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Palestra sobre o Judaísmo na America Latina

17 de maio de 2012 0

Prezados leitores disponibilizamos o link da palestra proferida sobre o Judaísmo na America Latina no marco da Semana Acadêmica da Escola Superior de Teologia de São Leopoldo, Rio Grande do Sul.

No vídeo também poderá ser acompanhada a palestra do representante dos cultos Afro-Brasileiros.


http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=2risp044crg

Culto Inter-religioso alusivo do Dia das Mães

13 de maio de 2012 0

Foi realizado neste final de semana na Catedral Metropolitana o culto guiado pelo Grupo de Diálogo Inter-religioso para comemorar o Dia das Mães.

O culto faz parte da agenda do Município de Porto Alegre e contou com a presença do Sr. Prefeito, Presidente da Câmara Municipal, Secretários, Vereadores e público em geral.






















Como ocorre tradicionalmente em todos os anos, foi realizada neste final de semana, a cerimônia inter-religiosa em homenagem ao Dia das Mães. O prefeito José Fortunati, acompanhado da primeira-dama, Regina Becker,  participou do da celebração que ocorreu na Catedral Metropolitana da Capital.

Organizada pela Comissão de Eventos do município, a cerimônia realizada por diversos representantes do Grupo de Diálogo Inter-religioso da Capital (Dirpoa) teve  apresentações musicais do Coro do Dmae e da cantora Carla Zambiasi.

O Grupo de Diálogo Inter-religioso de Porto Alegre é integrado por lideranças das religiões católica, espírita kardecista, judaica, budista zen, budista tibetana, islâmica, fé-bahái, umbanda e cultos afro-brasileiros, anglicana e luterana. A iniciativa - inédita no Brasil - existe há 14 anos e hoje faz parte do patrimônio espiritual de Porto Alegre, reconhecida pela Lei Municipal 10.372 de 25/01/2010.

O prefeito José Fortunati falou da importância da cerimônia que reúne diversas religiões. “É uma bela homenagem às mães, este momento evidencia que é possível encontrar a paz, através do respeito, do acolhimento das diferenças e do diálogo amoroso”.

"O bem estar do homem e da humanidade está acima de tudo. Esse é o nosso caminho”, destacou o representante do Centro Cultural islâmico, Ahmad Ali, um dos criadores do grupo.  Também participaram do evento o presidente da Câmara de Vereaores, Mauro Zacher, vereadores e secretários municipais.

Integrantes do Grupo Inter-religioso

Centro Cultural Islâmico do RS - Ahmad Ali
Budismo Tibetano - Nelson Morroni
Fé Bahái - Payam Neda
Igreja Episcopal Anglicana do Brasil - Reverenda Marinês dos Santos Bassoto
Sociedade Israelita Brasileira- Rabino Guershon Kwasniewski
Conselho da Umbanda e dos Cultos Afro-Brasileiros - Babalorixá Clovis do Xangô (Clovis Alberto Oliveira de Souza)
Federação Espírita do RGS - Cristina Cânovas de Moura
Igreja Católica - Padre Luis Carlos de Almeida
Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil - Pastor Carlos Dreher
Budismo Zen - Monja Shoden

Texto de: Bibiana Barros
Edição de: Gilmar Martins























O Dir-Poa agradece as fotografias de Ivo Gonçalves/PMPA

Semana Acadêmica na EST

11 de maio de 2012 0



Agradeço o convite da Escola Superior de Teologia de São Leopoldo, onde fui convidado para falar do Judaísmo na America Latina.

Alunos e professores prestigiaram o encontro.

Este tipo de iniciativas contribui para fortalecer o diálogo inter-religioso.

Parabéns Reitor Oneide Bobsin pela iniciativa.

Papa Bento XI recebe membros do Congresso Judaico Latino-Americano

10 de maio de 2012 0

Hoje aconteceu a audiência entre o Papa e os membros do Congresso no Vaticano, Roma.

Católicos  e Judeus se reuniram hoje para estreitar os vínculos.

Presidentes de entidades, rabinos, liderados pelo Sr. Jack Terpins Presidente do CJL participaram do encontro.

