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Boa viagem Sr. Prefeiro!

Saiu no Informe Especial , pág 3, em ZH de sexta-feira, 27/01/2012:“Terra Santa 1 -Um dos pontos altos da viagem do prefeito José Fortunati a Israel e à Palestina será a visita a um centro de convivência entre judeus, cristãos e muçulmanos. Fica em Haifa, cidade-irmã de Porto Alegre.” O CEUCAB/RS comentou para Tulio Milman: "Esperamos que Fortunati diga em Haifa que é prefeito da cidade sede do Grupo de Diálogo Inter-religioso de Porto Alegre – DIRPOA, reconhecido pela Lei 10.372 de 25/jan/2008.Testemunho vivo de que o diálogo é possível e com 16 anos de contínua atividade, é integrado atualmente por 10 religiões diferentes e mantém o BLOG DAS RELIGIÕES, abrigado em www.zerohora.com.br.Não se tem notícia de outra Instituição semelhante no planeta com este histórico e legitimidade.Clovis Alberto Oliveira de Souza,Conselheiro Geral do CEUCAB/RS, integrante do DIRPOA."

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Previsões, cores e aromas para 2012

2012 será governado por Oxalá e Iemandjá, que iniciam o ano com as roupagens e características dos arquétipos de Orixás Novos.

Regido pela EMOÇÃO de OXUM, 2011 encerra-se com a passionalidade dos povos se manifestando com a derrubada de governos sem a escolha e entronização de novos líderes.

OXUM vai cedendo seu espaço de regência vibratória e esses líderes serão empossados somente em 2012, ano regido por OXALÁ, ‘dono’ da cabeça, da escolha, da decisão e do apaziguamento. Isso tudo influenciado pela articulação dos pensamentos, atribuição de IEMANDJÁ, ‘dona’ do pensamento, da razão e do raciocínio. Fazendo contraponto à emoção, maneirismo e romantismo de OXUM, IEMANDJÁ é a dona das atitudes práticas, visando resultados concretos.

Sai a emoção de 2011, entra a razão em 2012. Digeridos por IEMANDJÁ, os pensamentos se transformarão em ações após decisões da cabeça de OXALÁ.

Em nossa vida pessoal, há que se ter cuidado com essas energias no início do ano, com ações e atitudes precipitadas movidas pela afoiteza e ‘pressa’ dos Orxás novos...

Mais do que nunca, há que se ponderar e pesar as decisões, evitando arrependimentos por ações apressadas que podem interferir nos planos espiritual e material com reflexos nos aspectos profissionais, financeiros, emocionais e amorosos.

Busquemos maturidade e serenidade nas atitudes visando o equilíbrio. Teremos um início de ano de toma lá dá cá, movido a imediatismo ao invés da cautela e equilíbrio da balança do XANGÔ, que influenciou 2011 e regerá 2013.

‘Segurando’ as nossa forças, este ano é o momento de nos fecharmos na concha do caracol de OXALÁ, buscando a reflexão interna e o transcedente.

Represadas nos primeiros meses, ainda no 1° semestre teremos energias em confronto propiciando guerras internacionais, guerras civis ou bem arquitetadas revoluções jurídicas, onde se revelarão e despontarão novos líderes, ‘iluminando’ a humanidade.

Mesmo com o avanço do ateísmo, a Espiritualidade estará em alta, pairando acima das religiosidades e das teorias humanístico-sociais. Buscar-se-á a concretude nas relações civilizatórias, mesmo com a dificuldade para o diálogo, que será dificultado pela pressa na busca de soluções imediatas.

Há uma preocupação com “os cabeças” das organizações civis e religiosas e dirigentes de países, que estarão fragilizados e vulneráveis em 2012, até com risco de vida por doenças ou atentados...

Destaco a lembrar o Papa, Dalai Lama e OBAMA...

Prevê-se muita movimentaçõe nos mares e oceanos como também na aviação comercial e militar. ‘Limpando’ o planeta, acontecerão cataclismas com mortes coletivas envolvendo lideranças e liderados. Além de acidentes aéreos de muita repercussão, teremos riscos de derramamento de óleo e produtos químicos nas águas de rios e mares, influindo no meio ambiente como também riscos de ressacas acentuadas e maremotos.

No 4º trimestre, a maturidade dos Orixás mais velhos vai propiciar um pouco mais de serenidade, buscando em tudo a reconstrução social mais bem alicerçada. Mesmo em meio a guerras haverá um fortalecimento da busca pela PAZ mundial.

Devemos aguardar o ano trajando branco e prata com detalhes dourados e azul metálico com jóias e adereços nas mesmas cores, de preferência, aos pares, já que número 8 regerá o ano, juntamente com os seus múltiplos.

Em meio ao calor, detalhes em tecidos nobres como jaquard, veludo e sedas adamascadas, cetim, seda pura, voal de seda, etc., tudo com muito brilho nas guarnições de mesas e balcões e no vestuário, atraindo bons augúrios. Sendo possível, cortinas e almofadas nesses tecidos e cores atrairão boas energias para 2012!

Para todo o ano de 2012 mas com destaque na mesa  do Reveillon de OXALÁ e IEMANDJÁ, sugerimos peixes em todas as suas formas de preparo com destaque para os galantines; a tradicional canjica branca com leite de côco e côco ralado, enriquecida com leite condensado; manjar ‘royal’, o creme de leite e amido coberto com a calda caramelada de ameixas pretas; bolos com coberturas brancas e prateadas, pode ser glacê com confeitos prateados e/ou florzinhas brancas e azuis; negrinhos e branquinhos intercalados, formando um ‘colar’ preto e branco; merengues e cocadas brancas, pudins e gelatinas.

