja Anglicana.

- São Jorge é um dos catorze santos auxiliares do catolicismo. Os outros treze são: Santo Acácio, Santa Bárbara, São Brás, Santa Catarina de Alexandria, São Cristóvão, São Ciríaco, São Dênis, São Erasmo, Santo Eustáquio, Santo Egídio, Santa Margarida de Antioquia, São Pantaleão e São Vito.

- Países que celebram o Dia de São Jorge incluem Inglaterra, Canadá, Croácia, Portugal, Chipre, Grécia, Geórgia, Sérvia, Bulgária, Roménia, Bósnia e Herzegovina e República da Macedónia. Cidades incluem Moscou, na Rússia, Genova , na Itália, Ljubljana , na Eslovénia, Beirute , no Líbano, Qormi e Victoria em Malta e muitos outros. Ele também é comemorado na antiga Coroa de Aragão, na Espanha, Aragão , Catalunha , Valência e Maiorca .

Dia de São Jorge é conhecida como a Festa de São Jorge por palestinos e é celebrada no Mosteiro de São Jorge , em al-Khader , perto de Belém . É também conhecido como Georgemas.

- A cruz de São Jorge foi adotada pelo rei Ricardo Coração de Leão, no século XII. Os soldados do rei utilizavam este símbolo em suas túnicas para evitar confusão em batalha.

- O Papa Paulo VI, em 1963, rebaixou São Jorge para santo menor de terceira categoria. Em 2000, o Papa João Paulo II restaurou a relevância do santo, que voltou a aparecer nos missais como santo patrono da Inglaterra.

- Para fugir da perseguição, os praticantes do candomblé associavam um orixá a um santo católico. Desta forma, Ogum, o deus guerreiro, é associado a São Jorge.

- São Jorge é o padroeiro da Catalunha. Uma lenda regional diz que, após matar o dragão, ele deu à princesa uma rosa vermelha. Assim, no dia 23 de abril, especialmente em Barcelona, é comum que o homem dê à sua esposa ou namorada uma rosa vermelha.

- De acordo com tradição que surgiu apenas em meados do século XII, São Jorge matou um dragão. O dragão simboliza a idolatria destruída com as armas da fé cristã. Diz a tradição que as manchas na lua representam o milagroso santo e sua espada pronto para defender aqueles que buscam sua ajuda.

- A representação de São Jorge matando o dragão pode ter origem na mitologia nórdica, pela figura de Sigurd, o caçador de dragões.

- William Shakespeare nasceu e morreu no dia de São Jorge. Nasceu em 23 de abril de 1564 e morreu em 23 de abril de 1616.

- São Jorge é sincretizado também com o Orixá Ogum na Umbanda, São Jorge representa a vitoria sobre o mal que existe na alma de todos os seres, males como o egoísmo, medo e tantos outros, que deverão ser derrotados pelo guerreiro que existe dentro de nós.

- No Brasil, São Jorge também é padroeiro dos escoteiros, da cavalaria do exército. As tatuagens associadas a este santo estão entre as mais populares no país. No Rio de Janeiro, a data da morte do santo se tornou feriado devido à grande quantidade de devotos.

- Na música nacional, São Jorge já foi homenageado em canções por Jorge Ben, Caetano Veloso, Maria Bethânia, Fernanda Abreu, Racionais MC’s, Zeca Pagodinho e pela banda Angra. Na música internacional, a banda Iron Maiden fala do santo na música “Flash of Blade”, no álbum Powerslave.

Por mais compaixão

06 de maio de 2013 0

Karen Armstrong, historiadora da religião, abre o Fronteiras 2013

Se Deus de fato é amor, como explicar guerras santas e ódios religiosos? Essa é uma das questões que devem nortear a palestra com que Karen Armstrong abre hoje, às 19h30min, no Salão de Atos da UFRGS, a edição 2013 do Fronteiras do Pensamento.