Historia de la relación entre judíos y católicos

03 de maio de 2012 1

BUENOS AIRES (CJL) - Por primera vez, el Congreso Judío Latinoamericano (CJL) y la Conferencia Episcopal Latinoamericana (CELAM) editan un libro en forma conjunta, que hace una retrospectiva de las relaciones entre judíos y católicos en los últimos 40 años, desde la creación del Comité Internacional de Enlace entre Judíos y Católicos, espacio de encuentro entre las organizaciones judías y la Santa Sede.

El libro surgió como una idea de los representantes de ambas organizaciones que participaron el año pasado en la reunion del Comité Internacional de Enlace en París, y rescata la visión judía y católica por parte del Rabino David Rosen y el Padre Lawrence Frizzell.

El CJL hará entrega al Papa Benedicto XVI de una edición especial de este libro, en oportunidad del próximo encuentro que mantendrá con él, en el mes de mayo.

Dia das Mâes

30 de abril de 2012 0

Comemoração Budista

27 de abril de 2012 0

No passado dia 21 de abril, o Grupo de Diálogo Inter-religioso de Porto Alegre, participou do evento Hanamatsuri que reuniu integrantes da comunidade Budista e público geral na Usina do Gasômetro.

O Grupo recebeu os cumprimentos do Prefeito Municial de Porto Alegre, José Fortunati.

O DIR-POA parabeniza a comunidade Budista pelo evento.


Revista Devarim on-line

25 de abril de 2012 0

A revista Devarim pertence a comunidade  judaica da ARI do Rio de Janeiro,  ela pode ser lida on-line.

Convido os leitores do Blog das Religiões a ler o meu artigo Tefilat Haderech, para conhecer  a reza que os judeus fazemos antes de empreender uma viagem - páginas 53, 54 e 55 -

Aproveitem para ler outros interessantes artigos e edições anteriores.

http://docvirt.com/docreader.net/docreader.aspx?bib=DEVARIM&pasta=Ano%2007%20-%20n%BA%2017%20-%20Abril%20de%202012&pesq=

Shabat ao vivo

20 de abril de 2012 2

A SIBRA,  primeira e única sinagoga do Brasil em transmitir ao vivo os seus serviços religiosos de Kabalat Shabat convida a todos

os interessados em conhecer a liturgia judaica a entrar em

www.livestream.com/SIBRARS

Todas as sextas-feiras, às 19 horas.

Shabat Shalom!

Novo livro da Torá chega em Porto Alegre

20 de abril de 2012 0

Doado pelos Sres. Nilma e David Igdaloff - Presidente de la Asociación Israelita de las Pampas -,  o livro chegou em Porto Alegre e fará parte dos livros sagrados da sinagoga da SIBRA.

O livro foi escrito em Jerusalem, Israel,  viajou até os Estados Unidos, país de residencia do casal Igdaloff e agora chegou definitivamente na SIBRA.

A Torá é o Antigo Testamento,  a sua escritura é feita por um escriva, com pena e tinta sobre pergaminhos de couro.

O processo de escrita pode durar até três anos; é uma tradição que passa de uma geração a outra.

Com a chegada deste novo livro a SIBRA renova o seu compromisso com a Lei Judaica, fonte de inspiração e guia dos destinos do povo de Israel.

PÁSCOA E ESPIRITISMO

08 de abril de 2012 10

As instituições espíritas não celebram a Páscoa, nem programam situações específicas para “marcar” a data, como fazem as demais religiões ou filosofias “cristãs”.

A figura de Jesus no contexto espírita está mais próxima de nós: para nós ele assume a posição de mestre e irmão, filho de Deus. A moral pregada por Jesus é a moral do Espiritismo. A civilização ocidental celebra as datas do nascimento e da morte das pessoas que nos são caras e Jesus é nosso irmão, amigo e mestre, e por tal nós o celebramos.

A Páscoa ou a celebração da dita “ressurreição” de Jesus, tem uma conotação  peculiar. É necessário buscar, no tempo, na História da Humanidade, as referências ao acontecimento.