Tudo com louça e porcelana  branca e/ou preto e branco, muito cristal, inox e prata. Jarras, bacias e terrinas nesses materiais são da IEMANDJÁ e podem acompanhar os pratos e copos. Dá-se preferência a tudo que tenha a forma de peixe, estrela do mar e conchas. O caracol é de OXALÁ mas deve ser evitado por sua lentidão. A mesa deve traduzir o rigorismo e o perfeccionismo de IEMANDJÁ.

Devemos acrescentar as pérolas, que são da IEMANDJÁ, como indispensáveis aos adereços nos trajes e nos adornos de mesas e ambiente.

Lembro de pessoas que ornamentavam lustres, abat-jours e castiçais com pérolas e faziam porta-guardanapos com fios de pérolas. Firmadas em hastes de metal, faziam parte de arranjos de flores e frutas e arrematavam as alças das jarras, sopeiras, xícaras e taças.

OXALÁ é o ‘dono’ da vidência espiritual e devemos ter um par de olhos de prata, vidro ou ‘ôlho de tigre’, não podendo faltar moedas, pombos brancos ou prata, sol e, por serem do mar, cavalos marinhos, conchas e búzios. Esferas de cristal devem fazer parte do ambiente ou da mesa. Pode ser aquele antigo peso para papéis...

Velas e flores azuis e brancas flutuando em águas cristalinas ou tingidas de azul ou verde água, sempre adoçadas com mel, atrairão o SUCE$$O para 2012!

Água mineral com ou sem gás e os vinhos brancos são consagrados à OXALÁ. Champagne doce ou demi-sec é a bebida de IEMANDJÁ, que também abençõa frisantes, sucos, chás e guaraná.  As uvas de todas as cores são de OXALÁ e a melancia é da IEMANDJÁ.

Saudando os Oxalás, podemos dizer: Epaô, babá; para as Iemandjás diremos Omiô, odôa!

Destacamos que, na filosofia yorubá, o nosso corpo é o que nós comemos e o nosso espírito é o que nós pensamos. Daí a nossa preocupação com os alimentos e com o ambiente propiciatório aos pensamentos construtivos!

Clovis Alberto do Xangô Agandjú


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21 de Janeiro Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa

Sempre é bom lembrar e praticar o respeito entre as religiões.

LEI Nº 11.635, DE 27 DE DEZEMBRO DE 2007.

Institui o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1o Fica instituído o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa a ser comemorado anualmente em todo o território nacional no dia 21 de janeiro.

Art. 2o A data fica incluída no Calendário Cívico da União para efeitos de comemoração oficial.

Art. 3o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília,  27  de dezembro de 2007; 186o da Independência e 119o da República.

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA


A data é uma homenagem à memória de Mãe Gilda, yalorixá do Terreiro Abassá de Ogum, um dos mais tradicionais da Bahia. Ela teve sua fotografia publicada em um jornal evangélico de grande circulação, associada ao charlatanismo. Depois de sofrer a invasão e depredação de seu templo religioso, a mãe de santo apresentou problemas de saúde que culminaram com a sua morte, provocada por um infarto, em 21 de janeiro de 2000.


O município de Salvador foi o primeiro a instituir o Dia de Combate à Intolerância Religiosa. Em 2007, o Congresso aprovou e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei nº 11.635, oficializando a data. Desde então, vários segmentos afro-religiosos se mobilizam para lembrar que, mesmo sendo o Estado laico, é necessário que o Poder Público promova o respeito, o reconhecimento e a reparação política e social das comunidades de terreiro como forma de garantir a liberdade de crença prevista na Constituição.

“...Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender; e, se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar...” (Nelson Mandela)

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Alteração na programação

C  O  N  V  I  T  E

O Conselho Diretor do -   CEUCAB/RS   - tem a honra de convidar para a

PROGRAMAÇÃO da

8ª SEMANA  ESTADUAL  DA  IEMANJÁ

Dia 1° de fevereiro de 2012, quarta-feira:

21 horas - CONCENTRAÇÃO da CARREATA

na PREFEITURA de CIDREIRA/RS.

22 horas - SAÍDA DA CARREATA

com a Imagem no Carro dos Bombeiros escoltada pelos Batedores da BRIGADA MILITAR.

23 horas - CHEGADA da IMAGEM ao Terminal Turístico,

conduzida pelos Salva-vidas da BRIGADA MILITAR ao Palanque Oficial.

23 horas - Cerimonial Cívico Solene de

Abertura Oficial da

8ª SEMANA  ESTADUAL  DA  IEMANJÁ

Banda da BRIGADA MILITAR: Hino Nacional Brasileiro – Discursos -  Hino Rio-grandense.

24 horas - ENCERRAMENTO, com queima de fogos liberando as Autoridades.

HINO DA UMBANDA abrindo as CELEBRAÇÕES RELIGIOSAS à beira-mar.


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Dia 04 de fevereiro de 2012, sábado:

Encerramento Oficial da

8ª SEMANA  ESTADUAL  DA  IEMANJÁ

22 horas SAÍDA DA CARREATA

com a Imagem no Carro dos Bombeiros escoltada pelos Batedores da BRIGADA MILITAR

desde a PREFEITURA até o TERMINAL TURÍSTICO.

Apoio:                    Prefeitura Municipal de Cidreira;

BRIGADA MILITAR do Rio Grande do Sul;

Governo do Estado do Rio Grande do Sul;

CEEE.