Karen Armstrong é o tipo de figura que tem algo de fato a contribuir no atual debate religioso. Sua obra é uma erudita e instigante investigação não sobre os dogmas, mas sobre os fundamentos filosóficos comuns das grandes religiões do Ocidente: Cristianismo, Islamismo e Judaísmo, não por acaso definidos por ela como “religiões-irmãs”.

Armstrong fala do sofrimento como um traço comum à experiência religiosa, mas não como fundamento de virtuosismo purificador, como o foi para boa parte da teologia medieval. Para ela, dado que a experiência do sofrimento atravessa a história humana, a compaixão pela dor do próximo é o apelo moral comum a todas as religiões, e justamente aquele que vem sendo relegado pelos maniqueísmos da contemporaneidade.

– Muitos de nossos problemas atuais derivam do fato de que não adotamos a Regra de Ouro de todas as tradições religiosas, que a consideram central para a espiritualidade: nunca tratar os outros como você não gostaria de ser tratado – disse ela em entrevista publicada no caderno Cultura do último sábado.

Karen Armstrong é autora de, entre outros, Uma História de Deus (1993), Jerusalém: Uma Cidade, Três Religiões (1996) e biografias de São Paulo (1983), Buda (2001) e Maomé (1991). Em 2008, agraciada com US$ 100 mil concedidos pelo TED Prize, deu início à Charter for Compassion, iniciativa focada na promoção de paz e concórdia entre diferentes visões religiosas.

O Fronteiras do Pensamento Porto Alegre é apresentado pela Braskem e tem o patrocínio de Unimed Porto Alegre, Weinmann Laboratório, Santander, CPFL Energia, Natura e Gerdau. Promoção Grupo RBS. O projeto conta com a UFRGS como universidade parceira e com a parceria cultural de Unisinos, Prefeitura Municipal de Porto Alegre e Governo do Estado do RS.

Hoje os integrantes do Grupo Inter-religioso de Porto Alegre irão encontrar a Sra. Karen numa reunião almoço.

Fonte ZH

Após encontro no Qatar, Rabino Schlesinger avalia os desafios do diálogo inter-religioso

30 de abril de 2013 0

















Leia abaixo o depoimento do rabino Michel Schlesinger a respeito da 10ª Conferência sobre Diálogo Inter-Religioso, realizada de 23 a 25 de abril, no Qatar. Schlesinger, rabino da Congregação Israelita Paulista, é o representante da Conib para o diálogo inter-religioso.

“Judeus, muçulmanos e cristãos de diversas partes do mundo se reuniram na cidade de Doha, no Qatar. O tema do encontro foi ‘Melhores práticas no diálogo inter-religioso’. Por três dias, os religiosos tiveram a oportunidade de demonstrar suas iniciativas na área da aproximação entre os diferentes grupos religiosos.

Na abertura do evento, o professor Ibrahim Saleh Al-Naimi, coordenador da conferência e do Doha International Center of Interfaith Dialogue, proferiu sua mensagem, ao lado do padre Miguel Angel Ayuso Guixote, representante do Vaticano no encontro, e de Cláudio Epelman, diretor executivo do Congresso Judaico Latino-Americano, instituição que me convidou para este encontro.

Depois daquele ato de abertura, grupos de trabalho se formaram. Neles, um representante de cada religião apresentava seu projeto. Em cada grupo de trabalho havia um mediador, um repórter que resumia as principais conclusões e a participação ativa do público por meio de comentários e perguntas aos expositores.

Tive a oportunidade de apresentar o Lar das Crianças da CIP que completou, recentemente, 75 anos. A ênfase de minha apresentação foi na mudança que o Lar recebeu: passou de uma instituição construída para atender a comunidade judaica para um projeto social que presta serviço para a sociedade maior, independentemente da prática religiosas das casas de origem.