A Páscoa, propriamente dita, não é relacionada ao martírio e sacrifício de Jesus; ela já existia anteriormente a Jesus; naquela época, era uma festa cultural. No Evangelho de Lucas (Cap. 22, v. 15 e 16), Jesus fala sobre o evento: “Tenho desejado ansiosamente comer convosco esta Páscoa, antes da minha paixão. Porque vos declaro que não tornarei a comer, até que ela se cumpra no Reino de Deus.”  A Páscoa já era uma “comemoração”,

Historicamente, a Páscoa é a junção de duas festividades muito antigas, comuns entre os povos primitivos, e pelos judeus, à época de Jesus. Fala-se do “pesah”(passagem de Moisés com seu povo no Mar Vermelho), uma dança cultural, representando a vida dos povos nômades, numa fase em que a vinculação à terra (com a noção de propriedade) ainda não era flagrante. Também estava associada à “festa dos ázimos”, uma homenagem que os agricultores sedentários faziam às divindades, em razão do início da época da colheita do trigo, agradecendo aos Céus, pela fartura da produção agrícola que saciava a fome de suas famílias, e propiciavam as trocas nos mercados da época. Ambas eram comemoradas no mês de abril (nisan) e, a partir da fuga do povo hebreu do Egito (“êxodo”, em torno de 1441 a.C.) passaram a ser comemoradas juntas. Foi esta celebração de Páscoa que o Cristo desejou comemorar por ocasião da última ceia.

Mas há outros elementos da vida de Jesus que marcam a Páscoa. As quinta e a sexta-feira santas, o sábado de Aleluia e o domingo de Páscoa. Os primeiros relacionam-se ao “martírio”, ao sofrimento de Jesus e os últimos, à ressurreição e a ascensão de Jesus.

O Espiritismo não aceita a ressurreição, por considerar que a interpretação tradicional aponta para a possibilidade da manutenção do corpo do Cristo, no post-mortem, situação totalmente rechaçada pela ciência, com relação ao envoltório físico. A ressurreição diz que todas as pessoas no Juízo Final virão a ter o mesmo corpo que tiveram anteriormente, o que é impossível, pois tudo se modifica, tudo se transforma.  O Espiritismo admite o renascimento, com o nascimento de novo corpo com um espírito criado por Deus; este espírito não é eterno, pois eterno só Deus. O espírito imortal renasce para progredir, trazendo o que de bom já construiu em outras vidas e que agora precisa aprender a mais para progredir.  Foi o Espírito de Jesus que apareceu em muitas ocasiões após a sua partida deste mundo.

A Páscoa, conforme a interpretação das seitas tradicionais, se mostra envolta num contexto de culpa. Acredita-se que Jesus teria padecido em razão dos “nossos” pecados, e o sofrimento de Jesus teria sido realizado para “nos salvar”. Sabemos que todos nós somos responsáveis pelo que fazemos. Ninguém sofre por mim o mal que fiz. O momento da Páscoa pode nos mostrar o transpor, o transformar, a libertação nossa quando nos libertamos do “homem velho” que existe em nós quando nos tornamos melhores, e permanecemos perto de Jesus toda vez que fazemos o que ele nos ensinou, que foi o bem e o amor.

Os símbolos da Páscoa: os ovos(o começo da vida); o coelho(a fecundidade); o cordeiro imolado (o sacrifício de Moisés por ter saído do deserto),o círio(a vela) que ilumina os caminhos, o girassol(a flor que se volta para a luz); o pão e o vinho(significando o alimento da última refeição); o bolo da pomba da Paz(celebração doce que um confeiteiro fez a um soberano que por tal poupou uma cidade), a quaresma(quarenta dias antes da Páscoa), todos estes símbolos falam muito forte de vida, mais de vida que de morte.  Para nós a Páscoa é a vitória da vida do espírito sobre a morte, a certeza da imortalidade do espírito e da reencarnação, porque a vida, em essência, é amor, no exemplo da própria existência de Jesus, de amor ao próximo e de valorização da própria vida.

Nesta Páscoa, lembremos os belos exemplos de Jesus, o doce Rabi, que nos guia para nos tornarmos melhores, com mais amor no coração. Vamos comemorar a Páscoa com nossa transformação, rumo a uma vida mais plena de amor e paz.