Promoção e Realização do -   CEUCAB/RS   -,

o Conselho Estadual da Umbanda e dos Cultos Afro-brasileiros do Rio Grande do Sul.

ENTIDADE FEDERATIVA OFICIAL SUCESSORA DA  UNIÃO DE UMBANDA FUNDADA EM 07 DE JUNHO DE 1953

CNPJ: 93.033.439/0001-00

Rua Gen. Lima e Silva, 395-01 - CEP 90 050-101 - Bairro Cidade Baixa - Porto Alegre/RS

Fone: (51) 3224 9875                www.ceucab-rs.org.br ceucabrscidreira@yahoo.com.br

Clovis Alberto Oliveira de Souza

CONSELHEIRO GERAL

Fones: (51) 3211 0423 e (51) 915 64 715

“A  NATUREZA  É  O  NOSSO  ALTAR!”

(Clovis Alberto do Xangô Agandjú)

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IV Marcha Estadual pela vida e liberdade religiosa do RS

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8ª SEMANA ESTADUAL DA IEMANJÁ

C  O  N  V  I  T  E

O Conselho Diretor do -  CEUCAB/RS  - tem a honra de convidar para a  PROGRAMAÇÃO da

8ª SEMANA  ESTADUAL  DA  IEMANJÁ

Dia 1° de fevereiro de 2012, quarta-feira:

21 horas - CONCENTRAÇÃO da CARREATA

na PLATAFORMA DE PESCA de CIDREIRA/RS.

22 horas - SAÍDA DA CARREATA com a Imagem no

Carro dos Bombeiros escoltada pelos Batedores da BRIGADA MILITAR.

23 horas - CHEGADA da IMAGEM ao Terminal Turístico

conduzida pelos Salva vidas da BRIGADA MILITAR ao Palanque Oficial.

23 horas - Cerimonial Cívico Solene marcando a

Abertura Oficial da

8ª SEMANA  ESTADUAL  DA  IEMANJÁ

Clarinetista e Banda da BRIGADA MILITAR: Hino Nacional Brasileiro - Hino Rio-grandense

24 horas - ENCERRAMENTO, liberando as Autoridades.

HINO DA UMBANDA  abrindo as  CELEBRAÇÕES RELIGIOSAS à beira-mar.


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Dia 05 de fevereiro de 2012, domingo:

Encerramento Oficial da

8ª SEMANA  ESTADUAL  DA  IEMANJÁ

20h30min CARREATA -   Imagem da IEMANJÁ no

Carro de Bombeiros da BRIGADA MILITAR com BATEDORES desde a

Prefeitura até a PLATAFORMA DE PESCA onde haverá a

Bênção aos fiéis presentes.

Apoio:                    Prefeitura Municipal de Cidreira;

BRIGADA MILITAR do Rio Grande do Sul;

Governo do Estado do Rio Grande do Sul;

CEEE.

Promoção e Realização do - CEUCAB/RS -,

o Conselho Estadual da Umbanda e dos Cultos Afro-brasileiros do

Rio Grande do Sul.

ENTIDADE FEDERATIVA OFICIAL SUCESSORA DA  UNIÃO DE UMBANDA FUNDADA EM 07 DE JUNHO DE 1953

CNPJ: 93.033.439/0001-00

Rua Gen. Lima e Silva, 395-01 - CEP 90 050-101 - Bairro Cidade Baixa - Porto Alegre/RS

Fone: (51) 3224 9875     www.ceucab-rs.org.br ceucabrscidreira@yahoo.com.br

Clovis Alberto Oliveira de Souza

CONSELHEIRO GERAL

Fones: (51) 3211 0423 e (51) 915 64 715

“A  NATUREZA  É  O  NOSSO  ALTAR!”

(Clovis Alberto do Xangô Agandjú)

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Shabat na Praia

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Comunidade Judaica comemora Chanuka

A partir desta noite e por oito noites, a comunidade judaico comemora  Chanuka a festa das luminárias.

Lembramos as história dos bravos Macabeus que venceram os selêucidas e retomaram o controle do Grande Templo de Jerusalem pelo ano 165 A.E.C.

Um grupo de sacerdotes da cidade de Modiin, próxima a Jerusalem organizaram uma revolta contra os profanadores do Santuário.

O povo de Israel unido conseguiu derrotar um poderoso inimigo e restaurar a sua máxima casa espiritual.

Hoje o Grande Templo não existe mais, mas quem vai para Jerusalem pode ainda encontrar em pé o seu muro exterior, último vestigio do Templo, local sagrado para os judeus.

Se deseja saber como é o ritual de acendimento das velas de Chanuka, entre em www.livestream.com/SIBRARS clique na data 20/12 e confira o video.

A todos em nome da comunidade judaica o desejo de Chag Sameach, uma feliz festa!!!

Aproveito para cumprimentar aos nossos irmãos cristãos com o desejo de Feliz Natal.

As luzes de Chanuka e as de Natal se unem para iluminar o mundo.

Amanhã, quarta-feira 21 de dezembro, às 19 horas estarei acendendo a Chanukiá, na capela do Hospital Moinhos de Vento para levar luz aos  que necessitam uma pronto melhoria.

Saúde e felicidades!!

Prof. Guershon Kwasniewski

Líder Religioso da SIBRA

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Feira de Natal

Amados irmãos e irmãs,

Nesta quinta-feira e na sexta-feira, dias 08 e 09 de dezembro de 2011, das 09 às 18 horas, acontecerá em nosso Salão Paroquial (Rua João Manoel, n° 340 – Centro Histórico, Porto Alegre) uma Feira de Artesanato de Natal. Vamos prestigiar o evento e aproveitar para adquirir os presentes de Natal para os nossos queridos.