Um muçulmano, preocupado com a islamofobia que se fortaleceu em países ocidentais desde o atentado às Torres Gêmeas nos Estados Unidos, perguntou se o Lar tem por objetivo melhorar a imagem da comunidade judaica diante da sociedade brasileira. Respondi que temos a alegria de viver em uma sociedade de muito respeito e admiração mútua no Brasil. Portanto, o objetivo do Lar é retribuir a acolhida que a comunidade judaica recebeu na cidade de São Paulo, colocando em prática princípios fundamentais do judaísmo como tsedacá, a justiça social, e ticún olam, o aprimoramento do universo. Contudo, admiti, projetos como o Lar contribuem, incidentalmente, para promover o judaísmo diante da sociedade brasileira e, embora não seja nosso objetivo principal, ficamos extremamente orgulhosos por esta consequência.

Em alguns momentos, surgiu o tema do conflito entre israelenses e palestinos. Em cada uma destas ocasiões, foi reforçada a mensagem de que este é um conflito político e não religioso. Todos os que atribuem uma conotação religiosa ao conflito deturpam as escrituras sagradas que nos convocam, reiteradamente, a uma convivência pacífica entre os povos. Ao mesmo tempo, temos justamente nas religiões muçulmana e judaica a oportunidade, como líderes religiosos, de construir a confiança de servirá de base, um dia, para a superação das desavenças políticas.

Outros painéis discutiram a tecnologia como ferramenta de aproximação entre as religiões, mecanismos econômicos de aproximação entre pessoas de distintas fés, premiação de projetos inter-religiosos de excelência ao redor do globo. O seminário incluiu uma visita a Mesquita Imam Muhammad Ibn Abdul Wahhab, a maior do Qatar. Em diversos momentos, membros do governo do Qatar participaram do congresso como demonstração do compromisso do país com o diálogo inter-religioso. No encontro de fechamento, os repórteres das diferentes mesas de discussão resumiram as principais conclusões.

Desde bastante jovem, participo de encontros inter-religiosos. Meu falecido avô Hugo foi um dos pioneiros do diálogo com a igreja católica no Brasil, ao lado do padre Humberto Porto, recentemente falecido, do rabino Henry Sobel e de dom Paulo Evaristo Arns. Hoje, represento a Confederação Israelita do Brasil para o diálogo inter-religioso e coordeno a delegação judaica na Comissão Nacional de Diálogo Católico-Judaico da CNBB.

Penso que nos encontramos em estágios opostos no diálogo com católicos e muçulmanos. Com os primeiros, tivemos dois mil anos de uma relação bastante conturbada e experimentamos, nas últimas cinco décadas, desde a convocação do Concílio Vaticano II pelo papa João XXIII e a publicação da Nostra Aetate, no papado de Paulo VI, uma aproximação vigorosa entre a Igreja e a comunidade judaica, que apenas se aprofunda e se fortalece. As perspectivas com o papa Francisco, fundamentadas na relação fraterna que manteve com a comunidade judaica portenha enquanto arcebispo de Buenos Aires, são as melhores possíveis.

No entanto, a história com os muçulmanos é quase oposta. Desde o surgimento do islamismo, judeus e muçulmanos experimentaram momentos de cooperação e amizade que são bem representados pelo anos dourados vividos na Andaluzia espanhola, que produziram para figuras centrais do judaísmo, como Maimônides (século 12), cuja morte gerou um feriado nacional de três dias, como exemplo do quanto era querido pelo mundo muçulmano. No último século, no entanto, em função das desavenças no Oriente Médio, as relações entre judeus e muçulmanos se deterioraram.

Há 50 anos, nosso maior desafio na área do diálogo era começar a reescrever a história das relações entre católicos e judeus. Fizemos muito neste campo e as bases são sólidas para que se faça muito
mais. Hoje, acredito, o desafio está na busca de uma aproximação religiosa entre muçulmanos e judeus que crie o potencial de resgatar os séculos de entendimento e cooperação que marcaram nossa relação no passado.