Desconfessionalização de espaços religiosos e assistência religiosa em hospitais

03 de abril de 2012 1
Estou convidando vocês para a minha banca de mestrado em Ciências Sociais pela PUCRS. O título da dissertação é Desconfessionalização de espaços religiosos e assistência religiosa em hospitais de Porto Alegre. O trabalho foi realizado dentro do tema Religião e Sociedade.
Gostaria de agradecer de forma especial a todos os que me receberam, conversaram comigo e concederam uma entrevista. Em todas as ocasiões fui muito bem recebido. Também agradeço ao acesso aos hospitais e materias necessários para o trabalho. Sem a ação de vocês essa pesquisa seria inviável ou estaria grandemente comprometida. Devido à falta de material disponível ao público sobre o tema e à sensibilidade das questões que minha dissertação envolve, foi necessário focar meu trabalho de campo nas entrevistas. Elas foram o ponto central de todo o trabalho de campo.
Segue abaixo a data e o local da banca:
Data: 04/04/2012 (4ª-feira)

Horário: 14 h

Local: PUCRS, prédio 5, sala 204

A banca deve durar em torno de 1 h e 30 min. Tenho aproximadamente 20 minutos para explanação, e boa parte do tempo é arguição da banca.
Muito obrigado a todos.
Att,
Marcos Boldrini

Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais
Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul



Encontro Inter-religioso nos Estados Unidos com presença brasileira

02 de abril de 2012 0

Desde 2008, centenas de sinagogas, mesquitas e centros culturais muçulmanos e judeus, vêem promovendo ações conjuntas ao redor do mundo para criar laços de amizade e compreensão entre eles. Incentivadas e idealizadas por instituições internacionais, como a Fundação de Entendimento Étnico (FFEU), a Sociedade Islâmica da América do Norte (ISNA), entre outras, o objetivo destes encontros é mostrar que judeus e muçulmanos compartilham da mesma fé e de um mesmo destino.

Por conta disso, durante os dias 26, 27 e 28 de março aconteceu a primeira Missão de Líderes Muçulmanos e Judeus da America Latina, Estados Unidos e Canada, em Washington (DC). Para esta missão, foram convocados 5 líderes de cada tradições e entre eles, estão os rabinos brasileiros Nilton Bonder e Michel Schlesinger. O rabino já havia participado da primeira expedição pelo Oriente Médio no projeto Caminhos de Abraão promovido pela Universidade de Harvard com o objetivo de aproximar as tradições judaica, cristã e muçulmana.



A FFEU e ISNA, organizadoras desta missão e responsáveis por promover a harmonia racial e o fortalecimento das relações intergrupais, querem unir judeus e muçulmanos e mostrar que eles podem trabalhar juntos de maneira produtiva para fortalecer os laços entre as duas comunidades no Hemisfério Ocidental e ao redor do mundo.

O encontro incluiu reuniões na Casa Branca com membros muçulmanos e judeus do Congresso dos Estados Unidos, a Secretaria de Estado Hillary Clinton e os embaixadores do Brasil e da Argentina. Em tempos de instabilidade e incerteza política o encontro privilegia o diálogo e a cooperação como alternativa a fanatismo e radicalismo.

Fonte: NRJ

Comunidade comemora contribuição ao Brasil no Dia da Imigração Judaica

16 de março de 2012 1

O Dia da Imigração Judaica homenageia a contribuição dos judeus para a formação da sociedade brasileira. A celebração, no dia 18 de março, foi criada por um projeto de lei do então deputado federal Marcelo Itagiba (PSDB-RJ), sancionado em 2009 pelo então presidente em exercício, José Alencar.

No Rio de Janeiro, a Federação Israelita (Fierj) e a Associação Religiosa Israelita (ARI) farão uma cerimônia especial de Shabat, no dia 16, às 18h30, na sinagoga da ARI, com a presença de Claudio Lottenberg, presidente da Confederação Israelita do Brasil; Marcelo Itagiba; lideranças políticas e comunitárias.