Fraternalmente em Cristo.
Revda. Marinez Rosa dos Santos Bassotto
Deã da Catedral da Santíssima Trindade
Igreja Anglicana

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Judeus e muçulmanos promovem ações sociais conjuntas em 26 países

Milhares de judeus e muçulmanos em 26 países da América do Norte, Europa, Oriente Médio e África participaram do “IV Fim de Semana de Congraçamento”, promovido pela Fundação para o Entendimento Étnico (Foundation for Ethnic Understanding-FFEU) em conjunto com o World Jewish Congress (WJC) e a Sociedade Islâmica da América do Norte. Através deste projeto, criado em 2008, centenas de sinagogas, mesquitas e centros culturais promovem ações sociais conjuntas.

“Almejamos construir um movimento global de muçulmanos e judeus comprometidos com comunicação, reconciliação, cooperação e entendimento. Essa histórica efusividade entre eles ao redor do mundo demonstra que não só compartilhamos da mesma fé, mas també m de um mesmo destino”, explica o rabino Marc Schneier, fundador e presidente da FFEU e vice-presidente do WJC. Em fevereiro de 2012, ocorrerá na Europa o segundo encontro do Comitê de Coordenação da União entre Líderes Europeus Judeus e Muçulmanos. Em março, a FFEU receberá, em Washington, a primeira Missão Latino-Americana de Líderes Muçulmanos e Judeus.


Fonte CONIB

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Ateísmo 2.0, segundo Alain de Botton