Um encontro em Doha, no Qatar, um país muçulmano que acolhe a participação de judeus para o fortalecimento da confiança e do diálogo, é um oásis de esperança neste sentido”.

Fonte CONIB

Curso de Judaísmo on-line

29 de abril de 2013 0


A SIBRA - Sociedade Israelita de Cultura e Beneficência de Porto Alegre – abriu inscrições para o curso Shorashim [Raízes], que apresentará uma introdução ao judaísmo.

Com periodicidade semanal, o curso será oferecido na sede da SIBRA e transmitido simultaneamente via Skype, todas as quartas-feiras das 19h às 20h30.
Começará em 8 de maio e irá até dezembro de 2013.

O curso terá um custo de R$180,00/mês por aluno, mais o valor dos livros. O pagamento poderá ser feito via depósito na conta da SIBRA.

Para mais informações, como o endereço no Skype, escreva para sibrapoa@gmail.com, aos cuidados do rabino Guershon Kwasniewski.




Nascimento de Buda

08 de abril de 2013 1

A tradição budista nos conta que, voltando à casa dos pais para o nascimento de seu filho, a mãe de Buda parou para descansar no Jardim de Lumbini (no Nepal de hoje), um parque cheio de flores lindas a desabrochar e correntes de águas cristalinas, numa floresta tranquila e bonita. Quando estendeu a mão para colher um ramo florido de uma árvore “ashoka”, nasceu o Sidharta Gautama, o futuro Buda.

Logo em seguida o bebê teria dado sete passos em cada uma das quatro direções cardinais. Flores brotaram do chão no local de cada passo, e um doce néctar caiu do céu banhando-o. Com a mão direita apontando o céu e a mão esquerda apontando para a terra ( o “mudra” de conceder coragem e caridade), ele teria dito : “O céu, a terra e eu somos todos uma só pessoa.” Que simbolismo maravilhoso!

Por volta do ano 600, os japoneses uniram às festividades budistas já existentes – o Banho do Buda-nenê (Kambutsu-e, que lembra o doce néctar que teria caído do céu) e a cerimônia do Nascimento do Buda (Gotan-e) – com mais uma festividade – o popular Festival das Flores (Hanamatsuri). Esta tradição da união destas três festividades é mantida até hoje no Japão e compartilhada em vários países do mundo onde existem colônias de imigrantes japonesas ou grupos religiosas de tradições japonesas.

Em São Paulo, por exemplo, todos os anos desde 1966 durante uma semana de abril, é montada uma “casinha” coberta de flores com uma imagem do Buda-nenê. Isto acontece na Praça da Liberdade, para que as pessoas possam fazer suas preces e também banhar o Buda-nenê com um chá adocicado, simbolizando o néctar celestial. No último dia, um sábado, é feita uma procissão que percorre as ruas do bairro da Liberdade, levando o pequeno Buda carregado por um elefante branco.

Crianças, vestidas com trajes típicos, lideram a procissão, que conta com monges de várias tradições budistas japonesas, e também autoridades e o público em geral.

Esta tradição já foi adotada também nas cidades de Curitiba e Florianópolis, fazendo parte do calendário oficial local.

Em Porto Alegre, por iniciativa do Jisui Zendô – Sanga Águas da Compaixão, foi realizado o primeiro festival de Hanamatsuri nos dias 21 e 22 de abril do ano 2012 (https://sites.google.com/site/hanamatsuripoa/ ). Esperamos que o festival possa tornar-se um evento bienal oficial.

Este ano, foi realizada como uma celebração “interna” no Jisui Zendô com as cerimônias de Celebração do Nascimento de Buda e a do Banho do Buda-nenê (Gotan-e e Kambutsu-e).

As escolas budistas de outros países unificaram estes três eventos (nascimento, Iluminação e morte) numa única celebração chamada Vesak, cuja data, baseada no calendário lunar, geralmente acontece em abril ou maio.