No dia 20, também em comemoração à data, Itagiba lançará o livro “De Olho no Rio e no Brasil”, no Clube Israelita Brasileiro, em Copacabana. A obra traz 58 artigos publicados na imprensa brasileira entre 2002 e 2012.

Em Belo Horizonte, será comemorado no dia 18 o Dia Municipal da Imigração Judaica, conforme lei de janeiro deste ano, de autoria do vereador Hugo Thomé. Haverá uma exposição sobre a imigração, depoimentos de imigrantes, música judaica e comidas típicas. A celebração foi noticiada no site da Unegro – União de Negros pela Igualdade.

A data de 18 de março marca o dia da reinauguração, em 2002 no Recife, da Sinagoga Kahal Kadosh Zur Israel (Santa Comunidade Rochedo de Israel), a primeira das Américas. Os judeus fazem parte da história do Brasil desde antes de seu descobrimento. Há historiadores que afirmam que o projeto ultramarino português só foi possível graças à participação concreta dos judeus.

Veja vídeo que homenageia, em ritmo de forró, os imigrantes judeus que se estabeleceram em todas as regiões do País, dos pampas à Amazônia.

Veja imagens antigas de imigrantes judeus no Brasil.


"Navio de Emigrantes", de Lasar Segall. Reprodução.
Fonte CONIB

Crucifixos e perseguição

09 de março de 2012 5

A decisão vergonhosa de retirar dos prédios da Justiça os crucifixos só retrata a calamitosa perseguição que o Estado abraça em prol do ateísmo persecutório. Reprovam a manifestação social, cultural e livre de quaisquer amarras legais dos cidadãos de um país cuja população é composta em sua maioria por católicos. Haja visto que a pasma sociedade gaúcha agora é obrigada a assistir a remoção de um símbolo que, longe de qualquer tipo de legislação, figurava nos prédios de sua justiça tão somente pela força do costume social.

A manifestação religiosa a qual o Estado alude sequer figura como afronta ao texto constitucional, pois não há qualquer comando do Estado conduzindo a presença dos crucifixos, há sim, desde esta decisão vexatória, a determinação estatal em desrespeito a laicidade impondo assim a perseguição direta e oficialmente.

Não se pode apoiar tal atitude advinda de uma justiça que promove em larga escala a presença constante da deusa pagã Têmis como seu símbolo. Lança agora um discurso burocrático para atender a causa da Liga Brasileira de Lésbicas em recurso de uma decisão que, em dezembro do último ano, não acolheu o pedido de remoção dos crucifixos por entender que não havia postura preconceituosa.

Presenciamos a eliminação da identidade cultural do povo brasileiro. Tentam alegar que a presença dos crucifixos fere aqueles que não professam a fé católica, contudo, estarem eles presentes não significa adesão do Estado a tal crença, mas sim o reconhecimento de uma tradição historicamente construída dentro da cultura de nosso país. Não se trata de impor a religião católica nem sequer de ofender a sensibilidade daqueles que não a seguem, mas simplesmente de não se admitir que o povo brasileiro seja tolhido de um pedaço de sua história e de uma forte tradição.

A decisão ignora o papel marcante da cristandade na formação deste país e na construção da identidade de seus cidadãos. Testemunhamos a anulação de nossas tradições, base de nossa sociedade.

Recentemente vislumbramos o valor da Cruz ao vê-la emergida dos destroços do World Trade Center, em Manhattan, nos Estados Unidos da América. Também lá se presenciou esforços dos ateus em removê-la de seu lugar no atual memorial do 11 de Setembro. O crucifixo nos remete ao amor à Deus e é símbolo universal do amor ao próximo. Curiosamente lutamos apenas contra os símbolos católicos. A quem interessa realmente a remoção dos crucifixos?

Descartamos o humanismo em favor do relativismo. Não esquecemos da defesa constitucional na antiga União Soviética a respeito da liberdade religiosa e, contudo, aquele Estado vivenciou e alimentou uma intensa perseguição religiosa.

Qual o próximo passo? Acabar com os feriados religiosos? Implodir o Cristo Redentor? Estamos a um passo da barbárie.

Felipe José Kayser Furlan

Professor de Direito