Por CLÁUDIA LAITANO
Quem consultar a programação de novembro da Escola da Vida vai encontrar cursos sobre temas aparentemente tão desconexos quanto fidelidade, vida digital, compaixão e o fascínio do “cool”. Criada em 2008 por Alain de Botton, a escola para adultos funciona em uma casa discreta na Marchmont Street, em Londres, e reflete em sua agenda de atividades a inquietação intelectual desse jovem (42 anos em dezembro) filósofo suíço que se tornou best-seller no mundo inteiro aproximando a reflexão filosófica da vida cotidiana.
Palestrante  do seminário Fronteiras do Pensamento, Botton é pós-graduado em filosofia francesa pela Universidade de Harvard e tem nove livros publicados. Já escreveu sobre viagens (
A Arte de Viajar), arquitetura (A Arquitetura da Felicidade, seu livro mais bem-sucedido), trabalho (Os Prazeres e Desprazeres do Trabalho), literatura (Como Proust Pode Mudar Sua Vida) e consumismo (Desejo de Status), entre outros assuntos, sempre tentando aplicar conceitos da filosofia a temas contemporâneos em um estilo simples e direto, como se estivesse realmente batendo um papo com o leitor – na tradição de filósofos que foram também grandes ensaístas da vida cotidiana, como Michel de Montaigne. O autor testou-se também na ficção, com a novela Ensaios de Amor (1993), e anuncia para breve um romance sobre o casamento.
Seu mais recente livro lançado no Brasil,
Religião para Ateus, talvez seja também um dos mais polêmicos. Com potencial para incomodar tanto os que acreditam quanto os que não acreditam em Deus – o próprio autor define-se como “um ateu interessado nos mecanismos e lições da religião” –, o livro sugere que o secularismo tem muito a aprender com os ritos da fé e com as estratégias que a religião tem usado, desde o princípio dos tempos, para tornar-se indispensável na vida de boa parte da humanidade. Elementos como a arte, a educação e a convivência em comunidade.
“Aqueles de nós que não têm religião nem crenças sobrenaturais ainda precisam de encontros regulares e ritualizados com conceitos como amizade, comunidade, gratidão e transcendência. Não podemos depender da nossa capacidade de chegar a eles sozinhos. Precisamos de instituições que nos lembrem de que necessitamos deles e que os apresentem em embalagens atraentes”, escreve Botton em Religião para Ateus.
A seguir, a entrevista que ele concedeu, desde sua casa em Londres, para Zero Hora.
Zero Hora – Seu novo livro é sobre a ideia de que é possível – e mesmo desejável – que ateus tomem práticas emprestadas da religião para viver uma vida melhor. Será que seu livro não poderia ser lido, por uma mente insana, como uma espécie de “bíblia” de uma religião humanista?
Alain de Botton –
É, acho que você disse tudo: uma mente insana. Quer dizer, acho que seria um perigo se eu estivesse dizendo que há uma verdade, uma maneira apenas de pertencer, que devemos nos agrupar ao redor de uma ideologia ou algo assim. Haveria perigo de o que eu sugiro ser visto como uma religião se eu estivesse empurrando uma ideologia, uma religião realmente distinta, mas não, não estou de fato olhando para o conteúdo da religião, mas sim para a forma. É isso que me interessa: como a religião nos reúne, não como ela ensina, mas o que ela ensina, como ela usa a arte, como ela usa rituais, como usa viagens, como usa a arquitetura, como ela reúne pessoas. Isso pode ser usado em várias áreas da vida, não apenas para criar uma religião, que não é o que quero fazer, mas se você é um artista, se está envolvido em ensinar pessoas, se é um terapeuta, um escritor, um administrador. Há muitas aplicações, e não apenas para substituir a religião. Não acho que isso vá funcionar – nem que deva funcionar. Não é minha intenção, embora ache que possa ser um pouco ambíguo. O título pode ser lido como “eis uma religião para ateus”, ou como “o que ateus podem aprender da religião”. E é essa segunda leitura que almejo. Realmente não quero ser confundido com alguém que quis começar uma nova religião.
ZH – Por que o secularismo falhou em trazer respostas para problemas cotidianos, como a ansiedade relacionada ao trabalho e ao amor ou o medo da morte?
Botton –
O secularismo tem um grande foco na rejeição. Ser um ateu, um secularista, significava falar daquilo que você não acredita, do que não quer, do que não gosta. O mais difícil, primeiramente, é dizer “é disso que gostamos”, “é isso que queremos”. E, em segundo lugar, eles tinham pavor de passar qualquer quantidade de tempo debruçados sobre a religião – a religião tornou-se algo parecido com aquela pessoa que não se quer ver, que você quer afastar, que você não quer nem admitir que já foi amigo dela. Se algo houve de errado, é que o secularismo deveria ter olhado a religião mais de perto, com mais simpatia. E deveria ter-se feito perguntas muito básicas: “Por que as pessoas acreditam nisso tudo?”, “O que eles reproduzem?”, “O que faremos a respeito desta necessidade, agora que eles se acostumaram a acreditar?”.
ZH – Nas primeiras páginas de Religião para Ateus, você diz que seu livro pode irritar tanto ateus quanto religiosos. Por que você decidiu seguir este caminho difícil, e como seus leitores têm reagido?
Botton –
Escolhi este caminho porque acho que há muitas pessoas como eu. Há muitas pessoas que se descreveriam como seculares, mas que também diriam coisas como “gosto da linda arquitetura das igrejas”, ou “gosto da atmosfera de uma sinagoga”, “admiro o desenho de templos”, “gosto do Natal”, “gosto do Chanukkah” ou “Há algo bom sobre a moralidade, ou o sentimento de comunidade, que a religião propicia”... mas eles dizem – ou eu digo – “Nós não acreditamos”. Esse tipo de pessoa é normalmente ignorado, o que quer dizer que não tem para onde ir, porque, se por um lado, há ateus como Richard Dawkins, que dizem que tudo é ridículo e infantil, também há ecos de vozes religiosas que dizem que você precisa acreditar em tudo. Então, creio que eu escreva para esta comunidade de ignorados, e escrevo porque já me senti ignorado. Sobre a reação, na verdade, este livro está saindo em português antes de sair em inglês. Os outros países em que já foi publicado foram Holanda, Coreia do Sul, estranhamente, e Turquia. E foi muito bem recebido, na Holanda e na Coreia, foi extremamente bem recebido. Mas também, quem sabe como as pessoas vão recebê-lo em inglês?
ZH – Em países como o Brasil, políticos religiosos são muito poderosos no Congresso, tornando impossível a aprovação de leis sobre aborto ou contra a homofobia. O Oriente Médio é hostil com relação às mulheres, por conta da religião. Nos Estados Unidos, ensina-se criacionismo nas escolas. Você acha que seu livro pode ser tachado como eurocêntrico por sua abordagem pós-religiosa do mundo?
Botton –
O livro faz algo que é muito difícil para ateus, que é dizer que mesmo que a religião tenha feito coisas horríveis, e continua fazendo, mesmo que a religião por vezes tenha uma mentalidade bastante estreita, mesmo que haja tanto mal, talvez também haja algo interessante, algo para se roubar. E isso é um pouco difícil psicologicamente, eu aceito, dizer a alguém que acaba de experimentar o pior lado de uma pessoa religiosa e intolerante que deve haver algo de positivo ali, algo para se aprender dessa experiência. E isso pode ser mais do que as pessoas podem suportar. Acho que este livro seria “demais” para um leitor na Arábia Saudita, mas não estou escrevendo para o povo da Arábia Saudita. Mas também meu livro seria banido lá, porque sou judeu. Então, meu alvo não é a audiência saudita. Mas talvez para uma audiência brasileira, americana ou britânica, haveria espaço nessas sociedades para uma mensagem como a minha. No Brasil, há muita teocracia. Claro que há políticos católicos poderosos no Brasil, assim como há no Reino Unido, mas acho que a vida no Brasil moderno é muito secular, de diversas maneiras, assim como nos Estados Unidos. E claro que há muitas pessoas que ainda creem.
ZH – Você escreveu um livro chamado Consolações da Filosofia. Seu novo livro parece admitir que nem todo mundo pode ser consolado através de pensamento racional ou, pelo menos, nem sempre. Você vê alguma contradição nisso ou são apenas ideias complementares?