No Brasil, a Lei Federal No. 12.623 de 9 de maio de 2012 determinou o segundo domingo de maio como o Dia do Aniversário do Buda Shakyamuni , com possibilidade do uso de espaço público para comemorações em todo território nacional.

Foto: altar no Jisui Zendô
Texto adaptado de um material publicado no site do Jisui Zendô - Sanga Águas da Compaixão

Encerra hoje a Páscoa Judaica

02 de abril de 2013 2

O Papa Francisco é homem de diálogo Inter-religioso

02 de abril de 2013 0



















O Papa Francisco quando era Cardeal, fazendo uma visita no Seminário Rabínico Latino Americano de Buenos Aires, junto ao seu grande amigo ( esquerda) o Rabino Abraham Skorka.

Ambos escreveram  o livro










Junto aos Rabinos Bergman e Avruj ascendendo a Chanukiá na sinagoga NCI de Buenos Aires.







O diálogo se pratica com o exemplo.

A comunidade Judaica deseja sucesso ao Papa Francisco em seu papado.

Grupo de Diálogo Inter-religioso encerra atividades do ano 2012

12 de dezembro de 2012 2

Em uma cerimônia acontecida na Catedral Anglicana de Porto Alegre, o Grupo de Diálogo Inter-religioso compartilhou bênções  e refletiu sobre as atividades do ano 2012.

Cada religioso proferiu uma bênção.

O culto contou com a presença do Sr. Prefeito Municipal de Porto Alegre José Fortunati.

O representante do Judaísmo, convidou os  presentes para acender a quarta vela da festividade de Chanuka.

Um espaço foi cedido no altar para colocar o candelabro de nove braços.

Dois corais deram o toque musical do culto.

Mais de oitenta pessoas participaram do culto.

Os presentes receberam os bons desejos dos religiosos para 2013.

O culto encerrou com a bênção Araônica .


































Convite

07 de dezembro de 2012 0

O Grupo de Diálogo Inter-religioso agradece a Câmara Municipal de Porto Alegre pelo reconhecimento

05 de dezembro de 2012 2













O Prefeito Municipal José Fortunati prestigiou a sessão solene.

Obrigado Vereador Valter Nagelstein autor da proposta, obrigado Vereador Elói Guimarães por presidir a sessão.

Obrigado ao público que participou na Câmara.


Grupo de Diálogo Inter-Religioso recebe homenagem

05 de dezembro de 2012 0











Por proposição do vereador Valter Nagelstein (PMDB), a Câmara da Capital realizou, na noite de terça-feira (4/12), sessão solene para a entrega do Troféu Câmara Municipal ao Grupo de Diálogo Inter-Religioso de Porto Alegre (Dirpoa). A cerimônia, realizada no Plenário Otávio Rocha, foi presidida pelo vereador Elói Guimarães (PTB) e contou com a presença do prefeito José Fortunati; da coordenadora do Dirpoa, Alfa Scavone Buono; do vigário-geral da Arquidiocese de Porto Alegre, monsenhor Tarcísio Pedro Scherer; do representante-geral do Foro da Comarca de Porto Alegre, juiz Carlos Francisco Gross; representantes das mais diferentes religiões que compõem o grupo, parentes e amigos. Além do troféu, foram entregues diplomas a todos os integrantes do Dirpoa.

Paz

Nagelstein destacou a importância dos ensinamentos e valores pregados por todas as fés religiosas. Disse que todas as religiões têm o mesmo caminho e que o mais importante é compartilhar e levar a toda sociedade os princípios defendidos pelo grupo composto por diferentes costumes e tradições religiosas, para um convívio de paz, de tolerância, fraternidade e convívio harmonioso.  É  um exemplo que Porto Alegre pode repassar ao mundo”, acrescentou. Enfatizou, ainda, que o grupo busca sempre, através de diálogo e de orações pela paz, a renovação interior e a busca do espírito de reconciliação e de harmonia, diante das rupturas do mundo.