Botton –
Acho que você está certa. O que torna a religião interessante é que atinge nossas emoções. Esse é um aspecto muito importante e frequentemente esquecido por filósofos. Eles nos veem apenas como cérebros grandes, mas somos também criaturas emocionais, irracionais, e se você tentar se comunicar com uma plateia deve ver que isso também é parte da natureza humana. Em meu livro filosófico anterior, mostro que as religiões são muito interessantes porque sabem como tocar as pessoas através de suas emoções. É por isso que usam muita arte. Todas as religiões usam muita arte. Há coisas que não se pode fazer através da razão; não é o suficiente. E eu concordo com as religiões nesse ponto.
ZH – Você foi criado em uma família judia ateísta. Como descreveria sua vida espiritual do início da juventude até agora?
Botton –
Não tenho uma vida espiritual. Nunca tive uma vida espiritual no sentido de acreditar. Nunca acreditei. Houve uma mudança, porém. Cresci em uma casa onde toda conversa sobre religião era vista como ridícula, não possível para pessoas inteligentes. Na época em que me tornei mais simpático à religião, ainda assim não me tornei religioso, nem tive essa intenção. A religião, em muitos de seus aspectos, parece completamente impossível para mim. Todavia, sou muito interessado nos mecanismos e lições da religião, e nesse sentido mudei. Conheci pessoas que acreditavam de verdade nessas coisas e se tornaram meus amigos, e mantive conversas com eles...
ZH – Você tem filhos?
Botton –
Sim, sim, tenho dois filhos.
ZH – E como você lhes ensina religião?
Botton –
Ensino a eles, essencialmente, um tipo de narrativa científica. Digo coisas como “Quando as pessoas não sabiam de onde vinha o trovão, pensavam que podia ser um deus no céu” ou “Pessoas queriam ser legais umas com as outras, mas não sabiam como persuadir outras a dizer ‘não, isso não é legal, você será queimado em óleo por persuadir outros’”, e então digo a eles “O que vocês acham sobre isso, o que consideram certo?”. E então digo: “Talvez eles tenham simplesmente inventado tudo”. Uso a escolha, porém apresento uma narrativa como essa.
ZH – O filósofo francês André Comte-Sponville lançou, há alguns anos, um livro chamado O Espírito do Ateísmo, tentando refletir sobe o que seria uma espiritualidade ateísta. Você fala em uma era 2.0 do ateísmo, pós-confronto e mais subjetiva...
Botton –
Sim, acho que é essa a maneira certa de começar, porque de outra forma o debate fica estéril. É muito mais interessante ser confiante a respeito de sua rejeição à religião, tão confiante que não seja mais necessário rejeitar tudo. Acho que, no início, as pessoas estavam tão assustadas com a religião que pensavam que deveriam rejeitar tudo. Acho que o ateísmo 2.0, como o chamo, diz respeito a aceitar. Há muito que podemos considerar interessante.
ZH – O biólogo Richard Dawkins e o jornalista Christopher Hitchens optaram pela via do confronto direto contra a religião, tornando-se best-sellers do chamado novo ateísmo. Como você analisa o trabalho deles?
Botton –
Não é esse meu estilo. Não gosto de polêmica violenta, em qualquer forma. Apesar de, basicamente, concordar com eles no conteúdo do que dizem, acho que a maneira como falam parece peculiar, e não entendo por que. Eles parecem lastimar por pessoas que acreditam em certas coisas. Isso os deixa sozinhos. Parece haver uma maneira lógica, inteligente de se fazer isso. Simplesmente dizer aos religiosos: “Ei, você acha mesmo que Jesus foi o filho de Deus, seu estúpido ridículo?”. Isso é desagradável; quero dizer, deixe as pessoas em paz, o que foi que fizeram a você?
ZH – Que pensadores do século 21 estão sendo bem-sucedidos na análise do nosso tempo?
Botton –
Muitos. Não temos falta de pensadores. Há centenas de pensadores muito bons, muito interessantes. O problema é que não sabemos sobre eles. Eles não estão na televisão. Não nos importamos com eles. Eles publicam seus livros através de editoras universitárias e vendem cinco cópias. Há muitos pensadores sábios e interessantes. Quero dizer: onde eles estão? Por que não ouvimos a respeito deles? Por isso a religião é um exemplo tão fascinante: ela não produz as melhores ideias. Buda não tinha as melhores ideias. Ele viveu uma vida bastante interessante, mas não a melhor. Podemos fazer melhor. Ainda assim, ele permanece muito mais influente que vários filósofos. É dessa maneira que vejo.
ZH – No seu livro, você enfatiza o quanto precisamos de uma vida comunal. Você acha que redes sociais estão nos unindo ou nos separando?
Botton –
Estamos nos unindo, mas não da maneira mais profunda. O que as redes sociais fazem é unir as pessoas ao redor das coisas de que elas gostam. Se você gosta de hóquei no gelo, pode se juntar a amantes de hóquei no gelo; se gosta de cozinhar, de salsichas, seja o que for. Eles se agrupam através de gostos. Porém uma comunidade verdadeira não se reúne apenas em torno de gostos comuns. É unida pelo simples fato de sermos humanos. Quando um grupo de estranhos se reúnem e descobrem que podem ver a humanidade um do outro, apesar de um gostar de hóquei no gelo e o outro não, um odiar cozinhar e outro não gostar de salsichas. É esse o verdadeiro desafio. Nesse sentido, as redes sociais não contribuem de qualquer maneira.
ZH – Você menciona Auguste Comte como um filósofo que percebeu que a secularidade necessita de rituais e práticas de religião. Você sabia que Porto Alegre possui um templo positivista?
Botton –
Li que o Rio de Janeiro tem um, mas não sabia que Porto Alegre também. Isso é muito interessante pra mim. E eu o visitarei, assim que for a Porto Alegre.
ZH – Porto Alegre é uma cidade bastante positivista em certo sentido...
Botton –
A sua imagem (de Comte) é a de um homem ridículo. De muitas maneiras, era mesmo ridículo. Mas eu o considero muito, muito interessante. Comte percebeu que o desaparecimento da religião por causa da ciência mudaria radicalmente a sociedade e traria novos problemas. Hoje sabemos quais foram esses problemas: as pessoas se sentem mais sozinhas, têm dúvidas sobre o sentido da vida, se importam demais com dinheiro, não são gentis umas com as outras... Todas essas coisas já se tornaram realidade. E a solução proposta por Comte foi criar essa religião para a humanidade, que ele imaginava pegar emprestadas as melhores características da religião descartando os maus hábitos.
ZH – Em alguns dos seus livros mais recentes, como Os Prazeres e Desprazeres do TrabalhoUma Semana no Aeroporto, e mesmo em algumas partes de Religião para Ateus você se aproxima do jornalismo, indo a campo e apurando, mais do que teorizando. Há uma tendência aí?
Botton –
Acho importante fornecer não apenas análises, não apenas ideias, mas também sentimentos de pessoas reais, e lugares, e emoções. A mistura é sempre boa. Sempre fiz isso nos meus livros, de diferentes maneiras. Não é verdadeiramente jornalismo. É mais um tipo de narrativa não ficcional. Há descrições. É parecido com o que Norman Mailer fazia, no sentido de que é uma reportagem, de certa maneira. Mas é apenas um estilo, e como escritor sempre observo estilos diferentes, que podem ser bons para o assunto. No momento, estou escrevendo um romance sobre o casamento. Esse é meu próximo passo. Deve sair provavelmente em 2014.
ZH – Como você responderia aos críticos que dizem que seus livros trivializam conceitos da filosofia?
Botton –
Não sei. As pessoas assistem a programas terríveis na televisão: Big Brothers e coisas sensacionalistas. Se alguém trivializa Hegel ou Heidegger, no meu ponto de vista, isso não é tão ruim assim. Seria essa a minha resposta.
ZH – O que você sabe sobre o Brasil?
Botton –
Nunca estive no Brasil, mas considero o país fascinante. A descendência europeia produz uma cultura muito interessante, e o modo como a religião lida com isso é fascinante. Eu me interesso bastante pela arquitetura do país, particularmente a arquitetura moderna. E me interesso em o quão “não britânico” é o Brasil, em todos os sentidos. O quão diferente as mulheres são. Para mim, é tudo muito interessante.
Colaboração Clovis  de Souza



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Tecnologia e religião

Hoje às 19 horas a SIBRA irá transmitir ao vivo o seu serviço religioso de Kabalat Shabat no seu canal exclusivo www.livestream.com/SIBRARS

Com esta iniciativa que começou em setembro deste ano, a Sociedade Israelita Brasileira de Cultura e Beneficência de Porto Alegre se transformou na primeira sinagoga do Brasil em oferecer este serviço.

O objetivo é chegar naquelas pessoas impossibilitadas de comparecer na sinagoga,  pessoas que moram em cidades sem sinagoga, pessoas doentes,  idosos e público em geral que deseje conhecer mais a cultura judaica.

Igualmente no www.livestream.com/SIBRARS ficam gravadas palestras que podem ser assistidas a qualquer hora do dia.

Recomendamos assistir a palestra do Rabino Roberto Graetz, gravada no dia 9 de novembro.

Tecnologia e religião uma realidade na SIBRA.



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Feira das religiões no Mercado Público de Porto Alegre

O Grupo de Diálogo Inter-religioso convida para a primeira mostra cultural do Mercado da cidade.

Dias 7, 8 e 9 de novembro

Das 9 às 19:30 horas

Venha prestigiar o evento.

No Espaço Eventos, no térreo do Mercado Público.

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XVI Assembléia Nacional do Diálogo Católico-Judaico e V Encontro Inter-Religioso de Diálogo e Educação para a Paz – Educação

Ana Tartarotti, jovem comprometida com os valores do Cristianismo, repassou para este blog este interessante artigo que compartilhamos.

Dom Francisco Biasin

A realização da Assembléia do DCJ acontece por lembrar os 45 anos de publicação da Declaração Nostra Aetate do Concílio Vaticano II.

Datada de 28 de outubro de 1965, a Declaração "Nostra Aetate" do Concílio Vaticano II sobre as relações da Igreja com as religiões não-cristãs, representa uma virada importante na história das relações entre judeus e católicos. Nela os bispos da Igreja Católica condenaram formalmente o anti-semitismo, afirmando: "A Igreja (...) deplora os ódios, as perseguições, as manifestações anti-semitas dirigidas contra os judeus em qualquer época e por qualquer pessoa".(NA 4) O Concílio, assim, alterou irreversivelmente a maneira pela qual nos enxergamos uns aos outros.

A iniciativa conciliar, aliás, inscreveu-se numa conjuntura profundamente modificada pela recordação das perseguições e das chacinas de judeus, que se verificaram na Europa imediatamente antes e durante a Segunda Guerra Mundial.

Embora o cristianismo tenha nascido no judaísmo e dele tenha recebido alguns elementos essenciais da sua fé e do seu culto, entre ambos, ao longo dos séculos, cavou-se cada vez mais o abismo, de sorte que se chegou quase a uma incompreensão de parte a parte.

Desde o Concílio Ecumênico Vaticano II, as barreiras de desconfiança mútua foram gradativamente se dissolvendo. De 1965 até hoje, estabeleceram-se mais contatos positivos do que em todos os 1900 anos anteriores e as relações entre judeus e católicos melhoraram radicalmente. Onde havia ignorância, e portanto preconceito, hoje há crescente estima e respeito recíproco. Conscientes dos resultados positivos alcançados nestas últimas décadas, sentimo-nos determinados a prosseguir a caminhada rumo a um futuro de fraternidade, harmonia e paz.

Mesmo empenhados em sonhar e construir este futuro, temos consciência de que o judaísmo, como berço do cristianismo, é geralmente desconhecido. Há muitos preconceitos a respeito. Lamentamos que, mesmo depois do horrível Holocausto sofrido pelo povo judeu no século passado, continuem movimentos e atitudes anti-semitas no mundo inteiro.