Copa

O prefeito observou que a intolerância vem se acentuado na humanidade. Lembrou que o momento difícil é mostrado diariamente nos telejornais, deixando uma sensação negativa de convívio. Mas destacou que o trabalho desenvolvido pelo Dirpoa mostra que é possível uma relação mais fraterna entre os seres humanos. Disse que pretende encaminhar à Fifa, o pedido para que, antes dos jogos da Copa do Mundo em Porto Alegre, haja um espaço para o Grupo Dirpoa mostrar ao mundo que é possível uma convivência pacífica. Também o vereador Nelcir Tessaro (PSD) falou em nome da sua bancada.

Conflitos

A coordenadora do Dirpoa, Alfa Scavone Buono, agradeceu a homenagem e apresentou um histórico da formação do grupo. Disse que começou, em 1994, motivado pelos conflitos religiosos que ocorriam pelo mundo e a necessidade de buscar um caminho para a paz. Informou que foram agregando novos integrantes a cada ano até o seu reconhecimento por Lei Municipal em 2008, proposta pelo vereador Elói Guimarães.

No final da cerimônia, líderes religiosos fizeram uma bênção e falaram da importância de uma sociedade mais fraterna, numa cultura de paz.

Lei

O Dirpoa foi reconhecido pela Lei Municipal 10.372 de 25 de janeiro de 2008, e é constituído por diferentes religiões. Integram o grupo: as igrejas Católica, Episcopal Anglicana do Brasil e Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, a Associação Zen Budista do RS, Via Zen, a Federação Espírita do Rio Grande do Sul e a filiada ao Atheneu Espírita Cruzeiro do Sul, em Porto Alegre, a comunidade Baháí de Porto Alegre, a Sociedade Islâmica e o Centro Cultural Islâmico do Rio Grande do Sul, a Sociedade Israelita Brasileira de Cultura e Beneficência de Porto Alegre (Sibra) e os representantes da Umbanda e dos Cultos Afro-brasileiros.

Troféu

O Troféu Câmara Municipal de Porto Alegre é conferido a pessoas físicas ou jurídicas que, em um período mínimo de cinco anos, tenham se destacado publicamente pela contribuição ao desenvolvimento social, econômico ou humano da cidade, por suas ações em quaisquer áreas do conhecimento.

Texto: Vítor Bley de Moraes (reg. prof. 5495)
Edição: Claudete Barcellos (reg. prof. 6481)



Grupo de Diálogo Inter-Religioso receberá Troféu Câmara Municipal de Porto Alegre

01 de dezembro de 2012 0

Na próxima terça-feira, 4 de dezembro, o Grupo de Diálogo Inter-Religioso de Porto Alegre (Dirpoa) receberá o Troféu Câmara Municipal de Porto Alegre. A entrega do prêmio, proposta pelo vereador Valter Nagelstein, acontecerá às 19h, em Sessão Solene, no Plenário Otávio Rocha do Palácio Aloísio Filho (Avenida Loureiro da Silva, 255).

De acordo com Nagelstein, o Troféu visa ao reconhecimento do trabalho realizado pela entidade na assistência espiritual e litúrgica celebrativa de eventos oficiais e não oficiais no Município de Porto Alegre. “O Grupo de Diálogo Inter-Religioso vem realizando um importante trabalho para o desenvolvimento do convívio harmonioso entre os povos de diferentes costumes e tradições religiosas”, destaca Nagelstein.

O Troféu Câmara Municipal de Porto Alegre é conferido a pessoas físicas ou jurídicas que, em um período mínimo de cinco anos, tenham se destacado publicamente pela contribuição ao desenvolvimento social, econômico ou humano da cidade, por suas ações em quaisquer áreas do conhecimento.

Dirpoa – O Grupo de Diálogo Inter-Religioso de Porto Alegre (Dirpoa) foi reconhecido pela Lei municipal n° 10.372 de 25 de janeiro de 2008 e é constituído por diferentes religiões.