Quanto à terra de Israel, faz-se oportuno recordar que o Senhor Deus quis dar a Abraão e à sua descendência, como fruto da promessa, a antiga terra de Canaã, que os judeus habitaram. A ocupação romana e as sucessivas invasões do país de Israel acarretaram duras vicissitudes para o povo disperso entre nações estrangeiras. É de se reconhecer o direito dos judeus a uma existência política tranqüila na sua terra de origem, sem que isto acarrete injustiça ou violência a outros povos. E, para a consciência do povo judeu, este direito se concretiza no Estado de Israel.

Que outra nação no mundo contemporâneo fala o mesmo idioma, professa a mesma fé e habita a mesma região de 3000 anos atrás? Não é difícil entender o apego emocional dos judeus à terra de Israel. É uma terra que lhes pertence não só por direito, mas, acima de tudo, porque constitui a concretização de uma profecia bíblica que é o esteio da história, da lei e da fé judaica.

Objetivos e meios para promover o diálogo

Seja-me permitido lembrar aqui para todos, mas principalmente para nós católicos, alguns objetivos e meios para realizar um diálogo frutuoso:

O diálogo religioso ou inter-religioso deve ser vivido e alimentado pela vida, para que a palavra não se desgaste. Através da palavra passa a vida, e com esta a comunhão. Atingindo-se a comunhão chega-se a Deus.

Diálogo religioso é a procura de Deus por meio do irmão, em quem Deus se revela, a partir de sua própria experiência de Deus.

O objetivo mais imediato do diálogo é conhecer o outro, para ver o que Deus nos diz por meio dele. E não em primeiro lugar dizer ao outro o que queremos.

O conhecimento do outro, o modo como ele se vê, como ele reza, como conhece a Deus, é o primeiro passo do diálogo religioso.

Um segundo passo será a humildade de aprender. No diálogo com o judaísmo, os cristãos têm muito a aprender. Os judeus receberam, conservaram e aprofundaram uma rica tradição religiosa, teológica, bíblica e espiritual, fundamento das Igrejas cristãs.

Este diálogo acontece primeiramente no dia-a-dia, nos trabalhos, nos contatos, nas lutas pela justiça etc. Muitas vezes, quando os homens lutam e vivem unidos, caem os preconceitos oriundos da formação humana e religiosa recebida em suas respectivas instituições. Realmente nada como a vida para formar.

Os Judeus no Brasil

O incremento demográfico dos judeus no nosso país não é devido somente à imigração. Nos últimos decênios restringe-se mais ao crescimento interno, concorrendo para tanto a convivência comunitária.

A coletividade judaica do Brasil é hoje, numericamente, a segunda na América Latina, cuja maior comunidade, vive na Argentina.

A aproximação mútua entre a coletividade judaica e a população em geral se manifesta através de mostras de solidariedade e reconhecimento, tanto por parte do povo como das autoridades do país.

Existe, portanto, não apenas uma aproximação e sim uma  integração sempre crescente da cultura judaica com a cultura brasileira, que por ser plural, é includente, oferece espaço e dá cidadania a todas as culturas que se apresentam repletas de valores éticos e religiosos. No Brasil é possível um ensaio pacífico de harmonia na diversidade religiosa e cultural dos seus cidadãos. O Brasil tenha talvez uma vocação muito peculiar: a de apresentar ao mundo que é possível viver em paz, no respeito de tradições religiosas e culturais diferentes. Aliás, ouso dizer, que o Brasil permite e favorece uma aproximação fecunda das diversas tradições de modo que, cada uma, sem perder a sua identidade, possa se enriquecer dos valores positivos das outras para sublinhar e colocar em relevo mais o que nos une do que aquilo que nos divide.

O que nos divide e cria instabilidade no Brasil é a exclusão social, o abismo ainda existente entre ricos e pobres, a existência de uma massa sobrante que grita por cidadania plena. Quem sabe se a confluência de tantas energias positivas, do esforço de tantos sujeitos sociais ricos em valores éticos e religiosos possa contribuir, através de iniciativas, projetos e trabalhos comuns, para diminuir e até superar este tipo de exclusão?!

Neste sentido, o diálogo é fecundo, o conhecimento mútuo é necessário, a colaboração fraterna é urgente. E o fruto será a paz, o shalom bíblico, sonho comum de judeus e de cristãos.

Conclusão

Concluo citando um breve trecho do discurso pronunciado pelo Papa Bento XVI em ocasião da visita ao mausoleo di Yad Vashem em Jerusalém, no dia 11 de maio de 2009: “A Igreja Católica, empenhada nos ensinamentos de Jesus e orientada para imitar o seu amor por todas as pessoas, experimenta uma profunda compaixão pelas vítimas aqui recordadas. Do mesmo modo, coloca-se ao lado de quantos hoje estão sujeitos a perseguições por causa da raça, da cor, da condição de vida ou da religião – os seus sofrimentos são também os dela e dela é a sua esperança de justiça. Como Bispo de Roma e Sucessor do Apóstolo Pedro, confirmo – como os meus predecessores – o empenho da Igreja a rezar e agir incansavelmente a fim de garantir que o ódio nunca mais reine no coração dos homens. O Deus de Abraão, de Isaac e de Jacob é o Deus da paz (cf. Sl 85, 9)”.

Shalom a todos!


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Grupo Inter-religioso realiza culto na Catedral Metropolitana

O Grupo de Diálogo Inter-religioso de Porto Alegre participou hoje de uma cerimônia em homenagem aos 85 anos do Instituto dos Advogados do Brasil.

O arcebispo de Porto Alegre, Dom Dadeus Grings participou do culto e recebeu calidamente na Catedral a cada um dos integrantes de Grupo.

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